segunda-feira, 27 de abril de 2009
Humanizadores con la no violencia I "Tolstoi" (A NÃO VIOLÊNCIA DE TOLSTOI, NA QUAL GANDHI BASEOU-SE)
ARCHÉ - O PRINCÍPIO ,A ORIGEM...FILÓSOFOS PRÉ- SOCRÁTICOS
Para os filósofos pré-socráticos, a arché (ἀρχή; origem), seria um princípio que deveria estar presente em todos os momentos da existência de todas as coisas; no início, no desenvolvimento e no fim de tudo. Princípio pelo qual tudo vem a ser. Segundo Rudini Sampaio, “A fonte ou origem, foz ou termo último, e permanente sustento (ou substância) de todas as coisas”. Assim, é a origem, mas não como algo que ficou no passado e sim como aquilo que, aqui e agora, dá origem a tudo, perene e permanentemente.
Tales de Mileto : Água
Para Tales, a arché seria a água. Jostein Gaarder observa que provavelmente ao visitar o Egito, Tales observou que os campos ficavam fecundos após serem inundados pelo Nilo. Tales então viu que o calor necessita de água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, que os germens são úmidos, que os alimentos contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era a água. É preciso observar que Tales não considerava a arché agua como nosso pensamento de agua líquida, e sim, na água em todos os seus estados físicos. Tudo, então, seria a alteração dos diferentes graus desta. Aristóteles atribuiu a Tales a idéia de uma causa material como origem de todo o universo.
“... a água é o princípio de todas as coisas...”
Anaximandro de Mileto : O apeíron
Rudini observa que Anaximandro tinha um argumento contra Tales: o ar é frio, a água é úmida, e o fogo é quente, e essas coisas são antagónicas entre si, portanto um o elemento primordial não poderia ser um dos elementos visíveis, teria que ser um elemento neutro, que está presente em tudo, mas está invisível. Anaximandro foi um dos pré-socráticos que mais se diferenciaram na sua concepção da arché por não a ver como um elemento determinado, material. Considerava o infinito como o princípio das coisas, e o chamou de apeíron, considerava então, que o limitado não poderia ser a origem das coisas limitadas. Explica que as coisas nascem do infinito através de um processo de separação dos contrários (seco-úmido). "Anaximandro ainda afirmaria que os primeiros animais nasceram no elemento líquido e, pouco a pouco, vieram para o ambiente seco, mudando o seu modo de viver por um processo de adaptação ao ambiente, extremamente coerente com as teorias evolucionistas de Charles Darwin."
“... o ilimitado é imortal e indissolúvel...”
Anaxímenes de Mileto : O ar
Anaxímenes, discípulo de Anaximandro, discorda de que os contrários podem gerar várias coisas. Colocou o ar como Arché, porque o ar, melhor que qualquer outra coisa, se presta à variações, e também devido a necessidade vital deste para os seres vivos. A rarefação e condensação do ar formam o mundo. A alma é ar, o fogo é ar rarefeito; quando acontece uma condensação, o ar se transforma em água, se condensa ainda mais e se transforma em terra, e por fim em pedra. Destacou-se por ser o primeiro a fornecer a causa dinâmica que faz todas as coisas derivarem do princípio uno (condensação e rarefação).
“... do ar dizia que nascem todas as coisas existentes, as que foram e as que serão, os deuses e as coisas divinas...”
Xenófanes de Cólofon : A terra
O elemento primordial para Xenófanes é a terra, através do elemento terra desenvolve sua cosmologia. Sua filosofia tinha sua lógica, pois, afinal, tudo o que existe começa na terra e tudo volta para a terra, tanto animais quanto plantas. Apesar de tudo, ainda temos aqueles que acreditam que a água seja o começo e questionam o por que da terra como justificativa, se a maior parte do planeta era feita de água. Tal questão era respondida com a justificação de que o fundo do oceano era feito de terra.
“... tudo sai da terra e tudo volta à terra...”
