segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Rio da Vida

Trago um rio dentro de mim
Rio que atravessa meu peito,
corre por minhas entranhas
e salta pelos meus olhos
Um rio furioso que já não cabe no meu corpo
E transbordando por minhas margens,
segue teu destino por outros caminhos
Reinventando assim o teu curso,
sem nunca,
nunca perder o caminho do mar
Marcelo Roque
sábado, 22 de maio de 2010
Escritora chilena Isabel Allende confirma participação na Flip
22/05/2010 - 11h16
da Reportagem Loca
A escritora chilena Isabel Allende confirmou presença na 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 4 e 8 de agosto.
Com 18 livros publicados e traduzida em mais de 30 idiomas, Allende participará de conversa com o jornalista Humberto Werneck, na qual apresentará seu novo livro, "A Ilha sob o Mar", que tem lançamento pela editora Bertrand Brasil.
Confirmados
Além de Allende, confirmaram presença na Flip o irlandês Colum McCann, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi, a cubana Wendy Guerra, os ingleses Terry Eagleton, William Boyd e Peter Burke e os americanos Robert Crumb, Lou Reed, Benjamin Moser, Robert Darnton, Lionel Shriver, William Kennedy e Gilbert Shelton.
Entre os brasileiros, devem comparecer ao evento Hermano Vianna, Maria Lúcia Burke, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Bracher, Carola Saavedra, Ronaldo Correia de Brito, Patricia Melo, Alberto da Costa e Silva, Angela Alonso e Reinaldo Moraes.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u739140.shtml
da Reportagem Loca
A escritora chilena Isabel Allende confirmou presença na 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 4 e 8 de agosto.
Com 18 livros publicados e traduzida em mais de 30 idiomas, Allende participará de conversa com o jornalista Humberto Werneck, na qual apresentará seu novo livro, "A Ilha sob o Mar", que tem lançamento pela editora Bertrand Brasil.
Confirmados
Além de Allende, confirmaram presença na Flip o irlandês Colum McCann, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi, a cubana Wendy Guerra, os ingleses Terry Eagleton, William Boyd e Peter Burke e os americanos Robert Crumb, Lou Reed, Benjamin Moser, Robert Darnton, Lionel Shriver, William Kennedy e Gilbert Shelton.
Entre os brasileiros, devem comparecer ao evento Hermano Vianna, Maria Lúcia Burke, Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Bracher, Carola Saavedra, Ronaldo Correia de Brito, Patricia Melo, Alberto da Costa e Silva, Angela Alonso e Reinaldo Moraes.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u739140.shtml
sexta-feira, 21 de maio de 2010
VIDA ARTIFICIAL OU MORTE ARTIFICIAL?
Tão genial como cientista quantotrapalhão na política, Einstein
foi o pai da bomba atômica.
Dos grandes jornais brasileiros, só dois manchetearam a nova façanha científica: Folha de S.Paulo ("Ciência cria primeira célula sintética") e O Globo ("Criada vida artificial").
Provocadora como sempre, a Folha fez constar em sua capa uma afirmação para melindrar os leitores mais devotos:
É como um robô que conseguíssemos programar para multiplicar-se em outros robôs idênticos, indefinidamente.
E, claro, doravante o processo será estendido a organismos cada vez menos simples.
Venter imagina que já em 2011 tenhamos vacinas de gripe feitas de células sintéticas.
Prevê-se também a criação, entre outras aplicações, de bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos; p. ex., que produzam combustíveis ou que sequestrem gás carbônico do ar.
Mas, os cientistas costumam ser tão brilhantes em suas especialidades quanto ingênuos em relação a todo o resto. Einstein que o diga: convenceu Roosevelt a iniciar o projeto atômico, pensando que serviria apenas para conter Hitler.
Basta lermos o noticiário com atenção para cair a ficha. Abriram-se as mais vastas e inquietantes perspectivas para o desenvolvimento de armas biológicas, que tendem agora a tornar-se ainda mais devastadoras do que as nucleares.
