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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"KAZUO OHNO" E OUTROS- FRASES E FRAGMENTOS (rememorando postagem de 21/01/09)

"É preciso desabrochar até onde for possível, com toda a alma". Kazuo Ohno

"Nascer é a grande improvisação" Tatsumi Hijikata


"Na minha dança eu nunca me preocupei em saber se o que eu criava era ou não era Butoh, só pensava em fazer algo bom. Entretanto, nunca estive satisfeito com minha dança. Eu danço movido por um sentimento de gratidão. O que me interessa é que o Homem, com este corpo tão pequeno, contém todos os elementos do Universo dentro de si. Para mim, se eu não puder dançar esse homem, se não houver essa forma de dançar, não haverá sentido em dançar." Kazuo Ohno

"O belo continua até a eternidade. Há um existir infinito". Kazuo Ohno

"O único movimento que tem significado é aquele que deriva da alma". Kazuo Ohno

"As feridas do nosso corpo fecham e se curam, mas existem as feridas escondidas, aquelas do coração. Se você souber aceitá-las descobrirá a dor e o prazer que são impossíveis expressar com palavras. Você encontrará a realidade poética que só o corpo pode expressar". Kazuo Ohno

"Os homens vivem com a consciência de que morrerão, no entanto esperam ter uma vida eterna. A eternidade é um dos argumentos principais do Butô. Ela cabe no instante, e esta consciência serve para ultrapassar as barreiras do corpo. A morte é inevitável, não podemos viver sem olhá-la. Não podemos fechar os olhos, mas podemos torná-la alegre". Kazuo Ohno

"O corpo envelhece e morre, mas segue dançando com a Energia do Universo. A morte é um novo começo. E quando eu morrer, vou começar de novo dentro do universo, vou continuar dançando". Kazuo Ohno

"A poesia não é uma crença. Nem uma lógica. A
poesia é um ato. Um ato que nega todos os atos. Ai se dá no instante em que a sombra do sonho parece a sombra do poema". Tagiguchi Shuzô

"O início é o fim, o fim é o início". Kazuo Ohno

FONTE: http://alfarrabio2.blogspot.com/2008/03/exposio-kazuo_25.html

sexta-feira, 31 de julho de 2009

...no último dia do mês,fechando o primeiro semestre de 2009...











...mudei a imagem do topo deste blog
porque tem muito a ver com a minha vontade de expressão!
bati esta foto em 1987,ela significa meu pai e a minha vida.
o fundo do quintal da "oficina" mecânica de meu pai,
e onde eu vivi até meus 8 anos de idade.
meu pai projetava e fabricava máquinas operatrizes
numa "indústria"de fundo de quintal! mais brasileiro que isto...
este local fotografado ,era onde ficava a forja,peças velhas,
e uma bancada meio esquecida...tudo meio enferrujado,
a bancada de trabalho dele mais usada,ficava noutro lugar.
mas aqui é o fundo do quintal de uma "indústria de fundo de quintal"!
local que não mais existe desde o ano 2000,
e se eu não tivesse batido esta foto,hoje seria menos feliz!

Nadia Stabile - 31/07/09

terça-feira, 14 de abril de 2009

VÍDEO : ESTAMIRA (Música de Paco de Lucia)



Trabalho Realizado para a disciplina de Semiótica no 5o. periodo da Pontificia Universidade Católica de Minas Gerais.

CRÍTICA - ESTAMIRA: “Estamira” relata fielmente a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível.
Este foi o primeiro documentário do originalmente fotógrafo Marcos Prado. Vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais conta a história de Estamira, mulher simples de vida difícil que encontra no lixão uma possibilidade de sobrevivência.
Essa senhora de 62 anos de idade renega a Deus por diversas razões e é capaz de explicar todos os fenômenos naturais e humanos de forma lúcida, eloqüente e ao mesmo tempo questionadora. Ela é uma prova de que as pessoas têm sim a capacidade de pensar e agir de forma contrária à padrão e se manterem intelectualmente ativas, embora os psicanalistas que a tratam discordem desse conceito preferindo dopá-la à ouvi-la.
Estamira não é uma mulher estudada, pelo contrário, mal sabe ler já que durante a infância passou por maus bocados que, no decorrer do documentário, servem para explicar suas “crenças” e instabilidade emocional.
A direção de Marcos Prado foi brilhante, ele não tentou dar voz à Estamira, ele simplesmente buscou uma forma de tornar visível sua existência para que servisse de exemplo nu e cru para todos aqueles que venham a se interessar por compreender o ser humano como indivíduo racional, não só emocional como estamos acostumados a ver nas telas de cinema.