Heraclito de Éfeso : O fogo
Heraclito atribuiu o fogo como princípio de todas as coisas. "O fogo transforma-se em água, sendo que uma metade retorna ao céu como vapor e a outra metade transforma-se em terra. Sucessivamente, a terra transforma-se em água e a água, em fogo." Mas Heráclito era mobilista e afirmava que todas as coisas estão em movimento como um fluxo perpétuo. Ou seja, usa o fogo apenas como símbolo de todo este movimento. Heráclito imaginava a realidade dinâmica do mundo sob a forma de fogo, com chamas vivas e eternas, governando o constante movimento dos seres.
“... descemos e não descemos nos mesmos rios; somos e não somos...”
Pitágoras de Samos : O número
Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números - para eles o número (sinônimo de harmonia) era considerado como essência das coisas - é constituído então da soma de pares e ímpares, noções opostas (limitado e ilimitado) respectivamente números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação. Teriam chegado à concepção de que todas as coisas são números.
“... o princípio das matemáticas é o princípio de todas as coisas...”
Os pitagóricos se dispersam e passam a atuar amplamente no mundo helênico, levando a todos os setores da cultura o ideal de salvação do homem e da polis através da proporção e da medida.
Empédocles de Agrigento : Os quatro elementos
Empédocles acreditava que a natureza possuía quatro elementos básicos, ou raízes: a terra, o ar, o fogo e a água. Não é certo, portanto, afirmar que “tudo” muda. Basicamente, nada se altera. O que acontece é que esses quatro elementos diferentes simplesmente se combinam e depois voltam a se separar para então se combinarem novamente. O que unia e desunia os quatro elementos eram dois princípios: o amor e o ódio. Os quatro elementos e os dois princípios seriam eternos e imutáveis, mas as substâncias formadas por eles seriam pouco duradouras. Jostein Gaardner afirma que talvez Empedócles tenha visto uma madeira queimar, alguma coisa aí se desintegra. Alguma coisa na madeira estala, ferve, é a água, a fumaça é o ar, o responsável é o fogo, e as cinzas são a terra. As verdades não seriam mais absolutas, como nos eleatas, mas proporcionais à medida humana. As coisas são imóveis, mas o que percebemos com os sentidos não é falso. Então, as duas forças atuariam nas substâncias, o amor e o ódio. O amor agiria como força de atração e união, o ódio como força de dissolução. Em quatro fases, existe a alternância dos dois. Estabelece um ciclo, com a tensão da convivência dessas forças motrizes.
Anaxágoras de Clazomena : As homeomerias
Anaxágoras achava que a natureza era composta por uma infinidade de partículas minúsculas, invisíveis a olho nu. Assim, em tudo existia um pouco de tudo. Segundo Jostein Gaarder, de certa forma, nosso corpo também é construído dessa forma. Se retiro uma célula da pele de meu dedo, o núcleo desta célula contém não apenas a descrição da minha pele. Em cada uma das células existe uma descrição detalhada da estrutura de todas as outras células do meu corpo. Em cada uma das células existe, portanto, “um pouco de tudo”. O todo está também na menor das partes. Anaxágoras chamou as infinitas partículas de homeomerias, ou sementes invisíveis, que diferiam entre si nas qualidades. Todas as coisas resultariam da combinação das diferentes homeomerias.
“...todas as coisas estavam juntas, ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado...”
Demócrito de Abdera : Os átomos
Os atomistas seguiram a linha de que a natureza era comporta por partículas infinitas. Diziam que tudo que realmente existia era constituído de átomos e de vazio (este último os espaços entre os átomos). considera que nada pode surgir do nada, assim, os átomos eram eternos, imutáveis e indivisíveis. O que acontecia, era que eles eram irregulares e podiam ser combinados para dar origem aos corpos mais diversos. Demócrito é considerado o mais lógico dos pré-socráticos.
