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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O SHOW DA LUNA! - O AMARELO QUE FICOU VERDE

https://www.youtube.com/watch?v=sj9tFz5RxQE




Publicado em 1 de jul de 2015
Luna, Júpiter e Cláudio estão pintando quando de repente duas cores se misturam deixando o radiante sol de Luna completamente verde. O que está acontecendo aqui?

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 https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Show_da_Luna

O Show da Luna! (em inglês: Earth to Luna!, e em português europeu: O Mundo da Luna!) é uma série de TV de animação brasileira, criada e dirigida por Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, produzida por Ricardo Rozzino, da TV Pinguim, que estreou no canal americano Sprout, da NBC, em 16 agosto de 2014[1] . No Brasil, ela fez sua estreia em 13 de outubro de 2014 pelo canal Discovery Kids.[2] Também é transmitido em TV aberta desde o dia 10 de agosto de 2015 pela TV Brasil dentro do programa Hora da criança. [3] .
A série mostra as aventuras de uma menina de 6 anos de idade que ama a ciência. A primeira temporada tem 52 episíodos com duração de 15 minutos cada[4] . O público alvo são crianças na faixa dos 3 aos 5 anos[5] .

 Sinopse
A série gira em torno de Luna, uma garota de 6 anos que ama ciências, e que acredita que a Terra é um enorme laboratório aonde ela pode descobrir diversas curiosidades. Curiosa e destemida, Luna não sossega até conseguir responder a pergunta: “O que está acontecendo aqui?”. A cada episódio, uma curiosidade é abordada, seja no quintal da casa de Luna ou na praia, aonde sem saber, Luna, seu irmão mais novo, Júpiter, de 3 anos e o furão de estimação da família, Cláudio, praticam ciência diariamente, formulando hipóteses e fazendo experimentos. Criativa, Luna utiliza sua imaginação para descobrir suas diversas dúvidas durante cada episódio.[6] [7]

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

vontade

quem não faz o que tem vontade de fazer
é fraco demais

usa-se palavras e não se faz nada do que se diz
nega-se tudo

por aqui costuma-se dizer :
confiança é como um vaso, quebrou... não adianta tentar colar 
no Japão cola-se e até se valoriza o acaso dos rachos, dos cacos,
o provisório, o aleatório dos fatos desta vida
podem ser belos.

nadia gal stabile - 05 09 2014


cerâmica e fogo

a mãe indígena faz panelas de barro
a criança quebra
ela torna a fazer
a criança quebra de novo
ela torna a fazer
depois disto ainda faz a queima
conta com a força do fogo
que pode quebrar a panela, ou não.

nadia gal stabile - 05 09 2014



kintsukuroi – (s.) “consertar com ouro“; a arte de consertar cerâmica com ouro e laca e compreender que a peça é mais bela por ter sido quebrada  

http://www.sedentario.org/author/kentaro-mori 

arte de  kim joon





















quinta-feira, 5 de maio de 2011

MÃE - MARCELO ROQUE



Mãe ...

Foi por volta de umas sete horas da manhã,
quando vi aquela mãe subindo no ônibus lotado
Em um dos braços, o filho - uma criança de uns
dois anos aproximadamente
Na outra mão, uma destas sacolas de supermercado,
porém, bem grande, e que me pareceu também,
bem pesada
Pendurada em seu ombro, a alça de uma bolsa, onde
certamente, ela carregava as coisas da criança -
fraldas, mamadeira, chupeta, etc ...
E assim, aquela mãe, equilibrando todas estas coisas,
e ainda segurando firmemente seu filho, seguiu viagem,
espremida entre os demais passageiros

Pode até parecer loucura o que vou dizer mas, diante
daquela cena, lembrei-me de uma reportagem que eu
havia assistido no dia anterior. Onde falavam sobre uma
imensa usina hidrelétrica que estava sendo construida;
uma das maiores do mundo
Diziam sobre a colossal quantidade de concreto e aço
(o mais resistente aço que possa existir) que seriam
utilizados para dar conta da brutal força que a água
exerceria sobre as barragens

Sabe, como eu disse, pode até parecer loucura mas,
nem todo o concreto, nem todo o aço, ou nenhum outro
material, por mais resistente que possa ser, me pareceu
tão forte, resistente e seguro, quanto os braços daquela
franzina mãe a segurar seu filho

Marcelo Roque


Http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PETER PAN - MARCELO ROQUE


Peter Pan

Cientista é igual criança;
curioso, inquieto,
contestador
Não cansa de fazer perguntas
E nunca se dá por satisfeito,
mesmo quando obtém uma resposta
Cientista têm olhos grandes, igual criança
Parece nunca ficar cansado, igual criança
E nem pensa em ficar longe de seus "brinquedinhos", igual criança
Cientista, é mesmo igual criança
Ou será que é a criança
que é igual cientista ?

Marcelo Roque

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A NOÇÃO DE LIBERDADE NO "EMÍLIO" DE ROUSSEAU (REPOSTAGEM - CLICADA 272 VEZES NO MÊS DE MARÇO de 2010)

 POSTADA EM 15 DE MAIO de 2009 NESTE BLOG
http://sarauxyz.blogspot.com/2009/05/nocao-de-liberdade-no-emilio-de.html

Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva SAHD

RESUMO: A educação natural de Rousseau é uma tentativa de mostrar como
as paixões, se liberadas da deformação provocada pela opinião social, po-
dem ser moralmente corretas. Se o Emílio, afirma Rousseau, é um tratado so-
bre a bondade natural do homem, esta bondade está fundada sobre a liber-
dade, e, sobretudo, sobre a liberdade das paixões.

PALAVRAS-CHAVE: educação, bondade natural, liberdade.

Na Carta a Philibert Cramer, de 13 de outubro de 1764, Rousseau
sugere que a análise atenta de seu pensamento filosófico deve ser em-
preendida a partir da leitura do Emílio (Rousseau, 1929, p.339). Segundo
o autor, ele permite melhor compreender a ordem entre seus escritos e
alcançar os princípios fundamentais de seu “sistema”. Aceitando a in-
dicação e o desafio proposto, o presente artigo tem como objetivo re-
construir argumentos centrais desenvolvidos por Rousseau acerca da
constituição da noção de liberdade segundo o Emílio, isto é, segundo as
duas etapas que caracterizam o seu conteúdo, a educação pela liberda-
de e a educação para a liberdade.