Título Original: Estamira
Gênero: Documentário
Duração: 115 min.
Ano: Brasil - 2006
Distribuidora: Riofilme/Zazen Produções Audiovisuais
Direção e Roteiro: Marcos Prado
Site Oficial:http://www.estamira.com.br/

FONTE:http://www.cranik.com/estamira.html.

Kunstbar



by The Petrie Lounge

Surrealistic animation, unfluenced by many painters

TAPA NA PANTERA - COM MARIA ALICE VERGUEIRO (o diretor deste fenômeno da Internet é o mesmo da série da TV CULTURA que está estreando)




Tapa na Pantera é um curta-metragem brasileiro de ficção produzido em 2006 e dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes.

Vídeo de ficção com Maria Alice Vergueiro - Produção Ioiô Filmes www.ioiofilmes.com

Exibições: 3003107 (até o dia 14/04/09)

"Fudêncio - Apocalipsio" - o besteirol na animação nacional da MTV (a professora só sabe dar pontos negativos e o protagonista é praticamente mudo)

Darcy Ribeiro discursa no enterro do genial Glauber Rocha

sábado, 11 de abril de 2009

©Jesus Carlos/Imagemlatina - Cotidiano fotográfico nas ruas da cidade do Bom Jesus da Lapa, Bahia (clique aqui e veja mais).

















FONTE: http://jesuscarlos-fotografias.blogspot.com/

CAMÕES E RECEITAS DE BOLO !!!

Aqui no Brasil,na época da ditadura militar,os artigos de jornais proibidos,eram substituídos por poemas de Camões e receitas de bolo. Dizem que o "Estado de São Paulo" e o "Jornal da Tarde" eram os mais censurados.
A década de 1970 foi catastrófica para a área cultural,inúmeras mudanças para pior foram feitas na educação brasileira e os artistas eram covardemente perseguidos!
Muitos professores universitários,e inclusive Paulo Freire,tiveram de ir embora do Brasil. Como Lungaretti descreve com maestria todo este período de nossa história,
digo para que leiam o blog "Náufrago da Utopia":
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

Só queria colocar aqui que minha infância e adolescência,como a de todos os jovens daquela época, poderia ter sido trilhões de vezes melhor do que foi! O clima era vergonhoso! a liberdade de expressão não existia, e isto causou-nos inúmeros problemas! Como pesquisadora de educação e arte digo que nenhum tipo de bloqueio de liberdades individuais deveria existir! por isso hoje luto para que as pessoas percebam a importância do direito de expressão! Ironicamente, naquela época havia um famoso apresentador de televisão que dizia sempre a frase : "quem não se comunica, se estrumbica!" Chacrinha era o nome dele! talvez por este e por alguns outros motivos ele tenha virado tese de mestrado!

Nadia Stabile - 11/04/09

A "Escrita Inversa" de Da Vinci

Leonardo da Vinci escrevia "ao contrário" - da direita para a esquerda. Foi dito que só pelo uso de um espelho seu manuscrito poderia ser lido. Isto é algo que tem intrigado muitos estudiosos e permanece um mistério. Foi sugerido que Leonardo desejava manter segredo de seus pensamentos, para evitar possível perigo ou molestamento de autoridades da Igreja. Enquanto esta "resposta" parece provável em exame superficial, seguramente não é satisfatória. Muitas pessoas não só podem ler escrita ou impressão inversa, mas podem ler tanto de forma inversa quanto de cabeça para baixo. Um espelho não é necessário para ler facilmente a escrita "inversa". Contudo, até mesmo se fosse necessário, não faltariam espelhos às autoridades da Igreja.