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Arch%C3%A9#A_fam.C3.ADlia_Veiga
SOBRE METEORITOS
Rocha encontrada no Canadá teria se formado antes do nascimento do sistema solar
Um meteorito que caiu no lago Tagish, no oeste do Canadá, no ano 2000 pode ser mais antigo do que o Sol, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Centro Espacial Johnson da NASA em Houston, no Texas (EUA). Essa idéia é defendida pelo cientista Keiko Nakamura-Messenger, que mediu as proporções de diferentes isótopos de nitrogênio e hidrogênio presentes em diminutas nanoesferas de carbono incrustadas em amostras do meteorito. Messenger constatou que essas nanoesferas apresentam índices de nitrogênio-15 e deutério (um átomo de hidrogênio com um nêutron a mais) muito altos em relação ao restante do material que compõe o meteorito. Esse dado seria um indício de que o corpo celeste teria se formado em temperaturas extremamente baixas, entre 10 e 20 K (aproximadamente - 250º C), encontradas em nuvens geladas situadas nos confins do sistema solar ou talvez até antes de nosso sistema ter se formado.
FONTE: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3504&bd=2&pg=1&lg=
Meteorito contém componentes de DNA e RNA, diz estudo
Bases que tomam parte na formação de moléculas essenciais para a vida podem ter surgido no espaço
Carlos Orsi, do estadao.com.br
Reprodução
Um fragmento do meteorito Murchison, descoberto na Austrália em 1969
Meteorito reforça idéia de que bases da vida vieram do espaço
Pesquisa feita nos EUA diz que núcleo da neve contém bactérias
Meteorito raro de 420 kg vai a leilão em Nova York
Vestígios de lago habitável são descobertos em Marte
"Na Terra, todas as reações quimicas envolvendo carbono usam uma forma leve de carbono (carbono 12). Por outro lado, as reações químicas no espaco envolvendo carbono usam uma foma mais pesada (carbono 13)", explica apesquisadora portuguesa Zita Martins, do Imperial College London, principal autora do artigo. "Quando analisamos moléculas orgânicas presentes em meteoritos, podemos saber se são de fato extraterrestres ou simples contaminacao terrestre".
"Estes resultados demonstram que compostos orgânicos, que são componentes do código genético na bioquímica moderna, já estavam presentes nos primórdios do sistema solar e podem ter desempenhado um papel na origem da vida", diz o texto que descreve a descoberta.
Esse resultado soma-se a outros que dão apoio à hipótese de que a vida pode ter começado a partir do encontro, na Terra, de moléculas originadas no espaço. "Ninguém sabe como é que saltamos de simples moléculas organicas na terra primitiva para seres vivos", diz a cientista. "Os nossos resultados mostram que as nucleobases estavam disponiveis na Terra primitiva, de 3,8 a 4,5 bilhões de anos atrás, para serem adotadas por sistemas de visa que estivessem a emergir por essa altura".
A formação dessas moléculas no ambiente espacial também é objeto de estudo - a Nasa, por exemplo, mantém um Laboratório de Gelo Cósmico que tenta recriar as reações químicas que acontecem a baixas temperaturas, pressões e na presença de radiação.
O próprio Murchison já revelou diferentes moléculas orgânicas no passado. E, em fevereiro deste ano, uma equipe diferente de pesquisadores havia anunciado que outro meteorito, achado na Antártida, apresentava uma predominância de aldeídos - os elementos formadores dos aminoácidos, que por sua vez formam proteínas - com o mesmo tipo de conformação visto nas proteínas usadas pelos seres vivos. O trabalho foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Além de estabelecer uma relação possível entre moléculas do espaço e a origem da vida na Terra, a descoberta de moléculas orgânicas complexas em meteoritos traz a possibilidade de que outros planetas tenham sido "semeados" com o mesmo tipo de matéria-prima, dizem cientistas.
"Como os meteoritos representarem materiais que sobraram da formação do sistema solar, os elementos chaves da vida podem estar espalhados pelo Universo", disse a pesquisadora. "Com a descoberta de mais e mais moléculas orgânicas fundamentais para a vida presentes em meteoritos e outros corpos celestes, a possibilidade de que a vida pode surgir onde as condições químicas certas ocorram é maior e mais provavel".
Atualmente, a Nasa procura por matéria orgânica em Marte, com a sonda Phoenix, e tem planos de sondar Europa, uma lua de Júpiter que, acredita-se, tem um oceano de água salgada sob a superfície, em busca de sinais de vida.
