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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Augusto Boal - Jornal "O Trambique" - foto de Diego Lameira e poema de Claudio Wayne




Augusto Boal 
 
Boal contou certa vez que o golpista General Costa e Silva usava óculos – sempre escuros – para não comer a sua farda (verde oliva). Também, quando a aeromoça anunciou que o avião estava sobrevoando o Brasil, a dez mil metros ele teria dito: “Eu sabia que o Brasil era grande, mas não tão alto.” Os golpistas de hoje não precisam de óculos, tampouco sobrevoar o Brasil. São civis. Em comum, golpistas e trogloditas.

http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/aug usto-boal/augusto-boal-uma-trajetoria-revivida/  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Boal 


Augusto Boal - Hamlet e o filho do padeiro – memórias imaginadas – página 28:

“... Dizem, testemunhos familiares que José Augusto ainda teve tempo de murmurar: “Eu vou pro Brasil, ganho dinheiro e venho te buscar. Tu me esperas. Vamos nos casar! - Sim, senhor! Teria respondido minha mãe, intimidada ou fascinada, morta de medo e espanto. Vendo aquele olhar intenso, de parte a parte, tive a certeza de que, cedo ou tarde, eu nasceria. Com todo aquele amor nos olhos era inevitável: eu tinha que nascer”  



Fotografia de Diego Lameira - "Andar e Andar" - Bagé- RS

Poema de Claudio Wayne





*jornal "O Trambique" - por Otávio Martins Amaral - edição de fevereiro 2017
 

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

AUGUSTO BOAL - VIA JORNAL "O TRAMBIQUE" - E FOTO DE DIEGO LAMEIRA




VAMOS VER, DESTA VEZ, O QUE DIZ AUGUSTO BOAL, DE COISAS SOBRE A SUA ÉPOCA:

       “O violão do Baden

   Sete crianças assassinadas domingo em frente à Candelária de portas fechadas revelam um país em guerra. Heritréia é aqui, onde o Haiti sempre foi: mesmo que se morria apenas de fome, morte silenciosa, sem rajadas – morte sussurrada não é paz!     Paz é busca incessante, dinâmica. A realidade é guerra, Humanidade dividida! Paz é sonho. Queremos o Sonho, queremos paz. Sejamos sonhadores...  com os pés no chão! Paz, sim, passividade, jamais.     Em arte, a ideologia surge quando a palavra é oferecida a um interlocutor. Por que a esse e não a outro?     Sons em si não têm conceitos  - oferecidos a alguém, em preciso momento e lugar, dos sons conceitos surgem, de relação com o outro. Se o violão do Baden fosse oferecido  - graças a Deus, nunca o foi!!! – aos generais GOLPISTAS, seria tão fascista como eles. Sendo a povo, popular.    Violões têm ideologia, sim, depende de para quem se tocam...”


FOTO DE DIEGO LAMEIRA - OLHA O PASSARINHO
 


* VIA JORNAL O TRAMBIQUE DE OTÁVIO MARTINS AMARAL


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"O Trambique" - Jornal de Otávio Martins Amaral - por Augusto Boal e foto de Diego Lameira

A guerrilha teatral - Cenários contra fuzis - Augusto Boal (trecho)


Foto de Diego Lameira - A arte na rua



*Edição do Ano Novo 2017/II- "O Trambique" - jornal de Otávio Martins Amaral


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PODER DO POVO, PARTICIPAÇÃO CIDADÃ, BRASIL E GIFS ANIMADOS

 http://sarauxyz.blogspot.com.br/2009/05/frases-de-augusto-boal.html#.WFRq51x2Nt9




 *via jornal "O Trambique" - por Otávio Martins Amaral com trecho de Augusto Boal



o povo brasileiro acovardou-se desde a ditadura civil militar, hoje o povo deixa-se manipular pelo quarto poder, pela ideologia globalizante, mas, se muitos cooperarem com a conscientização dos que ainda dormem, quem sabe a coisa possa melhorar e o povo se unir e se tornar cada vez mais forte!



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

HÁ COMO EVITAR O CAOS ?

 *foto: Adriano Benayon

*via Jornal "O Trambique" fevereiro 2016 -  https://www.facebook.com/otaviomartinsescritormusico/
photos/a.591563594242261.1073741827.591543390910948/995332283865388/?type=3&theater

Há como evitar o caos? 

por Adriano Benayon   
03 de Fevereiro de 2016 





1. Delfim Netto concedeu entrevista a Claudia Safatle, do Valor. Foi czar da economia em governos militares. No de Geisel, embaixador em Paris, voltando com Figueiredo.