A proposição que inicia o capítulo primeiro do Contrato Social, “o
homem nasceu livre e por toda parte se encontra sob grilhões” (Rous-
seau, 1964b, p.351), encontra o seu exemplo no Emílio. Nesse “romance
da natureza humana”, Rousseau tem como objetivo principal demons-
trar que o homem da natureza, “saindo das mãos do Autor das coisas”,
difere radicalmente do homem civil, que “nasce, vive e morre na escra-
vidão” (Rousseau, 1969a, p.63). Como se manifesta, pergunta o autor, a
liberdade natural do homem? No âmbito físico, ela se identifica com a
necessidade natural de movimento, cujos impedimentos à sua satisfa-
ção cria obstáculos ao desenvolvimento normal da criança e engendram
efeitos físicos nefastos. Se a liberdade é um bem e a necessidade de
movimento é a sua primeira manifestação, o uso “desnaturado” (déna-
turé) da mesma representaria um excesso condenável, pois toda justifi-
cação desta prática não passaria de raciocínios inúteis da nossa falsa
sabedoria jamais confirmados por nenhuma experiência. Nessa pers-
pectiva, pode-se afirmar que uma educação adequada é aquela que res-
peita a liberdade física da criança. Nas palavras de Rousseau:

"Da multidão de crianças que, entre povos mais sensatos do que nós, são
criadas com toda a liberdade de seus membros, não se vê uma só que se fira ou
se mutile; não dariam a seus movimentos a força que pudesse torná-los perigo-
sos e, quando assumem uma posição violenta, a dor logo as adverte de que de-
vem mudá-la. (Rousseau, 1969a, p.255-56"

Esta liberdade de movimento deve ser preservada quando a criança
cresce, uma vez que os seus efeitos serão benéficos para o desenvolvi-
mento de seu corpo (Rousseau, 1969a, p.278). Quando a criança conclui
alguns progressos e as suas faculdades estão finalmente desenvolvidas,
alcançando o estágio em que deveremos considerá-la um ser moral, sua
verdadeira liberdade, segundo Rousseau, ultrapassa a liberdade inicial
de movimento e se transforma numa liberdade da vontade. Mais exata-
mente, a criança é livre quando é capaz de realizar a sua vontade. Mas o
que significa afirmar exatamente “fazer a sua vontade” (faire sa volonté)?

É, segundo o autor, ser capaz de bastar a si mesmo sem apresentar nenhu-
ma dependência externa: “O que faz a sua vontade é aquele que não precisa
para tanto colocar o braço de outrem na ponta dos seus. Segue-se daí que o pri-
meiro de todos os bens não é a autoridade, mas a liberdade. O homem verda-
deiramente livre só quer o que pode e faz o que lhe agrada. (Rousseau, 1969.pag.309)

(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM :
http://www.scielo.br/pdf/trans/v28n1/29409.pdf

quinta-feira, 18 de março de 2010

TÍBIO E PERÔNIO - DIÁLOGO - (CASTELO RÁ-TIM-BUM- TV CULTURA)

Perônio: Olá, olá... Eu e o Tíbio vamos tentar descobrir como os peixes dormem...
[Tíbio entra com acessório de mergulho]
Tíbio, por um acaso você pretende entrar dentro deste aquário?
Tíbio: Sim.
P.: Você não acha que você é muito grande ou o aquário muito pequeno?
[medem o aquário e Tíbio]
T.: É... talvez seja melhor observar os peixes do lado de fora.
P.: Eu diria mais. Eu diria que é melhor observar os peixes do lado de fora.
T.: Grande idéia! Será que algum deles está dormindo?
P.: Veja, eles estão todos de olhos abertos.
T.: Talvez se nós cantássemos para eles...
P.: Grande idéia! 1,2,3...
Ambos cantam: Nana nenê, que a Cuca vem pegar/Mamãe foi pra roça, papai foi
trabalhar.
[bocejam]
P.: Agora eles estão dormindo
T.: Sim, mas eles estão todos de olhos abertos.
P.: Sim, e nós só podemos chegar a uma conclusão... que é a de que...
Ambos: Os peixes dormem de olhos abertos!
T.: Sim, mas por quê?
P.: Eu acho que eu sei por quê. Os peixes dormem de olhos abertos porque...
T.: Porque, porque, porque... Porque eles não têm pálpebras!!!
P.: Sim, sim... xiiii....
[bocejam]
T.: Nós já trabalhamos bastante, né?!
P.: Eu diria mais. Eu diria que nós já trabalhamos bastante.


PROGRAMAS TELEVISIVOS INFANTO-JUVENIS E DIVULGAÇÃO
CIENTÍFICA
Sirlene Cíntia Alferes

UFU – ILEEL – Avenida João Naves de Ávila, 2160 – Uberlândia/MG – CEP: 38408-100.
sirlene_alferes@yahoo.com.br
Cármen Lúcia Hernandes Agustin
FONTE : http://www.ic-ufu.org/anaisufu2008/PDF/IC2008-0066.PDF

segunda-feira, 15 de março de 2010

Casal deixa bebê morrer de fome enquanto cria filha virtual na internet


5 de março de 2010

Thiago Moskito


Um casal sul-coreano "viciado em internet" deixou sua bebê de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local.

O casal alimentava sua bebê prematura apenas uma vez por dia, segundo a agência de notícias oficial Yonhap. O oficial da polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal “perdeu a vontade de viver uma vida normal” depois que os dois perderam seus empregos.
Cinco meses depois de terem reportado a morte da bebê, o pai, de 41 anos de idade, e sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, ao sul de Seul, no início da semana. Eles estavam foragidos desde a morte da criança.

A autópsia mostrou que sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição. O casal teria ficado obcecado em criar uma menina virtual chamada Anima, no popular jogo Prius Online. O jogo permite aos jogadores interagir com Amina, ajudando a recuperar sua memória perdida e desenvolver emoções.

Já houve outros casos de morte ligados ao vício em jogos de computadores na Coréia do Sul, onde um jovem morreu supostamente depois de passar cinco dias jogando com apenas pequenos intervalos.

Fonte: BBC

FONTE : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100305_coreiacasal_ba.shtml

domingo, 21 de fevereiro de 2010

DESNUTRIÇÃO COMBATIDA NA PASTORAL DA CRIANÇA COM A MULTIMISTURA

Saída de baixo custo
Notícia
 

A Pastoral da Criança utiliza a multimistura, também conhecida como farinha rica em nutriente, para combater a desnutrição. A multimistura é um complemento alimentar composto por farelos de cereais, trigo, arroz, pó de folhas verde-escuras, como a da mandioca, pó de sementes, como o gergelim, pó de casca de ovo e outros ingredientes, como amendoim, soja, farinha de mandioca, fubá e trigo. Essa variedade de alimentos é utilizada pelas famílias atendidas pela Pastoral. Além disso, faz parte do programa da Pastoral ensinar ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania.


A Pastoral trabalha com o conceito de Alimentação Enriquecida, que é composta por alimentos variados, limpos, frescos e em quantidade suficiente. O objetivo é valorizar os produtos cultivados localmente, como frutas, verduras e grãos. Esses alimentos têm baixo custo e um grande valor nutricional. Para isso, a Pastoral orienta especialmente as mães sobre o aproveitamento desses produtos que estão disponíveis nas próprias comunidades.
Sugestão de Pauta
Veja quais são as frutas, grãos e verduras mais cultivados em sua cidade e quais são suas propriedades nutricionais. Converse com um nutricionista sobre os benefícios desses alimentos. Pergunte quais os nutrientes e as vitaminas esses produtos têm. Mostre também que o consumo desses alimentos traz saúde à baixo custo. Divulgue ainda a importância da amamentação, principalmente até os seis primeiros meses de vida.