FONTE: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid191132,0.htmquarta-feira, 22 de abril de 2009
TOLSTÓI E "O REINO DE DEUS ESTÁ EM VÓS"
Foi a obra que lhe custou mais trabalho, como confessou ao fiel secretário Chertkov. Levou três anos para terminá-la (1890-1893), justamente no momento em que o escritor chegava ao cume de sua maturidade intelectual — 65 anos de idade. A dificuldade não era só a relevância e a originalidade do tema, mas também o fato de ter que andar por toda a parte organizando refeitórios populares para ajudar os pobres a vencer a terrível crise de 1891. Como se vê, Tolstoi era um escritor verdadeiramente comprometido com os humildes.
O destino desta obra foi singular. Imediatamente traduzida nas principais línguas europeias, suscitou logo de início reações contraditórias: aplausos de um lado e espanto do outro.
Mas o leitor "que melhor aproveitou de suas lições foi Gandhi”. Este leu o trabalho em inglês em 1894, um ano depois de sua publicação em russo. Caiu-lhe nas mãos de um modo absolutamente providencial. De fato, aquele que iria tornar-se o Mahatma encontrava-se então "numa grave crise de ceticismo e dúvida", como ele mesmo conta. Acreditava ainda no caminho da violência. Pois bem, "a leitura do livro — em suas palavras — me curou do ceticismo e fez de mim um firme seguidor da ahimsa". Passa então a usar o livro como seu vademecum. Levou-o consigo para a prisão em 1908 e deu-o de presente a vários parentes e amigos. Gandhi declarou que Tolstoi era o "maior apóstolo da não-violência" e o homem "mais autêntico de seu tempo".(...)
CONTINUE LER EM :
FONTE: http://forumpatria.com/index.php?topic=1531.0
terça-feira, 14 de abril de 2009
VÍDEO : ESTAMIRA (Música de Paco de Lucia)
Trabalho Realizado para a disciplina de Semiótica no 5o. periodo da Pontificia Universidade Católica de Minas Gerais.
CRÍTICA - ESTAMIRA: “Estamira” relata fielmente a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém de uma lucidez incrível.
Este foi o primeiro documentário do originalmente fotógrafo Marcos Prado. Vencedor de um total de 23 prêmios nacionais e internacionais conta a história de Estamira, mulher simples de vida difícil que encontra no lixão uma possibilidade de sobrevivência.
Essa senhora de 62 anos de idade renega a Deus por diversas razões e é capaz de explicar todos os fenômenos naturais e humanos de forma lúcida, eloqüente e ao mesmo tempo questionadora. Ela é uma prova de que as pessoas têm sim a capacidade de pensar e agir de forma contrária à padrão e se manterem intelectualmente ativas, embora os psicanalistas que a tratam discordem desse conceito preferindo dopá-la à ouvi-la.
Estamira não é uma mulher estudada, pelo contrário, mal sabe ler já que durante a infância passou por maus bocados que, no decorrer do documentário, servem para explicar suas “crenças” e instabilidade emocional.
A direção de Marcos Prado foi brilhante, ele não tentou dar voz à Estamira, ele simplesmente buscou uma forma de tornar visível sua existência para que servisse de exemplo nu e cru para todos aqueles que venham a se interessar por compreender o ser humano como indivíduo racional, não só emocional como estamos acostumados a ver nas telas de cinema.
Título Original: Estamira
Gênero: Documentário
Duração: 115 min.
Ano: Brasil - 2006
Distribuidora: Riofilme/Zazen Produções Audiovisuais
Direção e Roteiro: Marcos Prado
Site Oficial:http://www.estamira.com.br/
FONTE:http://www.cranik.com/estamira.html.
sábado, 11 de abril de 2009
No início era o verbo (ação)
A consciência do tempo aparece com a morte e, ante este fenômeno, irrompe o imaginário na sua explicação, surgindo mitos como interpretações e visões de mundo. A catástrofe irremediável da morte desperta a consciência da morte, e sua não aceitação é solucionada no mito e na magia que, com o correr do tempo, se converte em religião. Esta, identificada por Freud como neurose obsessional da humanidade, ao que Morin acrescentou também a magia e o mito naquela caracterização (MORIN,1979).
