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segunda-feira, 12 de novembro de 2018
sexta-feira, 3 de julho de 2015
HEGELIANISMO
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
PRÁXIS - MARX
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quinta-feira, 4 de março de 2010
MARX,A FOME INSACIÁVEL DO CAPITALISMO E AS ESCOLAS TRADICIONAIS - POR RUBEM ALVES
(...)Operários que trabalham em linha de montagem não assinam suas obras (porque não são deles) nem vêem seu rosto refletido nelas. Foi isso que me fez concluir, a partir da pequena afirmação de Marx, que ele destruiria as linhas de montagem, se pudesse, voltando então a um tempo passado onde cada obra era espelho como assinatura.
Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia - o ateliê do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto de quem o produzira cada objeto uma experiência de felicidade narcísea. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.
Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa "linha de montagem". De maneira simplificada: uma esteira que se mo¬vimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma "peça original" à qual, à medida que a esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isto é, o que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da "peça origi¬nal", como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a "peça original" praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.
Nossas escolas são construídas segundo o modelo das li¬nhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a pro¬dução de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhe¬cimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades biopsi¬cológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualida¬de-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-¬12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades biopsi¬cológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de "alunos”.(...)
TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei,
sem Imaginar que Pudesse Existir
RUBEM ALVES
LEIA MAIS AQUI NESTE BLOG:
FONTE : http://sarauxyz.blogspot.com/2009/11/rubem-alvez-trecho-do-livro-escola-com.html
Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia - o ateliê do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto de quem o produzira cada objeto uma experiência de felicidade narcísea. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.
Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa "linha de montagem". De maneira simplificada: uma esteira que se mo¬vimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma "peça original" à qual, à medida que a esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isto é, o que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da "peça origi¬nal", como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a "peça original" praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.
Nossas escolas são construídas segundo o modelo das li¬nhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a pro¬dução de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhe¬cimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades biopsi¬cológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualida¬de-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-¬12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades biopsi¬cológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de "alunos”.(...)
TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei,
sem Imaginar que Pudesse Existir
RUBEM ALVES
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FONTE : http://sarauxyz.blogspot.com/2009/11/rubem-alvez-trecho-do-livro-escola-com.html
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nadja, o romance onírico surreal (André Breton)
Por Pedro Maciel
Narrador inventa uma personagem misteriosa que povoa os seus sonhos
"Não é o temor da loucura que vai nos obrigar a içar
a meio pau a bandeira da imaginação. ( André Breton)
Imagem: Desenhos de Breton para Nadja
O movimento surrealista é herdeiro da revolução socialista de Marx e da rebelião romântica de Rimbaud. O poeta tinha a missão de unir em um só ato, a poesia, o amor e a revolta. John Donne diz que, “antes muerto que mudado”. André Breton (1896-1966), ideólogo do surrealismo, não mudou de opinião _ cultivou ao longo da vida um mesmo sistema de idéias. A paixão e a magia eram fundamentais para a sobrevivência dos mitos e utopias.
Em “Prolegômenos a um Terceiro Manifesto”, Breton desabafa: “Enquanto os homens não tomarem consciência da sua condição (...) não vale a pena falar, não vale a pena opormo-nos uns aos outros, ainda menos vale a pena amar sem contradizer tudo o que não seja o amor, ainda menos vale a pena morrer...” Toda a obra de Breton retoma o imaginário de metáforas da própria criação e da “recuperação do ser humano em sua totalidade”. O poeta destaca três caminhos para o homem alcançar a harmonia: o amor, a poesia e a liberdade.
“Nadja”, romance-colagem, publicado em 1928, (Ed. brasileira Imago, tradução de Ivo Barroso), é a prova de uma experiência radical de linguagem e, ao mesmo tempo, é um testemunho de um ser apaixonado: “Por mais vontade que tivesse, e também talvez alguma ilusão, nunca estive à altura do que ela me propunha. Mas afinal, que me propunha? Não importa. Só o amor no sentido em que o compreendo - ou seja, o misterioso, o improvável, o único, o confundível e indubitável amor”.
André Breton, narrador-personagem do romance, percorre as ruas de Paris em busca da jovem Nadja. Há encontros do acaso e desencontros planejados. “Nem podia ser de outra forma, considerando o mundo de Nadja, em que tudo tomava imediatamente a aparência da queda ou da ascensão.” Ela vaga nos sonhos de Breton. O narrador-personagem, num clima de romantismo fantástico, inventa a misteriosa Nadja para interpretar os seus próprios sonhos.
A narrativa onírica e inconsciente, apóia-se em fotos dos lugares parisienses, sugerindo ao leitor que as histórias são reais. A vida vale pelos sonhos. Hölderlin diz que o homem é um deus quando sonha, um mendigo quando reflete. Nadja apresenta-se de corpo e alma no enredo do romance. O personagem-narrador vê Nadja como “um gênio livre, algo como um desses espíritos do ar que certas práticas de magia permitem momentaneamente fixar, mas em caso algum submeter”. Mas Nadja deixa-se enlouquecer pelas excentricidades e é internada no hospício de Vaucluse.