Contatos
Pastoral da Criança
Fone: (41) 336-0250 / 322-0704
Site: www.rebidia.org.br 



SITE DA FUNDAÇÃO INSTITUTO DE DIREITOS HUMANOS :
http://www2.idh.org.br/PROJETOS-FOME.htm

Combatendo a desnutrição infantil*

publicado em 17/05/2006
Autor: Marco Antonio de Almeida
Entrevistas: Carlos A. Avancini

O problema da desnutrição é decorrente de causas sociais amplas. Mas a fome e a desnutrição, especialmente a infantil, não podem esperar por mudanças estruturais no Estado e na sociedade brasileira. Elas têm que ser combatidas o quanto antes, pois prejudicam irremediavelmente a formação das crianças. A sociedade civil, através de entidades e movimentos, tem se organizado para desenvolver iniciativas que minimizam este problema.
No entanto, cabe ao poder público, em primeiro lugar, a responsabilidade pelo combate à fome. Sendo a prefeitura a instância de governo mais próxima da população, deve assumir a execução de políticas sociais como educação e saúde, envolvendo-se diretamente na luta contra a fome e a desnutrição. O poder público municipal pode potencializar seus recursos através de alternativas criativas e relativamente baratas. Alguns municípios já desenvolvem ações desse tipo.

EXPERIÊNCIA

No município de Campinas-SP (879 mil hab.), foi criado em 1994 um programa para combater a desnutrição infantil. A iniciativa foi essencial num momento em que a sociedade estava particularmente sensibilizada para essa questão. O primeiro passo do programa foi adaptar um procedimento já consagrado no campo da saúde pública: a notificação compulsória (NC). A NC desencadeia, a partir do diagnóstico de uma determinada doença, todos os procedimentos necessários pra controlar sua propagação e extingüi-la. É utilizada no controle de doenças como a meningite, o tétano e a poliomielite.
Através de um decreto municipal foi criado o Sistema de Vigilância Nutricional de Campinas, que incluía a desnutrição infantil entre os agravos à saúde de notificação compulsória no município. A aplicação desse mecanismo buscou identificar de forma rápida e ágil o quadro da desnutrição, movendo as ações necessárias para revertê-lo.
Desde o início o programa foi estruturado para enfrentar o desafio de combater a desnutrição infantil através de um modelo de intervenção que reunisse esforços dos diversos setores da administração. No caso de Campinas, isto só foi possível através da atuação das Secretarias de Ação Regional, as SARs. O município foi dividido em quatro regiões (Norte, Sul, Leste e Oeste), que correspondem a núcleos urbanos de até 300 mil habitantes. Cada um desses núcleos é gerido por uma SAR, que administra de forma descentralizada os serviços básicos para a população.
Dessa forma, as quatro SARs tornaram-se os pilares de uma abordagem intersetorial no combate ao problema da desnutrição, agregando as equipes das principais áreas envolvidas no programa: Saúde, Ação Social e Educação.
Foram enquadradas no programa as crianças que apresentavam o maior risco de vida ___ desnutridas graves ou moderadas, de 3 a 59 meses. Isto foi regulamentado através de um decreto complementar, que também estabeleceu os critérios de diagnóstico. O universo potencial do programa, a partir de dados do IBGE e da Fundação SEADE, foi calculado como sendo de 1.200 a 1.400 crianças. Esta quantidade equivaleria a aproximadamente 1,3% da população infantil de Campinas situada na faixa de idade selecionada pelo programa.
Cabe à área da saúde, como "porta de entrada" do programa, diagnosticar o problema através da rede de postos de saúde, emitindo a NC que deflagrará as ações previstas. As crianças são pesadas, examinadas e medicadas, e suas fichas são encaminhadas às SARs. O procedimento seguinte é a visita de uma assistente social da SAR às famílias das crianças, para fazer um diagnóstico de sua condição sócio-econômica e avaliar quais ações são mais adequadas para cada caso.
Entre as ações possíveis propostas pelo programa constam a preferência de vagas em creches municipais, a prioridade para inclusão das famílias no programa de "Renda Mínima" mantido pela prefeitura, a inserção em programas de alimentação alternativa (que inclui orientação sobre o manejo, preparo e aproveitamento de alimentos e estímulo ao aleitamento materno), encaminhamento de pais desempregados ao Balcão de Emprego. No início do programa também foram fornecidas cestas básicas ___ procedimento extinto com a criação do Programa de Renda Mínima. Para desenvolver atividades educativas com as mães e acompanhar o progresso das crianças são organizadas reuniões periódicas, geralmente nos próprios postos de saúde da prefeitura.
Parcerias com a sociedade civil somam esforços em algumas ações desenvolvidas pela prefeitura, através de trabalhos conjuntos com a Igreja Católica (Pastoral da Criança), entidades beneficentes, associações de moradores, etc., que por vezes também encaminham crianças suspeitas de desnutrição para os postos de saúde. No caso da Pastoral, houve um envolvimento importante no início do programa, com a inserção das mães em cursos e oficinas de alimentação alternativa realizados nas paróquias. Hoje a as próprias SARs desenvolvem este trabalho.
A Igreja também contribuiu, em alguns lugares, treinando grupos de idosos e hipertensos atendidos pelos postos de saúde municipais, que se incorporaram voluntariamente ao programa, passando a auxiliar no monitoramento das crianças notificadas em suas respectivas comunidades.