No mundo das ideias, Deus, uma invenção do próprio homem, “assegura” sua sobrevivência, dá proteção em troca de louvores e sacrifícios, regulamenta as desordens e as incertezas próprias do homem e conforta os infelizes: Magia, rito e mito são as respostas neuróticas fundamentais às incertezas ansiógenas, às desordens crísicas (de crise), aos extravasamentos e aos parasitismos noológicos que a hipercomplexidade suscita e são, também, constituintes fundamentais da arkhé-cultura sapiental. A formidável colonização da vida humana pelo mito, pela magia, pela religião testemunha a amplitude e a profundidade do caráter crísico do homo sapiens, bem como a amplitude e a profundidade de uma solução neurótica, sem a qual a humanidade talvez não tivesse sobrevivido. (MORIN, 1979:149).
Mas é com a organização das cidades que irão surgir as condições para o aparecimento das renovações noológicas, com suas organizações e intercomunicações. As estruturas hierárquicas vão possibilitar a uma elite, liberada das atividades de sobrevivência, dedicar-se, como na Grécia arcaica, às tarefas do poder, isto é, “pensar”, “falar” e “fazer”..
A organização das cidades possibilitou às elites dedicarem-se às preocupações intelectuais da busca de explicações cosmogônicas e da natureza do ser. O desenvolvimento da autonomia reconhecendo a liberdade individual traz à tona o problema da consciência, surgindo as interrogações filosóficas sobre o que é o homem, o que é o conhecimento, a relação ser/saber, ou sujeito/objeto.
LEIA MAIS EM :
FONTE: http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/T2SF/Akiko/13-Mente_humana.doc.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
DESÍGNIOS DOS CORPOS
propunha que a palavra de origem inglesa,
design, fosse traduzida
para a nossa língua como desígnio.
desígnio é mesmo uma palavra extraordinária!
mais do que a palavra desenho,
nos passa a ideia de algo que tem objetivos,
que estão além da forma,do projeto...além do concreto!
faz um tempo...lá em meu outro blog,
prometi que iria tentar escrever
sobre os desígnios de nossos corpos,
de nossos sexos!
esta ideia volta-me agora ,
motivada pelos desígnios
das poesias de Marcelo Roque.
e a conversa "poética" que já faz parte deste SARAU!
continua!
digo aqui que os desígnios (design)de nossos sexos,
projetado pelo maior dos desenhadores,
possui funções...físicas,
mas outras que estão além do físico!
o clique foi o seguinte:
porque o desenho do sexo das mulheres
é tão diferente e oposto ao dos homens!?
o que pretenderia o maior
dos desenhadores...com isto?
o coração, a alma das mulheres
está localizada muito mais perto
do órgão que abriga a vida por 9 meses!
o homem ao contrário possui um membro
capaz de alcançar este ponto
próximo a alma da mulher,
próximo ao órgão onde outra alma será gerada!
almas se tocam...através de um grande design,
de um grande DESÍGNIO!
Nadia Stabile - 10/04/09
terça-feira, 7 de abril de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Massive Attack - Special Cases
postado por Cristóvão
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
"ZÉ LIMEIRA" MOTE : DIZ O NOVO TESTAMENTO (ZÉ O POETA ANÔMALO,LEIA SUA BIOGRAFIA - CLIQUE AQUI)
Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento
Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento
Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem
Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento
"ZÉ LIMEIRA"
LEIA A BIOGRAFIA DE ZÉ LIMEIRA, O ANÔMALO DO VERSO : http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/limeira.htm
domingo, 25 de janeiro de 2009
"TAGORE" - GITANJALI (um dos poemas)
A quem veneras neste recanto solitário e escuro dum templo de portas fechadas?
Abre teus olhos e vê que teu Deus não está diante de ti!
Ele está onde o agricultor está lavrando o chão duro e onde o pedreiro está rachando pedras.
