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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

...e pisou as próprias vestes

pisoteou...pisou as próprias vestes
quem foi que disse esta frase?
o que pretendia com ela?
...e os gritos que o povo não deu...
famintos crônicos gritam!?
gritos e vestes precisam estar à beira...
...pisoteou os próprios gritos...
chafurdou na lama do silêncio,da injustiça,
junto com seus gritos mudos e vestes...
riu-se...sua vida era um grande equívoco,
vestida de outros tantos absurdos.
não poderia gritar...só rir-se,
mas....entendeu...se muitos
rissem juntos de sua própria vida ridícula
...quem sabe acabassem
todos nus no maior
coro de gritos dissonantes
capaz de causar aos donos das mordaças
e das camisas de força...
EFERVECENTES dores.


Nadia Stabile - 07/09/09

domingo, 6 de setembro de 2009

SETE DE SETEMBRO - O GRITO QUE NÃO DEMOS

Não,
aquele grito não foi meu,
ele nem mesmo cabia na minha boca,
e nem na boca de ninguém que eu conhecia
Era pomposo demais,
empostado demais,
dourado demais,
e sofrido de menos
Era mesmo um grito para ser dado
do alto de um cavalo,
bem escovado
e selado;
e não do chão,
descalço
e com a enxada entre as mãos








Deixo aqui o meu protesto, contra a falsa independência do Brasil,
tendo em vista que, ela foi elaborada pela elite dominante daquela
época, que em momento algum, defendia os interesses populares,
muito pelo contrário, dentre outras coisas, defendia a manutenção
dos latifúndios e a continuação da escravatura em nosso país
Por esta razão, o dia sete de setembro, deveria sim ser lembrado,
como o dia, em que o povo não gritou às margens do Ipiranga ...

Marcelo Roque

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

ROSA DE HIROSHIMA - Por Ney Mato Grosso - Autoria de Vinícius de Moraes / Gerson Conrad



Rosa de Hiroshima
Ney Matogrosso
Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Insídia (Walder Maia do Carmo)

Se todas as vozes falassem
do tempo natural do homem.
Se todos os gritos,gritassem
sua adaptação social.
Se todas palavras tentassem ensinar.
Se tudo isto ressoasse
no intelecto do sistema social
assim mesmo existiria insídia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mulheres do lesco-lesco e do balacobaco: relações de gênero e música popular no tempo do “Estado Novo”

Adalberto Paranhos (UFU)
Relações de gênero; música popular; “Estado Novo”.
ST 55: Música popular brasileira & relações de gênero

Observador atento da cena social carioca dos anos 30 – e, em especial, das relações de
gênero que se desenrolavam diante de seus olhos –, Noel Rosa registra em Três apitos umas tantas
mudanças cujos contornos iam, mais e mais, se definindo. Inconformado por ver a fábrica roubarlhe
o precioso tempo de convívio com a amada, ele desabafa: “você que atende ao apito/ de uma
chaminé de barro/ por que não atende ao grito tão aflito/ da buzina do meu carro?”. Numa outra
composição, Você vai se quiser, Noel descarrega o seu protesto contra o novo mundo que se abre ao
trabalho feminino. Enxergando-o com lentes de aumento, ele se queixa: “todo cargo masculino/
desde o grande ao pequenino/ hoje em dia é pra mulher/ e por causa dos palhaços/ ela esquece que
tem braços/ nem cozinhar ela quer”.
Os papéis sociais assumidos no espaço urbano por um número crescente de mulheres –
num momento em que a industrialização ganhava impulso em certas áreas do Brasil – embaralhava
o jogo de cartas marcadas representado pela tradicional divisão sexual do trabalho. Ainda em 1941,
Wilson Batista e Haroldo Lobo compõem Emília, um elogio rasgado à mulher de mil e uma
utilidades domésticas. Nela choram, pela boca de Vassourinha, a ausência da personagem-título,
cuja memória era evocada: “quero uma mulher/ que saiba lavar e cozinhar/ que de manhã cedo/ me
acorde na hora de trabalhar/ só existe uma/ e sem ela eu não vivo em paz/ Emília, Emília, Emília/ eu
não posso mais”.
Que não se pense, contudo, que o presente sepultara de vez o passado. Este se atualizava
sob diversos aspectos e se insinuava em muitos discursos, práticas e normas legais. Afinal, não se
cortam de uma hora para outra os laços que nos prendem à tradição e a traços culturais marcantes
partilhados por diferentes grupos e classes sociais.
Ao tomar como objeto de estudo a Inglaterra na virada dos séculos XIX e XX, Hobsbawm
já explicou o que levava, por exemplo, a classe e o movimento operários a não verem com bons
olhos o trabalho da mulher fora de casa. Independentemente disso, o que se tem de concreto é que
“a industrialização do século XIX (em oposição à industrialização do século XX) tendeu a fazer do
casamento e da família a carreira principal da mulher da classe trabalhadora que não fosse forçada
pela total pobreza a assumir outra atividade”1. No Brasil, estigmas sexistas semelhantes virão à
superfície ao longo da história do movimento operário. Sob uma estrutura familiar patriarcal, as
2
mulheres – como mostram, entre outras, Maria Valéria Junho Pena e Margareth Rago2 – estavam
condenadas a arcar, de forma prioritária, com o trabalho doméstico e reprodutivo, por maior que
fosse sua participação na composição da força de trabalho assalariada na Primeira República.
À época do “Estado Novo”, concepções tradicionalistas teimavam em expressar-se, como
se observou, entre o final dos anos 30 e início dos 40, durante o debate que se instalou e estalou nos
próprios meios governamentais a propósito do Estatuto da Família3. Na contracorrente das novas
realidades que vinham se estabelecendo, Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde,
chegou a bancar um projeto que, em prol da grandeza do país, salientava a necessidade de promover
o aumento da população e de oferecer proteção estatal à família monogâmica e ao casamento
indissolúvel. Para tanto, propunha, entre outras coisas, a “progressiva restrição da admissão das
mulheres nos empregos públicos e privados”4. Tratava-se de reforçar o direcionamento das energias
femininas para funções julgadas compatíveis com sua “natureza”, o que significava reafirmar seu
enraizamento na vida doméstica.
Virando o lado da moeda, no caso do homem era exaltado o dever a cumprir como chefe
de família, trabalhador/provedor5, que, nas palavras de Gustavo Capanema, “deve ser preparado
com têmpera de teor militar para os negócios e as lutas”6. Enquanto os homens estariam respaldados
pela retaguarda doméstica que lhes proporcionariam as mulheres, estas encarnariam a autoridade
que simbolizaria o poder do Estado, num contexto em que, como frisa Sueann Caulfield, a família
brasileira era a “metáfora central da ordem social”.7

