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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
RESQUÍCIOS - Joana d'Arc Medeiros de Azevedo da Mata (clique aqui e leia mais)

Busco no verso a inspiração
Sou poeta mas não sei recitar
Perdida em noites de solidão
Escrevo o passado e fico a recordar
Lembro o pé de caqui chocolate
Sinto o cheiro de jasmim
Do cão brincalhão que só late
As crianças brincando no jardim
Da missa todo domingo
Catecismo, primeira comunhão
Na Santa Marina o cheiro de pão
Bacalhau, sexta feira da paixão
As carroças da Prefeitura
Fazendo a coleta do lixo
O bonde que não sai do trilho
E o vendedor de pirulito
A casa mal assombrada
Que nos causava arrepio
O morro da Rua Arapuá
E a velha Fabrica de vidro
O lago que não mais existe
Pássaros voando ao cair da tarde
Avenida Diederichsen
Balões por toda parte
Os velhos conversando pelos cantos
Reclamando incomodados
Do Barulho das novas construções
E do vai e vem dos aviões
Quanta alegria ir ao cine Maringá
Passear no Jardim Zoológico
E aos domingos caminhar
Até o Jardim Botânico
Lembro da Igreja de São João Batista
Da Farmácia do seu Odilon
Do empório do seu Tomás
E do campinho de futebol
Da carrocinha que apavorava
Quando passava recolhendo animal
Das ruas pouco iluminadas
E dos bailes de carnaval
No meu peito há uma sombra de emoção
E os meus sonhos viram verdade
Quando restauro a tela da minha recordação
Pintada com as cores da minha saudade
FONTE : http://joanadarcpoeta.blogspot.com/
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Poesia visual - De Apollinaire aos concretistas - Guillaume Apollinaire (1898 - 1918)
dois caligramas de Apollinaire.E o caligrama "A gravata", nas versões original e traduzida(ABAIXO)

Lílian Campos*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Guillaume Apollinaire (1898 - 1918) representou um marco na literatura francesa, como um dos vanguardistas da poesia visual. A expressão caligramas designa poemas escritos representando imagens, valendo-se da noção de "caligrafia" e de "ideograma", tendo sido empregada pela primeira
vez por Apollinaire.

Integrado ao seu tempo, conviveu, em princípios do século 20, com a arte Naïf, o cubismo e o surrealismo. Conheceu Pablo Picasso, Max Jacob, Modigiliani, Georges Braque e Matisse, familiarizando-se com o efervescente ambiente artístico da região de Montmartre, em Paris, onde artistas se reuniam em ateliês e cafés para falar e promover eventos sobre arte e literatura.
A escrita de Apollinaire propõe motivos clássicos, elegíacos e líricos, combinados à modernidade de sua época, urbana e industrial. Nesse contexto, o autor cria uma poética que dialoga com o passado e com o presente, ora para homenagear o primeiro, ora para aventurar-se no segundo, incorporando à sua poesia plasticidade, melodia e uma disposição espacial inovadora.
Em seus caligramas, Apollinaire convida o leitor não somente a ler, mas a conversar com a obra. O lirismo visual de seus poemas sugere uma exaltação ao novo, preservados os sentimentos de melancolia e solidão.
Esses aspectos tão marcantes devem-se, em grande parte, ao fato de o autor ter imprimido em seu trabalho aspectos de sua vida afetiva e seu particular cosmopolitismo: de um lado, Apollinaire encarna o mal-amado (mal aimé), resultado das suas investidas amorosas que obtiveram pouca, ou nenhuma, reciprocidade; de outro, ele é um estrangeiro, um homem de origens múltiplas e que viveu em diversos lugares, mantendo sobre sua origem um certo mistério.(...)
LEIA MAIS EM : http://educacao.uol.com.br/portugues/poesia-visual.jhtm

Lílian Campos*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Guillaume Apollinaire (1898 - 1918) representou um marco na literatura francesa, como um dos vanguardistas da poesia visual. A expressão caligramas designa poemas escritos representando imagens, valendo-se da noção de "caligrafia" e de "ideograma", tendo sido empregada pela primeira
vez por Apollinaire.

Integrado ao seu tempo, conviveu, em princípios do século 20, com a arte Naïf, o cubismo e o surrealismo. Conheceu Pablo Picasso, Max Jacob, Modigiliani, Georges Braque e Matisse, familiarizando-se com o efervescente ambiente artístico da região de Montmartre, em Paris, onde artistas se reuniam em ateliês e cafés para falar e promover eventos sobre arte e literatura.
A escrita de Apollinaire propõe motivos clássicos, elegíacos e líricos, combinados à modernidade de sua época, urbana e industrial. Nesse contexto, o autor cria uma poética que dialoga com o passado e com o presente, ora para homenagear o primeiro, ora para aventurar-se no segundo, incorporando à sua poesia plasticidade, melodia e uma disposição espacial inovadora.
Em seus caligramas, Apollinaire convida o leitor não somente a ler, mas a conversar com a obra. O lirismo visual de seus poemas sugere uma exaltação ao novo, preservados os sentimentos de melancolia e solidão.
Esses aspectos tão marcantes devem-se, em grande parte, ao fato de o autor ter imprimido em seu trabalho aspectos de sua vida afetiva e seu particular cosmopolitismo: de um lado, Apollinaire encarna o mal-amado (mal aimé), resultado das suas investidas amorosas que obtiveram pouca, ou nenhuma, reciprocidade; de outro, ele é um estrangeiro, um homem de origens múltiplas e que viveu em diversos lugares, mantendo sobre sua origem um certo mistério.(...)
LEIA MAIS EM : http://educacao.uol.com.br/portugues/poesia-visual.jhtm
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