Breton, personagem-autor, aproveita a “deixa” para protestar: “todos os internamentos são arbitrários. Continuo a não ver por que motivo se privaria um ser humano de liberdade. Prenderam Sade; prenderam Nietzche; prenderam Baudelaire”. “Se fosse louco”, continua, “aproveitaria o impulso do delírio para assassinar o primeiro médico, de preferência, que me caísse nas mãos. Ganharia com isso pelo menos, como acontece com os loucos furiosos, o privilégio de ocupar um compartimento sozinho. Talvez assim me deixassem em paz.
“Nadja” é um romance autobiográfico, narrado através da escrita automática, da alucinação e delírio. E nos transporta para além da ficção.
“No instante de deixá-la, quero fazer-lhe uma pergunta que resume todas as demais, uma pergunta que somente eu seria capaz de fazer, sem dúvida, mas que, pelo menos desta vez, encontrou resposta à altura: “Quem é você?” E ela, sem hesitar: “Eu sou uma alma errante.” Combinamos nos encontrar no dia seguinte no bar que existe na esquina da rua Lafayette com o Faubourg Poissonnière. Diz que gostaria de ler um ou outro dos meus livros e insiste quando sinceramente ponho em dúvida o interesse que possa ter por eles. A vida é diferente do que se escreve”.
(Trecho de “Nadja”, de André Breton)
Não se espere de mim a narrativa integral do que me foi dado experimentar nesse domínio. Limitar-me-ei aqui a lembrar sem esforços de fatos que, independentemente de qualquer instância de minha vontade, ocorreram comigo, e que me dão, por vias insuspeitáveis, a medida da graça e da desgraça particulares de que sou objeto; deles falarei sem ordens preestabelecida e conforme o capricho da hora que os fizer vir à tona.
(Trecho de “Nadja”, de André Breton)
Pedro Maciel é autor do romance “A Hora dos Náufragos”, Ed. Bertrand Brasil
FONTE:http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=596&sec=&secn=
manual para reformatar o inconsciente (mais um "Frankenstein")
complexo de édipo,tem cura?
ter sido super protegido...!?
tem cura?
reformatar o inconsciente?
auto-cura, mútua-cura?
ter sido rejeitado,tem tratamento?
ser proletário,tem cura?
ser sem teto,tem cura?
Marx curaria mais que Freud?
Freud teria cura?
ser preconceituoso, tem cura?
ter ódio de injustiças, tem cura?
homem,tem cura?
literatura cura
mais que psicanálise?
a psicanálise morreu,ou foi ressuscitada por Lacan?
se Shakespeare e a mitologia grega não existissem...!?
o que Freud explicaria?
Dostoiévski...o que seriam dos crimes e castigos?
Nadia Stabile - 23/09/09
*mais uma tentativa,mais um Frankenstein.
ter sido super protegido...!?
tem cura?
reformatar o inconsciente?
auto-cura, mútua-cura?
ter sido rejeitado,tem tratamento?
ser proletário,tem cura?
ser sem teto,tem cura?
Marx curaria mais que Freud?
Freud teria cura?
ser preconceituoso, tem cura?
ter ódio de injustiças, tem cura?
homem,tem cura?
literatura cura
mais que psicanálise?
a psicanálise morreu,ou foi ressuscitada por Lacan?
se Shakespeare e a mitologia grega não existissem...!?
o que Freud explicaria?
Dostoiévski...o que seriam dos crimes e castigos?
Nadia Stabile - 23/09/09
*mais uma tentativa,mais um Frankenstein.
sábado, 12 de setembro de 2009
O Medo à Liberdade - ERICH FROMM (LIVRO)

O Medo à Liberdade (1983), originalmente publicado nos EUA, em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, pelo filósofo, sociólogo e psicanalista Erich Fromm, é uma das mais importantes críticas psicossociais do autoritarismo, da destrutividade e do conformismo típicos do séc. XX. Para a visão profundamente humanista do autor, a razão capaz de explicar esses fenômenos é uma mescla de observações dos aspectos psicológicos da neurose com os fatores sociais que a impulsionam e a alimentam. Tudo sob o princípio filosófico existencial de que, nas escolhas da vida, a liberdade humana entre evoluir ou regredir é uma obrigação, uma responsabilidade que ninguém pode se furtar.
Sua tese é que na presente busca do sucesso financeiro, ao lado da liberdade material conquistada ao longo da história do ocidente, os indivíduos se isolaram cada vez mais uns dos outros. Essa mesma liberdade econômica, carregada de solidão, tornou-se motivo de medo e angústia, levando as pessoas a desejarem uma fuga psicológica de alienação, por meio de ilusões de “terem” algo ou de “pertencerem” a uma corporação ou grupo que lhes fariam sentir menos sós. Se na antiguidade o perigo era os homens tornarem-se escravos, atualmente tornou-se o de serem alienados psíquicos, autômatos. Pudessem encontrar uma alternativa saudável ao conflito, haveriam de reconhecer a importância do outro nos vínculos de cooperação e solidariedade. Mas, a solidão e a impotência encontraram na indústria moderna artifícios da felicidade de consumo e estímulos para o rápido alívio psicológico da condição humana – que em seu dinamismo tende a procurar soluções de alguma forma, com possibilidades de satisfação, ainda que ao preço da violência, da neurose e servidão voluntária. Explicando o fenômeno do nazifacismo, que bem conheceu, esclarece que a ânsia de poder não é originada da força, mas da fraqueza.