DIFICULDADES

Este tipo de programa pode encontrar dificuldades maiores ou menores. Na experiência de Campinas, a primeira dificuldade foi de ordem cultural, dizendo respeito diretamente ao diagnóstico da desnutrição: há uma resistência, por parte das mães, em perceber ou admitir que seu filho possa estar com esse tipo de problema. Uma estratégia possível para superar esta dificuldade é a de desencadear ações pedagógicas que permitam um "diagnóstico doméstico" da desnutrição, através da distribuição de cadernetas com gráficos e curvas de crescimento para que as próprias famílias acompanhem o desenvolvimento das crianças. A presença de um agente de saúde pertencente à comunidade também pode contribuir para quebrar essa resistência.
Uma segunda dificuldade foi o problema de monitoração das crianças desnutridas para o acompanhamento da evolução de seu quadro. As reuniões nos postos de saúde, envolvendo as equipes intersetoriais e as mães, é uma das formas de se enfrentar esse problema. O treinamento de monitores voluntários, juntamente com os agentes de saúde, pode preencher eventuais lacunas que as reuniões não têm como cobrir.
Uma terceira dificuldade detectada em campinas foi de ordem interna, na integração entre as equipes e no fluxo de comunicação. Em geral não há informações facilmente acessíveis nas prefeitura, porque faltam profissionais responsabilizados especificamente para organizá-las. Isso pode gerar atrasos no processamento e envio das notificações compulsórias de desnutrição nas unidade de saúde. Para superar estas dificuldades, o expediente de reuniões entre as equipes envolvidas no programa, pode ser uma solução, detectando os "nós" do processo, proporcionando um melhor conhecimento do programa para todos e delimitando claramente as responsabilidades de cada funcionário e o que ele necessita para cumprir seu papel.
Uma última dificuldade dizia respeito às pessoas que não se encaixavam nos critérios dos programas sociais da prefeitura (como programa de renda mínima, por exemplo), mas que necessitavam de subsídios para enfrentar suas precárias condições de vida. Estas famílias poderiam entrar em programas de complementação da quota alimentar, como distribuição de cestas básicas ou vales de alimentação. Em alguns bairros de Campinas esta lacuna tem sido coberta por entidades assistenciais, associações ligadas às diversas Igrejas, etc., que doam alimentos para a prefeitura repassar às famílias.
LIÇÕES
A cidade de Campinas possui características específicas que foram consideradas no planejamento de seu programa de combate à desnutrição infantil. No entanto, alguns dos pontos contidos nesse programa devem ser levados em conta por quaiquer prefeituras que queiram desencadear ações semelhantes:
a-) O programa não deve ter um caráter meramente assistencial ou paliativo: precisa contar, portanto, com ações que envolvem as diversas áreas da administração, atacando de fato as raízes do problema.
b-) As ações das diversas áreas devem ser integradas, o que pressupõem um bom planejamento, que considere as características do município e a criação de formas de comunicação e integração entre as equipes envolvidas.
c-) Os funcionários envolvidos precisam ser sensibilizados e conscientizados da importância do programa, bem como adequadamente preparados para o desempenho de suas funções.
d-) Os recursos devem ser potencializados. A soma das verbas dos programas sociais, de saúde e de educação, se bem dimensionada e aplicada, pode produzir melhores resultados do que a sua utilização pulverizada.
e-) Finalmente, o envolvimento da sociedade civil merece ser constantemente estimulado, buscando ampliar o patamar de sua participação nas parcerias com a prefeitura, para a obtenção de melhores resultados.
RESULTADOS
A experiência de Campinas é inovadora por seu caráter intersetorial. Por se tratar de um programa que busca potencializar e otimizar recursos humanos e infra-estrutura já existentes, não há uma dotação de verbas específica para ele.
Considerando apenas os casos registrados na rede de postos da prefeitura, foram atendidas, entre julho de 1994 e julho de 1995, de 50% a 60% do total estimado de crianças subnutridas da cidade (um total de 591 atendimentos). Numa amostra de 169 desses casos foram verificados o seguintes resultados: 38,46% das crianças melhoraram, 50,88% estabilizaram e 10,66% regrediram. O fato de metade das crianças ter mantido o mesmo quadro deve ser visto de uma maneira positiva: significa que sua tendência não é piorar e sim reagir à continuidade do tratamento.
Os critérios clássicos de alta (cura, morte, abandono e mudança de endereço), devem ser estudados e discutidos para definir se eles são os mesmos para a área de saúde e para a área social. A manutenção das famílias dentro de um programa de complementação da quota alimentar, por exemplo, pode ser importante mesmo após a criança ter atingido um padrão considerado bom, para não haver um retorno ao quadro de subnutrição.
Além dos resultados sociais, uma avaliação do programa deve considerar sua função "pedagógica interna", já que propicia, através da prestação de serviços aos cidadãos mais carentes, a oportunidade para o funcionalismo viver uma ação intersetorial na prática, através da integração com outras áreas da administração e com entidades da sociedade civil.
Outras ações podem ser pensadas e desencadeadas buscando aprimorar ainda mais o programa. Um trabalho de acompanhamento de gestantes, por exemplo, contribuiria para a eficácia do programa. A adoção de programas de complementação alimentar alternativa, como os já adotados por algumas prefeituras, como Rio Branco-AC e Apucarana-PR, ou pela Igreja, através da Pastoral da Criança, também poderiam somar esforços na busca de melhores resultados.

* Publicado originalmente como DICAS nº 55 em 1996

 DO SITE DA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO :
FONTE : http://www2.fpa.org.br/conteudo/combatendo-desnutricao-infantil

CRIANÇAS E PLANETA


Dou a descarga e sinto-me culpada,
uso detergente e penso nos rios cheios de espumas,
tomo banho desligando o registro do chuveiro,
e mesmo assim acho que uso água demais,
tenho um PC meio velho e sinto-me hiper privilegiada!
sei que as passagens aéreas na Europa custam a quarta parte do que custam aqui!!
sei que europeus vivem bem melhor do que eu!
mas também sei que africanos vivem bem pior!
saio na esquina  vejo crianças desnutridas e fora das escolas,
precisam de mim que sou educadora fora da escola,
quem precisa mais de quem?
professores dos alunos ou alunos dos professores!?
ou...quem daria jeito nesta desnutrição infantil?
...só sei que se eu não me preocupar com as crianças,
e com o futuro do planeta, o que serei eu?
(e só se preocupar, de nada adianta!!!)

Nadia Stabile - 21/02/10

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O que os filmes enlatados nos insinuam?

Acho o assunto de suma importância. Vejamos:


O que os filmes enlatados nos insinuam?


O que procuram mostrar e o que procuram ocultar?


O que vemos em todos os filmes e o que não vemos? (ou raramente vemos)


Os filmes são uma espécie de propaganda enganosa que pagamos para ver?


Seriam os filmes enlatados os atuais "Pão e o Circo" da Roma antiga?


Os mocinhos e os vilões dos filmes são necessariamente os mocinhos e vilões da vida real?


Após assistirmos a um filme enlatado, o que mudou em nosso conceito?


Se você nunca tivesse assistido aos filmes enlatados, sua vida e seus conceitos seriam iguais ou diferentes?


Filmes enlatados sem pancadaria, tiros e etc. são raros. Qual será o motivo?


Filmes enlatados sem uma loira, sem um romance e sem um vilão são raros. Qual será o motivo?


Filmes enlatados sem um bandido terrorista bobo, ignorante e inescrupuloso, atacando inocentes de uma nação inocente, que se auto-intitula a “salvadora do mundo”, são raros. Qual será o motivo?


Qual o melhor filme enlatado de todos os tempos? Aquele que ainda não vimos?!




As minhas indagações são repetitivas???!!! Ué... e os enlatados também não são repetitivos???!!!!


Gostaria de contar com a participação de muitos membros!