2. Muito ligado a banqueiros, ingressou no governo pela mão do Bradesco. Favoreceu as transnacionais com enormes subsídios às exportações, que não evitaram o crescimento exponencial da dívida externa. Depois, deputado e conselheiro de presidentes na Nova República. Ninguém mais representativo do establishment.

3. Disse haver poucas chances de impeachment da presidente da República e que esta deveria, com urgência, assumir protagonismo e apresentar ao Congresso projetos de reforma constitucional e infraconstitucional.

4. Também, que o Congresso deve ser pressionado a aprová-los, sem o que o caos será inevitável e se materializará nos próximos anos.

5. Ele propõe quatro reformas: Previdência Social, desvinculação dos gastos orçamentários, desindexação e mercado de trabalho.

6. Ora, as duas primeiras foram objeto, por duas vezes, de reformas constitucionais, sob FHC e Lula, aprovadas em 1998 e 2003. A reforma do mercado de trabalho significa que a legislação trabalhista não prevalecerá sobre a “negociação”.

7. A desindexação foi decretada pelo Plano Cruzado em 1986 e pelo Plano Real em 1994. Delfim não indicou se os títulos da dívida pública serão ou não isentados da desindexação. Quando do Real foi trágico: a taxa SELIC acumulou 53% em 1995.

8. Em suma, as propostas consistem em aumentar a dose de medidas em uso há muito tempo e até hoje, que nada solucionaram. Não obstante, muitos as aclamarão como solução, pois consideram novidade tudo de que a TV não fala, desde há três meses.

9. Delfim não vê futuro nas propostas de Lula de reanimar a economia expandindo o crédito. Lembra: “Não há falta de crédito, Há falta de tomador. Não tem ninguém querendo crédito".

10. Claro, a renda das pessoas caiu, suas dívidas cresceram. Aliás, não há necessidade de keynesianismo para entender que só surge retomada de investimentos e criação de empregos, se se crê que haverá mercado para o que se pretende produzir.

11. Mas, e a verdadeira solução? Delfim não a pode apontar. Membro de escol da pseudoelite, ele julga impensável alijar-se da “comunidade financeira internacional”, abrir mão dos ganhos fabulosos das aplicações financeiras, e aprova a globalização do sistema de poder mundial, deixando a economia produtiva sob o comando dos carteis transnacionais.

12. Teorias sofisticadas, voltadas para conservar o império da oligarquia concentradora, como o keynesianismo, embora rotulado como progressista, são uma espécie de ópio de economistas, inclusive ditos de esquerda.

13. Nessa linha, Delfim imagina vencer a crise, mudando as expectativas: “na economia as crenças são mais importantes do que os fatos”. Para ele, a eleição de Macri, na Argentina, fez o mundo crer que ela vai melhorar e já está melhor que o Brasil.

14. Claro que o império angloamericano vai tentar tornar isso verdade. Mas, mesmo que o consiga, a curto prazo, nas aparências, o resultado estrutural será afundar a Argentina no apartheid tecnológico.

15. Para Delfim, “o Brasil sofre de uma doença: não tem perspectiva”. Seu programa ganharia aplausos da grande mídia e dos muito endinheirados, os que têm meios para investir.

16. Se Dilma o adotar – aderindo integralmente a esses – como já faz, por exemplo, elevando os juros da dívida pública – o sistema de poder financeiro e transnacional fará o Congresso aprová-lo.

17. Dilma acenaria a possibilidade de recuperar empregos perdidos durante a paralisia, advinda dos diversos fatores da crise.

18. Mas, em função principalmente da estrutura do modelo dependente, não há como repor as perdas e nem sequer estancar os fatores de prosseguimento delas, agravadas pela inflação e pela desvalorização cambial.

19. Só os bancos têm aumentado sempre os lucros. A renda total, em queda, concentra-se ainda mais, excluindo a perspectiva de ressurgimento da procura, ademais devido ao tripé: juros altos para o mentiroso combate à inflação, meta de superávit primário e câmbio flutuante.

20. Então: como vão surgir os investimentos e as expectativas keynesianas favoráveis aos investimentos?

21. Nem com injeção de recursos do Tesouro para o crédito público, como fez Lula, e Dilma até 2013, política injustamente acoimada de errada em si mesma, como causadora do “desequilíbrio fiscal”.