Fromm faz assim uma análise da patologia da alienação psíquica inconsciente da sociedade industrial, que se caracteriza pelo comportamento social consumista e pelo sistema patriarcalista autoritário, reclamando uma necessidade ética urgente de mudanças nas determinações sócio-econômicas. Do ponto de vista psicopatológico, segundo ele, o centro gravitacional da cultura capitalista é o consumismo passivo. O consumo, no entanto, é próprio da vida, do crescimento biológico e das relações humanas; afinal, precisa-se comer, vestir, trocar valores de uso econômico e outros. Todavia, há uma espécie compulsiva de consumo que unicamente visa aliviar a ansiedade, a insegurança ou mesmo o desespero subjacentes à nossa época. Ironicamente, constata ele, o homem contemporâneo, com seu avançado conhecimento intelectual, desconhece-se enquanto totalidade espiritual, não sabe bem o que deseja e por isso não consegue satisfazer-se plenamente, sentindo-se vazio de realizações.
Pode-se dizer, acertadamente, que ele foi o primeiro filósofo a construir uma antropologia filosófica, e uma problematização da liberdade, vinculando intimamente os pensamentos de Marx e Freud, reconhecendo claramente a superioridade do primeiro. A bem dizer, foi em 1930, com o livro o Dogma de Cristo (1986)2, que Fromm uniu de maneira concreta esses dois pensadores. Quem o afirma, com razão, é Franz Borkenau3, erudito do partido comunista que freqüentou o ambiente do Instituto de Frankfurt e escreveu uma resenha do mesmo texto no lançamento da revista Zeitschrift für Sozialforschung, de publicações desta Escola. Trata-se ali do uso da psicanálise aplicado aos fenômenos históricos, compreendendo as idéias e ideologias individuais como um resultado de necessidades psíquicas básicas submetidas a condições sociais e econômicas específicas. No entendimento de Martin Jay4, Fromm então afirmara em termos psicológicos o que Horkheimer e Marcuse, depois de sua ruptura com Heidegger, diziam sobre a noção abstrata de historicidade.
Para Fromm a função da ideologia e do autoritarismo pode equiparar-se aos sistemas neuróticos. A correlação direta entre o conceito marxista de “ideologia” e o conceito psicanalítico de “racionalização” veio a ser feita por Erich Fromm em 1932, no artigo Método e Função de uma Psicologia Social Analítica5, onde ele afirma que a psicanálise pode mostrar como a situação econômica é transformada em ideologia, através dos impulsos naturais do homem. (...)
CONTINUE LENDO EM : http://www.filosofia.com.br/vi_classic.php?id=9
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Convite - III Seminário Internacional Margem Esqueda - BOITEMPO EDITORIAL (clique na imagem para ler)

Caros,
A Boitempo Editorial tem o prazer de convidar a todos para o III Seminário Internacional Margem Esqueda, que acontecerá de 18 a 28 de agosto. Confira a programação completa. Mais informações pelo email : seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
A Boitempo Editorial tem o prazer de convidar a todos para o III Seminário Internacional Margem Esqueda, que acontecerá de 18 a 28 de agosto. Confira a programação completa. Mais informações pelo email : seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
USP
DIA 18, TERÇA
14h
O poder da ideologia: Miguel Vedda, Virginia Fontes, Osvaldo Coggiola e Wolfgang Leo Maar
19h
Trabalho e alienação: Ricardo Antunes, Ruy Braga, Jesus Ranieri e Giovanni Alves
DIA 19, QUARTA
14h
Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários: Emir Sader, Antonino Infranca, Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Netto
19h
Para além do capital -a crise estrutural do capital: François Chesnais, Jorge Beinstein, Leda Paulani e Edmilson Costa
DIA 20, QUINTA
14h
Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental: Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h
Educação e socialismo: Roberto Leher, Afranio Mendes Catani e Isabel Rauber
DIA 21, SEXTA
14h
Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina: Francisco de Oliveira, Maria Orlanda Pinassi, Gilmar Mauro e Lucio Flávio de Almeida
19h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros
Encerramento: solo de Bach em viola por Susie Mészáros
UNESP-Araraquara
DIA 24, SEGUNDA
14h
A crise estrutural do capital: Gilmar Mauro, Maria Orlanda Pinassi e Aldo Casas.
UNICAMP
DIA 25, TERÇA
A crise estrutural do capital: Ricardo Antunes, Álvaro Bianchi, Aldo Casas, Caio Toledo e Plínio de Arruda Sampaio Jr.
UERJ
DIA 25, TERÇA
A necessária reconstituição da
dialética histórica: István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
CUFSA - Fundação Santo André
DIA 26, QUARTA
19h30
Crise do capital e perspectivas do trabalho: Antonio Rago Filho, Livia Cotrim, Miguel Vedda e Everaldo de Oliveira Andrade
UFRJ
DIA 26, QUARTA
17h30
Perspectiva do socialismo hoje: José Paulo Netto, Carlos Nelson Coutinho e Jorge Giordani
19h40
Música: solo de Bach em viola por Susie Mészáros
20h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros
UFRGS
DIA 27, QUINTA
19h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros; comentários de Jorge Giordani e Paulo Vizentini
DIA 28, SEXTA
15h
Para além do capital e a crise mundial: Jorge Giordani, Carla Ferreira e André Cunha
19h
Para além do capital, imperialsmo e Estados periféricos: Luiz Dario Ribeiro, Mathias Luce e Cesar Augusto Barcellos.