José Augusto (Guto)

PARA LER AS RESPOSTAS ,VÁ AO FORUM :
http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=19858

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Leia a íntegra da palestra que Zilda Arns preparou para apresentar no Haiti (AMIGA REGINA ENVIA)

14/01/2010 - 03h37

da Folha Online

Leia abaixo a íntegra da palestra que Zilda Arns, médica e fundadora da Pastoral da Criança que morreu no terremoto no Haiti, preparou para apresentar no país. Segundo o filho Nelson Arns Neumann, Zilda fazia seu discurso quando as paredes da igreja em que estava desabaram.

Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, Haiti, para participar da assembleia de religiosos.

Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.

Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da Paz nas famílias e nas nações. A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social.

A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10.10).

Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.

O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, famílias e pais a serem mais justos e fraternos.

Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Não é por nada que disse Jesus: "... se vocês não ficarem iguais a estas crianças, não entrará no Reino dos Céus" (MT 18,3). E "deixem que as crianças venham a mim, pois deles é o Reino dos Céus" (Lc 18, 16).

Hoje vou compartilhar com vocês uma verdadeira história de amor e inspiração divina, um sonho que se fez realidade. Como ocorreu com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), "Jesus caminhava todo o tempo com eles. Ele foi reconhecido a partir do pão, símbolo da vida." Em outra passagem, quando o barco no Mar da Galileia estava prestes a afundar sob violentas ondas, ali estava Jesus com eles, para acalmar a tormenta. (Mc 4, 35-41).

Com alegria vou contar o que "eu vi e o que tenho testemunhado" a mais de 26 anos desde a fundação da Pastoral da Criança, em setembro de 1983.

Aquilo que era uma semente, que começou na cidade de Florestópolis, Estado do Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42 mil comunidades pobres e nas 7.000 paróquias de todas as Dioceses da Brasil.

Por força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, em serviço da vida e da esperança. Cada voluntário dedica em média 24 horas ao mês a esta missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.

O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até o seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.

Um pouco de história:

Sou a 12ª de 13 irmãos, cinco deles são religiosos. Três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos. Um deles é D. Paulo Evaristo, o Cardel Arns, Arcebispo emérito de São Paulo, conhecido por sua luta em favor dos direitos humanos, principalmente durante os vinte anos da ditadura militar do Brasil.

Em maio de 1982, ao voltar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, D. Paulo me chamou pelo telefone a noite. Naquela reunião, James Grant, então diretor executivo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), falou com insistência sobre o soro oral. Considerado como o maior avanço da medicina no século passado, esse soro era capaz de salvar da morte milhões de crianças que poderiam morrer por desidratação devido a diarreia, uma das principais causas da mortalidade infantil no Brasil e no mundo. James Grant conseguiu convencer a D. Paulo para que motivasse a Igreja Católica a ensinar as mães a preparar e administrar o soro oral. Isto podia salvar milhares de vidas.

Viúva fazia cinco anos, eu estava, naquela noite história, reunida com os cinco filhos, entre os nove e dezenove anos, quando recebi a chamada telefônica do meu irmão D. Paulo. Ele me contou o que havia passado e me pediu para refletir sobre ele. Como tornar realidade a proposta da Igreja de ajudar a reduzir a morte das crianças? Eu me senti feliz diante deste novo desafio. Era o que mais desejava: educar as mães e famílias para que soubessem cuidar melhor de seus filhos!

Creio que Deus, de certo modo, havia me preparado para esta missão. Baseada na minha experiência como médica pediatra e especialista em saúde pública e nos muitos anos de direção dos serviços públicos de saúde materna-infantil, compreendi que, além de melhorar a qualidade dos serviços públicos e facilitar às mães e crianças o acesso a eles, o que mais falta fazia às mães pobres era o conhecimento e a solidariedade fraterna, para que pudessem colocar em prática algumas medidas básicas simples e capazes de salvar seus filhos da desnutrição e da morte, como por exemplo a educação alimentar e nutricional para as grávidas e seus filhos, a amamentação materna, as vacinas, o soro caseiro, o controle nutricional, além dos conhecimentos sobre sinais e sintomas de algumas doenças respiratórias e como as prevenir.

Me vem a mente então a metodologia que utilizou Jesus para saciar a fome de 5.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças. Era noite e tinham fome. Os discípulos disseram a Jesus que o melhor era que deixassem suas casa, mas Jesus ordenou: "Dai-lhes vós de comer". O apóstolo Felipe disse a Jesus que não tinham dinheiro para comprar comida para tanta gente. André, irmão de Simão, sinalou a uma criança que tinha dois peixes e cinco pães. E Jesus mandou que se sentassem em grupos de cinquenta a cem pessoas (em pequenas comunidades). Então pensei: Por que morrem milhões de crianças por motivos que podem facilmente ser prevenidos? O que faz com que eles se tornem criminosos e violentos na adolescência?

Recordei o inicio da minha carreira, quando me desafiei a querer diminuir a mortalidade infantil e a desnutrição. Vieram a minha mente milhares de mães que trocaram o leite materno pela mamadeira diluída em água suja. Outras mães que não vacinam seus filhos, quando não havia ainda cesta básica no Centro de Saúde. Outras mães que limpavam o nariz de todos os seus filhos com o mesmo pano, ou pegavam seus filhos e os humilhavam quando faziam xixi na cama. E ainda mais triste, quando o pai chegava em casa bêbado. Ao ouvir o grito de fome e carinho de seus filhos, os venciam mesmo quando eram muito pequenos. Sabe-se, segundo resultados de pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cuja publicação acompanhei em 1994, que as crianças maltratadas antes de um ano de idade têm uma tendência significativa para violência, e com frequência fazem crimes antes dos 25 anos.

A Igreja, que somos todos nós, que devíamos fazer?

Tive a seguridade de seguir a metodologia de Jesus: organizara as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Seriam acompanhados em seu trabalho para que não se desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estes sejam saudáveis e felizes. Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compreensão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi diante de mim muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo.

Senti que ali estava a metodologia comunitária, pois podia se desenvolver em grande escala pelas dioceses, paróquias e comunidades. Não somente para salvar vidas de crianças, mas também para construir um mundo mais justo e fraterno. Seria a missão do "Bom Pastor", que estão atentos a todas as ovelhas, mas dando prioridade àquelas que mais necessitam. Os pobres e os excluídos.

Naquela maravilhosa noite, desenhei no papel uma comunidade pobre, onde identifique famílias com grávidas e filhos menores de seis anos e lideres comunitários, tanto católicos como de outras confissões e culturas, para levar adiante ações de maneira ecumênica, pois Jesus veio par que "todos tenham Vida e Vida em abundância" (João 10,10). Isto é o que precisa ser feito aqui no Haiti: fazer um mapa das comunidades pobres, identificar as crianças menores de 6 anos e suas famílias e lideres comunitários que desejam trabalhar voluntariamente.