É uma consideração adicional que a mera aparência de tentar esconder o que é escrito seria mais provável de atrair suspeita de visões heréticas. Entretanto, qual poderia ser possivelmente a razão para tal estilo de escrita não-convencional?

A resposta pode ser tão simples que é difícil de conceber. Eu mesmo sou canhoto. Tem sido há muito tempo um de meus problemas quando escrevo com caneta e tinta, ou mesmo com lápis, que o que eu escrevo borra - e às vezes suja minha mão. Leonardo era, como sabemos, canhoto. Será que não é possível que ele escrevesse da direita para a esquerda ("inverso") simplesmente para não borrar o que ele havia escrito e evitar sujar a mão com que escrevia? Esta explicação é, infelizmente, não muito "misteriosa" e é provável que seja deixada de lado por aqueles buscando o esotérico, o estranho e o secreto.


Conclusão

Até onde sei o hábito de Leonardo de escrever não foi levado ao seio de qualquer culto para apoiar suas crenças. Porém, eu acredito que a "Bola" foi tomada por vezes para representar algum tipo de forma de vida alienígena de um OVNI (uma hipótese que não é apoiada por criptozoologistas, que simplesmente apresentam-na como um mistério do mar). O tema da escrita de Leonardo pode muito bem ser entretanto um exemplo da "verdade ser mais entediante que a ficção".

FONTE : http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2200/explicando-bolas-peludas-e-a-escrita-inversa-de-da-vinci


desenho e aquarela no photoshop - Nadia Stabile (clique para ampliar)


sexta-feira, 10 de abril de 2009

crise da palavra... SOS!!!

...ou se por causa da televisão...
os anarquistas da linguagem,
que embaralham sílabas, letras e palavras...
a falta de público nos teatros...
diz que as palavras perderam o sentido,
com 90 peças encenadas em quase 60 anos de teatro,
o imediatismo,a desvalorização da palavra,
Cleyde Yáconis, a trabalhadora do teatro,
tudo é visual, imagem...
um artista plástico colocou uma cabine no centro da cidade com uma câmera e dizia que lá as pessoas poderiam dizer o que quisessem!
não sei se graças a psicanálise,
a poesia e os anarquistas da língua,
buscam encontrar o fio da meada,
dizer ...palavras...quais? para fazer reacender as cabeças!!
PALAVRAS!! onde foram parar? a ditadura cortou as palavras,
onde estará a ponta deste fio!?
onde o ser humano deixou seus pedaços!?
as neuroses falam mais alto do que tudo!
de repente o telespectador pretendia estar no lugar do entrevistado do Provocações e dizer TUDO!! mas que tudo é esse!? o que teríamos para dizer numa emissora de televisão!?
o que você diria!?

não sei o que deu isto,
só sei que queria saber o que você diria!

pisoteou-as, as pessoas pararam de se expressar, de conversar e ficaram BURRAS!!!
PALAVRAS!! por onde andam os homens e as mulheres de PALAVRA!?

DEDICO ESTE TEXTO EMBARALHADO A TODOS QUE POR RAZÕES VÁRIAS EMUDECERAM!

NADIA STABILE - 10/04/09

HELEN MARTINS (1897-1976) - A ESCULTORA OUTSIDER QUE TINHA VISÕES,FOI INTERPRETADA POR CLEYDE YÁCONIS (clique aqui e veja mais obras)



























"(...)as esculturas construídas por Helen Elizabeth Martins (1897-1976) no quintal de sua casa em um lugarejo da África do Sul, distante 12 horas da cidade do Cabo. Mas as diferenças não são apenas estéticas. ‘Miss Helen’ enfrentou a hostilidade e o conservadorismo dos habitantes da pequena cidade onde vivia, incapazes de compreender como expressão artística suas estranhas esculturas feitas com cimento.(...)"