CEFET-BH
DIA 27, QUINTA
19h
Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho: Nicolas Tertulian, Ester Vaissman, Ana Lucia Barbosa Faria e Rodrigo Dantas
Boitempo Editorial
Débora Prado
Assessoria de Imprensa
+ 55 11 2305 1641
+ 55 11 8382 4978
imprensa@boitempoeditorial.com.br
www.boitempoeditorial.com.br
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dialética histórica: István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto
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domingo, 19 de julho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
"MUTUALISMO" - PROUDHON E ETC (DA WIKIPÉDIA)
O Mutualismo é uma teoria econômica que propõe que "volumes iguais de trabalho devem receber pagamento igual". Foi Pierre-Joseph Proudhon quem criou o termo mutualismo para descrever a sua teoria econômica, na qual o valor se baseia no trabalho. O mutualismo pode ser considerado "o primeiro anarquismo", já que Proudhon foi o primeiro autor a se auto-intitular anarquista.
Esta teoria adotada por seguidores de Proudhon que formavam fileiras na AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores), pregava uma associação de trabalhadores livres de posse de seus próprios recursos para a produção, desta forma, se opondo a tendências coletivistas e/ou comunistas de organização, contra a socialização dos meios de produção ou ainda sua concentração nas mãos de um Estado, ainda que fosse contrário à propriedade burguesa e defendesse que esta instituição humana fosse comparável à escravidão e, portanto, condenável tal qual um crime. Vê na propriedade a origem do governo e das instituições humanas.
Uma organização comunista, por outro lado, imporia, ao ver de Proudhon, restrições ao livre e pleno exercício das faculdades e potencialidades do indivíduo que estaria submetido à vontade da comunidade e, portanto, à sua opressão.
Esta oposição entre propriedade e comunidade, só poderia ser superada encontrando através da análise os elementos de cada um que constituiríam a verdade e a natureza da sociabilidade humana. A simples união destes dois elementos não pode ser senão impositiva ao ver de Proudhon. Tal síntese, segundo pretende o autor, constituir-se-á na liberdade.
A única centralização concebida neste modelo econômico seria a concepção de um "Banco do Povo" que seria responsável pela administração da circulação da produção e trocas de valores referentes ao trabalho dispendido pela emissão de "cheques-trabalho".
Debates na AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores)
Karl Marx se opôs a esta concepção classificando-a como pequeno-burguesa na medida em que defendia pequenas propriedades para os trabalhadores. Já Bakunin, admirador de Proudhon, também foi relutante quanto às suas concepções individualistas, tendo mais tarde rompido com estas defendendo a socialização dos meios de produção, fundando a corrente dos anarquistas coletivistas/bakuninistas.
Ver também
* Anarquismo individualista
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Mutualismo_(pol%C3%ADtica)
Esta teoria adotada por seguidores de Proudhon que formavam fileiras na AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores), pregava uma associação de trabalhadores livres de posse de seus próprios recursos para a produção, desta forma, se opondo a tendências coletivistas e/ou comunistas de organização, contra a socialização dos meios de produção ou ainda sua concentração nas mãos de um Estado, ainda que fosse contrário à propriedade burguesa e defendesse que esta instituição humana fosse comparável à escravidão e, portanto, condenável tal qual um crime. Vê na propriedade a origem do governo e das instituições humanas.
Uma organização comunista, por outro lado, imporia, ao ver de Proudhon, restrições ao livre e pleno exercício das faculdades e potencialidades do indivíduo que estaria submetido à vontade da comunidade e, portanto, à sua opressão.
Esta oposição entre propriedade e comunidade, só poderia ser superada encontrando através da análise os elementos de cada um que constituiríam a verdade e a natureza da sociabilidade humana. A simples união destes dois elementos não pode ser senão impositiva ao ver de Proudhon. Tal síntese, segundo pretende o autor, constituir-se-á na liberdade.
A única centralização concebida neste modelo econômico seria a concepção de um "Banco do Povo" que seria responsável pela administração da circulação da produção e trocas de valores referentes ao trabalho dispendido pela emissão de "cheques-trabalho".
Debates na AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores)
Karl Marx se opôs a esta concepção classificando-a como pequeno-burguesa na medida em que defendia pequenas propriedades para os trabalhadores. Já Bakunin, admirador de Proudhon, também foi relutante quanto às suas concepções individualistas, tendo mais tarde rompido com estas defendendo a socialização dos meios de produção, fundando a corrente dos anarquistas coletivistas/bakuninistas.
Ver também
* Anarquismo individualista
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Mutualismo_(pol%C3%ADtica)
domingo, 3 de maio de 2009
RONALDO FRANCO ALEGROU-ME COM SUA VISITA E A TRISTEZA DESTES DIAS!(clique na imagem para vê-la ampliada)

Quem é vivo sempre aparece! ...TRISTES DIAS!!
O POETA RONALDO FRANCO DE BELÉM NOS VISITOU , NOSSO PADRINHO!! NUMA CONVERSA COM ELE ESTE BLOG SURGIU!
ALEGROU-ME COM SUA VISITA NESTES DIAS TRISTES...
O amigão Ronaldo Franco nos visita,alegrou-me...
A morte de Boal e a repressão aos blogs Stoa da USP!
Parece que o coronelismo no Brasil está mesmo enraizado por todo lado!
