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sábado, 28 de maio de 2011

VOCÊ - MARCELO ROQUE



Você

Tinha que ser você,
ninguém mais, só você
Pois não reconheceriam meus olhos
outras cores, senão,
as dos olhos seus
Não reconheceria meu corpo outros toques
que não viessem de suas mãos
Não reconheceriam meus lábios
outros beijos
que não partissem de sua boca
Tinha que ser você
para que tudo fizesse sentido
Para que tudo se alinhasse de tal forma
que não restasse dúvida alguma
Tinha que ser você, só você,
para que os astros se reconhecessem
Para que as dores e alegrias
tivessem razão de ser
Pelos meus erros e acertos,
pelos filhos que nem vieram
Por mim, por você,
pelo amor, por nós ...
Tinha que ser você, só você ...

Marcelo Roque

Http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

quarta-feira, 25 de maio de 2011

VOCÊ - MARCELO ROQUE



Você

Tinha que ser você,
ninguém mais, só você
Pois não reconheceriam meus olhos
outras cores, senão,
as dos olhos seus
Não reconheceria meu corpo outros toques
que não viessem de suas mãos
Não reconheceriam meus lábios
outros beijos
que não partissem de sua boca
Tinha que ser você
para que tudo fizesse sentido
Para que tudo se alinhasse de tal forma
que não restasse dúvida alguma
Tinha que ser você, só você,
para que os astros se reconhecessem
Para que as dores e alegrias
tivessem razão de ser
Pelos meus erros e acertos,
pelos filhos que nem vieram
Por mim, por você,
pelo amor, por nós ...
Tinha que ser você, só você ...

Marcelo Roque

Http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

domingo, 8 de maio de 2011

CERCO - MARCELO ROQUE


Cerco

Cerco-te de palavras
por todos os lados
Arquiteto poemas
Levanto barreiras intransponíveis de versos
Tudo para prender-te entre rimas
e flores
E assim ,render-te,
completamente,
invadindo de surpresa os teus sentidos

Marcelo Roque

Http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque

terça-feira, 29 de junho de 2010

POEMA MUDO - MARCELO ROQUE

Quero escrever um poema mudo
Que não fale de amor,
de dor;
não fale de nada
Um poema
que nasça e morra
sem dizer a que veio
E que assim,
mergulhado nas profundezas do silêncio,
possa fazer despertar
todos os sentidos daqueles que o lêem
Tornando-os muito mais do que simples leitores
Transformando-os então,
na própria mudez do poema

Marcelo Roque
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