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segunda-feira, 12 de abril de 2010

"RIZOMA" RESSUSCITADO - DO BLOG VÍRGULA - IMAGEM (MODOLINKAR)

11.01.10

www.rizoma.net

por Marcelo Terça-Nada!

O Rizoma.net foi um importante site que abrigou rico acervo de artigos sobre ativismo, cibercultura e intervenção urbana. O site saiu do ar em 2009, mas o pessoal do CCR está organizando todos os textos do site em e-books disponibilizados para download gratuito.
Faça download dos PDFs, leia e divulgue:

RIZOMA.NET- Afrofuturismo

RIZOMA.NET – Anarquitextura


download (186 páginas
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Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Recombinação


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Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Gibi


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RIZOMA.NET- E-spaço

RIZOMA.NET- Câmera Olho

RIZOMA.NET- Desbunde

RIZOMA.NET- Hierografia


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Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Potlach

>> Mais cinco e-books estão disponíveis para download neste link
Outros lugares e formas para vc acessar os textos do Rizoma:

domingo, 21 de fevereiro de 2010

'Os transgênicos são incapazes de evitar a fome', afirma ativista indiana

"Foram as multinacionais [das sementes] que trouxeram a crise alimentar, que especularam, que não deixaram que os alimentos fossem acessíveis às pessoas". A afirmação é de Vandana Shiva.
"O algodão Bt não só não aumenta a produtividade como, além disso, é muito mais caro. As sementes tradicionais de algodão custavam sete rúpias por quilo, ao passo que um quilo de algodão Bt custa 17.000 rúpias. Além disso, supõe-se que estas sementes sejam modificadas para controlar pragas, mas o certo é que elas criam outras novas, o que implica em um aumento de 30% no uso de pesticidas", denuncia Shiva.
A luta de Vandana Shiva é a luta pelas sementes, pelas mulheres, pela diversidade, pela vida. Ela começou a sua militância no começo dos anos 1970 no Chipko, um movimento de resistência pacífica de mulheres que abraçaram árvores para evitar sua derrubada. Desde então, está há mais de 20 anos lutando na Índia e percorrendo o mundo para denunciar as políticas neoliberais e as imposições e enganos das multinacionais da alimentação. As mesmas políticas e enganos que levaram o seu país a ter o maior índice mundial de desnutrição infantil e que, além disso, condenou os camponeses ao suicídio e as mulheres à miséria.
Física teórica, ecofeminista, filósofa e escritora, Vandana criou, em 1982, a Fundação para a Pesquisa Científica, Tecnológica e Ecológica Navdanya que promove o intercâmbio de sementes e a manutenção da biodiversidade. Através do movimento Mulheres Diversas pela Diversidade trabalha o empoderamento feminino na Índia e promove uma aliança global necessária de mulheres como resposta à globalização patriarcal, depredadora e não sustentável. Vandana Shiva não separa a ecologia do feminismo: "O ecofeminismo coloca a vida no centro da organização social, política e econômica. Algo que as mulheres fazem desde sempre".
Shiva é autora de vários livros, dentre os quais destacamos Biopiratiaria. A pilhagem da natureza e do conhecimento (Vozes, 2001) e Monoculturas da mente (Global Editora, 2003).
Segue a entrevista que Vandana Shiva concedeu a Izaskun Sánchez Aroca e está publicada no jornal quinzenal espanhol Diagonal, n. 97, de 05 a 18-03-2009. A tradução é do Cepat.
Como a produção da jatrofa (uma erva não-comestível que cresce em terra infértil e requer relativamente pouca água) afetou a crise alimentar?
Na Índia dizem que a jatrofa só se desenvolve em terras áridas que não poderiam ser utilizadas para outra coisa, assim que supostamente não representaria uma ameaça à segurança alimentar. Mas isso não é certo. Na Navdanya elaboramos um estudo que analisa os grandes cultivos de jatrofa nos Estados de Maharashtra, Rajastán, Chhattisgarh que monstra que estes cultivos estão desencadeando uma crise alimentar na região, além de um problema de acesso à terra. No Estado de Rajastán estão mudando as leis para converter terras comunais, tradicionalmente de pastoreio, em plantações de jatrofa.
Fizemos um estudo que mostra que a toxicidade desta planta se propaga pelo ar. O objetivo na Índia é plantar 11 milhões de hectares de uma planta tóxica, o que significa que estás deixando essa terra deserta. Além disso, a jatrofa representa um perigo para as crianças, que colhem os frutos e os comem..., algumas ficam doentes ou morrem. É um sistema absurdo. Temos mais de 200 tipos de árvores ou arbustos oleaginosos que poderiam prover energia localmente sem colocar em perigo a segurança alimentar.
As indústrias da biotecnologia afirmam que os transgênicos ajudaram a aumentar a produtividade em países como a China ou a Índia, mitigando os efeitos da crise alimentar.
O único cultivo modificado geneticamente que temos na Índia é o algodão Bt. O algodão não serve para consumo humano: é usado na produção têxtil. É muito característico da indústria da biotecnologia fazer associações absurdas e chamá-o de ciência. Outra manipulação são os dados das exportações. Na realidade, a Índia está exportando às custas de sua indústria local, porque 80% do algodão vai para a China, onde são fabricadas roupas baratas para a Índia, para a Espanha, para vender aqui e acolá.
Enquanto isso, os nossos camponeses estão se suicidando devido ao preço das sementes de algodão modificadas geneticamente. O algodão Bt não só não aumenta a produtividade como, além disso, é muito mais caro. As sementes tradicionais de algodão custavam sete rúpias por quilo, ao passo que um quilo de algodão Bt custa 17.000 rúpias. Além disso, supõe-se que estas sementes sejam modificadas para controlar pragas, mas o certo é que elas criam outras novas, o que implica em um aumento de 30% no uso de pesticidas. Estes são dados coletados no campo, baseados nos camponeses, não nos relatórios que os altos executivos da Monsanto olham por cima em seus escritórios em Londres ou Bonn. As exportações de algodão na Índia caíram cerca de 50%, e será que todas as grandes multinacionais da agroindústria também perderam 50%? Não. Porque o comércio e a produção já não estão mais relacionados, por isso há uma crise alimentar. Foram estas multinacionais que trouxeram a crise alimentar, que especularam, que não deixaram que os alimentos fossem acessíveis às pessoas.
O cultivo do algodão Bt está aumentando tanto porque a Monsanto se assegura de que não exista outro tipo de sementes, destrói qualquer fornecimento alternativo. Pressionam as instituições e os governos para que deixem de produzir, de conservar, assim que não existe nenhum banco público de sementes. Além disso, enganam os camponeses para que não troquem sementes entre si. Oferecem-lhes uma variedade nova com promessas de alto rendimento e dinheiro e o camponês aceita, mas não se dá conta de que a Monsanto fez o mesmo em cada povoado, em cada Estado, e logo há grandes áreas que dependem do algodão Bt da Monsanto.
Realmente, não é algo que depende da escolha dos camponeses, mas da destruição de sua capacidade de escolha. Na Índia, os lugares em que o algodão Bt está sendo cultivado são aqueles em que o índice de suicídios é mais alto. Mais de 200.000 camponeses se suicidaram nos últimos 10 anos.
A mulher, apesar de ser a guardiã da biodiversidade, é a que mais sofre as consequências dos cultivos transgênicos.
Desde que as sementes estejam nas mãos das mulheres, convertem-se em suas guardiãs e não há nem mortes, nem suicídios. A globalização ameaça as mulheres com cargas muito sangrentas. A primeira é o assunto dos suicídios dos homens. Enquanto as mulheres ficam no campo, os homens visitam as cidades e se encontram com os agentes das companhias de sementes que lhes dizem: "usa esta semente milagrosa que vai te enriquecer". Nestas sementes, não há nenhuma etiqueta que te diga que isso é engenharia genética. Dessa forma, depois de dois anos de produção o camponês contraiu uma dívida tão grande que vai perder a sua terra. E é justamente neste dia que toma o pesticida. Alguém encontra o corpo e diz à mulher: "Teu marido está estendido no chão ao lado de uma garrafa de pesticida". E nesse momento, os agentes das empresas de sementes, os novos emprestadores, começam a visitar a casa para cobrar a dívida. As cargas mais pesadas da globalização recaem sobre as mulheres que, além disso, nunca participaram da tomada de suas decisões.
Por: IHU - Instituto Humanitas Unisinos (S.Leopoldo-RS)
http://www.unisinos.br/ihu/index.php
http://www.forumcarajas.org.br/portal.php?noticia&mostra&2480

domingo, 10 de janeiro de 2010

ÓBVIAS ESCAPADAS INCONSCIENTES!!??

NISE DA SILVEIRA

















Por mais que eu tente refletir e escrever sobre o maior mal de nossa sociedade,
mesmo vivendo este mal, e sabendo que muitas outras mulheres passam até por
coisas bem piores do que eu...não conseguiria.Porém saber que Simone de Beauvoir
escreveu,aos seus 41 anos :"O SEGUNDO SEXO", é surpreendente e recompensador!
Uma das questões mais complexas da humanidade!Raiz de muitos conflitos rotineiros,
e talvez o cerne das questões de direitos humanos!
Confesso, não tenho capacidade,nem condições necessárias para poder tratar
desta questão como eu gostaria!
Mas posso tentar escrever algumas coisas que sempre vi acontecer com
as mulheres que me rodeiam,e comigo mesma.
Por mais que se diga...ou mesmo que os homens  nunca entendam esta complexa e urgente questão
da mulher na sociedade, e nem as mulheres entendam e resolvam ir por caminhos opostos ao que seria o
esperado....e cairem nas "óbvias escapadas inconscientes",tanto os homens quanto as mulheres..."é melhor deixar pra lá"....mexer em ninhos de marimbondos nunca foi bom...e assim os assuntos mais presentes em nosso dia a dia,são tapados com a peneira há séculos....e eu pergunto, a troco de que?
Tive um amigo, o único amigo que preocupava-se e até falava sobre as questões da mulher!
Ele morreu cedo, mas vi que é algo que pode existir! Homens propondo-se a falar,
e a tentar cooperar com tais questões,mas quase sempre,os que sofrem com os problemas
é que devem lutar sozinhos !? é isso?
Sou mulher, não pude estudar antropologia, filosofia,psicologia ,sociologia,
ou outra coisa como essas... pra hoje poder estar tendo argumentos consideráveis e fazer-me entender!
Não tenho prática em escrever, tenho algumas deficiências,como todos,mas estou aqui tentando
dizer algo que possa acordar alguns, e sei que há muitas mulheres que poderiam e deveriam estar se expressando muito melhor do que eu,e não o fazem!
Sim, há algumas, sim! mas poderiam haver muitas mais! acho que não escrevem ou não se manifestam de outras formas porque acomodaram-se neste caos, e conseguem fazer das tripas coração e irem...irem...
mas para onde? No Brasil que dizem haver pouca participação do povo...será?...
Quando se parte pra luta num país como o Brasil, se é julgado como,radical, fanático, doido...
E se a gente se assume ativista,aí endoidou de vez, mesmo!
Hoje mais do que nunca as mulheres podem lutar junto com os homens,não contra eles,
tendo consciência sempre das armadilhas que estão por todos os lados,como por exemplo,
os condicionamentos que fazem as mulheres e os homens rivalizarem-se!
Lógico que há homens que assumem os emblemas a eles impostos de opressores, repressores,
covardes, exploradores, enfim ! E também há muitas mulheres que se sujeitam passivamente a estes
tão equivocados homens!... Então , sei que é possível começarmos a nos redesenhar, a nos atribuirmos novos desígnios e novas atitudes,deixando de repetir sempre o que nossos pais fizeram.
Hoje o companheirismo entre homens e mulheres é muito mais visível! Novos tempos!
E lutando juntos por causas tão abrangentes quanto esta,é que poderemos sair desta situação ainda muito nebulosa e que urge ser resolvida.
Quando um homem subestima uma mulher, ou vice e versa...a coisa fica ruim!
As diferenças entre os sexos é complicada, porque dificulta mesmo a compreensão, o entendimento mútuo! mas se formos pensar essas diferenças, esta incompreensão está também entre pessoas do mesmo sexo!

Nadia Stabile - 10/01/10

*IMAGEM : Nise da Silveira que com imensa coragem driblou com categoria de fazer inveja aos soberbos jogadores da seleção, a psiquiatria manicomial e higienista do século XX, colocando cores e amor no cuidar psiquiatrico.
http://eueumesmosemirenes.zip.net/arch2006-06-01_2006-06-30.html 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

TAZ: Zona Autônoma Temporária - Hakim Bey

Hakim Bey

“Fascinante...”
William Burroughs

“Nenhum respeito por nada”
Factsheet Five

“Uma obra-prima literária”
Freedom (Londres)

“Dadaísmo / surrealismo linha-dura”
Rudy Rucker

“Uma diversão lingüística...”
Colin Wilson

“Extraordinário... soberbo...”
Harold Norse

“Maravilhoso...”
Allen Ginsberg

A coleção Baderna se inicia com TAZ, um dos mais polêmicos livros do mundo contemporâneo. Seu autor, Hakim Bey, nunca foi fotografado, recusou-se a ser entrevistado pela Time, e quando mais jornalistas começaram a caçá-lo, desapareceu.

Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 80, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Surgiu até uma versão em disco, em uma parceria de Hakim Bey com o músico Bill Laswell (e não é o único disco de Bey: ele também gravou com William Burroughs e Iggy Pop).
É tamanha a “popularidade” que até um livro apócrifo de Bey foi lançado na Itália, no que ao final se revelou mais uma das ações de contra-informação de Luther Blissett (outro dos autores da coleção Baderna).

Os conceitos lançados por Bey tornam-se cada vez mais difundidos no universo do ativismo radical de esquerda. Principalmente o conceito de Zona Autônoma Temporária, mais conhecida pela sigla TAZ (de Temporary Autonomous Zone). A idéia de combater o Poder criando espaços (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo.

Usando de sua inusitada erudição, Hakim Bey cruza as referências mais inesperadas: da filosofia sufi aos situacionistas franceses, de Nietzsche aos dadaístas. E vai buscar precedentes para a TAZ entre os piratas dos séculos XVI e XVII, nos quilombos negros da América e nas efêmeras repúblicas libertárias do início do século XX.

O conceito de TAZ foi imediatamente adotado por ativistas das mais diversas tendências e das mais diversas áreas. Inspirou, por exemplo, muitas das táticas de rua dos manifestantes já nos famosos acontecimentos de Seattle. Mais de uma autoridade policial constatou aterrorizada que era muito difícil acompanhar a estratégia dos manifestantes de formar grupos aleatoriamente, atacar e depois desmanchar aquelas formações para formar outros grupos, com novos objetivos.
A TAZ também foi adotada com entusiasmo por hackers mais politizados em seus combates virtuais contra as autoridades. E também foi adotada, em uma maneira menos virtual, nas raves inglesas, quando o governo inglês criou uma lei que reprime as festas ao ar livre não chanceladas.

Ao mesmo tempo que esses manifestos e ensaios de Hakim Bey passaram a receber a atenção de ativistas e das autoridades (algumas teorias conspiratórias, talvez não tão delirantes, dizem que um departamento do FBI teria sido criado para descobrir sua identidade e acompanhar seus passos), passaram também a receber elogios entusiasmados por sua qualidade literária. E foram elogios vindos de escritores de respeito como Allen Ginsberg, William Burroughs e Robert Anton Wilson.

Seja por sua importância histórica, seja por sua qualidade como literatura, TAZ é uma leitura obrigatória para entender o mundo atual.

O AUTOR
Não há fotos de Hakim Bey. Milhares de histórias a respeito de quem seria ele correm soltas pela Internet. A história mais freqüente diz que Hakim Bey teria sido um poeta em algum lugar do norte da Índia, que por questões políticas teria sido obrigado a fugir para a Inglaterra e depois, por causa do envolvimento em uma ação terrorista, teria fugido para Nova York. Outros dizem que ele seria a ovelha negra de uma família de milionários. A informação mais segura diz que ele seria um americano que viveu muito tempo no Irã, mas fazendo o quê é um mistério.

FONTE : http://www.conradeditora.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=76
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