Desde a primeira experiência, a Pastoral da Criança cultivou a metodologia de Jesus, que é aplicada em grande escala. No Brasil, em mais de 40 mil comunidades, de 7.000 paróquias de todas as 272 diocese e preladias. Está se estendendo a 20 países. Estes são, na América Latina e no Caribe: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Peru, Venezuela, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Haiti, Honduras, Costa Rica e México; na África: Angola, Guiné-Bissau, Guiné Conakry e Moçambique e na Ásia: Filipinas e Timor Leste.

Para organizar melhor e compartilhar as informações e a solidariedade fraterna entre as mães e famílias vizinhas, as ações se baseiam em três estratégias de educação e comunicação: individual, de grupo e de massas. A Pastoral da Criança utiliza simultaneamente as três formas de comunicação para reforçar a mensagem, motivar e promover mudanças de conduta, fortalecendo as famílias com informações sobre como cuidar dos filhos, promovendo a solidariedade fraterna.

A educação e comunicação individual se fazem através da 'Visita Domiciliar Mensal nas famílias' com grávidas e filhos. Os líderes acompanham as famílias vizinhas nas comunidades mais pobres, nas áreas urbanas e rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos, e nas áreas ribeirinhas do Amazonas. Atravessam rios e mares, sobem e descem montes de encostas íngremes, caminham léguas, para ouvir os clamores das mães e famílias, para educar e fortalecer a paz, a fé e os conhecimentos. Trocam ideias sobre saúde e educação das crianças e das grávidas; ensinam e aprendem.

Com muita confiança e ternura, fortalecem o tecido social das comunidade, o que leva a inclusão social.

Motivados pela Campanha Mundial patrocinadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1999, com o tema "Uma vida sem violência é um direito nosso", a Pastoral da Criança incorporou uma ação permanente de prevenção da violência com o lema "A Paz começa em casa". Utilizou como uma das estratégias de comunicação a distribuição de seis milhões de folhetos com "10 Mandamentos para alcançar a paz na família", debatíamos nas comunidades e nas escolas, do norte ao sul do país.

As visitas, entre tantas outras ações, servem para promover a amamentação materna, uma escola de dialogo e compartilhar, principalmente quando se dá como alimento exclusivo até os seis meses e se continua dando como alimento preferencial além do um ano, inclusive além dos dois anos, complementarmente com outros alimentos saudáveis. A sucção adapta os músculos e ossos para uma boa dicção, uma melhor respiração e uma arcada dentária mais saudável. O carinho da mãe acariciando a cabeça do bebe melhora a conexão dos neurônios. A psicomotricidade da criança que mama no peito é mais avançada. Tanto é assim que se senta, anda e fala mais rápido, aprende melhor na escola. É fator essencial para o desenvolvimento afetivo e proteção da saúde dos bebês, para toda a vida. A solidariedade desponta, promovida pelas horas de contato direto com a mãe. Durante a visita domiciliar, a educação das mulheres e de seus familiares eleva a autoestima, estimula os cuidados pessoais e os cuidados com as crianças. Com esta educação das famílias se promove a inclusão social.

A educação e a comunicação grupal têm lugar cada em cada mês em milhares de comunidades. Esse é o Dia da Celebração da Vida. Momento dedicado ao fortalecimento da fé e da amizade entre famílias. Além do controle nutricional, estão os brinquedos e as brincadeiras com as crianças e a orientação sobre a cidadania. Neste dia as mães compartilham práticas de aproveitamento adequado de alimentos da região de baixo custo e alto valor nutritivo. As frutas, folhas verdes, sementes e talos, que muitas vezes não são valorizados pelas famílias.

Outra oportunidade de formação de grupo é a Reunião Mensal de Reflexão e Evolução dos líderes da comunidade. O objetivo principal desta reunião é discutir e estabelecer soluções para os problemas encontrados.

Essas ações integram o sistema de informação da Pastoral da Criança para poder acompanhar os esforços realizados e seus resultados através de Indicadores. A desnutrição foi controlada. De mais de 50% de desnutridos no começo, hoje está em 3,1%. A mortalidade infantil foi drasticamente reduzida e hoje está em 13 mortos por mil nascidos vivos nas comunidades com Pastoral da Criança. O índice nacional é 2,33, mas se sabe que as mortes em comunidades pobres, onde estão a Pastoral da Criança, é maior que é na média geral. Em 1982, a mortalidade infantil no Brasil foi 82,8 mil nascidos vivos. Estes resultados têm servido de base para conquistar entidades, como o Ministério da Saúde, Unicef, Banco HSBC, e outras empresas. Elas nos apoiam nas capacitações e em todas as atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. O custo criança/mês é de menos de US$ 1.

Em relação à educação e à comunicação de massas apresentará três experiências concretas de como a comunicação é um instrumento de defesa dos direitos da infância.

Materiais impressos

O material impresso foi concebido especificamente para ajudar a formação do líder da Pastoral da Criança. Os instrutores e os multiplicadores servem como ferramenta de trabalho na tarefa de guiar as famílias e comunidades sobre questões de saúde, nutrição, educação e cidadania. Além do Guia da Pastoral da Criança, se colocou em marcha publicações como o Manual do Facilitador, Brinquedos e Jogos, Comida e as Hortas Familiares, alfabetização de jovens e adultos e mobilização social.

O jornal da Pastoral da Criança, com tiragem mensal de cerca de 280 mil, ou seja 3 milhões e 300 mil exemplares por ano, chega a todos os líderes da Pastoral da Criança. É uma ferramenta para a formação continua.

O Boletim Dicas abarca questões relacionadas com a saúde e a educação para cidadania. Este especialmente concebido para os coordenadores e capacitadores da Pastoral da Criança. Cada publicação chega a 7.000 coordenadores.

Para ajudar na vigilância das mulheres grávidas, a Pastoral da Criança criou os laços de amor, cartões com conselhos sobre a gravidez e um partos saudável.

Outros materiais impressos de grande impacto social é o folheto com os 10 mandamentos para a Paz na Família, 12 milhões de folhetos foram distribuídos nos últimos anos.

Além desses materiais impressos, se envia para as comunidades da Pastoral da Criança material para o trabalho de pesagem das crianças, objetos como balanças e também colheres de medir para a reidratarão oral e sacos de brinquedos para as crianças brincarem no dia da celebração da vida.

Material de som e vídeo

Outra área em que a Pastoral da Criança produz materiais é de som e a produção de filmes educativos. O Show ao vivo da Rádio da Vida, produzido e gravado no estúdio da Pastoral da Criança, chega a milhões de ouvintes em todo Brasil. Com os temas de saúde, de educação na primeira infância e a transformação social, o programa de rádio Viva a Vida se transmite semanalmente 3.740 vezes. Estamos "no ar", de 2.310 horas semanais em todo Brasil. Além disso, o Programa Viva a Vida também se executa em vários tipos de sistemas de som de CD e aparados nas reuniões de grupo.

A Pastoral da Criança também produz filmes educativos para melhorar e dar conhecimento de seu trabalho nas bases. Atualmente há 12 títulos produzidos que sem ocupam na prevenção da violência contra as crianças, comida saudável, na gravidez, e na participação dos Conselhos Municipais de Saúde, na preservação da AIDS e outros.