22. Essa política, a proposta por Delfim, e também as duas combinadas, têm de dar errado, dadas estas realidades estruturais:

1) Financeirização, desnacionalização e concentração galopantes;

2) Infraestrutura que prioriza a extração e o cultivo predatórios de recursos naturais para exportar, e o faz de forma ineficiente e cara;

3) Despesa pública descomunal, decorrente da dívida interna - indexada e objeto de taxas de juros e spreads absurdos - a qual, para evitar déficit orçamentário muito alto, faz comprimir investimentos públicos;

4) Déficits gigantes acumulados nas transações correntes com o exterior – que se aceleram quando a economia cresce - conducentes ao crescimento da dívida externa e à elevação do passivo externo, proveniente principalmente dos investimentos diretos estrangeiros;

5) Investimentos estrangeiros na dívida pública interna, cuja dimensão ameaça as reservas externas, em função do possível retorno ao exterior dessas aplicações, ao qual se juntariam saídas de capitais financeiros de residentes no país, eventualidade tanto mais destrutiva, quanto a pseudoelite não quer recorrer aos controles de câmbio e capitais.

23. Esses fatores de corrosão da economia brasileira retroalimentam-se entre si, constituindo um processo cumulativo.

24. Diante disso e dos conselhos dos economistas do sistema, vem à mente grande parte da medicina ocidental, que atacando sintomas, e não causas, agrava as doenças, intoxicando, ainda mais, com drogas químicas, pacientes intoxicados por alimentação e modos de vida inadequados.

Leia também:

Mais golpes do sistema da dívida


Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha, autor do livro Globalização versus Desenvolvimento (abenayon.df(0)gmail.com).


*Blog de Adriano Benayon 
http://www.desenvolvimentistas.com.br



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CINQUENTENÁRIO DE "A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA"




*através do Jornal "O TRAMBIQUE" de Otávio Martins Amaral - postagem original do blog Náufrago da Utopia

*por Celso Lungaretti - de seu Blog
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/01/tanta-vida-pra-viver-tanta-vida-se.html



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016


"TANTA VIDA PRA VIVER/ TANTA VIDA A SE ACABAR/ COM TANTO PRA SE FAZER/ COM TANTO PRA SE SALVAR"

Este é o ano do cinquentenário de A hora e vez de Augusto Matraga, um filme hoje muito difícil de encontrar, mas que vocês podem assistir, completo, na janelinha lá de baixo.

Trata-se de outro de nossos grandes nordesterns (*) dos anos 60, ao lado dos glauberianos Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969).

Representou o Brasil no Festival de Cannes de 1966 e poderia ter vencido, pois era infinitamente superior aos banais Um homem e uma mulher (d. Claude Lelouch, 1966) e Confusões à italiana (d. Petro Germi, 1966), que dividiram a Palma de Ouro.

Mas, não foi o único injustiçado. O incrível exército Brancaleone (d. Mario Monicelli, 1966) e Gaviões e passarinhos (d. Pier Paolo Pasolini, 1966) também concorriam...


A mesma sina tivera Deus e o diabo dois anos antes. Como o juri pôde ser tão obtuso a ponto de preteri-lo em benefício do bobinho Os guarda-chuvas do amor (d. Jacques Demy, 1964)?!

Pelo  jeitão  e pela proximidade (pouco mais de um ano os separa), Matraga é geralmente comparado a Deus e o Diabo, mas as pretensões do Glauber eram bem maiores: ele concebeu um enredo que lhe permitisse transmitir seus conceitos acerca do subdesenvolvimento, da miséria nordestina, do latifúndio, do catolicismo, de Canudos, do cangaço, das vias para a libertação do povo, etc.

Roberto Santos, menos ambicioso, empenhou-se em contar bem uma história empolgante de João Guimarães Rosa, sobre fazendeiro poderoso que perde tudo, é dado como morto e se reconstrói trocando a antiga arrogância pela humildade e religiosidade. Trabalha para o casal de camponeses idosos que o socorreu, fazendo de ambos suas figuras paternas.

Mas, depois de certo tempo, a inquietação retorna e ele resolve sair em busca do seu destino, às cegas, deixando que o jumento o conduza ("Tou aqui quase contente, mas agora vou-me embora", comenta um dos temas da belíssima trilha musical").

Acaba topando com um motivo para empunhar de novo as armas, a serviço do que lhe parece ser uma boa causa. Sua opção, contudo, é depreciada na canção que encerra o filme ("Se alguém tem de morrer/ que seja pra melhorar/ Tanta vida pra viver/ Tanta vida a se acabar/ Com tanto pra se fazer/ Com tanto pra se salvar/ Você que não me entendeu/ Não perde por esperar"), dando um nó na cabeça de muitos espectadores.

Além da direção correta de Roberto Santos e das magníficas atuações de Leonardo Villar e Jofre Soares, destaque para as composições inspiradíssimas de Geraldo Vandré. Três delas foram lançadas em compacto e mais tarde incluídas em LP: "Cantiga brava", "Modinha" e "Réquiem para Matraga".