Ele está com eles no sol e na chuva, e sua roupa está coberta de poeira.
Remove teu manto sagrado e como Ele desça para o chão empoeirado!
Libertação? Onde se encontra esta libertação?
Nosso mestre assumiu pessoalmente com alegria os vínculos da criação;
Ele está vinculado a nós para sempre.
Sai de tuas meditações e deixa de lado tuas flores e o incenso!
Que mal há se tuas roupas ficam gastas e manchadas?
Encontra-o e fica com Ele na faina e no suor de tua face.
RABINDRANATH TAGORE
*estou postando este poema em homenagem a grande amiga CAMPESINA!!!
e agradeço a Vania Gondim por ter feito este "achado" extraordinário!!
Nadia Stabile - 25/01/09
"NIETZSCHE" E SEU LIVRO MAIS FAMOSO: "ASSIM FALOU ZARATUSTRA....
"Este subtítulo talvez expresse que Nietzsche tinha total consciência de que não era compreendido em sua época!
Ele ainda hoje é incompreendido,e sua obra foi a mais deturpada da história!
Os nazistas fizeram uso totalmente equivocado de sua obra!
Sua irmã que era casada com um anti-semita,após sua morte,cooperou para que os nazistas assim procedessem! O hábito de utilizar fragmentos de obras filosóficas,geralmente ocasiona inúmeros equívocos."
(transcrição de trecho de entrevista de um professor de filosofia no Canal Universitário,Tv São Judas) Nadia Stabile - 24/01/09
AS IDÉIAS DE Nietzsche: DA WIKIPÉDIA
Seu estilo é aforismático, escrito em trechos concisos, muitas vezes de uma só página, e dos quais são pinçadas máximas. Muitas de suas frases se tornaram famosas, sendo repetidas nos mais diversos contextos, gerando muitas distorções e confusões. Algumas delas:
1. "Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".
2. "Há homens que já nascem póstumos."
3. "O Evangelho morreu na cruz."
4. "A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."
5. "Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no “além” - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."
6. "Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária."
7. "O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."
8. "A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."
9. "As convicções são cárceres."
10. "As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."
11. "Até os mais corajosos raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."
12. "Aquilo que não me destrói fortalece-me"
13. "Sem música, a vida seria um erro."
14. "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
15. "A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo."
16. "O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."
17. "Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."
18. "Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."
19. "Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar."
20. "Se minhas loucuras tivessem explicaçoes, não seriam loucuras."
21. "O Homem evolui dos macacos? é existem macacos!"
22. "Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
23. "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
24. "Torna-te quem tu és!"
25. "O padre está mentindo."
26. "Deus está morto mas o seu cadáver permanece insepulto"
Longe de ser um escritor de simples aforismas, ele é considerado pelos seus seguidores um grande estilista da língua alemã, como o provaria Assim Falou Zaratustra, livro que ainda hoje é de dificílima compreensão estilística e conceitual. Muito pode ser compreendido na obra de Nietzsche como exercício de pesquisa filológica, no qual unem-se palavras que não poderiam estar próximas ("Nascer póstumo"; "Deus Morreu", "delicadamente mal-educado", etc...).(...)
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche
domingo, 11 de janeiro de 2009
FAROESTE NO GUETO DE GAZA E BUMERANGUE - POR CELSO LUNGARETTI - MODOLINKAR (clique aqui)
Pasmem: tanto a Câmara dos Representantes quanto o Senado dos EUA aprovaram, por esmagadoras maiorias, resoluções de apoio ao genocídio que Israel está perpetrando no Gueto de Gaza!
Como se fossem autistas, alheios a tudo que as câmeras mostram, correspondentes relatam e a ONU deplora (com tanta veemência quanto impotência), os parlamentares estadunidenses atribuem ao Hamas a responsabilidade única por essa versão em miniatura e com sinal trocado do Holocausto.
"Israel, como qualquer outra nação, tem direito à autodefesa quando está sob ataque", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, omitindo a extrema desigualdade de forças e a adoção da matança generalizada de civis (velhos, mulheres e crianças incluídos) como prática intimidatória por parte do estado judeu.