De imediato, preocupa a possibilidade de que alguma dessas criações experimentais, inacabadas, escape do laboratório e passe a atuar livremente, quando então se conheceriam os efeitos nocivos não previstos.
Como até os trash movies podem antecipar a vida, seria algo próximo daquela aranha turbinada para crescer que foge do laboratório no filme Tarântula (1955, dirigido por Jack Arnold) e vai atingindo proporções descomunais -- com a diferença de que gigantesca seria a profusão de aranhas microscópicas em contínua replicação. Algo muito mais letal do que uma única criatura monstruosa.
A ficção foi atualizada pelo novelista Stephen King em A Dança da Morte (1978), sobre uma arma biológica que sai do controle e extermina quase toda a humanidade.
Falta, talvez, um livro e/ou filme sobre uma arma biológica que seja utilizada premeditadamente contra determinada população e acabe atingindo universo bem mais amplo.
Foi a hipótese fantasiosa que andou circulando sobre a aids: a de que teria sido criação de algum Dr. Silvana imperialista, para exterminar africanos.
De qualquer forma, temos mais é de pôr as barbas de molho: a energia nuclear também foi anunciada como solução energética, mas veio primeiro a utilização bélica e ela virou, isto sim, um enorme problema.
Tanto que a espécie humana esteve a um passo da extinção em 1962, quando da crise dos mísseis cubanos.
Provocadora como sempre, a Folha fez constar em sua capa uma afirmação para melindrar os leitores mais devotos:
"Os estudos, feitos por 15 anos, provam que a vida não precisa de força especial para existir".O próprio líder da equipe de pesquisadores, Craig Venter, insinuou ter desalojado Deus:
"Essa é a primeira criatura do planeta, uma espécie que pode se replicar, cujo pai é um computador".Talvez a melhor explicação do que realmente houve seja a do jornalista Marcelo Leite, da Folha:
"Embora Craig Venter tenha anunciado a primeira 'célula sintética', na realidade seu grupo não criou um organismo a partir do zero. Ele provou que é capaz de recriar e fazer funcionar um organismo ultrassimples apagando seu software biológico e enxertando outro muito parecido".O certo é que o tal organismo ultrassimples, engendrado pela combinação do que já existia com o toque do dedo do homem (no teclado do computador), passa a replicar-se por si próprio.
É como um robô que conseguíssemos programar para multiplicar-se em outros robôs idênticos, indefinidamente.
E, claro, doravante o processo será estendido a organismos cada vez menos simples.
Venter imagina que já em 2011 tenhamos vacinas de gripe feitas de células sintéticas.
Prevê-se também a criação, entre outras aplicações, de bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos; p. ex., que produzam combustíveis ou que sequestrem gás carbônico do ar.
Mas, os cientistas costumam ser tão brilhantes em suas especialidades quanto ingênuos em relação a todo o resto. Einstein que o diga: convenceu Roosevelt a iniciar o projeto atômico, pensando que serviria apenas para conter Hitler.
Basta lermos o noticiário com atenção para cair a ficha. Abriram-se as mais vastas e inquietantes perspectivas para o desenvolvimento de armas biológicas, que tendem agora a tornar-se ainda mais devastadoras do que as nucleares.
De imediato, preocupa a possibilidade de que alguma dessas criações experimentais, inacabadas, escape do laboratório e passe a atuar livremente, quando então se conheceriam os efeitos nocivos não previstos.
Como até os trash movies podem antecipar a vida, seria algo próximo daquela aranha turbinada para crescer que foge do laboratório no filme Tarântula (1955, dirigido por Jack Arnold) e vai atingindo proporções descomunais -- com a diferença de que gigantesca seria a profusão de aranhas microscópicas em contínua replicação. Algo muito mais letal do que uma única criatura monstruosa.