Um detalhe que a grande maioria desconhece: na primeira, Vandré utilizou como ponto de partida uma quadra que já constava do conto de Guimarães Rosa ("O terreiro lá de casa/ Não se varre com vassoura/ Varre com ponta de sabre/ e bala de metralhadora"). E deixou de aproveitar outros quatro versos: "A roupa lá de casa/ Não se lava com sabão/ Lava com ponta de sabre/ E bala de canhão".

Por último: o único filme derivado de Guimarães Rosa que ombreia com Matraga em termos de excelência cinematográfica é o igualmente raríssimo Sagarana, o duelo (1974), quase desconhecido porque se tratou de uma produção bem menos marqueteada e badalada do que a concorrência.  Está disponibilizado neste link.

O roteiro de Sagarana, simplesmente primoroso, é do também diretor Paulo Thiago. Utiliza um conto curtinho como fio condutor e agrega personagens e situações de outras histórias, com tamanha felicidade que o espectador jamais suporia tratar-se de uma colcha de retalhos --desta vez no bom sentido.





* Estou ciente, claro, de que a história de Matraga transcorre no sertão mineiro e não na caatinga nordestina. Mas, as características das sociedades neles retratadas e a abordagem dada pelos diretores (inclusive com um duelo como grande final), justificam a inclusão do filme de Roberto Santos neste filão.

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ARQUIVO DO BLOG NÁUFRAGO DA UTOPIA:







*link do Jornal "O Trambique" - Edição 9 - janeiro - 2016
https://www.facebook.com/otaviomartinsescritormusico/photos/a.591563594242261.1073741827.591543390910948/988356024563014/?type=3&theater






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sábado, 16 de janeiro de 2016

FOTOS DE DIEGO LAMEIRA

 FOTOS DE DIEGO LAMEIRA

*entrar em contato com Diego:
diegolam8282@yahoo.com.br

*via jornais "O TRAMBIQUE" de Otávio Martins Amaral

Músico de rua - Mercado Público de Florianópolis - SC 
foto de Diego Lameira

O MINEIRINHO
Série Personagens de Bagé




Foto Diego Lameira




*link para ler os jornais "O TRAMBIQUE" : https://www.facebook.com/otaviomartinsescritormusico/




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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O BRASIL TEM DE REVIVER COMO NAÇÃO - POR ADRIANO BENAYON - VIA OTÁVIO MARTINS AMARAL

O BRASIL PRECISA REVIVER COMO NAÇÃO - POR ADRIANO BENAYON - VIA OTÁVIO MARTINS AMARAL  

Edição Passagem de ano nº5 - Jornal "O TRAMBIQUE"
editor responsável Otávio Martins Amaral
(via email) Prezados Leitores

O Trambique traz um artigo do Adriano Benayon, o qual conta a história da nossa economia neste último meio século, ao contrário da grande mídia (PIG), que quer, apenas, desviar a nossa atenção para ficarmos sem entender o que, realmente, aconteceu em nosso País. O entreguismo vem de muito antes. E a máfia que o praticou, continua solta, apesar de juízes e polícia.

Abraços, Otávio Martins Amaral.
  