O autoritarismo absurdo nos cargos de chefia, nas reitorias e diretorias de escolas,
é algo da Idade Média...qual a razão,a causa destes *"Zés Ninguéns" (lembrando o livro "Escuta,Zé Niguém"de Reich)ainda fazerem tantos estragos neste país!?
Desde o parente que aburguesou-se e que julga-se dono do mundo e capaz de tapar todas as bocas que lhe desagradem!... passando pelo diretor de escola que age como uma anta senhor de escravos!... indo até o presidente que acha que pode agir como um Coronel...usando de artimanhas mafiosas!...será o capitalismo tardio que imbecilizou todos eles!? A frase o poder corrompe,é elevada à milionésima potência neste nosso país tupinikim!!...o que fez a falta de educação e cultura sérias a este povo!?(originadas na ditadura militar....e talvez até antes...quando o provincianismo neste país desde sempre existiu!)o provincianismo ainda impera nesta colônia de última categoria! Acredito que a humanidade está assim pelo desequilíbrio que sempre ocorreu no conhecimento!! sempre houve deficit da visão feminina e de esquerda!
talvez estas se tivessem sido mais valorizadas hoje não estaríamos neste caos que estamos!!A HUMANIDADE ESTÁ CAPENGA FAZ TEMPO!
Espero que este episódio da USP reverta-se da melhor forma possível!! se é que é possível!...e sobre a grande tristeza de termos perdido um dos maiores brasileiros!!
um homem do mundo!! AUGUSTO BOAL!! este fará muita falta aos idealistas e ao povo que ele conseguia acordar e tirar da opressão! Precisamos de muitos mais como Boal!
para neutralizar um pouco todo este coronelismo podre que invade cada vez mais todos os contextos sociais!
Nadia Stabile - 03/05/09
* Leiam o texto genial de Ronaldo Franco aí em cima!
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
"MARX E A REVOLUÇÃO EUROPEIA DE 1848*
(...)Apesar desta crítica percuciente das fraquezas e insuficiências das lutas que se desenrolavam sob os seus olhos, Marx ateve-se a palavras de ordem que permaneciam no quadro de uma grande revolução democrática, do mesmo tipo da Revolução francesa do século XVIII. Com efeito, ele impôs-se como tarefa opor às acções do movimento existente, que recuava perante os seus objectivos próprios, audaciosas palavras de ordem do passado, tais como as reivindicações da república una e indivisível, do armamento do povo, da ditadura revolucionária e do "Terror". Neste plano ele chocou de imediato com obstáculos insuperáveis. As reivindicações pré-citadas eram retiradas do arsenal da Revolução francesa. Eram os símbolos de um movimento que levou ao estabelecimento da sociedade burguesa. Mas, dado o emburguesamento gradual da sociedade europeia entretanto ocorrido, elas interessavam agora tão pouco a grande burguesia e uma parte da pequena que Marx apenas podia divulgá-las publicamente sob uma forma muito geral ou muito insossa. É assim que a 6 de Junho de 1848 ele iniciava na Nova Gazeta Renana a sua campanha a favor das menos desagradáveis das palavras de ordem jacobinas supracitadas com a declaração seguinte: "Nós não pedimos, o que seria utópico, que seja proclamada a priori uma república alemã una e indivisível." E deslocava a questão do terreno da acção imediata para o do desenvolvimento futuro quando acrescentava: "a unidade da Alemanha, tal como a sua constituição, só podem resultar de um movimento". Mais, o "órgão da democracia" dirigido por Marx, enquanto subia constantemente de tom, não deixava de manejar com extrema circunspecção estas palavras de ordem mais avançadas da luta por objectivos democráticos.(...)
LEIA EM : "MARX E A REVOLUÇÃO EUROPEIA DE 1848*
FONTE: http://www.geocities.com/jneves_2000/marx1848.htm.
LEIA EM : "MARX E A REVOLUÇÃO EUROPEIA DE 1848*
FONTE: http://www.geocities.com/jneves_2000/marx1848.htm.
CRISTO, CHE ...POBRES...MARX....NUM FRAGMENTO DE TEXTO DE LUNGARETTI
(...)CULTO PERENE
É claro que muitos jovens, antes desse filme, já viam Guevara como o próprio símbolo da revolução.
Enquanto Marx, Lênin, Stalin, Trotsky, Mao e o próprio Fidel só significam algo para os politizados, o Che tem uma força simbólica indiscutivelmente maior -- e muito mais adeptos na faixa da adolescência e mocidade.
Quais os motivos de culto tão perene?
Há quem o atribua, depreciativamente, à semelhança visual entre o Che abatido e o Cristo crucificado, omitindo que as trajetórias também são semelhantes.
Ambos desdenharam os bens materiais e foram solidarizar-se com os pobres, oferecendo-lhes apoio e esperanças. Despertaram a fúria dos poderosos de seu tempo e foram por eles destruídos, terminando sua jornada com muito sofrimento.
Evidentemente, os relatos que chegaram até nós sobre Jesus Cristo não têm áreas nebulosas como aqueles episódios em que Guevara parece haver incorrido em violência excessiva.
Mas, se o Salvador disse que não vinha “trazer a paz, mas a espada”, foi Guevara quem a empunhou. E a guerra nunca inspirou os melhores sentimentos ao ser humano. Pelo contrário, desperta seus piores instintos.