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.fazendogenero8.ufsc.br/sts/ST55/Adalberto_Paranhos_55.pdf

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A SOCIEDADE VIGIA,PUNI,CASTIGA,TORTURA, NEUROTIZA E AÍ MANDA PRA PSICANÁLISE!!!!!

(FREUD, JUNG, REICH e LACAN)

Psicanalisar e educar ou Psicanálise e Educação? Um retorno a Freud


Rinaldo Voltolini

(...)“Um” retorno a Freud: Lacan e o “drama dos conceitos”

A expressão retornar a Freud tornou-se emblemática do projeto lacaniano para a Psicanálise.
Em geral, ela é usada para marcar o retorno necessário a rota freudiana que se reputa ter sido abandonada ou desviada.
Sabemos que esta expressão representa, no mínimo, duas coisas extremamente imbricadas entre si: uma estratégia política e um projeto ético e teórico.
Uma estratégia política, porque serviu a Lacan para apontar sua filiação a Freud, da qual recusou perenemente ser desvinculado. Lacan não admitia ser visto como dissidente, a semelhança do que aconteceu com Jung, Reich e outros, por isso precisava demonstrar as provas de sua filiação, bem como responder aos argumentos que lhe identificavam como fora do campo freudiano.
Seu primeiro seminário dado depois de sua não admissão na instituição psicanalítica francesa, que resolvera anexar-se a IPA, esteve fortemente marcado pela necessidade de afirmar-se freudiano. Os quatro conceitos da Psicanálise, Seminário XI (Lacan 1964) serviam para mostrar, entre outras coisas, como entendia os quatro conceitos básicos, fora dos quais não se poderia dizer inscrito no campo freudiano.
Mas para se mostrar em consonância com a proposta freudiana não bastava demonstrar o entendimento dos conceitos, era necessário, sobretudo, “interpretar” a crítica que lhe faziam.
Todos sabemos que a base desta interpretação recaiu sobre a identificação dos críticos a um dogmatismo religioso, marcado pela ironia do termo excomunhão, usado por Lacan na primeira aula deste seminário, para se referir a seu processo de exclusão da IPA.
A expressão retornar a Freud, dizíamos, significa também um projeto ético e teórico, a medida em que é com Lacan, autor da expressão, que fica destacado que não se pode entender Freud sem dessacralizá-lo, sem utilizar com ele, na leitura de sua obra, o próprio princípio tão evidenciado pela psicanálise de que o homem afeta a obra. Fato que implica em levar em consideração o sujeito Freud, seus impasses e conflitos.
Retornar a Freud visava, sobretudo, criar uma condição para poder superá-lo transferencialmente, sem ficar condenado a repeti-lo gargarejicamente, imitá-lo, recaindo num inevitável dogmatismo conservador.
Retornar não é o mesmo que regredir, nem repetir. De modo algum pode ser reduzido a uma mera instalação de uma outra posição, mais verdadeira ou fiel que aquela que se desviou. Esta expressão pretende marcar, prioritariamente, uma leitura libertadora, daquela liberdade que vem quando podemos fazer alguma coisa com aquilo que recebemos de nossos pais. Mas só se pode fazer algo próprio quando se elaborou a herança recebida, de modo a não sucumbir na mera repetição dela.(...)