Então, que fique o resto do mundo ciente: por melhores que sejam as intenções do presidente eleito Barack Obama, pouco ou nada poderá fazer para corrigir as distorções mais aberrantes da política dos EUA. O Congresso não deixará.
De resto, louve-se a coerência dos deputados e senadores estadunidenses, que mantêm ínalterada sua postura através dos séculos. Avalizaram outrora o extermínio dos indígenas em seu país com a mesmíssima argumentação ora utilizada para avalizar o extermínio dos palestinos.
Sexta-feira, Janeiro 09, 2009
BUMERANGUE
O PT comparou a carnificina em Gaza com suas similares históricas, cometidas pelos nazistas. Pelo menos desta vez, está certíssimo.
Que se preparem, entretanto, os petistas para o bumerangue: eles é que serão alvos de uma comparação extremamente vexatória, caso venham a entregar o perseguido político Cesare Battisti para a retaliação (não Justiça) italiana.
O episódio será encarado pela esquerda digna desse nome como repetição do ato indigno de Getúlio Vargas, ao despachar Olga Benário para os cárceres nazistas e a morte.
E a reputação que certos petistas laboriosamente tentam construir, de coerência com os ideais históricos que o partido esqueceu, virará pó no mesmo instante.
Celso Lungaretti
FONTE: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
Uma oração judaica para as crianças de Gaza
*Por Bradley Burston
Se existir um tempo para a oração, este é agora.
Se já existiu um lugar deixado ao desamparo, esse lugar é Gaza.
D’s que é criador de todas as crianças ouve a nossa oração neste dia amaldiçoado.
D’s que nós chamamos de Bendito, vira a sua face para eles, as crianças de Gaza, para que possam conhecer as suas bênçãos, e do seu abrigo, que possam saber da luz e do calor, onde agora somente existe a escuridão e a fumaça, e um frio que corta e agarra na pele.
Onipotente que faz as exceções, que nós chamamos de milagres, faça uma exceção para as crianças de Gaza.
Proteja-as de nós e dos seus. Poupe-os. Cure-os. Deixe-os ficar em segurança. Os libertem da fome, do horror, da fúria e da mágoa. Os libertem de nós, e dos que estão ao seu redor.
Restaure para eles as suas infâncias roubadas, dos seus direitos de nascimento, que tem o gosto do paraíso.
Lembre-nos, ó Senhor, da criança Ismael, que é o pai de todas as crianças de Gaza. Como a criança Ismael estava sem água e foi deixada para morrer na área selvagem de Beer-Sheba, com as esperanças subtraídas e que a própria mãe não podia suportar observar a sua vida se esvaindo.
Seja esse Senhor, o D’s de nosso parente Ismael, que ouviu o seu grito e enviou o seu anjo para confortar a sua mãe Hagar.
Seja esse Senhor, que estava com Ismael naquele dia, e todos os dias após. Seja esse D’s, o Todo-Misericordioso, que abriu os olhos de Hagar naquele dia e mostrou o poço de água, que ela deveria dar para o menino Ismael beber e salvar a sua vida.
Allah, cujo nome nós chamamos de Elohim, que dá a vida, que sabe o valor e da fragilidade de cada vida, envia seus anjos para estas crianças. Salve-as, as crianças deste lugar, Gaza a mais bela, e Gaza a maldita.
Neste dia, quando a trepidação, a raiva e o luto que são chamados de guerra tomam posse dos nossos corações e os cobrem de cicatrizes, nós clamamos por você, o Senhor cujo nome é Paz:
Abençoa estas crianças, e as proteja do mal.
Vire o seu rosto para elas, ó Senhor. Mostra para elas, como se fosse pela primeira vez, a luz, a bondade e sua incrível graciosidade.
Cuida delas, ó Senhor; Deixe que vejam o seu rosto.
E, como se fosse pela primeira vez, concede para elas a paz.