Então, a luta justificada e necessária contra o tirano Fulgêncio Batista pode ter feito aflorar o Robespierre latente naquele homem afável, tão bem retratado nos Diários de Motocicleta.
Mas, contradições são inerentes a todo ser humano. Não existe o herói perfeito e impoluto, salvo em nossa imaginação.
O certo é que Guevara continuou sacrificando tudo por seu ideal de justiça social. Como Garibaldi, foi levar a chama da revolução a outro mundo, a África. E tentou outra vez na Bolívia, onde finalmente o Império o fez executar (mais um paralelo com Cristo!).
Sua vida só foi uma sucessão de fracassos (como já se alegou) para quem reduz a existência à busca do sucesso fácil, descartando valores como a solidariedade, a coerência e a dignidade.
Os que o recriminam, certamente jamais agiriam como Guevara, abrindo mão do poder e honrarias para efetuar desesperadas tentativas de romper o isolamento da revolução cubana.
Pode-se supor que, como Trotsky, ele tenha concluído que a revolução invariavelmente se deforma quando fica restrita a um só país – ainda mais uma nação pobre, atrasada e asfixiada pelo embargo comercial, como Cuba. E fez o que poucos fariam: assumiu a missão de encontrar uma saída para o impasse, nas condições mais desfavoráveis.
No mundo todo, os jovens que também lutavam contra o Império se identificaram com seus sonhos e seu martírio. Não foram uma foto e um pôster que o transformaram em mito, mas sim esse exemplo de dedicação a uma causa justa até o sacrifício extremo.
E, como os corações mais sensíveis e as mentes mais lúcidas não conseguiram vencer o sistema regido pela desigualdade e ganância, Che inspira até hoje os que não aceitam o capitalismo globalizado como o fim da História.
Daí a inutilidade dos frequentes ataques à memória do homem Ernesto Guevara -- como os lançados pela mídia reacionária, a Veja à frente, quando do 40º aniversário da morte do herói.
Jamais atingirão, contudo, o mito Che Pueblo, personificação dos ideais igualitários que os melhores seres humanos vêm acalentando através dos tempos.
* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
LEIA MAIS EM :"A criminalidade é intrínseca ao capitalismo"
FONTE : http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=4b0a59ddf11c58e7446c9df0da541a84&cod=875
É claro que muitos jovens, antes desse filme, já viam Guevara como o próprio símbolo da revolução.
Enquanto Marx, Lênin, Stalin, Trotsky, Mao e o próprio Fidel só significam algo para os politizados, o Che tem uma força simbólica indiscutivelmente maior -- e muito mais adeptos na faixa da adolescência e mocidade.
Quais os motivos de culto tão perene?
Há quem o atribua, depreciativamente, à semelhança visual entre o Che abatido e o Cristo crucificado, omitindo que as trajetórias também são semelhantes.
Ambos desdenharam os bens materiais e foram solidarizar-se com os pobres, oferecendo-lhes apoio e esperanças. Despertaram a fúria dos poderosos de seu tempo e foram por eles destruídos, terminando sua jornada com muito sofrimento.
Evidentemente, os relatos que chegaram até nós sobre Jesus Cristo não têm áreas nebulosas como aqueles episódios em que Guevara parece haver incorrido em violência excessiva.
Mas, se o Salvador disse que não vinha “trazer a paz, mas a espada”, foi Guevara quem a empunhou. E a guerra nunca inspirou os melhores sentimentos ao ser humano. Pelo contrário, desperta seus piores instintos.
Então, a luta justificada e necessária contra o tirano Fulgêncio Batista pode ter feito aflorar o Robespierre latente naquele homem afável, tão bem retratado nos Diários de Motocicleta.
Mas, contradições são inerentes a todo ser humano. Não existe o herói perfeito e impoluto, salvo em nossa imaginação.
O certo é que Guevara continuou sacrificando tudo por seu ideal de justiça social. Como Garibaldi, foi levar a chama da revolução a outro mundo, a África. E tentou outra vez na Bolívia, onde finalmente o Império o fez executar (mais um paralelo com Cristo!).
Sua vida só foi uma sucessão de fracassos (como já se alegou) para quem reduz a existência à busca do sucesso fácil, descartando valores como a solidariedade, a coerência e a dignidade.
Os que o recriminam, certamente jamais agiriam como Guevara, abrindo mão do poder e honrarias para efetuar desesperadas tentativas de romper o isolamento da revolução cubana.
Pode-se supor que, como Trotsky, ele tenha concluído que a revolução invariavelmente se deforma quando fica restrita a um só país – ainda mais uma nação pobre, atrasada e asfixiada pelo embargo comercial, como Cuba. E fez o que poucos fariam: assumiu a missão de encontrar uma saída para o impasse, nas condições mais desfavoráveis.
No mundo todo, os jovens que também lutavam contra o Império se identificaram com seus sonhos e seu martírio. Não foram uma foto e um pôster que o transformaram em mito, mas sim esse exemplo de dedicação a uma causa justa até o sacrifício extremo.
E, como os corações mais sensíveis e as mentes mais lúcidas não conseguiram vencer o sistema regido pela desigualdade e ganância, Che inspira até hoje os que não aceitam o capitalismo globalizado como o fim da História.
Daí a inutilidade dos frequentes ataques à memória do homem Ernesto Guevara -- como os lançados pela mídia reacionária, a Veja à frente, quando do 40º aniversário da morte do herói.