LEIA MAIS EM : http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=337:psicanalisar-e-educar-ou-psicanalise-e-educacao&catid=36:especial&Itemid=46

Tortura na História do Brasil (do site do GRUPO TORTURA NUNCA MAIS)

A prática da tortura que percorre, até hoje, toda a história do nosso país foi durante séculos utilizada em quase todo mundo, como um exercício de vingança contra os corpos daqueles que se insurgiam contra o poder e a força do Rei. Daí, os suplícios públicos, assistidos como espetáculos na antiguidade, nos períodos medieval e moderno.

O uso sistemático da tortura, na Europa, ocorreu após o século XI, atingindo seu apogeu entre os séculos XIII e XVIII, com a Inquisição .Segundo Foucault (1988), naquele período, apesar dos suplícios serem públicos, todo o processo criminal, até a sentença, permanecia secreto, não só para a população, mas para o próprio acusado.

Em nossa história colonial são conhecidas as torturas infligidas aos escravos, índios – que não eram considerados humanos – e aos “perigosos” de todos os tipos, como aqueles perseguidos pela Inquisição, e os que praticaram crimes de “lesa majestade”, ou seja, contra a Coroa Portuguesa.
Segundo Foucault (1988) é com o advento do capitalismo industrial, no final do século XVIII e início do XIX, que as “grandes fogueiras” e a “melancólica festa” das punições vão se extinguindo (Foucault, p.14).

Os suplícios saem do campo da percepção quase cotidiana e entram no da “consciência abstrata”: é a era da “sobriedade punitiva”, quando não é mais para o corpo que se dirige a punição, mas para a alma, devendo atuar “profundamente sobre o coração, o intelecto, a vontade, as disposições”. Assim, a premissa básica dos tempos modernos é: “que o castigo fira mais a alma que o corpo” (Idem, p.21).

Ou seja, não só os atos praticados serão objetos de punição, mas também aqueles que poderão vir a ser efetuados, dependendo da “alma” do sujeito: se ex-escravo, negro, mestiço, migrante, pobre. Inaugura-se a era da periculosidade, onde determinados segmentos por sua “alma”, sua essência, sua natureza deverão ser constantemente vigiados, disciplinados, normatizados. Entramos, segundo Foucault, nas sociedades disciplinares onde as instituições exercerão vigilância intensa, produzindo corpos dóceis, adestrando não só o físico, mas fundamentalmente os espíritos.

Entretanto, ao lado do dispositivo da periculosidade continua, ao longo de todo o século XX, existindo no Brasil e em muitos outros países, também o da tortura. Não mais para os escravos, mas para os “diferentes”, “criminosos”, “marginais”, “perigosos” ; ou seja, para os pobres em geral.

A tortura – que, ao longo de todo século XX, foi cotidianamente utilizada contra os “desclassificados” sociais - especialmente a partir do AI-5 (13/12/68), passou a ser também aplicada aos opositores políticos da ditadura militar

Apesar da implantação em 1964 de um governo de força, somente a partir do AI-5 é que a tortura se tornou uma política oficial de Estado. A vitória da chamada “linha dura”, o golpe dentro do golpe instituíram o terrorismo de Estado que utilizou sistematicamente o silenciamento e o extermínio de qualquer oposição ao regime. O AI-5 inaugurou também o governo Médici (1969-1974), período em que mais se torturou em nosso país.
Em seu livro de memórias ,o ex-presidente Geisel ( 1974 – 1979) afirmava:
“(...)que a tortura em certos casos torna-se necessária, para obter informações. (...) no tempo do governo Juscelino alguns oficiais, (...) foram mandados à Inglaterra para conhecer as técnicas do serviço de informação e contra-informação inglês. Entre o que aprenderam havia vários procedimentos sobre tortura. O inglês, no seu serviço secreto, realiza com discrição. E nosso pessoal, inexperiente e extrovertido, faz abertamente. Não justifico a tortura, mas reconheço que há circunstâncias em que o indivíduo é impelido a praticar a tortura, para obter determinadas confissões e, assim, evitar um mal maior.” ( O Globo, 1997, p.12, grifos meus ).