A ficção foi atualizada pelo novelista Stephen King em A Dança da Morte (1978), sobre uma arma biológica que sai do controle e extermina quase toda a humanidade.
Falta, talvez, um livro e/ou filme sobre uma arma biológica que seja utilizada premeditadamente contra determinada população e acabe atingindo universo bem mais amplo.
Foi a hipótese fantasiosa que andou circulando sobre a aids: a de que teria sido criação de algum Dr. Silvana imperialista, para exterminar africanos.
De qualquer forma, temos mais é de pôr as barbas de molho: a energia nuclear também foi anunciada como solução energética, mas veio primeiro a utilização bélica e ela virou, isto sim, um enorme problema.
Tanto que a espécie humana esteve a um passo da extinção em 1962, quando da crise dos mísseis cubanos.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
AFINIDADE - Marcelo Roque
Com a palavra me deito,
me levanto;
com ela faço amor
Em sua companhia me sento à mesa,
e nos fartamos,
de tudo aquilo que nos sobra
e nos é escasso
Juntos, conhecemos outros mundos,
outras línguas,
outros tempos
Conheço mais a mim mesmo,
e mais ainda, me desconheço
Somos assim, tão íntimos,
a ponto de misturar nossas roupas nas gavetas,
de calçar um, o sapato do outro,
e de tomarmos o mesmo banho
E tamanha é a nossa afinidade,
que somos até mesmo capazes de chegar ao extremo
de amar a mesma pessoa
Marcelo Roque
me levanto;
com ela faço amor
Em sua companhia me sento à mesa,
e nos fartamos,
de tudo aquilo que nos sobra
e nos é escasso
Juntos, conhecemos outros mundos,
outras línguas,
outros tempos
Conheço mais a mim mesmo,
e mais ainda, me desconheço
Somos assim, tão íntimos,
a ponto de misturar nossas roupas nas gavetas,
de calçar um, o sapato do outro,
e de tomarmos o mesmo banho
E tamanha é a nossa afinidade,
que somos até mesmo capazes de chegar ao extremo
de amar a mesma pessoa
Marcelo Roque
Chile e Itália: Prisão Perpétua e Extradição

Carlos Alberto Lungarzo
Anistia Internacional (USA) – 2152711
O caso Battisti estimulou a polêmica, geralmente evitada, sobre a crueldade prisional de alguns países desenvolvidos, como a Itália, Israel e os Estados Unidos. Este problema preocupou os humanistas do século 20, como Jean-Paul Sartre e outros intelectuais da contracultura. Michel Foucault lhe dedicou sua militância concreta e vários livros. Num nível mais científico e racional, várias escolas de sociologia na Europa e nos Estados Unidos questionaram a legitimidade do direito de punir.
Lembro isto, porque a agência EFE acaba de anunciar que o Chile confirmou a prisão perpétua de Mauricio Hernández Norambuena, um dos sequestradores do publicitário brasileiro Washington Olivetto em 2001. Essa condenação não foi imposta por causa daquele sequestro, mas por dois fatos que aconteceram no Chile: outro sequestro (um magnata do jornalismo e agente da CIA) e o pretenso planejamento do homicídio de um jurista católico devotado a justificar legalmente o terrorismo de estado de Pinochet.
Pela mesma EFE soube, ao mesmo tempo, que Regivaldo Pereira Galvão, condenado a 30 anos de prisão por ser mandante do assassinato de Dorothy Stang em 2005, ganhou liberdade provisória, porque o Tribunal do Estado de Pará diz que ele possui domicílio conhecido e atividade lícita (!), podendo, então, recorrer em liberdade.
No Brasil, Norambuena foi condenado a 30 anos de prisão, que está cumprindo na prisão de Catanduvas (PR), num regime de extrema violação dos DH. Enquanto ele foi punido no Brasil pelo sequestro local (e não pelos delitos no Chile), Galvão é autor de um crime vinculado com genocídio. Eu sei que não existe genus de uma pessoa só, mas o caso da irmã Dorothy não está isolado, pois faz parte do planejamento de extermínio de camponeses montado pelos ruralistas, e já cobrou centenas de vítimas (Chico Mendes, as de Carajás, e muitas outras menos conhecidas).