O BRASIL TEM DE REVIVER COMO NAÇÃO - POR ADRIANO BENAYON



O Brasil precisa reviver como Nação


Por Adriano Benayon

Ao longo da 1ª metade do Século XX, o Brasil fez notáveis progressos através da industrialização e do fortalecimento das instituições financeiras públicas. Também, na área social, com a decretação do salário mínimo (1930) e da legislação trabalhista (1932, consolidada em 1943). Economia e relações sociais são interdependentes. 2.  Entretanto, esses avanços -  interrompidos de 1946 a 1950, quando  a  política do País se submeteu facilmente ao império angloamericano e à polarização ideológica da Guerra Fria – não foram suficientemente retomados e atualizados,  sequer com a volta de Getúlio Vargas à presidência da República em 1950, pelo voto direto do povo.
3. Isso porque, diante disso, a intervenção do poder mundial tornou-se maciça e sustentada por abundante corrupção, que penetrou em todos os campos estratégicos, com o  objetivo de fazer abortar o surgimento de uma potência industrial no Hemisfério Sul.
4. Essa intervenção logrou derrubar o presidente e inaugurou uma era, que completou 61 anos, de sucessivas renúncias à autonomia econômica e política do Brasil.
5. A desnacionalização da indústria, política oficial desde janeiro de 1955, conduziu à desindustrialização  e causou  déficits externos, originadores da dívida externa e depois da dívida pública interna.
6. A política de destruição da Nação foi grandemente radicalizada por meio das três primeiras eleições diretas, sob a Constituição de 1988, regime de aparente democracia: a de Collor em 1989 e as duas de FHC,  1994 e 1998, que desencadearam verdadeiros tsunamis de entreguismo e institucionalizaram a devastação socioeconômica do País.
7. A corrupção, em todas suas acepções,  já havia formado maioria folgada dos constituintes, para  inserir na Lei Básica normas estratégicas  contrárias aos interesses nacionais.
8. Os analistas viciados no engano de qualificar tudo sob o prisma ideológico esquerda/direita, definiram como  “Centrão” os constituintes “centro-direita”   favoráveis a essas normas, que poucos da “esquerda” combateram.
9. Nem um só parlamentar denunciou a aprovação do art. 164, nem a inserção no texto constitucional, por meio de fraude, de cláusula no inciso II, parágrafo 3º do art. 166, que elimina limites à aprovação de verbas para o serviço da dívida. O art. 164 põe o Tesouro Nacional à mercê dos bancos.
10. O peso do dinheiro concentrado e da mídia antibrasileira nas eleições continuou a eleger Congressos cada vez mais alheios aos interesses do País, a ponto de terem aprovado dezenas de emendas à Constituição, favoráveis aos concentradores financeiros estrangeiros e locais.
11. Ora, o processo de degradação econômica, política e cultural teve  início nos anos 50, quando o Brasil não havia construído  infraestruturas econômica e social de país desenvolvido.
12. Pior:  a maioria das que se implantaram, após 1955, foi planejada em favor dos carteis transnacionais aqui instalados para obter lucros ilimitados da extração dos abundantes recursos naturais e do controle do mercado consumidor.
13.  A de transportes já era deficiente e não foi corrigida, ficando ainda mais lastimável, considerado o crescimento  econômico, ainda expressivo até o final dos anos 70, graças a estes fatores:    inércia da industrialização anterior;  crescimento demográfico; os fabulosos recursos naturais do País; haver, até então, recursos de monta para investimentos públicos, pois as finanças do Estado ainda estavam em processo de serem arruinadas pelo modelo dependente, causador das exações referentes ao serviço da dívida.
14. Como lembrou o professor de tecnologia Weber Figueiredo,  o presidente Vargas, em 1950, dada a insuficiência de trens em face da demanda de passageiros, mandara ampliar o sistema ferroviário. Havia 676 trens e transportavam-se mais de 500 mil passageiros/dia. Hoje  são 450 mil e pouco mais de 100 trens, muitos daquela longínqua época. Numerosas conexões no interior foram suprimidas em São  Paulo e outros Estados.
15. Os transportes no Brasil retratam a situação de um país ao qual foi negada permissão para desenvolver-se. Tudo serve aos carteis transnacionais do petróleo/indústria automotiva. Predominam as rodovias. Não há linhas de metrô que  atendam minimamente a demanda das regiões metropolitanas. As principais ferrovias são de natureza colonial:  transportam aos portos colossais quantidades de minérios: Belo Horizonte/Vitória; Carajás/São Luís.