Em 1971, foi elaborado pelo Gabinete do Ministro do Exército e pelo seu Centro de Informações (CIEx) um manual sobre como proceder durante os interrogatórios feitos a presos políticos. Alguns trechos apontavam que:
“(...) O interrogatório é uma arte e não uma ciência (...). O interrogatório é um confronto de personalidades. (...) . O fator que decide o resultado de um interrogatório é a habilidade com que o interrogador domina o indivíduo, estabelecendo tal advertência para que ele se torne um cooperador submisso (...). Uma agência de contra-informação não é um tribunal da justiça. Ela existe para obter informações sobre as possibilidades, métodos e intenções de grupos hostis ou subversivos, a fim de proteger o Estado contra seus ataques. Disso se conclui que o objetivo de um interrogatório de subversivos não é fornecer dados para a justiça criminal processá-los; seu objetivo real é obter o máximo possível de informações. Para conseguir isso será necessário, frequentemente, recorrer a métodos de interrogatório que, legalmente, constituem violência. É assaz importante que isto seja bem entendido por todos aqueles que lidam com o problema, para que o interrogador não venha a ser inquietado para observar as regras estritas do direito (...). ( ALERS, 1988, p. 285, grifos meus).

Para que a engrenagem da tortura funcionasse, e ainda hoje funcione, de forma azeitada e produtiva foram, e ainda são, necessários muitos outros elos. Muitos profissionais como psicólogos, psiquiatras, médicos legistas, advogados, dentre outros respaldaram, e ainda hoje continuam respaldando, tecnicamente os terrorismos de Estado em diferentes países, assessorando práticas de exclusão com suas ações e saberes. A história da participação ativa de muitos desses profissionais no Brasil ainda está para ser escrita.

A Lei 9.455/97: a quem tem servido ?

A referência à prática da tortura aparece pela primeira vez na legislação brasileira somente em nossa última Constituição, a de 1988 - já em final do século XX! Apesar disso, foi colocada na Carta Magna ao lado dos crimes de terrorismo e tráfico de drogas .
Somente quase 10 anos depois de criminalizada em nossa Constituição é que a prática de tortura foi tipificada pela lei 9.455, de 07 de abril de 1997. (...)

LEIA MAIS EM : http://www.torturanuncamais-rj.org.br/artigos.asp?Codartigo=45&ecg=1

"DITABRANDA" - Ivan Seixas - diretor do Fórum dos ex-presos políticos. Parte 1 Ato contra a "ditabranda" da Folha de SP (07/03/09)

GRITOS EM SUSPENSÃO - NADIA STABILE

Como é possível no século XXI ainda existir tortura?
Tortura de muitas espécies.
Nos matadouros trilhões de gritos mudos,
Nas ‘masmorras’, nos porões,gritos que só alguns conseguem ouvir,
Só alguns se compadecem, só alguns fazem força para ouvir!

E nas casas, o mesmo acontece,e aí de forma
mais ou tão covarde quanto nas ‘masmorras’!
Muitas crianças e mulheres sendo agredidas,
Sofrendo violações desumanas.

corpos e almas são torturados,
Os limites dos corpos gritam,
Suplicam não perderem as memórias do ventre materno!
O aconchego guardado em nossa parte mais sutil e mais profunda!
Os toques carinhosos de outros seres ficam para sempre!
E atos agressivos, cruéis, dissolvem toda dignidade,
Que depois para ser restaurada,
Custa-nos muito esforço!

20/04/09

Infinito de Você (Walder Maia do Carmo)

Amor!Alma.
Na solidão do luar
ecoa meu grito nos montes
e se desfaz.
Procuro nas flores
teu perfume, cio.
Busco no horizonte
teu olhar!
A lareira aquece-me
no fênix do teu renascer
abrandando infinito de você...