"(...)"Não se trata de uma biografia da escultora", diz Yara. "Sua história é porta de entrada para tratar de temas como liberdade, segregação racial. Mas o autor o faz colocando as personagens em circunstância, em embates profundamente humanos." Helen Martins vivia uma vida bastante convencional, freqüentava o culto protestante, até o momento em que fica viúva. A partir daí, isola-se e começa por transformar os objetos dentro de sua própria casa para depois seguir criando sua "meca" no quintal. "O que fascina no texto é a forma como ele trata realisticamente de fantasias ao retratar essa mulher que constrói um outro mundo, sua Meca", diz Cleyde.(...)"

abril de 2008

FONTE: http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art150767,0.htm

Uma autêntica outsider
Julia Guimarães
Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, de fé protestante, a escultora Helen Martins (1897-1976) promoveu uma verdadeira revolução no vilarejo ao expressar-se criativamente em busca de uma liberdade pessoal.

Nas mãos do sul-africano Athol Fugard, considerado um dos dramaturgos mais importantes da língua inglesa na atualidade, a história da artista ganhou contornos cênicos e será apresentada na cidade pelo viés da atuação de ninguém menos que a atriz Cleyde Yáconis, 84, com meio século de vida dedicados aos palcos, no papel da protagonista. Dirigido pela mineira Yara de Novaes, o espetáculo "O Caminho para Meca" faz curta temporada neste sábado e domingo (11 e 12), no teatro Alterosa.

Toda a trama se desenrola numa única noite. Após a morte do marido, Helen Martins descobre nunca ter amado o homem com quem se casou e inicia um mergulho "quase divino" na arte da escultura, trabalhando com materiais áridos, como cimento e vidro. Disposta a estabelecer códigos próprios de existência pela descoberta de si, ela se torna uma autêntica outsider, em meio a uma sociedade tradicional e conservadora.

"Helen é uma pequena mulherzinha comum, não é intelectual, mas naquela localidade puritana e religiosa passa a ser uma criatura quase demoníaca. Ela não tem nenhum conhecimento de arte e sua obra é dolorida, já que trabalha com cimento e vidro. Disso, surge uma mulher surpreendente até para ela mesma", adianta a atriz.

Temas

As conversas travadas com um pastor protestante (Cacá Amaral) e a amiga Elza, admiradora de suas obras (Lúcia Romano, que acaba de ganhar o Prêmio Shell) revela os temas tratados na peça: solidão, liberdade, exclusão social e a relação do homem perante a religião. Vale lembrar que o texto é de 1984 e que, portanto, a história também busca traçar um discurso de denúncia em relação ao apartheid vivido no país.

"Me parece que para Athol Fugard, o racismo é o tema mais importante da peça, enquanto eu e a Yara destacamos, sobretudo, a liberdade e a coragem de assumir e ser completamente diferente da coletividade, das coisas preestabelecidas. Helen tumultua tudo isso em prol da liberdade de ser o que é", destaca Cleyde.

No que tange à encenação, Yara de Novaes se pautou por uma perspectiva mais realista, até porque não há elipses temporais. Já a meca, referida no título da peça, se abriu semanticamente para várias leituras. "O mais bacana é pensar nesse lugar que gera de alguma forma um movimento, uma caminhada para onde se quer ir. Essa noite na vida das personagens acaba sendo muito emblemática porque todos acabam fazendo um rito de passagem, seja no jeito de lidar com mundo, consigo mesmo e com os outros. Todos experimentam uma espécie de morte, mas essa morte é bem-vinda, é uma jornada que não se encerra e vai ter conseqüência por toda vida", explica a diretora.

"O Caminho para Meca"
Dir. Yara de Novaes. Com Cleyde Yáconis, Cacá Carvalho e Lúcia Romano.
Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Neste sábado (11), às 21h, e domingo (12), às 19h.

FONTE : http://www.otempo.com.br/jornalpampulha/noticias/?IdEdicao=108&IdCanal=9&IdSubCanal=&IdNoticia=3398&IdTipoNoticia=1

Juan Miro - Man...Woman In Front of a Pile of Excrement

Roots - Frida Kahlo (1943)

La Columna Rota - Frida Kahlo

Frida Kahlo - Auto - Retrato

Odilon Redon - O Nascimento de Vênus - (1912)

Eugène Emmanuel Amaury-Duval (1808-1885) O Nascimento de Vênus

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