16. Onde  houve desenvolvimento, houve uso intenso das aquavias, como os cinco grandes lagos que ligam, nos EUA,   Meio Oeste, Costa Leste e Canadá. Inglaterra, França, Alemanha construíram densas malhas de rios navegáveis e canais. Em 1900, já tinham boas ferrovias e ainda as estendem e aperfeiçoam. A China constrói ótimas ferrovias e trens de alta velocidade em todo seu extenso e acidentado território.
17. As ferrovias para transportar matérias-primas minerais e agrárias remetem ao modelo econômico que não valoriza os recursos naturais do País nem os processa em indústrias de capital nacional, porque acabou com elas, ao entregar o mercado às transnacionais. 18. Esse modelo causa mega-catástrofes irreparáveis, como a do rompimento das barragens de dejetos das minas, em Mariana, MG, operadas pela Samarco, controlada pela transnacional anglo-australiana Billiton, com participação da Vale.
19. Dada a corrupção e a obtusa mentalidade entreguista, nenhum dos poderes – a nível federal, estadual e local – exige reais controles de segurança, nem se mostra inclinado a acabar com os  intoleráveis abusos.  Chegam ao ridículo de participar de entrevistas midiáticas junto com executivos da transnacional transgressora.
20. O desastre econômico e ambiental remete, por sua vez,  à privatização da portentosa Vale Rio Doce, em 1997, no esquema que entregou patrimônio de dezenas de trilhões de dólares, por 3 bilhões, “pagos” com títulos podres e compensados por créditos fiscais e outras benesses.
21. Da Serra de Carajás transportam-se diariamente 576 mil toneladas do melhor minério de ferro do mundo, com o que ela tende a acabar em 80 anos.
22. O saqueio mineral é subsidiado pela isenção tributária na exportação (Lei Kandir, LC 87, 13.09.1996,  aplicável também ao agronegócio) e premiado por taxação ínfima na extração.
23. A CFEM (Compensação Financeira pela Extração Mineral) -  calculada sobre o líquido (a ETN arranja e superfatura despesas minimizar ofaturamento  bruto) -  cobra estas alíquotas:  alumínio, manganês, sal-gema e potássio: 3%; ferro, fertilizantes e carvão: 2%; ouro: 1%; pedras preciosas,  carbonados e metais nobres: 0,2%.
24. Foram extraídas, em 2013, das “nossas” minas de ferro 370 milhões de toneladas, 90% para exportação  e 10% para o mercado interno. Com a acelerada desindustrialização, a dependência do exterior continua crescendo, e, mesmo com preços em queda,  os minérios metalúrgicos respondem por 13% do valor total das exportações.
25.  Na agricultura o quadro é semelhante: 55%  das terras são usados para cultivar soja - metade da qual se destina à exportação – causando pauperização dos solos – e contaminação de aquíferos -  decorrente do intenso uso de fertilizantes químicos, sementes transgênicas e pesticidas altamente tóxicos.
26. As exportações agrárias somaram, em 2014,  US$ 96,7 bilhões = 43% das exportações totais do País, de  US$ 225,1 bilhões, que equivalem a míseros 10% das exportações da  China!
27. O caos agrário liga-se à miséria da energia, via setor sucroalcooleiro, formado por enormes usinas e plantations, a maioria já desnacionalizada, a exportar açúcar e álcool (6,1% das exportações totais), segundo  o interesse dos patrões transnacionais.
28. Esse esquema prevalece contra a correta ideia original do  programa do álcool (1974), que incluía agricultura familiar, descentralização, culturas alimentares combinadas e aproveitamento de óleos vegetais – como dendê, macaúba, pinhão manso etc. -  para substituir o diesel do petróleo, além do erguimento da química do álcool e dos óleos vegetais.
29. Além de se fazer tudo errado no biodiesel, engodo para ocultar a mão pesada das transnacionais – governantes das poluidoras fontes fósseis -  as “alternativas” preferidas têm sido as dependentes de tecnologia e equipamentos importados, como a eólica.
30. Ainda sobre a infraestrutura de energia, não é de omitir o devastação em curso, desde Collor e FHC, a qual desnacionalizou  o grosso da geração e distribuição da hidroeletricidade, e instituiu um sistema de precificação, impossível de entender, para propiciar indecentes lucros aos beneficiários, que já elevaram as tarifas, em 150% acima da inflação.  No processo, sugaram-se as estatais, a ponto de pôr a Eletrobrás em situação falimentar.
31. Concluir o resumo da infraestrutura, vai exigir a Parte III deste artigo.

 Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.
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domingo, 22 de novembro de 2015

ELZA SOARES - "A MULHER DO FIM DO MUNDO" 2015




*via Otávio Martins Amaral, do Jornal "O TRAMBIQUE"
*Matéria de Jarbas Santos
*vídeo no final
 

A Mulher do Fim do Mundo (2015) – Elza Soares

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Elza Soares é dona de uma biografia única, digna de roteiros hollywoodianos. Filha de pais pobres (uma lavadeira e um musico), Elza viveu uma infância de carências na favela da Boa Moça no Rio de Janeiro onde, entre um afazer doméstico e outro, encontrava tempo para empinar pipa e sair no braço com os meninos da comunidade. Mostrando desde cedo a sua personalidade forte que seria um dos símbolos da cantora de voz rouca e sensualidade marcante.
Por imposição do pai foi obrigada a casar aos doze anos, tornando-se mãe pouco tempo depois. Motivada a conseguir dinheiro para comprar remédios para o filho doente, teve sua estreia no palco do programa de Ary Barroso na Radio Tupi, surpreendendo a todos com sua performance e conseguindo o dinheiro almejado. Os anos que se seguiram não seriam fáceis para Elza que aos vinte já era mãe de cinco filhos, tornando-se viúva aos vinte e um, tendo a duríssima missão de (sozinha) conseguir dar sustento à sua prole, obrigada a trabalhar alternadamente como encaixotadora e conferente numa fábrica de sabão.
Com pouco mais de trinta anos conhece o homem que mudaria de vez a sua vida: o camisa sete do Botafogo Mané Garrincha. O romance entre os dois se configurou como um dos maiores escândalos da época, já que o jogador era casado e largou a família para viver ao lado de Elza, que mais uma vez passou por momentos difíceis com o julgamento a as acusações da sociedade conservadora da época que lhe julgava e perseguia.
Elza permaneceu ao lado de Garrincha por dezesseis anos. Com ele teve apenas um filho homem, sonho do jogador que havia tido apenas filhas. Tendo que suportar o alcoolismo do companheiro (que arruinou a careira de um dos atletas mais talentosos de todos os tempos e foi responsável pela morte precoce do atacante da seleção), Elza se viu novamente no fundo do poço, mal podendo se recuperar das feridas deixadas pela perda do companheiro. Mas eis que o destino lhe prega outra peça. Seu único filho com Mané Garrincha morre em um acidente automobilístico com apenas nove anos. Esse fato serviu mais uma vez para provar a força da mulher por trás de uma das vozes mais marcantes do Brasil, que apesar das adversidades da vida sempre se mostrou uma artista nata, à frente do seu tempo e com uma capacidade ímpar de superar obstáculos.
Em 2000 foi eleita a cantora do milênio pela BBC de Londres. Seu último grande álbum Do Cóccix Até O Pescoço garantiu-lhe uma indicação ao Grammy, recebendo generosas críticas da imprensa pelo seu conteúdo ousado e contemporâneo. Os trabalhos seguintes seriam o morno Vivo Feliz de 2003 e o apenas simpático Beba-me de 2007.
Em 2015 Elza nos entrega um dos melhores discos do ano, levando para o estúdio uma deliciosa mistura de ritmos, crítica social e sensualidade, características muito presentes nos trabalhos da cantora. Em A Mulher do Fim do Mundo a cantora exala negritude pelos poros, servindo de plataforma para que Elza possa falar sobre morte, sexo, violência contra a mulher e outra infinidade de temas que precisam ser levantados nesse momento careta e reacionário que estamos vivendo. Acompanhada de músicos como Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Rubi, Guilherme Kastrup e da excelente Bixiga 70, Elza brilha como há muito tempo não se via.
elza-amulherdofimdomundoO Disco
Em A Mulher do Fim do Mundo Elza Soares não entrega apenas o melhor disco brasileiro do ano, mas também o mais corajoso e ousado. Representando de forma visceral a voz do povo negro, mesclando ritmos de forma impecável e cercada de bons músicos, seu novo trabalho não é apenas uma obra de arte, mas representa de forma triunfal o grito daqueles que não tem voz, a quem a sociedade insiste em esconder dentro do espaço limitado de seus próprios preconceitos. 
O disco inicia com um poema de Oswald de Andrade, Coração Do Mar. Cantado inicialmente à capela a canção vai crescendo com uma energia marcada pela negritude e pelos arranjos de corda de José Miguel Wisnik, já evidenciando uma característica que marcará todo disco: a emoção nua e crua. Cada verso cantado por Elza soa genuíno e honesto. Em um determinado momento da música somos levados a revisitar o passado numa viagem visceral a bordo de um navio negreiro. A força da voz de Elza faz tudo emergir maior e mais verdadeiro, sentenciando a relevância do disco em tempos de questionamentos sobre a dívida histórica que a sociedade tem com a população negra.
Já na música que dá título ao disco vemos o grito de resistência da mulher negra que apesar de ter sofrido inúmeras atribulações durante a vida se manteve resistente e não se rendeu, insistindo na busca pela felicidade e pelo direito de dar seguimento ao maior ofício que lhe foi conferido, o dom cantar. É de arrepiar ouvi-la praticamente implorar “me deixem cantar até o fim”!