Jamais atingirão, contudo, o mito Che Pueblo, personificação dos ideais igualitários que os melhores seres humanos vêm acalentando através dos tempos.
* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
LEIA MAIS EM :"A criminalidade é intrínseca ao capitalismo"
FONTE : http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=4b0a59ddf11c58e7446c9df0da541a84&cod=875
Karl Marx, o Filósofo da Pobreza
Hannah Arendt é insuspeita em matéria de filosofia política e na avaliação que faz do contributo político de Marx. Na sua obra «On Revolution», H. Arendt escreveu:
«O enorme impacte das articulações e conceitos de Marx sobre o rumo da revolução é incontestável e embora seja tentador, relativamente ao absurdo escolástico do marxismo do século XX, atribuir esta influência aos elementos ideológicos na obra de Marx, pode ser mais exacto argumentar no sentido inverso e imputar a influência perniciosa do marxismo às muitas descobertas originais e autênticas feitas por Marx. Seja como for, não há dúvida de que o jovem Marx veio a convencer-se de que a razão pela qual a Revolução Francesa não conseguira encontrar a liberdade fora a de ter falhado na resolução da questão social. Daí ele ter concluído que liberdade e pobreza eram incompatíveis. A sua mais explosiva e certamente mais original contribuição para a causa da revolução foi o facto de ele ter interpretado as prementes necessidades da pobreza de massa em termos políticos como uma sublevação, não por uma questão de pão ou de saúde, mas também por uma questão de liberdade. A conclusão que ele tirou da Revolução Francesa foi a de que a pobreza pode ser uma força de primeira ordem».
Hannah Arendt tem um lugar especial na filosofia política e deve ser lida pelos socialistas e sociais-democratas genuínos, como mais uma pensadora de uma política radical. Ela nunca foi uma crítica do marxismo, nem sequer do marxismo-leninismo, e possibilita uma releitura de Marx numa época em que a pobreza se tornou novamente visível, releitura esta que o salvaguarda das mentiras ditas pelos cardeais já referidos. O marxismo é uma filosofia política da pobreza. Liberdade e pobreza não são compatíveis. Lutar contra a pobreza é lutar pela liberdade e lutar pela liberdade é lutar contra a pobreza material e mental.
J Francisco Saraiva de Sousa (de um blog de Portugal)
FONTE : http://cyberdemocracia.blogspot.com/2007/10/karl-marx-o-filsofo-da-pobreza.html.
«O enorme impacte das articulações e conceitos de Marx sobre o rumo da revolução é incontestável e embora seja tentador, relativamente ao absurdo escolástico do marxismo do século XX, atribuir esta influência aos elementos ideológicos na obra de Marx, pode ser mais exacto argumentar no sentido inverso e imputar a influência perniciosa do marxismo às muitas descobertas originais e autênticas feitas por Marx. Seja como for, não há dúvida de que o jovem Marx veio a convencer-se de que a razão pela qual a Revolução Francesa não conseguira encontrar a liberdade fora a de ter falhado na resolução da questão social. Daí ele ter concluído que liberdade e pobreza eram incompatíveis. A sua mais explosiva e certamente mais original contribuição para a causa da revolução foi o facto de ele ter interpretado as prementes necessidades da pobreza de massa em termos políticos como uma sublevação, não por uma questão de pão ou de saúde, mas também por uma questão de liberdade. A conclusão que ele tirou da Revolução Francesa foi a de que a pobreza pode ser uma força de primeira ordem».
Hannah Arendt tem um lugar especial na filosofia política e deve ser lida pelos socialistas e sociais-democratas genuínos, como mais uma pensadora de uma política radical. Ela nunca foi uma crítica do marxismo, nem sequer do marxismo-leninismo, e possibilita uma releitura de Marx numa época em que a pobreza se tornou novamente visível, releitura esta que o salvaguarda das mentiras ditas pelos cardeais já referidos. O marxismo é uma filosofia política da pobreza. Liberdade e pobreza não são compatíveis. Lutar contra a pobreza é lutar pela liberdade e lutar pela liberdade é lutar contra a pobreza material e mental.
J Francisco Saraiva de Sousa (de um blog de Portugal)
FONTE : http://cyberdemocracia.blogspot.com/2007/10/karl-marx-o-filsofo-da-pobreza.html.
MARX E OS POBRES
1 - UMA TEORIA MARXISTA DA DESIGUALDADE
O marxismo estabelece que a desigualdade é inerente ao modo de produção capitalista. A desigualdade produz-se inevitavelmente no processo normal das economias capitalistas, e não pode ser eliminada sem alterar de modo fundamental os mecanismos do capitalismo. Ademais, forma parte do sistema, o que significa que os detentores do poder tem interesses criados em manter a desigualdade social. Não vale a pena, pois, dedicar energias políticas para defender as políticas que se ocupam somente dos sintomas da desigualdade, sem atacar as suas forças geradoras básicas. Daí a necessidade de uma revolução social e econômica, a derrocada do capitalismo e sua substituição por um método de produção e um gênero de vida que estejam organizados em torno dos princípios de igualdade e justiça social.