Todos os crimes são igualmente graves? Se for assim, poderia simplificar-se o sistema legal-judicial, e fixar uma pena para todas as infrações, desde briga de rua até assassinato em massa? Estou oferecendo esta dica aos candidatos nas próximas eleições.
Neste artigo, quero fazer uma breve colocação fusionando dois problemas, que, apesar de ter implicações diferentes, estão relacionados pelo caso Norambuena.
' A parcialidade das condenações aplicadas no Brasil, de acordo com os interesses das elites na punição.
' A diferente atitude do Chile e da Itália no caso de extradição, comparando o caso de Norambuena com o de Cesare Battisti.
O Crime no Brasil
Em 2001, Norambuena e outros 5 estrangeiros sequestraram o publicitário W. Olivetto, e o mantiveram durante 53 dias em cativeiro, com o objetivo de resgate (v). Não foram denunciados tratos cruéis, além da privação da liberdade.
Ninguém precisa explicar como os sequestros são angustiantes para a vítima e os familiares. Todos nós imaginamos isso e também sabemos que alguns deles acabam em morte. Entretanto, uma pessoa não pode ser punida pelo crime que eventualmente teria cometido se aquele que cometeu fosse diferente. Isto é fazer direito-ficção. De fato, ninguém morreu nem foi ferido nesse sequestro.
Os ativistas de DH não somos unânimes sobre o uso da violência, e em nossas ONGs há várias tendências. Eu, pessoalmente, entendo que só é válida a violência defensiva, mesmo quando vai além da “reação imediata”, condição prevista em algumas fontes do direito internacional. Por exemplo, o sequestro do embaixador americano no Brasil tinha por objetivo a liberdade de ativistas políticos que estavam sendo torturados. Tratava-se de uma violência defensiva, não letal, de luta contra uma ditadura, e alvo do sequestro, que era um culpável direto dos crimes da ditadura, não sofreu danos especiais.
Numa sociedade dominada por uma ditadura sangrenta, os grupos de resistência podem atuar como substitutos dos corruptos e truculentos sistemas de polícia e de justiça do sistema, sem que isto gere uma tendência perversa de “fazer justiça por contra própria”. Se toda resistência violenta fosse considera “hedionda”, os milhões de resistentes contra o nazismo deveriam ter sido julgados e condenados por terrorismo!
Entretanto, o sequestro do publicitário não foi defensivo, e deve ser considerado um delito comum, não associado a um objetivo político claro, já que a vítima não tinha relação com as ditaduras, e o Chile era governado agora por uma semidemocracia. Então, era justo aplicar alguma forma de punição.
O TJ de São Paulo, citado várias vezes nos relatórios de Anistia Internacional como protetor de terroristas de estado, e realizador das vinganças dos poderosos, tinha inicialmente sentenciado os 6 membros do grupo a 16 anos de cadeia, mas posteriormente mudou a condenação para 30 anos. Informações oficiosas da época mencionam a “pressão” (moral?) para conseguir uma retaliação à altura da relevância social da vítima. A condenação se baseia somente no delito de sequestro.
Atualmente, existem algumas denúncias, que as ONGs de Direitos Humanos não parecem ter visto, sobre os atos de sadismo usados no RDD, o Regime Disciplinar Diferenciado, ou, dito mais claramente, o sistema oficial de tomento psicológico para provocar danos irreversíveis no réu. Os organismos oficiais e paraoficiais ditos “de DH” foram criados na para conter as demandas dos autênticos ativistas; não causa surpresa, então, sua indiferença. Mas, preocupa que os movimentos independentes pareçam indiferentes.
No caso de Norambuena, sua família tem denunciado que as condições sub-humanas da reclusão o estão conduzindo a um estado limite de crise psicológica.