Artigo publicado no Jornal da Unesp,Junho/2007

APRESENTAÇÃO
REICH: TEORIA DA VIDA E TEORIA DO CONHECIMENTO (1)
Ailton Bedani (2)
Ao longo de sua obra, Wilhelm Reich (1897-1957) estabeleceu interfaces com várias áreas do conhecimento: Sexologia, Psicanálise, Epistemologia, Pedagogia, Sociologia, Biologia, Física, Meteorologia. Mais do que um adepto do ecletismo, ele se dedicou especialmente a investigar, em diversos campos, as manifestações de um singular processo energético. Na maturidade de seu trabalho o autor comentou que havia se dedicado "ao campo da Psiquiatria como um cientista natural. Esse interesse foi ditado, em primeiro lugar, pela questão da energia. Já era assim em 1919”.(3)
Em 1919, quando ainda cursava medicina na Universidade de Viena, Reich deu início às suas pesquisas. A “energética” e os fundamentos epistemológicos da produção científica são os temas que inauguraram sua obra e acabaram norteando toda sua produção. O jovem universitário suspeitava “que a energia funciona ANTES de qualquer massa; que não é a matéria, mas sim, a energia que é primária; que a massa precisa ser derivada, de alguma forma, da energia”.(4) Apaixonado, também, por Biologia, ele colocava a si mesmo, todo o tempo, a intrigante questão “o que é a vida?”. No decorrer de seus diversificados estudos extracurriculares, identificou-se com concepções filosóficas que se recusavam a assemelhar o funcionamento do vivo ao das máquinas e simpatizou com teorias que especulavam sobre uma energia biológica específica; acreditava, no entanto, que tais formulações precisavam alcançar status científico-natural. Convicto que a elaboração científica é indissociável da crítica epistemológica, ele adotou, desde o início de suas investigações, uma diretriz professada pelo filósofo Henri Bergson: teoria da vida e teoria do conhecimento são “inseparáveis uma da outra”.(5)
Formalmente aceito, em 1920, como membro da Sociedade Psicanalítica, Reich, por quatorze anos, procurou extrair conseqüências teóricas, clínicas, pedagógicas e políticas da teoria freudiana da libido. Empreendendo, no âmbito do movimento psicanalítico, uma série de pesquisas originais, ele elaborou, no período 1922-1926, a teoria da “potência orgástica”, teoria essa que se tornou o eixo de sua obra: “potência orgástica é a capacidade de se entregar ao fluxo da energia biológica, sem quaisquer inibições; a capacidade de descarregar completamente, por meio de convulsões involuntárias e prazerosas do corpo, a excitação sexual acumulada”.(6)
Entre 1927 e 1934, Reich desenvolveu uma nova metodologia terapêutica (a Análise do Caráter) e procurou, também, estabelecer conexões entre Psicanálise e Marxismo. Apoiando-se na concepção freudiana de sexualidade, na noção de potência orgástica e, também, no materialismo histórico e dialético de Marx e Engels, o autor agregou esse arsenal teórico-epistemológico a um convívio direto e intenso com a população economicamente desfavorecida. Atuando inicialmente em Viena (1927-1930) e depois em Berlim (1930-1933), ele se esforçou em demonstrar, por meio de publicações e de um amplo trabalho social, que política e sexualidade são domínios mutuamente dependentes.
Expulso, em 1933, do Partido Comunista e excluído, no ano seguinte, da Sociedade Psicanalítica, Reich, ameaçado pelo nazismo, procurou guarida em vários locais e acabou se exilando, em 1934, na Noruega. Nesse país, sua pesquisa pôde alcançar dimensão laboratorial. Ingressando no campo da Biofísica, o autor investigou o “comportamento” de correntes bio-elétricas que se movem coligadas aos estados emocionais do indivíduo; realizando experimentos na área da Biogênese, identificou vesículas que expressam estágios intermediários entre o inorgânico e o orgânico. Além de ampliar sua metodologia terapêutica (em 1935 surge a Vegetoterapia Caractero-Analítica) e aprimorar seus estudos sobre a lógica que rege o funcionamento do vivo, Reich detectou, em 1939, uma energia que atua em estratos biológicos profundos. Logo em seguida seus experimentos levaram-no a crer que aquela singular energia, inicialmente observada em seres vivos, fazia-se presente, também, na atmosfera. Nomeou, então, essa força básica como “energia orgone cósmica” e fundou um novo ramo de pesquisas, a Orgonomia.
Vivendo nos EUA desde 1939, Reich dedicou-se, por quase duas décadas, a realizar criteriosos experimentos e a descrever, em vasta literatura técnica, as manifestações da energia orgone nos domínios do vivo e do não-vivo, no micro e macrocosmos; preocupou-se, igualmente, em mapear a específica dinâmica dos fenômenos orgonóticos e em integrar Orgonomia e Matemática. Suas pesquisas conduziram-no, em seu período norte-americano, a áreas tão distintas como a Oncologia e a Meteorologia, posto que certas disfunções da energia orgone podem ser observadas, no entendimento do autor, tanto no câncer quanto nos processos de desertificação do planeta. Embrenhando-se em diversos campos de estudos (Física-Orgone, Biofísica-Orgone, Orgonoterapia, Pedagogia Orgonômica, Orgonometria), o pesquisador continuou, no entanto, denunciando os sistemas ideológicos que negam a vida e anestesiam, desde a infância, as capacidades críticas e as forças emocionais-sexuais.
Sistematicamente monitorado pelo Federal Bureau of Investigation e, desde o final da década de 1940, vítima de calúnias publicadas na imprensa e em revistas científicas, Reich passou a ser investigado, também, por outro órgão governamental, a Food and Drug Administration. Nos anos 50 o cientista acompanhou de perto a paranóica era macartista, além de se ver envolvido em um intrincado processo judicial, que resultou em sua prisão em 1957. Nesse mesmo ano ele faleceu, vítima de ataque cardíaco, em um presídio norte-americano.
Meio século se passaram desde a morte de Reich, mas ainda são poucos os estudos que procederam a uma reavaliação criteriosa de sua obra. Esse fato chama atenção, pois a pesquisa reichiana oferece, a nosso ver, ferramentas ímpares para refletirmos sobre nossa explosiva crise social e seus concomitantes problemas éticos e ecológicos.
1- Artigo publicado no Jornal da Unesp, Junho/2007– Ano XXI – nº 223. Também disponível em http://www.unesp.br/aci/jornal/223/supled.php 2 - Psicólogo, Psicoterapeuta da Corporalidade, Mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Coordenador Pedagógico do Programa de Formação em Abordagem Clínica Reichiana e Gerenciador deste Espaço ORG2. 3- REICH, W. Man’s roots in nature. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.2, 1990.4- REICH, W. Orgonomic functionalism in non-living nature. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.6, 1996.5- Bergson, H. L’evolution créatrice. In: Henri Bergson - Oeuvres. Paris: Presses Universitaires de France, 1984.6- REICH, W. The function of the orgasm: Volume 1 of the discovery of the orgone — Sex-economic problems of biological energy. Great Britain: Condor Book, 1989.
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Biography(Publicado pelo Wilhelm Reich Museum)Biography of Wilhelm Reich and Orgonomy - Time line by date (Publicado pelo PORE)Wilhelm Reich - by Elsworth F. Baker (Publicado pelo American College of Orgonomy)Em preparação.Consulte, também, os seguintes textos, disponíveis aqui no ORG2 e traduzidos para o português: GLOSSÁRIO DE TERMOS REICHIANOS CRONOLOGIA DAS DESCOBERTAS CIENTÍFICO-NATURAIS DE WILHELM REICHA tradução para o português, do testamento de Reich, está disponível emhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722001000300002&lng=en&nrm=iso
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Conferência de WR em Orgonon(s/d)(30k)
WR em Orgonon(s/d)(32k)
Orgonon, Maine, 1950(30k)
WR manipulando cloudbuster(s/d)(28k)
Centro de pesquisa e residência de WR, em Orgonon(41k)
Escritório e bibilioteca em Orgonon(27k)
Quadro pintado por WR(21k)
Laboratório no observatório em Orgonon(38k)