O tema da violência contra a mulher aparece sem arrodeio em Maria da Vila Matilde. Com versos como “cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, a música é um retrato poderoso da violência contra o mulher brasileira. Elza não tem o menor receio de abordar temas que tem gerado muita discussão atualmente e de se posicionar a respeito. Ainda repercute a reação preconceituosa, desinformada e reacionária de uma parte da população que acusou o ENEM desse ano de doutrinamento ideológico por discutir temas feministas. A sua interpretação empresta à canção um viés de malandragem mesclados a ritmos que vão do rock ao jazz, num duelo épico entre sua voz (poderosa, mas cansada) e um trombone.
Em Luz Vermelha a cantora presta homenagem a um clássico do cinema nacional: O Bandido Da Luz Vermelha de Rogério Sganzerla. Trazendo frases emblemáticas do filme de 1968 numa letra apocalíptica (“Quem tem cadarço não sobra/ Quem tem um pão pra comer/ Quem tem cadarço não sobra/ Meu amor”) a faixa se refere à angustia e à solidão das grandes metrópoles. Kiko Dinucci fica responsável pelas frenéticas guitarras que emolduram brilhantemente a canção, mostrando uma sociedade desesperançosa, falida e fadada ao fracasso. O clima rock’n roll acentua mais essa concepção. Não somos poupados e acabamos juntos num poço cheio de merda. Como diz um dos trechos da canção, “tudo é sujo e não há maquiagem que embeleze aquilo que já nasceu feio”.
A pra lá de sugestiva Pra Fuder é uma verdadeira ode ao sexo com versos beirando o explícito: “unhas cravadas induzem latejo / Roupas jogadas no chão / Pernas abertas te prendo num beijo”. Aqui Elza se mostra uma cantora ousada que nunca teve medo de se expor, exalando sensualidade e balanço com os quais poucas mocinhas conseguiriam competir. Acompanhada dos metais afiados do Bixiga 70 ela está em casa. Deita e rola literalmente. Arde em chamas e chega ao ápice do prazer repetindo exaustivamente o titulo da canção, ao som frenético dos tambores.
Outra canção que está em sintonia com as lutas atuais é Benedita. Tratando a transexualidade de forma honesta e sem deboche, a música mostra a difícil rotina das travestis no Brasil que precisam lidar com o preconceito, a violência e a truculência policial no seu dia a dia. A força da protagonista da canção se assemelha à de Elza Soares, se agarrando a um fio de possibilidade para manter-se em pé, utilizando as armas que tem para poder sobreviver nas ruas. “Guarda a navalha na boca e o cartucho na teta”. Juntando elementos do rock com o samba a canção serve como uma denúncia contra a transfobia e pelos direitos das minorias marginalizadas.
Em Firmeza? Elza bebe da fonte do novo. Ela que sempre foi um referencial para novos artistas, se deixa levar pela jovialidade dos arranjos da moçada paulista e pela informalidade de versos em forma de gíria de Rodrigo Campos, com quem divide a canção. Passeando pelos guetos e absorvendo os diálogos urbanos (“Beleza mano fica com Deus / Quando der a gente se tromba firmeza? / Pena que corre é mil grau”) temos o prazer de ouvir uma faceta mais moderna da cantora. Mesmo sendo mais descontraída que as demais canções, Firmeza? é um rap-gafieira que mostra a superficialidade das relações à qual o caos dos grandes centros condiciona a vida das pessoas.
No tango Dança, Elza está morta. Mas – como já era de se esperar – não está derrotada. Ela insiste em sambar! E como renasceu das cinzas várias vezes, se agarra até o ultimo vestígio de possibilidade para triunfar. “Mas se eu me levantar ninguém irá saber / E o que me fez morrer vai me fazer voltar”. Adepta das religiões de matriz africana, Elza se vê representada por Iansã e conserva viva em seu peito uma chama que nunca apaga, exalada pela entidade. Um sopro não é suficiente para apagar quem nasceu pra arder.
Na última faixa do disco (Comigo) a cantora revisita sua história, homenageia sua mãe fechando a obra de maneira emocionante: “Levo minha mãe comigo de um modo que não sei dizer / Levo minha mãe comigo, pois deu-me seu próprio ser”. A forma trágica como ela perdeu a mãe (vítima de um acidente de carro) certamente influenciou a interpretação de Elza que entrega uma performance vocal caprichada, buscando lá no fundo do peito a emoção precisa na entrega dos sentimentos.
O fator determinante para o sucesso de A Mulher do Fim do Mundo, não está na sua poderosa crítica social – uma vez que outros trabalhos tentaram navegar por essas águas e afundaram na sua própria concepção. Contudo, esse navio negreiro conduzido pela mais visceral cantora brasileira é uma obra emblemática de uma artista que não cansa de dar a volta por cima como ela própria diz: “Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida / Na avenida dura até o fim / Mulher do fim do mundo / Eu sou e vou até o fim cantar”.
Elza encontrou nos manos a medida correta de modelar seus maneirismos vocais. Até suas famosas “rasgadas” se mostram controladas e longe do trivial. Os temas urbanos abordados no disco ganham contornos atuais onde o encontro de gerações prova mais uma vez que para música não há limites, seja abordando a crise hídrica, a transexualidade ou a negritude. O importante é mandar seu recado com qualidade e astúcia. Firmeza mano?
Por Jarbas Santos

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http://www.brasilpost.com.br/2015/11/06/elza-soares_n_8302562.html

 
Elza Soares - A Mulher do Fim do Mundo (2015)

https://www.youtube.com/watch?v=I38EcMJX8A8
 
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