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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Racismo e consciência negra no Brasil - 20 de novembro


Leia em:
http://pt.globalvoicesonline.org/2015/05/06/brasil-vitima-de-racismo-em-escola-menina-e-obrigada-a-pedir-desculpas-aos-agressores/



pt.globalvoicesonline.org 


20 de novembro — Dia da Consciência Negra


Em 20 de novembro comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. Mas você sabe o motivo de escolha dessa data?

Foi nesse dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi dos Palmares. Este foi a liderança mais conhecida do chamado Quilombo dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. A fama e o símbolo de resistência e força contra a escravidão mostrado pelos palmarinos fizeram com que a data da morte de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra. A data foi estabelecida pela Lei 12.519/2011.

Outro motivo para a escolha dessa data foi o fato de que no Brasil o fim da escravidão é comemorado em 13 de maio. Nesse dia, no ano de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil. Porém, comemorar o fim da escravidão em uma data em que uma pessoa branca e pertencente à família real portuguesa, a principal responsável pela escravidão no Brasil, assinou uma lei pondo fim ao cativeiro faz parecer que a abolição foi feita pelos próprios escravistas. Faz com que a abolição fosse apresentada como um favor dos brancos aos negros.

A escolha do dia 20 de novembro serviu, dessa forma, para manter viva a lembrança de que o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios escravos, que em nenhum momento durante o período colonial e imperial deixaram de lutar contra a escravidão.

Os quilombos não deixaram de existir quando Palmares foi destruído sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários outros quilombos foram formados nos duzentos anos após o fim de Palmares.

Mesmo nos anos finais da escravidão a ocorrência de fugas em massa de escravos das fazendas, a ocupação de terras e a realização de rebeliões foram muito importantes para que a Lei Áurea fosse assinada.(...)

segunda-feira, 23 de março de 2015

BRASIL - O DNA DA HIPOCRISIA E NOSSAS FRUTAS EXÓTICAS

Mais de 125 sabores de sorvetes com frutas do norte e nordeste do Brasil,
e quem é dono deste saber? indígenas e o povo simples que conhecem nossa flora e fauna como mais ninguém.
O DNA da hipocrisia do povo brasileiro originou-se com a invasão de Cabral nesta terra brasilis, a escravidão de africanos e indígenas e o massacre destes povos pelos europeus, é tema de nossos grandes estudiosos como Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Sergio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes e outros.
A incrível diversidade de nossa fauna e flora pode ser comparada a incrível diversidade de etnias indígenas e da incrível diversidade dos povos que pra cá vieram!

O início de nossa história é cruel, é injusto, perverso e cheio de hipocrisia.
A casa grande nunca aceitou de verdade a senzala, e a senzala sempre teve revolta em relação a casa grande e com toda razão, um povo massacrado, escravizado, tendo de conviver e servir seus algozes, terrível! Os índios foram dizimados por esta invasão portuguesa e a revolta deles talvez até tenha sido muito pequena, e daí podemos ver a grande alma destes povos tão diversos e que vivem tão bem e em harmonia com a natureza, profundos conhecedores dos detalhes de plantas e animais, grandes sábios que talvez nunca serão compreendidos pela maioria do povo urbano deste país. Este DNA da hipocrisia mostra-se dia a dia quando uma grande parcela da população  fecha os olhos para manifestações de professores, por exemplo, pois para a maior parte dos brasileiros e dos políticos brasileiros, professores fazem parte da senzala, assim como os estudantes de classes mais pobres.

A senzala ainda existe neste país e a maior parte dela é composta por mulheres professoras ou com outras profissões  subestimadas pela maioria. O Brasil tem sérios problemas sociais, raciais e outros por conta desta origem perversa com DNA da hipocrisia, é bem desanimador ver estes efeitos que vem de longe desta colonização maldita, aliás, nenhuma colonização é boa, invade tudo, toma conta das riquezas e ainda escraviza o povo.

Difícil, depois de mais de 500 anos ainda temos tantos problemas sociais para resolvermos, e talvez demoremos mais um milênio por conta do carater deste povo, que como definiu Mário de Andrade, é um povo sem nenhum carater, que aceita tudo, até seus invasores.



Nadia Gal Stabile - 23 de março de 2015










 http://www.usp.br/cje/anexos/pierre/ribeiro_darcy_povo_brasileiro_formacao_e_o_sentido_do_brasil.pdf



http://www.viaki.net/alimentos-dos-indigenas-ate-hoje/
https://lasa.international.pitt.edu/LARR/prot/fulltext/vol49no3/49-3_3-22_CastrodaSilva.pdf


terça-feira, 13 de maio de 2014

A MÃO DE OBRA DE AFRICANOS NO BRASIL -SÉC.XIX




A MÃO DE OBRA DE AFRICANOS E SEUS DESCENDENTES ,NO BRASIL DO SÉCULO XIX. OBRAS DOS ARTISTAS DEBRET E RUGENDAS. RUGENDAS NÃO PARTICIPOU DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA,ERA ALEMÃO E VISITOU O BRASIL E OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA DE FORMA INDEPENDENTE. MÚSICA DE BEETHOVEN,IMAGENS DO GOOGLE.
VÍDEO DE NADIA STABILE 20 DE NOVEMBRO DE 2008

domingo, 6 de setembro de 2009

SETE DE SETEMBRO - O GRITO QUE NÃO DEMOS

Não,
aquele grito não foi meu,
ele nem mesmo cabia na minha boca,
e nem na boca de ninguém que eu conhecia
Era pomposo demais,
empostado demais,
dourado demais,
e sofrido de menos
Era mesmo um grito para ser dado
do alto de um cavalo,
bem escovado
e selado;
e não do chão,
descalço
e com a enxada entre as mãos








Deixo aqui o meu protesto, contra a falsa independência do Brasil,
tendo em vista que, ela foi elaborada pela elite dominante daquela
época, que em momento algum, defendia os interesses populares,
muito pelo contrário, dentre outras coisas, defendia a manutenção
dos latifúndios e a continuação da escravatura em nosso país
Por esta razão, o dia sete de setembro, deveria sim ser lembrado,
como o dia, em que o povo não gritou às margens do Ipiranga ...

Marcelo Roque
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