Campanhas

A Pastoral da Infância realiza e colabora em várias campanhas para melhorar a qualidade de vida das mulheres grávidas, famílias e crianças. Estes são alguns exemplos:

a. Campanhas de sais de reidratação oral

b. Campanha de Certidão de Nascimento: a falta de informação, a distância dos cartórios e a burocracia fazem com que as pessoas fiquem sem certidões de nascimentos.

c. Campanha de Certidão de Nascimento: a falta de informação, a distância dos escritórios e a burocracia fazem com que as pessoas fiquem sem uma certidão de nascimento. A mobilização nacional para o registro civil de nascimento, que une o Estado brasileiro e a sociedade, [busca] garantir a cada cidadão de pleno direito o nome e os direitos.

d. Campanha para promover o aleitamento materno: o leite materno é um alimento perfeito que Deus colocou à disposição nos primeiros anos de vida.
Permanentemente, a Pastoral da Criança promove o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, em seguida, continuar, com outros alimentos. Isso protege contra doenças, desenvolve melhor e fortalece a criança.

e. Campanha de prevenção da tuberculose, pneumonia e hanseníase: as três doenças continuam a afetar muitas crianças e adultos em nosso país. A Pastoral da Criança prepara materiais específicos de comunicação para educar o público sobre sintomas, tratamento e meios de prevenção destas doenças.

f. Campanha de Saneamento: o acesso à água potável e o tratamento de águas residuais contribuem para a redução da mortalidade infantil. A Pastoral da Criança, em colaboração com outros organismos, mobiliza a comunidade para a demanda por tais serviços a governos locais e usa os meios ao seu dispor para divulgar informações relacionadas ao saneamento.

g. Campanha de HIV/Aids e Sífilis: o teste do HIV/Aids e sífilis durante o pré-natal permite a redução de 25% para 1% do risco de transmissão para o bebê. A Pastoral da Criança apoia a campanha nacional para o diagnóstico precoce destas doenças.

h. Campanha para a Prevenção da morte súbita de bebês "Dormir de barriga para cima é mais seguro": Com a finalidade de alertar sobre os riscos e evitar até 70% das mortes súbitas na infância, a Pastoral da Criança lançou esta grande campanha dirigida às famílias para que coloquem seus bebês para dormir de barriga para cima.

i. Campanha de Prevenção do Abuso Infantil: Com esta campanha, a Pastoral da Criança esclarece as famílias e a sociedade sobre a importância da prevenção da violência, espancamentos e abuso sexual. Esta campanha inclui a distribuição de folheto com os dez mandamentos para a paz na família, como um incentivo para manter as crianças em uma atmosfera de paz e harmonia.

j. Campanha - 20 de novembro, dia de oração e de ação para as crianças: A Pastoral da Criança participa dos esforços globais para a assistência integral e proteção a crianças e adolescentes, em colaboração com a Rede Mundial de Religiões para a Infância (GNRC).

Em dezembro de 2009, completei 50 anos como médica e, antes de 2002, confesso que nunca tinha ouvido falar em qualquer programa da Unicef ou da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou de outra agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que estimulasse a espiritualidade como um componente do desenvolvimento pessoal. Como um dos membros da delegação do Brasil na Assembleia das Nações Unidas em 2002, que reuniu 186 países, em favor da infância, tive a satisfação de ouvir a definição final sobre o desenvolvimento da criança, que inclui o seu "desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo". Este foi um avanço, e vem ao encontro do processo de formação e comunicação que fazemos na Pastoral da Criança. Neste processo, vê-se a pessoa de maneira completa e integrada em sua relação pessoal com o próximo, com o ambiente e com Deus.

Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações, para a preservação e restauração do meio ambiente. Como destaca o recente documento do papa Bento 16, "Caritas in veritate" (Caridade na verdade), "a natureza é um dom de Deus, e precisa ser usada com responsabilidade." O mundo está despertando para os sinais do aquecimento global, que se manifesta nos desastres naturais, mais intensos e frequentes. A grande crise econômica demonstrou a inter-relação entre os países.

Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz.

Final

Desde a sua fundação, a Pastoral da Criança investe na formação dos voluntários e no acompanhamento de crianças e mulheres grávidas, na família e na comunidade.
Atualmente, existem 1.985.347 crianças, 108.342 mulheres grávidas de 1.553.717 famílias. Sua metodologia comunitária e seus resultados, assim como sua participação na promoção de políticas públicas com a presença em Conselhos de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e em outros conselhos levaram a mudanças profundas no país, melhorando os indicadores sociais e econômicos. Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais. Tudo isso nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Muito Obrigada!
Que Deus esteja convosco!
Dra. Zilda Arns Neumann
Médica pediatra e especialista em Saúde Pública
Fundadora e Coordenadora da Pastoral da Criança Internacional
Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa

Tradução de DANIEL RONCAGLIA, colaboração para a Folha Online

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MÃES DA SÉ


Ainda embalo seu sono todas as noites,
e acordo, assustada,
em plena madrugada,
quando penso ouvir seu choro
Onde está você, meu filho ?
Em que rua ?
Em que casa ?
Em que sonho ?
Qual estrela pode lhe trazer pra mim ?
Pudera este meu pranto, ao menos,
lhe cobrir do frio
e lhe matar a fome
Onde está você, meu filho ?
Já secaram minhas lágrimas,
já secaram meus sonhos,
secou meu sorriso
e todas as minhas manhãs ...
Só não secou este meu leite,
e nunca secará ...
Onde está você, meu filho ?
Onde ?

Marcelo Roque

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Busca por sobreviventes chega ao fim no Haiti - Mendji Bahina Sanon de 11 anos é encontrada viva após 8 dias do terremoto!


21/01/10
(AFP) – Há 5 horas

PORTO PRÍNCIPE, Haiti — Nove dias após o terremoto, as operações de resgate no Haiti estão chegando ao fim, apesar da descoberta de outros sobreviventes no dia seguinte a um poderoso tremor secundário de 6,1 na escala Richter, que voltou a assustar os traumatizados haitianos.

Os Estados Unidos, que comandam a parte logística, disseram que a fase da busca por sobreviventes será encerrada "muito em breve", para começar os trabalhos de remoção dos corpos e dos escombros da capital arrasada.

Apesar do forte tremor secundário de ontem, que não deixou vítimas, os socorristas conseguiram salvar algumas pessoas, como a pequena Mendji Bahina Sanon, 11 anos, encontrada viva por vizinhos depois de passar oito dias sob os escombros de sua casa.

"Ela teve uma sorte incrível, é abençoada por Deus", extasiou-se o cirurgião francês Dominique Jan.