* (Bradley Burston é o editor-senior do jornal israelense Haaretz.com-site)
FONTE : NOTÍCIAS DA RUA JUDAICA
sábado, 10 de janeiro de 2009
Waking Life - O Homem Auto-Destrutivo (legendado)
A BATALHA DE GAZA - POR ALBERTO DINES
Por Alberto Dines em 6/1/2009
Como cobrir guerras sem provocar outras? Como descrever os resultados do ódio sem aumentá-lo? O grande desafio do jornalista em zonas de conflito é pormenorizar o horror para acabar com o horror. Tarefa sobre-humana: impossível ignorar sentimentos, preferências, preconceitos ou fingir objetividade diante da dor.
Jornalistas não são máquinas de escrever. As guerras contemporâneas são conjunto de batalhas, geralmente curtas, grande é a rotatividade dos enviados às frentes de combate. Todos mais ou menos novatos, veteranos tentariam ser mais frios, o público quer sentir as emoções do terreno.
O fator de equilíbrio é o veículo. Cabe ao jornal, revista, rádiojornal, telejornal ou portal de internet abrigar e comparar divergências, somar pontos de vista, exibir o amplo espectro da controvérsia. Juntar interpretações – geralmente encontradas a boa distância das ocorrências – com as vivências in loco. Veicular opiniões e colocá-las a serviço da racionalidade.
Se as partes não oferecerem um mínimo de credibilidade, o conjunto ficará claudicante. O jornalismo é um processo orgânico e não uma colcha de retalhos, desigual.
Sessenta anos
As edições dos jornalões de referência nacional da segunda-feira (5/1) ofereceram um mostruário deste jornalismo múltiplo, pós-individual. Com o feriadão do fim de ano e a invasão da Faixa de Gaza pelo exército israelense, foi o primeiro dia da guerra plena.
Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e Globo buscaram o equilíbrio – mostrar os dois lados felizmente virou rotina. Despachar repórteres para a região do conflito também (o Globo serviu-se da correspondente).
A Folha saiu-se melhor, a partir da primeira página. Arrasadora, aquela imensa imagem negra, enlutada, e, no canto, as lágrimas correndo no rosto da menina palestina (foto de Ismayil Zaydah/Reuters). A longa chamada dividida em tópicos oferece ao leitor (provavelmente recém-chegado das férias/festas) uma visão ampla desta nova batalha da Guerra da Palestina, a mais longa dos séculos 20 e 21 (desde 1948, 60 anos).
Os três diários oferecem praticamente o mesmo espaço (quatro páginas), mas a Folha acrescentou a primeira página quase inteira e a oportuníssima análise de Igor Gielow, de Brasília, na Página 2 mostrando o nonsense da nossa diplomacia.
Além da farta produção dos enviados e correspondentes, os três selecionaram excelentes textos de grandes jornais internacionais (a Folha serviu-se do Financial Times, o Globo usou Washington Post e Independent, o Estado preferiu as agências de notícias).
Partido da racionalidade
A diferença, a grande diferença a favor da Folha foram as entrevistas da última página do primeiro caderno (A-10) com dois lúcidos especialistas: o palestino Bashir Bashir, que leciona na Universidade Hebraica de Jerusalém, e o israelense Eyal Zisser, da Universidade de Tel-Aviv.
Aqui fica visível o que acima foi designado como "fator de equilíbrio", o trabalho de edição, a orquestração. De nada adiantariam entrevistas com delirantes adversários. O leitor ficaria mais confuso, mais vulnerável às simplificações e, sobretudo, ao ódio.
A maestria – a função social do jornalismo – exibiu-se na escolha de dois expoentes da cultura regional. Teoricamente em guerra, divergentes, o palestino e o israelense mostraram como é possível produzir aproximações. Mostraram também o quilate das respectivas elites, o potencial de bom senso e sofisticação cultural ao lado daquele enorme barril de pólvora.
Cobrir uma guerra mostrando como a guerra é insensata, absurda; cobrir uma guerra tomando o partido da racionalidade é um dos trunfos – triunfo – do jornalismo verdadeiramente humanista, tão fácil de entender, tão difícil de praticar.
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB001
LEIA TAMBÉM : "A COBERTURA QUE FALTOU" http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB011