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domingo, 31 de maio de 2015

Ocupação Jardim União: Na zona sul, uma pequena cidade autônoma








Por Henrique Santana
Fotos: André Zuccolo


O Jardim da União está há um ano e meio no distrito do Grajaú, zona sul de São Paulo. Com 820 famílias distribuídas em quatro quadras, a ocupação se tornou uma pequena cidade autônoma. Com a falta de políticas do Estado, o número de famílias dobrou no decorrer do último ano. Hoje, conta com educação própria, reciclagem e agricultura.
A caminhada das famílias passou por uma violenta reintegração de posse em uma ocupação localizada no Itajaí, também no Grajaú, em setembro de 2013. Sem teto e sem terra, as cerca de 200 famílias que perderam os barracos – destruídos pela Tropa de Choque – passaram a ocupar o terreno do Varginha e fizeram o batismo: Jardim da União.
Mesmo com a função social que exerce, o Jardim da União pode sofrer reintegração de posse a qualquer momento. O terreno, ironicamente, pertence ao CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), empresa do governo estadual responsável pelo desenvolvimento urbano e de habitações populares para pessoas de baixa renda. As autoridades alegam que a ocupação se localiza em área de manancial e, por isso, deve ser desocupada.

Leia também: Em pé de guerra, Jardim União resiste à reintegração de posse

Educação é nóis que faz
A creche “Filhos da Luta” foi a mais recente construção dos moradores, realizada em outubro (12) do ano passado e inaugurada no dia das crianças. A tarefa de cuidar dos mais novos é divida entre quatro mulheres, duas fazem o trabalho no turno da manhã e as outras duas à tarde.(...)

leia na íntegra em :  http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/ocupacao-jardim-uniao-na-zona-sul-uma-pequena-cidade-autonoma/







Por Thiago Borges (texto e fotos)

O dia virou noite no Extremo Sul de São Paulo. A chuva ameaça cair após intenso calor, mas as gêmeas Raíssa e Rayane, de três anos, não se importam com os trovões e brincam na terra sob o olhar do pai Genildo Tavares dos Santos, 57. Ele apressa as pequenas para ir embora, afinal ventos e raios podem destelhar o barraco e queimar os poucos eletrodomésticos.
As incertezas trazidas pelo clima não são as únicas que angustiam Genildo. Como ele, desde dezembro mais de 800 famílias sem teto aguardam decisão judicial sobre o futuro do Jardim da União, uma ocupação por moradia localizada no distrito do Grajaú.
Até oito meses atrás, Genildo morava com a mulher, as gêmeas e outros dois filhos no Jardim Iporã, bairro vizinho à ocupação, onde teve “sorte” de alugar um quarto-e-cozinha por R$ 250. Em geral, o aluguel de dois cômodos não fica por menos de R$ 400 na região, que está entre as campeãs da especulação imobiliária.
Entre janeiro e novembro de 2013, o valor do metro quadrado subiu 4,95% em 112 bairros da cidade de São Paulo, segundo o ZAP Imóveis. As maiores altas foram registradas em bairros periféricos. Com aumento de 20,86% no período, o Grajaú ficou em terceiro lugar nesse ranking, atrás apenas de Sapopemba (22,40%) e Jaraguá (23,82%).
O aperto no orçamento e a derrubada da tarifa do transporte nas manifestações de junho de 2013 motivaram milhares de moradores a ocupar mais de 20 terrenos ociosos, segundo movimentos da região. Poucas ocupações resistiram às reintegrações de posse, entre elas o Jardim da União, que sofreu cinco despejos violentos.
Após diversos protestos da periferia ao centro, o povo dessa ocupação conseguiu suspender novas desocupações durante 2014. A área pertence à Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) e já seria destinada à construção de moradias populares.(...)
leia na íntegra em : 
https://periferiaemmovimento.wordpress.com/2015/01/21/reportagem-ocupacao-no-grajau-tem-creche-biblioteca-e-cooperativa-mas-corre-risco-de-despejo/



















http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/ocupacao-jardim-uniao-na-zona-sul-uma-pequena-cidade-autonoma/

https://periferiaemmovimento.wordpress.com/2015/01/21/reportagem-ocupacao-no-grajau-tem-creche-biblioteca-e-cooperativa-mas-corre-risco-de-despejo/

*enviado por Homero Mattos Jr do blog Passalidades Atuais  
 https://www.facebook.com/PassalidadesAtuais

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Chuvas no Rio: nem tudo vale a pena - PAULO PIRAMBA (AMIGO CASSIO BRANCALEONE ENVIA)

(Esta mensagem é um informe da APN - Agencia Petroleira de Noticias)



“...o que se espera como resultado do aumento da temperatura média do
planeta, em um futuro cada vez mais presente, são exatamente temporais muito


mais intensos, em duração e amplitude. O mar, além de mais aquecido, estará
em um nível superior ao de hoje, dificultando o escoamento, tanto das águas
pluviais, como dos esgotos, pelo envelhecido sistema de escoamento das


cidades. Ao invés de investir na adaptação do Rio de Janeiro aos problemas
que afligirão a cidade daqui a algumas décadas, as autoridades de todos os
níveis preferem alocar recursos em PACs cosméticos...”





Por Paulo Piramba



Os números realmente impressionam. Em menos de 12 horas choveu na cidade do
Rio de Janeiro, e em parte de sua Região Metropolitana, o equivalente a dois
meses de chuva. Uma média de 270mm, enquanto o índice normal para o mês de


abril é de 140mm. Até o momento em que escrevo, já foram confirmadas pelo
menos 95 mortes.



A causa mais imediata para esse extremo climático de gigantesca proporção é
a combinação de uma frente fria, com o contraste entre o ar polar e o ar


quente tropical, aliado à temperatura do mar, 2ºC mais quente do que o
normal. Além disso, a maré alta contribuiu para que o alagamento das áreas
urbanas do Rio, já muito impermeabilizadas, não escoasse.





Além do triste saldo de mortes, quase todas provocadas por deslizamentos de
encostas, o caos se instalou na cidade. O alagamento das vias impediu a
passagem dos veículos, fazendo com que milhares de pessoas não chegassem em


casa. Muitos dormiram na rua essa noite. Nessa terça-feira, a cidade vive um
feriado forçado, já que escolas, universidades e poder judiciário
suspenderam suas atividades. Mas muitos bancos, lojas e escritórios de


grandes e pequenas empresas também não funcionam, já que seus empregados e
clientes não têm como se locomover. As já normalmente ineficientes empresas
privadas de fornecimento de energia contabilizam milhares de casas sem luz


desde a noite de segunda.



O prefeito do Rio coloca a culpa do colapso da cidade “nas fortes chuvas, na
maré alta, na ocupação irregular das encostas e nas pessoas que insistem em
morar nelas”. Não deixa de alfinetar os “demagogos de plantão” que, segundo


ele, “criticam os reassentamentos de moradores de áreas de risco”. E ainda
dá “nota zero para o preparo da cidade para o temporal”.



Em meio a todo o oba-oba da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no


Rio de Janeiro, os ambientalistas mais críticos – que responsabilizam a
sociedade do consumismo e as suas relações com o meio ambiente, pela
escalada do aquecimento global – insistem que, ao invés de obras de fachada,


fossem incluídas na preparação destes eventos intervenções que começassem a
preparar a cidade para os efeitos que, certamente, as mudanças climáticas
provocarão.



Senão vejamos, o que se espera como resultado do aumento da temperatura


média do planeta, em um futuro cada vez mais presente, são exatamente
temporais muito mais intensos, em duração e amplitude. O mar, além de mais
aquecido, estará em um nível superior ao de hoje, dificultando o escoamento,


tanto das águas pluviais, como dos esgotos, pelo envelhecido sistema de
escoamento das cidades.



Ao invés de investir na adaptação do Rio de Janeiro aos problemas que
afligirão a cidade daqui a algumas décadas, as autoridades de todos os


níveis preferem alocar recursos em PACs cosméticos, que não vão alterar as
precárias condições de habitação da população mais pobre da cidade. Em
intervenções desastradas no ineficiente sistema de transporte público, como


a linha 1A do Metrô. Ou então transferindo a culpa para a natureza ou, o que
é mais revoltante, para as próprias pessoas que moram em locais em
permanente risco e precarização ambiental.



Em décadas de militância nunca vi nenhum morador dessas áreas afirmar que


gosta de morar ali onde está. Nunca vi ninguém expor, por opção própria, sua
família a uma vida sem água, sem esgoto, sem moradia digna e em permanente
risco. O que vi, e continuo vendo, são milhões de pessoas obrigadas a ocupar


estes territórios, por força de uma política econômica que achata salários e
precariza empregos.



São não-cidadãos colocados à margem da sociedade, invisíveis e tratados como
peças de reposição das engrenagens do mercado, para serem usados se e quando


necessário. Pessoas confinadas em guetos, onde o Estado só se faz presente
através da repressão policial, sem saúde e educação. E que, ao invés de
serem alvo de políticas habitacionais que lhes permitam conseguir uma


habitação digna, são alocadas e realocadas de acordo com a vontade da
especulação imobiliária. As casas do PAC racharam com a primeira chuva.
Substituir uma precariedade por outra, não é solução do problema. É troca de


cativeiro.



As autoridades do Rio, além de criminalizarem a pobreza, também vêm
responsabilizando os moradores de comunidades pela degradação ambiental da
cidade. No Rio, muros de confinamento têm sido erguidos sob o álibi de


impedirem que os moradores desmatem as encostas. Mas qualquer levantamento
por satélite mostra que são os condomínios e mansões que estão ocupando as
encostas acima da cota 100, destruindo a Mata Atlântica.





O real objetivo é “limpar” o Rio para que se transforme cada vez mais numa
cidade-espetáculo para os ricos, palco de grandes eventos, como desejam hoje
autoridades e empresários. Não é mais suficiente condenar milhões à


invisibilidade do não-acesso à sociedade do consumo. É necessário varrê-los
para baixo do tapete, escondê-los fisicamente com os tapumes da Linha
Vermelha, expulsá-los para o mais longe possível, para que as áreas onde


eles hoje estão sejam “revitalizadas”, como se lá nessas comunidades não
houvesse vida.



Ao longo da história, as cidades vêm perdendo sua referência territorial por
conta e obra das exigências dos mercados. Ocupar áreas de mangue aterradas


ou de várzea, e depois lamentar as inundações tornou-se freqüente.
Incentivar o consumo desenfreado, e depois não saber onde colocar o lixo,
também. Permitir que as indústrias utilizem e poluam a maior parte da água


potável, e depois sofrer com a sua escassez vai se tornando uma norma.



Vivemos em um planeta à beira de uma ameaça que pode colocar em risco a
sobrevivência das espécies, entre elas, a humana. O sistema que polui águas,


solos e ar, que vem dilapidando as riquezas naturais e causando uma
devastação ambiental dramática, tem a capacidade de destruir também o
equilíbrio do clima. Tudo isso pela utilização de modos de produzir e
combustíveis que agridem a natureza. Têm valido a pena?





* Paulo Piramba, 55 anos, é membro da Rede Ecossocialista Internacional e do
Instituto Búzios.



Fonte: Agência Petroleira de Notícias


Cassio Brancaleone
Sociólogo andante

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O IV Centenário da cidade de São Paulo,Oscar Niemeyer e o Edifício Copan






































História

O Copan foi um dos grandes projetos para São Paulo apresentados por Oscar Niemeyer em 1951, encomendado para o IV Centenário da cidade (a ser comemorado em 1954). O arquiteto relaciona a obra na autobiografia, apesar da insatisfação quanto ao Copan, cuja execução entregou a Carlos Lemos[6] ao ver o edifício residencial apenas no terceiro piso durante as festas dos quatrocentos anos, e também porque estava a caminho de Brasília.
Foi centro de interesse de um enorme complexo arquitetônico imaginado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo (criada por ocasião dos festejos do IV Centenário), que previa nas suas instalações um hotel de luxo, apartamentos, teatro, cinemas, restaurantes, jardins suspensos, centenas de lojas e garagens subterrâneas.
O edifício Copan foi durante os anos 1950, 1960 e 1970 a imagem da "São Paulo moderna". Porém o arquiteto desinteressou-se pelo trabalho quando suas ideias iniciais não foram totalmente atendidas e acabou delegando a terceiros o desenvolvimento do projeto de execução.
O Copan que vingou é fruto isolado do projeto que previa um hotel vizinho e ainda mais grandioso, uma laje ligando os dois prédios e sustentando um restaurante, além de piscina e galeria de lojas. A obra foi truncada pela quebra do Banco Nacional Imobiliário (BNI), e a conclusão do edifício residencial levou quinze anos.[6] No prédio bem menor do que seria o hotel funciona hoje uma agência do Bradesco, que absorveu o BNI.
Quase tudo foi executado, com exceção do hotel e do teatro. Apesar de o edifício estar totalmente fora da sua concepção original, podendo ser atribuída a Niemeyer somente a forma exterior, continua sendo um marco referencial da maior importância para a leitura da cidade, persistindo como um dos símbolos da modernidade urbana do Centro Velho.
O edifício Copan tem inspirado escritores, cineastas, fotógrafos e outros artistas do mundo todo. Em 1994 a escritora brasileira Regina Rheda lançou o livro de contos Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan, que ganhou o prêmio Jabuti no ano seguinte. O conto "O mau vizinho", presente no livro, recebeu o prêmio Maison de l'Amérique Latine em 1994. Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan está publicado também em inglês com o título de Stories From the Copan Building, dentro do volume First World Third Class and Other Tales of the Global Mix (University of Texas Press).[7]

LEIA MAIS EM : 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edif%C3%ADcio_Copan

domingo, 11 de outubro de 2009

Incêndio destrói favela Diogo Pires no Jaguaré - 11/10/09


Tarde de 11 de outubro de 2009. Um incêndio de grandes proporções atinge a favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, desde o final da tarde deste domingo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre vítimas e barracos atingidos. Imagens da TV Globo, transmitidas logo após o jogo da Bolívia 2 x Brasil 1, em La Paz, mostram que a destruição é total no local. Os bombeiros foram acionados às 17h50. Dezessete viaturas trabalham no combate às chamas.

Segundo informações do capitão Alexandre Antunes, o incêndio começou pouco antes das seis da tarde. O fogo espalhou-se rapidamente pela área da favela, que tem cerca de 600 metros quadrados e ainda não foi controlado.

A maioria dos barracos já está destruída. Não se sbe a origem incêndio.

Segundo o capitão Miguel Jodas, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, em entrevista à "Globonews", não há vítimas. Há um posto médico no local, ainda segundo Jodas.

A favela Diogo Pires fica na avenida Dracena, próxima da esquina com a rua Presidente Altino.

A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006, e também sofre com deslizamento de terras em época de chuvas intensas.

fonte: Uol

sábado, 10 de outubro de 2009

Plano olímpico para Rio-2016 prevê a remoção de favelas (AMIGO CASSIO BRANCALEONE,O SOCIÓLOGO ANDANTE, ENVIA)

08/10/2009 - 08h04

ITALO NOGUEIRA

da Folha de S.Paulo, no Rio

Para atender às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), o plano para viabilizar a realização dos Jogos no Rio de Janeiro em 2016 prevê a remoção de mais de 3.500 famílias de seis favelas das zonas oeste e norte da cidade.
A maior parte destas famílias está em Jacarepaguá, onde serão construídas diversas instalações para a Olimpíada.
Os moradores serão reassentados para a ampliação de pistas que permitirá a implementação de projetos prometidos ao COI no setor de transporte.
De acordo com dados do Plano de Legado Urbano e Ambiental da Prefeitura do Rio, o reassentamento vai custar aos cofres públicos de R$ 151 milhões a R$ 186 milhões, dependendo da contrapartida dada aos moradores (pagamento de auxílio habitacional, no primeiro caso, e construção de novas habitações, no segundo).
As comunidades listadas pela prefeitura são Vila Autódromo, Canal do Anil, Gardênia Azul, Parque da Panela, Metrô-Mangueira e Belém-Belém.
A proposta prevê outras favelas, mas, em alguns casos, não revela quais são as comunidades nem o número de famílias que serão atingidas.
Esta, entretanto, não é a primeira vez que essas favelas passam pelo processo de reassentamento. Três das comunidades da lista veem o fantasma da remoção ressurgir. Elas já haviam sido ameaçadas durante a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Na Vila Autódromo, os moradores tiveram até as casas marcadas pela Secretaria de Habitação em 2006, antes do Pan do Rio, com a promessa de reassentamento. Mas nada foi feito sob alegação de falta de verbas.
A favela luta na Justiça desde 1993 para se manter onde está, à beira autódromo de Jacarepaguá, que será desativado para a Olimpíada. Grande parte dos moradores do local tem concessão de uso da terra, como título de posse, por 99 anos.
De acordo com o plano, o local servirá para a ampliação de duas avenidas que circundam a favela (avenidas Embaixador Abelardo Bueno e Salvador Allende). O prefeito Eduardo Paes afirma que no local também ficará o Centro de Mídia.
A situação da comunidade contrasta com o forte investimento que a região do entorno do autódromo recebeu no Pan. Enquanto toda a área próxima dos estádios apresenta asfalto novo, a favela ainda convive com ruas esburacadas que lembram vias rurais.
O presidente da associação de moradores da favela, Altair Guimarães, afirma que a nova intenção da prefeitura é reflexo da especulação imobiliária. "A gente não quer ser removido daqui. Vamos lutar para que a comunidade permaneça. Não podem tratar a gente como animais", afirma Guimarães.
O presidente da associação diz ter experiência em reassentamentos. Na década de 60, ele foi removido de sua casa na Ilha do Caiçaras, na zona sul. Enviado à Cidade de Deus, Guimarães teve de sair do local em 1994 para a abertura da Linha Amarela. Ele vive há 15 anos na Vila Autódromo.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação afirma que as famílias de todas as comunidades reassentadas ficarão próximas do local de origem. Segundo o órgão, o processo será negociado com os moradores. Eles serão beneficiados pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida.