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FRASES DE WILHELM REICH
Citações de trabalhos de Wilhelm Reich, extraídas, principalmente, de obras que não foram traduzidas para o português. FRASES DE WILHELM REICHApresentação - Biografia - Fotos - Citações - Obras de WR - Obras sobre WR - Pgs. em ORG2 - Artigos - Fórum - Listas - Links - Cursos - Coordenador - Contato - Busca
OBRAS DE WILHELM REICH
PORTUGUÊS - INGLÊS - FRANCÊS Obs.: É praticamente impossível listar todos as obras de WR publicadas nestes três idiomas. Porém, tentei montar uma relação o mais ampla possível, consultando minha biblioteca pessoal e a internet.
PORTUGUÊSEd. Martins Fontes - Mais títulos
Livros publicados pela Ed. MARTINS FONTES* análise do Caráter* Psicologia de Massas do Fascismo*Escute, Zé Ninguém!* A Irrupção da Moral Sexual Repressiva* O Assassinato de Cristo MAIS TÍTULOS EM PORTUGUÊS* "A Função do Orgasmo", Ed. Brasiliense* "Paixão da Juventude", Ed. Brasiliense* "Psicopatologia e Sociologia da Vida Sexual", Ed. Global* "A Revolução Sexual", Ed. Zahar* "A Função do Orgasmo", Publicações Dom Quixote (Portugal)* "Materialismo Dialético e Psicanálise", Editorial Presença (Portugal)* "O Combate Sexual da Juventude", Textos Marginais, Ed.Dinalivro (Portugal)* "A Aplicação da Psicanálise à Investigação Histórica", Textos Marginais, ed.(?) (Portugal)* "Casamento Indissolúvel ou Relação Sexual Duradoura?", Ed.Dinalivro (Portugal)* "O que é Consciência de Classe", ed.(?) (Portugal)
INGLÊSEd. Farrar, Straus and Giroux - Catálogo do Museu Reich
Livros publicados pela Ed. Farrar, Straus and Girou* Passion of Youth* Beyond Psychology - Letters and Journals (1934-1939)* American Odyssey - Letters and Journals (1940-1947)* The Bioelectrical Investigation of Sexuality and Anxiety* The Bion Experiments* The Cancer Biopathy* Character Analysis* Children of the Future* Early Writings* Ether, God and Devil/Cosmic Superimposition* The Function of the Orgasm* Genitality in the Theory and Therapy of Neuroses* The Invasion of Compulsory Sex-Morality* Listen, Little Man* The Mass Psychology of Fascism* The Record of a Friendship* The Murder of Christ* People in Trouble* Reich Speaks of Freud* Selected Writings: An Introduction to Orgonomy* The Sexual Revolution CATÁLOGO DO WILHEM REICH MUSEUM No museu, podem ser encontradas as revistas publicadas por Reich ao longo de seu trabalho (Annals of the Orgone Institute International, Journal of Sex-Economy, Orgone Research Orgone Energy Bulletin e Core), além de obras não publicadas por editoras ("Einstein Affair", "Contact With Space", "The Oranur Experiment" etc.), textos raros, videotapes e a revista "Orgonomic Functionalism", que publica textos inéditos de Reich.
FRANCÊSEd. Payot - Mais títulos
LIVROS PUBLICADOS PELA EDITORA PAYOT* L'analyse caractérielle* Ecoute, petit homme* L'Ether, Dieu et le diable* La Biopathie du cancer* Les hommes dans l'Etat* L'Irruption de la morale sexuelle* Premiers écrits (Tome1)* Premiers écrits (Tome2)* La psychologie de masse du fascisme* Reich parle de Freud* La superposition cosmique
MAIS TÍTULOS EM FRANCÊS* "Passion de jeunesse", Ed. L'Arche* "La Function de l´orgasme", Ed. L'Arche* "La révolution sexuelle", Ed. C. Bourgois* "La lutte sexuelle des jeunes", Ed. Maspero
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OBRAS SOBRE WILHELM REICH
EM PORTUGUÊS* "Cem Flores para Wilhelm Reich", Roger Dadoun, Ed. Moraes* "Wilhelm Reich e a Orgonomia", Ola Raknes, Ed. Summus
EM OUTROS IDIOMAS* "Fury on Earth - a biography of Wilhelm Reich", Myron Sharaf, St. Martin's Press/Marek, 1983* "Wilhelm Reich - una biografia personal", Ilse Ollendorff de Reich, Ed. Granica, 1978Apresentação - Biografia - Fotos - Citações - Obras de WR - Obras sobre WR - Pgs. em ORG2 - Artigos - Fórum - Listas - Links - Cursos - Coordenador - Contato - Busca
PÁGINAS AFINS EM ORG2
Nossa página sobre ORGONOMIA Nossa página sobre FUNCIONALISMO ORGONÔMICO E ORGONOMETRIA Nossa página sobre TÉCNICAS TERAPÊUTICAS DESENVOLVIDAS POR REICH
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ARTIGOS
GLOSSÁRIO DE TERMOS REICHIANOS CRONOLOGIA DAS DESCOBERTAS CIENTÍFICO-NATURAIS DE WILHELM REICH A FUNÇÃO ORGONOME POLÍTICA E SEXUALIDADE NA TRAJETÓRIA DE REICH: VIENA (1927–1930)
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FÓRUM SOBRE TEMAS REICHIANOS
O Espaço ORG2 patrocina e gerencia o FÓRUM SOBRE TEMAS REICHIANOS. A proposta desse Fórum é debater, "conversar", trocar idéias, dar dicas, deixar lembretes sobre tudo que tenha a ver com a vida e obra de Reich, a ciência orgonômica e os acontecimentos que "rolam" no universo reichiano (ou neo-reichiano). Para entrar no Fórum, clique AQUI Para saber mais sobre o funcionamento de um Fórum de Discussão, clique AQUI.Apresentação - Biografia - Fotos - Citações - Obras de WR - Obras sobre WR - Pgs. em ORG2 - Artigos - Fórum - Listas - Links - Cursos - Coordenador - Contato - Busca
LISTAS DE DISCUSSÃO

ORGONOMY MAIL LIST (OML)Lista norte-americana onde se discute os mais variados tópicos da pesquisa de Reich, patrocinada pelo PORE (Public Orgonomic Research Exchange). Segundo o organizador, o idioma preferido é o inglês, mas todos os idiomas serão bem-vindos. Para conhecer as regras de funcionamento e saber como se inscrever na Lista, clique aqui.Apresentação - Biografia - Fotos - Citações - Obras de WR - Obras sobre WR - Pgs. em ORG2 - Artigos - Fórum - Listas - Links - Cursos - Coordenador - Contato - Busca
LINKS
ORGONIZANDO (em português)Extensa informação sobre grupos reichianos e neo-reichianos, no Brasil e no exterior. Contém, também, artigos, programação de eventos, etc.PORE-Public Orgonomic Research Exchange (em inglês)Um dos mais antigos sites sobre Reich. Traz muita informação sobre grupos reichianos, publica um jornal e mantém uma animada lista de discussão.The Wilhelm Reich Museum (em inglês)Endereço do Museu, época e horário das visitações, eventos, catálogos de obras de WR, etc.Another Orgone Research Laboratory (em inglês) Pesquisas e artigos muito interessantes, sobre física-orgone.ORGONINSTITUT DEUTSCHLAND (em alemão)Oferece interessantes vídeos sobre Reich, sua filha Eva, projeto bions, etc.DOSSIÊ DO FBI SOBRE WR (em inglês)Relatórios oficiais sobre os vários anos em que o FBI investigou a vida, a obra e as atividades de Reich nos EUA. The American College of Orgonomy (em inglês) "Organização sem fins lucrativos, dedicada a estabelecer e manter padrões de trabalho no campo da Orgonomia"Apresentação - Biografia - Fotos - Citações - Obras de WR - Obras sobre WR - Pgs. em ORG2 - Artigos - Fórum - Listas - Links - Cursos - Coordenador - Contato - Busca
CURSOS
PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM ABORDAGEM CLÍNICA REICHIANAO Programa de Formação tem caráter de especialização e é realizado durante um final de semana por mês. O curso conta com: - Apresentação do conjunto da obra reichiana- Aprendizado das técnicas terapêuticas elaboradas por Reich- Laboratório de pesquisa e leitura de forma- Grupos de movimento- Workshops com professores convidados- Atendimento supervisionado. Duração: 2 anos e meio (30 meses) Periodicidade: 1 final de semana/mêsClique AQUI para conhecer a programação completa. GRUPO DE ESTUDOS: CONTRIBUIÇÕES REICHIANAS PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDEEste grupo de estudos ocorre durante um sábado por mês e é dirigido aos profissionais da área de saúde que desejam estabelecer interfaces entre suas atuações e as contribuições clínicas, laboratoriais e metodológicas reichianas. O coordenador do grupo apresentará as principais teorias formuladas por Reich, procurando, ao mesmo tempo, contemplar as necessidades específicas de cada profissional e abrir espaço para uma discussão de caráter multidisciplinar. Periodicidade: Um sábado a cada mês, das 9:00 às 13:00 h. Clique AQUI para conhecer a programação completa.
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VOANDO - GLÓRIA KREINZ

Do grito ao calo,
do calo aos versos,
dos versos ao sapato,
o sapato aos teus pés,
asas conduzindo te assim,
por terras encantadas
chamados do sem fim...

domingo, 19 de abril de 2009

O GRITO e o ENTE - GLÓRIA KREINZ

O grito
fluiu,fluindo,
delicado, inteligente,
doce e combativo,
dizendo sutilmente
coisas da gente...
Choramos no gozo,
não cabemos a sós...
Gritamos o amado,
que mora em nós...
O grito
é parte do ente...
Poeta sabia,
você confirmou,
a vida e estilhaços
palavras em brilhos,
o ciclo mostrou...

sábado, 18 de abril de 2009

GRITA - DOR - Nadia Stabile

me parece que muitas mulheres choram ao alcançar o clímax!
e os homens?...quase nunca perguntaram-se porque!

os gritos das mulheres quase sempre desaguam em lágrimas!
o chorar feminino é muito doido ! agudos...altos sons!
que talvez intentem alcançar as altas esferas!
os gritos das mulheres são mais molhados,
são mais traumatizantes, são mais elucidativos!

os desígnios das mulheres
traduzem-se em gritos estridentes!
muito bem...o dom do grito é feminino!
razões,causas...não faltam!
entretanto há homens esforçados
e com um certo dom gritador!
geralmente são os homens que nunca desistem
de suas lutas,são os melhores gritadores!
são aqueles que conseguem enxergar pelos prismas das mulheres!
aqueles que sabem que as mulheres têm razão quando gritam!

como diz um provérbio árabe,
aquele que faz chorar uma mulher...
esqueci!....mas o que importa é dizer:
homens,prestem atenção nos choros e gritos das mulheres!

Nadia Stabile - 18/04/09

Nina Hagen - Naturträne (Rockpalast) (A MAIOR GRITADORA DE TODOS OS TEMPOS!!!)

Grito - Amália Rodrigues (O GRITO NO FUNERAL)



"Grito" por Amália Rodigues. Letra de Amália Rodrigues, música de Carlos Gonçalves.
"Grito" foi a canção que Amália quis que fosse tocada no seu funeral.

Pink Floyd - Another Brick in the Wall - part 2

Metallica - Master Of Puppets live Seattle 1989 (ROCK TERAPIA DO GRITO)

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