1.1. Desigualdades intraclassistas
Segundo Marx, a desigualdade das rendas é inerente ao regime de trabalho assalariado. No capitalismo trata-se a força de trabalho humana - duração de vida, esforço, crença e ânsia - como mera mercadoria que há de ser comprada por um patrão, a certo preço ou salário. Marx constata que os salários não só devem cobrir o sustento básico para a manutenção do corpo, mas também algumas necessidades determinadas socialmente, que mantenham o trabalhador relativamente contente e aumentem o crescimento econômico. Ademais, os salários incluem os custos de substituição dos "trabalhadores desgastados por outros novos" e o custo de criar e educar as crianças; isto é, assegurar o desenvolvimento da força de trabalho através da educação e da aprendizagem. Como os diferentes tipos de trabalho requerem diferentes níveis de educação e qualificação, assim também os salários devem ser distintos entre as distintas categorias dos trabalhadores. Portanto, e como primeiro resultado, a desigualdade dos salários é necessária para produzir a variedade de força de trabalho necessária para os distintos níveis de uma multidão de atividades econômicas diferentes. Em segundo lugar, o sistema capitalista assegura a desigualdade de acesso à hierarquia qualificada dentro da classe operária, repartindo os custos da reprodução social através do mecanismo salarial e permitindo que cada "grupo de trabalhadores" produza sua substituição. Em terceiro lugar, a desigualdade de acesso à educação e à qualificação permite que grupos de assalariados exagerem as diferenças de salários inerentes à hierarquia qualificada, ao monopolizar parcialmente e restringir a oferta de trabalhos a certos níveis da hierarquia de trabalho. A desigualdade de salários e de oportunidades dentro da classe de assalariados fundamenta-se no regime de trabalho assalariado. Por isso, Marx afirmou: "pedir uma retribuição igual ou uma retribuição eqüitativa sobre a base do sistema do salário é o mesmo que pedir liberdade sobre a base de um sistema fundado na escravatura: O que poderíamos reputar justo ou eqüitativo, não vem ao caso. O problema está em saber o que é necessário e inevitável dentro de determinado sistema de produção?". É a conclusão política para a classe operária? "Em lugar do lema conservador de: ‘Um salário justo por uma jornada justa de trabalho’, deverá inscrever em sua bandeira esta ordem revolucionária: 'Abolição do sistema de trabalho assalariado!’"(...)
LEIA MAIS EM : http://ivairr.sites.uol.com.br/marx.htm
O marxismo estabelece que a desigualdade é inerente ao modo de produção capitalista. A desigualdade produz-se inevitavelmente no processo normal das economias capitalistas, e não pode ser eliminada sem alterar de modo fundamental os mecanismos do capitalismo. Ademais, forma parte do sistema, o que significa que os detentores do poder tem interesses criados em manter a desigualdade social. Não vale a pena, pois, dedicar energias políticas para defender as políticas que se ocupam somente dos sintomas da desigualdade, sem atacar as suas forças geradoras básicas. Daí a necessidade de uma revolução social e econômica, a derrocada do capitalismo e sua substituição por um método de produção e um gênero de vida que estejam organizados em torno dos princípios de igualdade e justiça social.
1.1. Desigualdades intraclassistas
Segundo Marx, a desigualdade das rendas é inerente ao regime de trabalho assalariado. No capitalismo trata-se a força de trabalho humana - duração de vida, esforço, crença e ânsia - como mera mercadoria que há de ser comprada por um patrão, a certo preço ou salário. Marx constata que os salários não só devem cobrir o sustento básico para a manutenção do corpo, mas também algumas necessidades determinadas socialmente, que mantenham o trabalhador relativamente contente e aumentem o crescimento econômico. Ademais, os salários incluem os custos de substituição dos "trabalhadores desgastados por outros novos" e o custo de criar e educar as crianças; isto é, assegurar o desenvolvimento da força de trabalho através da educação e da aprendizagem. Como os diferentes tipos de trabalho requerem diferentes níveis de educação e qualificação, assim também os salários devem ser distintos entre as distintas categorias dos trabalhadores. Portanto, e como primeiro resultado, a desigualdade dos salários é necessária para produzir a variedade de força de trabalho necessária para os distintos níveis de uma multidão de atividades econômicas diferentes. Em segundo lugar, o sistema capitalista assegura a desigualdade de acesso à hierarquia qualificada dentro da classe operária, repartindo os custos da reprodução social através do mecanismo salarial e permitindo que cada "grupo de trabalhadores" produza sua substituição. Em terceiro lugar, a desigualdade de acesso à educação e à qualificação permite que grupos de assalariados exagerem as diferenças de salários inerentes à hierarquia qualificada, ao monopolizar parcialmente e restringir a oferta de trabalhos a certos níveis da hierarquia de trabalho. A desigualdade de salários e de oportunidades dentro da classe de assalariados fundamenta-se no regime de trabalho assalariado. Por isso, Marx afirmou: "pedir uma retribuição igual ou uma retribuição eqüitativa sobre a base do sistema do salário é o mesmo que pedir liberdade sobre a base de um sistema fundado na escravatura: O que poderíamos reputar justo ou eqüitativo, não vem ao caso. O problema está em saber o que é necessário e inevitável dentro de determinado sistema de produção?". É a conclusão política para a classe operária? "Em lugar do lema conservador de: ‘Um salário justo por uma jornada justa de trabalho’, deverá inscrever em sua bandeira esta ordem revolucionária: 'Abolição do sistema de trabalho assalariado!’"(...)
LEIA MAIS EM : http://ivairr.sites.uol.com.br/marx.htm
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