domingo, 13 de setembro de 2009

BioUrban, a Idéia - urban intervention (AUMENTE O SOM QUE É DEMAIS!!! PARABÉNS AO PROJETO BIOURBAN!!!)

A arquitetura e urbanismo modernista mata, é ademocratico, é panoptico e rouba o dinheiro público. O manifesto BioUrban é a antítese quanto concepção. É a resistência filosófica e estética da prática do construir e viver Cidade. É a vida. É a Cidade Viva.

Prédios, ruas, casas e cidades inteiras foram rasgadas com premissas básicas da exclusão, do sentido único capital do qual a construção é parte do processo do lucro das grandes e pequenas construtoras. Exploradoras de mão-de-obra barata, com pouco ou sem nenhuma instrução, de fácil manipulação e, em sua grande maioria, miseráveis intelectual. Assim fazem do trabalhador da construção civil uma peça dentro do jogo para garantir seus altos lucros na construção e venda de casas e apartamentos construídos por essas mãos que ao findar o trabalho não garantem a subsistência ao próximo mês.
Esse trabalhadores não ocupam o que constroem, não são detentores da terra onde levantam monstruosos prédios, mas são, talvez, os últimos donos dos meios de produção que pode-se entender como força, sapiência e técnica do construir moradias. É preciso levantar-se contra a hegemonia da divisão do trabalho dentro das empresas que disputam licitações publicas para grandes obras no país. O trabalhador da construção civil precisa refletir sobre a questão e entender que sem suas mãos, técnica e sapiência não existem obras. As mãos, a técnica e a sapiência formam a trindade, assim como o Pai, o Filho e Espírito Santo. Dividir o trabalho dentro de uma construção civil faz com que o os trabalhadores não tenham consciência de todo o processo da construção. E isso é a maneira que as empresas fazem para controlar cada trabalhador e ocupa-lo somente com a função que fora designada no contrato. Dessa forma seu salário é correspondente ao processo que foi contratado para executar. Isso garante controle e baixos salários àqueles que sem suas mãos, técnica e sapiência não existiriam um só prédio.


Cortiço - Cambuci

BLOG DO PROJETO : http://biourban.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Capão Redondo - 27 de agosto 2009 (do blog do Ferréz,clique aqui e acabe de ler)


