De acordo com a ONU, 121 pessoas foram retirados dos escombros desde o terremoto de 12 de janeiro. Porém, as 43 equipes internacionais envolvidas nos resgates, formadas por 1.800 socorristas e 161 cães, sabem que cada dia que passa diminui as chances de encontrar sobreviventes.

Centenas de milhares de haitianos, que vivem em condições de higiene precárias e no temor da violência, continuam aguardando água e alimentos.

Muito danificado pelo terremoto, o porto de Porto Príncipe deve voltar a funcionar na sexta-feira, o que ajudará a desafogar o aeroporto, anunciou o Exército dos Estados Unidos.

No porto, o navio francês Francis Garnier já começou a descarregar ajuda. "Vamos reabrir o porto para o tráfego comercial na sexta-feira", afirmou o general americano Ken Keen, encarregado de supervisionar as operações militares americanas de ajuda aos haitianos.

O Exército americano negou ontem falhas na coordenação das rotações aéreas no aeroporto, afirmando estar "trabalhando muito" para que a ajuda às vítimas do terremoto chegue nas melhores condições possíveis.

Os dirigentes haitianos garantiram nesta quinta-feira a meios de comunicação franceses que seu país não está "sob tutela" e que a mobilização militar americana corresponde a um pedido deles.

"Os americanos estão aqui a pedido nosso, para nos ajudar a suprir nossas necessidades humanitárias ou de segurança, como no caso do transporte de fundos", declarou à rádio RTL o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive.

"Haiti não está sob tutela", afirmou ao jornal Libération o presidente René Préval.

As declarações dos dirigentes haitianos acontecem num momento em que a comunidade internacional está estudando um "plano Marshall" para reconstruir o Haiti.

O balanço provisório da tragédia continua sendo de 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados, mas o general Keen disse que trabalha com a possibilidade de 150 a 200 mil mortos.

Quase 400 mil habitantes de Porto Príncipe, que tem um milhão de desabrigados, se reuniram em mais de 300 acampamentos improvisados na capital.

As condições de higiene são lamentáveis. Mulheres se lavam perto de montanhas de detritos, crianças fazem suas necessidades no meio dos corpos em decomposição e muitas pessoas bebem água não potável, provocando diarreias e infecções.

Os sobreviventes que conseguem água, alimentos ou combustível de sobra vendem seus produtos a preço de ouro, favorecendo uma disparada dos preços.

"Se não houver distribuição rapidamente, a insegurança vai aumentar, porque as pessoas estão com sede e com fome e as gangues voltaram", avisou quarta-feira o chefe da delegacia do bairro pobre de Cité Soleil.

Soldados americanos patrulharam ontem as ruas do centro para dissuadir saqueadores.

No interior do Haiti, dois caminhões cheios de comida não puderam entregar a mercadoria em Léogane, 30 km a oeste de Porto Príncipe, por causa de brigas.

Para o general Keen, a coordenação dos socorros é agora "um dos maiores desafios", assim como garantir a segurança nos pontos de distribuição para evitar tumultos.

O Exército dos EUA vai enviar 4 mil soldados suplementares, levando seu contingente a 15 mil homens.

O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, conclamou a comunidade internacional a lançar "um tipo de plano Marshall" para o Haiti.

Promessas de doações de mais de 1,2 bilhão de dólares já foram reunidas, segundo a ONU.

FONTE : http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ivxRPIe4x51LR0hCuPSPAzj3XZ3g

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POESIA FALADA - "MENINOS DE PEDRA"- MARCELO ROQUE


POESIA DE MARCELO ROQUE :"MENINOS DE PEDRA" .
POESIA FALADA E EDIÇÃO DE NADIA STABILE
OFERECIMENTO "NÚCLEO JOSÉ REIS - ECA/USP
SARAU PARA TODOS
03/01/2010 - BRASIL
IMAGENS GOOGLE

Palavras-chave:
MARCELO ROQUE NADIA STABILE NJR ECA/USP POESIA FALADA MENINOS DE PEDRA CRACK

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Poesia "Meninos de Pedra" - Marcelo Roque (O CRACK É A PIOR DROGA...E SABER QUE CRIANÇAS A USAM PELAS RUAS DE MINHA CIDADE...sem mais palavras....ou...

MARCELO ROQUE AGRADEÇO SEU ALERTA PRA LÁ DE VITAL !!!! Nadia Stabile


Poesia "Meninos de Pedra" - autoria de Marcelo Roque




Pobre menino de pedra,
de olhos de brita,
e hálito de asfalto
Que mata sua fome
e seus sonhos,
no fundo do mesmo cachimbo
Pobre menino duro,
duro de frio,
duro de pedra
De todos os filhos que tivemos,
aquele, que nunca nasceu
Pobre pedra,
pobre menino,
que da infância,
ainda guarda um dente de leite
num canto esquecido da boca ...

http://recantodasletras.uol.com.br/au...
http://marceloroque.blogspot.com/
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/cat...
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/pro...
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/abr...
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/cli...
http://sarauxyz.blogspot.com/


terça-feira, 13 de outubro de 2009

"TRAVA - LÍNGUAS" QUE EU DIZIA QUANDO CRIANÇA

embaixo da pia tem um pinto,
quanto mais o pinto pia,mais a pia pinga.

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dentro da jarra tem uma aranha,
nem a aranha arranha o jarro,
nem o jarro arranha a aranha.

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Num ninho de mafagafos
Tinham seis mafagafinhos
Quem os desmafagafizar
Bom desmafagafizador será.
(http://www.terrabrasileira.net/folclore/indice1.html )

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três tigres tristes
comendo três pratos de trigo.

***************************************

o rato roeu a roda do carro do rei de Roma.
o rato roeu a roupa do rei de Roma.

***************************************

não confunda pato a tucupi
com entupi o cú do pato.

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E você lembra-se de qual trava-línguas de sua infância?

Nadia Stabile - 13/10/09

Parlendas (AMIGA REGINA ENVIA)

É uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. No interior, aí pela noitinha, naquela hora conhecida como “boca da noite”, as mulheres costumam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas, brinquedos e trava-línguas. Uma das mais comuns é a elas ensinam aos filhos apontando-lhes os dedinhos da mão – Minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho.

Quando os ensina a bater palmas ou balança a rede, o berço ou a cadeira, diz:

Palma, palminha,
Palminha de Guiné
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.

***************************
Outras variantes são:

Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão.

**********************************

Cadê o toicinho daqui?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi pro mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Foi amassar trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Foi botar ovo.
Cadê o ovo?
O padre bebeu.
Cadê o padre?
Foi rezar a missa.
Cadê a missa?
Já se acabou!

************************

Hoje é domingo
Pé de cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.

**************************
Os portugueses denominam as parlendas cantilenas ou lengalengas. Na literatura oral é um dos entendimentos iniciais para a criança e uma das fórmulas verbais que ficam, indeléveis, na memória adulta.

VEJA MAIS EM : FONTE:  http://www.terrabrasileira.net/folclore/indice1.html
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