24/08/2009

O ambiente se é assim que podemos chamar é desolador.
No lugar que um dia foi a favela, entulhos ainda pegam fogo e os moradores se alojaram ao lado, numa encosta do morro.
A mídia mente, dizendo que as pessoas estão melhores que nas condições precárias em que moravam, mentira!
Melhores como? Morando em casas de 1 metro de altura, feitas com restos do que um dia foi móveis?
São mais de 100 famílias que estão no morro, centenas de crianças, tem barraco de um metro e meio de largura que tem três famílias, nenhum barraco tem a estrutura que um da favela já teve.
eram 800 famílias, muitas foram para casa de parentes, outras voltaram para debaixo da ponte.
Não tem água, geladeira nem fogão, pois foi proibido para não dar risco de incêndio na favela improvisada.
As pessoas acendem velas a noite, passei de barraco em barraco com os donativos, e de cada 3 um não tem colchão, os filhos e as mães dormem em tapetes.
Um morador me parou e falou: - sabe onde você tá pisando? Era minha casa.
Eu olhei era um monte de entulho.
Alguns perguntam como fazem para tirar documento, já que os deles queimaram.
Levamos uns advogados ontem para ver o que se podia ser feito, eles disseram que a mídia noticiou que as famílias não queriam ir para o albergue.
Eu perguntei se ele sabia como funcionava um albergue. Ele disse que não.
Então expliquei, falei que um colchão, uma tv, um aparelho de som, nada disso entra no albergue, falei que ninguém quer por os filhos pra acordar e dormir ao lado de gente que não conhece, que ninguém quer deixar a esposa num albergue para ir trabalhar, e que albergue tem número limite de permanência, é tanta regra que ninguém consegue seguir.(...)

LEIA MAIS E VEJA AS FOTOS NO BLOG DO FERRÉZ:

http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NESTA SEGUNDA-FEIRA FAMÍLIAS SEM -TETO FORAM DESPEJADAS VIOLENTAMENTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO

Viação Campo Limpo e PMSP despejam Ocupação Olga Benário na zona sul de São Paulo

Nesta segunda-feira, dia 24, mais 570 famílias sem-teto foram despejadas violentamente da ocupação Olga Benário, na zona sul de São Paulo. A ocupação, organizada desde 2007 pelo Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, é localizada na rua Ana Aslan, nº 9999, Parque Do Engenho.

O despejo violento começou às 7h: em meio a tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores e moradoras indignados/as erguiam barricadas e ateavam fogo em carros e barracos, procurando resistir à desocupação enquanto as casas de alvenaria eram covardemente derrubadas por uma retroescavadeira enviada pela proprietária do terreno.

Duas pessoas foram detidas, acusadas de atirar rojões contra a Tropa de Choque, segundo a PM. No total, cerca de 250 PMs do 37º Batalhão, da tropa de choque, da Força Tática e da Rocam estiveram no local, além do helicóptero da PM.

O terreno de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo LTDA, que conseguiu na justiça a ordem para a reintegração de posse. A empresa está envolvida em escandâlos de sonegação de impostos e envio ilegal de dinheiro ao exterior, possui dívidas junto ao INSS e ao Banco América do Sul de mais de R$7 milhões.

De acordo com a coordenadora do movimento, Felícia Mendes, durante os dois anos de trabalho no acampamento a coordenação tentou negociar saídas com a proprietária do terreno e com os poderes públicos municipal, estadual e federal. "Lutamos para que terrenos ociosos de devedores do poder público se transformem em moradia popular", afirma.

LEIA MATÉRIA COMPLETA

Editorial Famílias resistem à decisão da Justiça que determina fim do Olga Benário

http://www.midiaindependente.org/

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AQUI A NOTÍCIA NO SITE DA AGENCIA BRASIL:

Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo
24 de Agosto de 2009

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A retirada de cerca de 800 famílias de sem-teto de uma área invadida há dois anos na região do bairro de Capão Redondo, na zona sul da cidade de São Paulo, resultou em tumulto na manhã de hoje (24). Moradores dos barracos erguidos no local resistiram e acabaram entrando em confronto com homens da Polícia Militar.

Segundo a PM, um soldado foi atropelado por uma moto e foi levado para o hospital, onde permanece com estado de saúde estável. O motociclista que atropelou o policial foi detido.

Ainda era de madrugada quando começou a ser executada a ordem judicial de reintegração de posse com acompanhamento de homens da PM. Na tentativa de impedir a expulsão, alguns moradores amontoaram pedaços de madeiras e outros objetos em um dos pontos de entrada da comunidade e atearam fogo, que se alastrou para alguns barracos.

Para conter os manifestantes coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM), a ação recebeu reforço de policial da 3ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Tropa de Choque e do Corpo de Bombeiros. Os policiais chegaram a usar gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Por volta das 9h30, os móveis e outros pertences dos sem-teto começaram a ser levados para caminhões da prefeitura para serem transportados para abrigos públicos municipais ou casa de parentes. Máquinas retroescavadeiras derrubam os barracos num trabalho que deve se terminar até o final da tarde de hoje, ou amanhã pela manhã.

Em entrevista ao repórter Gustavo Minari, da TV Brasil,o advogado do dono do terreno, Daniel Goes, disse que desde 2007 ele vem lutando na Justiça para receber o imóvel de volta. Nesse período, ele participou de várias reuniões com os líderes dos sem-teto, buscando a desocupação voluntária.
A área de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte coletivo que atua naquela região. Os moradores, por sua vez, queixam-se de não terem sido avisados da decisão judicial.

FONTE : http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/24/materia.2009-08-24.0194622726/view

domingo, 9 de agosto de 2009

UNAS - COMUNIDADE DE HELIÓPOLIS (clique aqui e conheça o site)

A UNAS União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco,desde o início de sua fundação no final da década de 70, trabalha na promoção da organização dos moradores de Heliópolis e também para a melhoria da qualidade de vida local, com uma diretoria eleita pelos próprios moradores, conforme estatuto social,
Objetivando centralizar as forças distribuídas por toda a área da favela de Heliópolis e também organizar de forma expressiva o movimento dos moradores, buscando projetos e melhorias com mais qualidade e quantidade nas ações de representação e pressão popular, influenciando decisivamente nas questões relativas a políticas públicas. Ao longo de sua jornada a UNAS além de focar as suas ações na questão do direito à moradia e à infra-estrutura com qualidade, passou também a atingir outros pontos, acreditando ser essencial para a formação de um cidadão coerente, crítico, participativo e principalmente um cidadão que estará sempre em busca de seus direitos e de melhorias para o local onde vive.
Com este olhar incisivo e crítico para um novo mundo a UNAS hoje atua nas mais diversas áreas como: Educação, Esporte, Saúde, Cultura, Lazer, Tecnologia e Habitação, tentando sempre em conjunto com os moradores locais uma melhor organização para a busca de parcerias e projetos que beneficiem à própria comunidade.
Heliópolis está instalada em uma área de 1 milhão de m2 e tem uma população de aproximadamente 120 mil habitantes e destes 91% são de origem nordestina e 52% estão na faixa etária entre 0 a 25 anos, é a maior favela de São Paulo e a segunda maior do Brasil e da América Latina.
Os projetos e programas desenvolvidos através da UNAS, não atendem nem 1% da população que seria necessário atender quando se diz respeito à criança, adolescente e jovem.
Por estar inserida na maior metrópole do país, a Favela de Heliópolis está submetida às questões ligadas à violência, ao tráfico de drogas, ao crime organizado e às situações mais graves como a desestruturação familiar e ao desemprego em maior proporção. Em decorrência de tantos fatores que influenciam no cotidiano da favela é necessário maciço investimento público, privado e institucional para que possamos gradativamente modificar a realidade desta comunidade.

Prêmios e Ceritificações

Prêmio Betinho de Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo em 2002;
Menção Honrosa do Prêmio Itaú Unicef em 2003 pelo Projeto “Se Liga, Galera. Comunidade!”;
Prêmio ADVB – no ano 2002 e 2003, pelo Projeto “Parceiros da Criança”;
Prêmio APCA em 2004, pela Rádio Comunitária;
Utilidade Pública Municipal pelo Decreto de Lei nº 39.350 de 10/04/2000;
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente;
Conselho Municipal de Assistência Social;
Conselho Estadual de Desenvolvimento e Assistência Social.

Missão: " Promover a cidadania, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integral da comunidade"

Movimento Sem Teto realiza ato pró-moradia

No dia 23 de maio o Movimento Sem Teto UNAS/Heliópolis, realizou manifestação em defesa de moradia. O ato chamou a atenção das autoridades para a necessidade de destinar dois terrenos que estão localizados na Vila Carioca, próximo à Heliópolis, para a construção de moradias populares. Cerca de 700 pessoas, marcharam empunhando bandeiras com frases de luta por moradia e simbolicamente abraçaram um terreno de propriedade do órgão público e colocaram diversas maquetes de casas em protesto pela falta de atenção para os moradores de favelas. O Movimento luta pelo direito à moradia digna em áreas urbanizadas, com infra-estrutura e acesso a equipamentos sociais.

FONTE: http://www.unas.org.br/

sábado, 8 de agosto de 2009

A LEI ANTI FUMO - ( QUEM IRÁ FISCALIZAR OS FUMANTES EM PRÉDIOS RESIDENCIAIS!? QUASE SEMPRE ATITUDES IMPOSITIVAS, BOA COISA NÃO DÁ....BURLAR A LEI...

No primeiro almoço com lei antifumo, clientes comemoram medida em SP

Paulo Toledo Piza


Para fumantes e não fumantes, fumaça e refeição não combinam.
Restaurantes visitados pelo G1 já haviam retirado cinzeiros das mesas.

No dia em que a lei antifumo entrou em vigor, clientes de restaurantes na região da Avenida Paulista, em São Paulo, comemoravam nesta sexta-feira (7) o primeiro almoço sem cigarro. Mesmo os fumantes consideraram a lei válida – mas apenas nos horários e locais de refeições.

Nos quatro restaurantes visitados pelo G1 no início da tarde, em todos os clientes respeitaram a lei. Adesivos com mensagem de proibido fumar colados nas paredes dos estabelecimentos e a ausência de cinzeiros nas mesas indicavam aos clientes que o cigarro não é mais bem-vindo.

“Eu fumo, mas sei que o cigarro incomoda bastante quem não fuma”, afirmou o analista de sistemas Vinícius Bonifácio, de 24 anos. “Quando saio com minha namorada, que não fuma, vejo que ela não gosta [da fumaça do cigarro]”, completou. (...)
FONTE:http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1258695-5605,00-NO+PRIMEIRO+ALMOCO+COM+LEI+ANTIFUMO+CLIENTES+
COMEMORAM+MEDIDA+EM+SP.html

segunda-feira, 6 de julho de 2009

CONTRA :"a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Comunidades Tradicionais Protestando na FLIP 2009



Não era escpecificamente contra a FLIP. Era contra "a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Era contra a especulação imobiliária que o turismo acabou trazendo para a região e que os desaloja, excluí... enfim, acaba com sua cultura.

É provável que os participantes da FLIP tenham prestado atenção e/ou entendido após Chico Buarque explicar um pouco do movimento no final de sua mesa.

Mais sobre o movimento em: http://forumtradicionais.blogspot.com

Publicado em:http://veredaestreita.org/2009/07/04/quem-sao-os-forasteiros/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mais uma vitória do "choque de ordem" contra o movimento sem-teto ( Cassio Brancaleone ,Sociólogo andante envia)













>> FOTOGALERIA: Confronto entre invasores e Batalhão de Choque

"Somos todos seres humanos e merecemos respeito"


Após confusão, famílias deixam prédio do INSS

Bombas de efeito moral foram usadas e quatro pessoas foram detidas


Rio - Cerca de 30 famílias que ocuparam o prédio 234 da Avenida Mém de Sá, na Praça da Cruz Vernelha, Centro do Rio, começaram a deixar o local na tarde desta sexta-feira.
Foto: Felipe O' Neill / Agência O Dia
Sem-tetos são contidos com spray de pimenta | Foto: Felipe O 'Neill / Agência O Dia

Nesta manhã, soldados do Batalhão de Choque fizeram um cordão de isolamento em frente ao prédio. Bombeiros retiraram obstáculos na entrada do imóvel com a ajuda de uma motossera e oficiais de Justiça entraram para oficializar desocupação.

A ação revoltou os sem-teto e a polícia precisou usar bombas de efeito moral e gás de pimenta para controlar a confusão. Quatro pessoas foram detidas. A Rua Mém de Sá foi interditada, mas neste momento o tráfego já está liberado.Não há informações de feridos.

O edifício desativado pertence ao INSS, tem sete andares e está em péssimo estado de conservação. Cerca de 72 pessoas invadiram o local no início da semana, pois estavam morando sob a marquise de um edifício que pegou fogo na Rua Gomes Freire.

Os sem-teto penduraram nas sacadas do prédio da Rua Mém de Sá faixas com os seguintes dizeres: "Somos todos seres humanos e merecemos respeito" e "Sem guerra somos guerreiros". As pessoas foram cadastradas e devem ser encaminhadas para abrigos da Prefeitura.

conferir fotos da dramática e violenta desocupação em:

http://oglobo.globo.com/rio/fotogaleria/2009/9305/
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