Além disso, o sistema judicial-prisional não está cumprindo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de transferir os sequestradores de Olivetto para regime semiaberto a partir de 2007 (v). Seja ou não justa a condenação inicial, o concreto é que em outubro de 2005, a 6ª turma do STJ concedeu o benefício da progressão. Isto foi uma aceitação do argumento de um dos ministros, Júlio Neves, de que a lei de crimes hediondos era anti-constituicional.
Então, vejamos a situação de maneira esquemática:
Caso Norambuena:
Quem é: Ex militante político de esquerda. Ações famosas: projeto de alto risco para derrubar a ditadura de Pinochet no Chile.
Crime no Brasil: Sequestro por 53 dias sem lesões nem mortes.
Vítima: Um alto representante do empresariado nacional.
Condenação: Máxima. Trinta anos de prisão sem recurso em RDD.
Caso Pereira Galvão:
Quem é: Membro de um grupo ruralista empenhado no massacre de ativistas sociais.
Crime no Brasil: Mandante de assassinato premeditado com requintes de violência.
Vítima: Uma ativista estrangeira pelos direitos dos camponeses.
Condenação: Trinta anos de prisão com direito de recorrer em liberdade.
Podemos estar em contra ou a favor desta situação, mas ninguém pode refutar um fato objetivo: nossa justiça se mantém (embora em menos de 100% dos casos) numa espécie de direito censitário e na punição como vingança social.
O Chile e a Itália: Duas Atitudes
Num artigo de hoje, Celso Lungaretti (v), compara a sinceridade dos poderes públicos chilenos (que tornaram pública a sentença a prisão perpétua de Norambuena), com a tortuosidade dos italianos, que quiseram convencer o Brasil de que fariam um “desconto” à condenação de Battisti, reduzindo a prisão perpétua para 26 anos.
O ministro da justiça italiano, encarado pelo clube de familiares das “chamadas vítimas da subversão” (na maioria dos casos, repressores que morreram em troca de fogo com resistentes), tranquilizou os reclamantes, lhes garantiu que Battisti cumpriria prisão até o último instante de sua vida, e até se permitiu reconhecer que estava enganando as autoridades brasileiras com o objetivo de acelerar a extradição.
Lungaretti cita a Dalmo Dallari, que tocou no ponto sensível da questão, ao lembrar que a condena de Battisti tinha transitado totalmente na justiça, e que o governo italiano não podia alterar a decisão judicial por respeito à divisão de poderes. Por sua vez, a própria justiça não poderia reabrir o caso. A única possibilidade seria que, em algum momento de sua prisão, o réu fosse indultado. Esta hipótese, provável ou não, nunca pode ser exigida num convênio sério sobre entrega de extraditandos, porque seu cumprimento depende de fatores imprevisíveis num futuro talvez remoto.
Esta observação realça ainda a lisura de Chile. Se este país quisesse obter a extradição e, para tanto, decidisse enganar o Brasil, poderia ter evitado que se aplicasse uma condenação a prisão perpétua, e se teria cingido aos 30 anos aplicados no Brasil. Lungaretti está certo ao reconhecer na justiça chilena certo sentido ético do qual carece a italiana. Entretanto, esta transparência não deve criar ilusões muito exageradas sobre a equanimidade do sistema jurídico de nosso vizinho.
A prisão perpétua é uma punição atroz, que depois de 20 anos de governos democráticos (mesmo que sejam precários e condicionados pelo aparelho militar-policial), Chile deveria ter derrogado. Deve lembrar-se que o avanço do humanismo judicial no Chile é lento. O país se tornou abolicionista da pena de morte só em 2001, e ainda hoje é (como também o Brasil) retencionista para casos de crimes de guerra. Aliás, a última execução aconteceu há apenas 25 anos.
No caso específico de Norambuena, o Chile tem o direito de considerar a morte de Jaime Guzmán como um homicídio planejado, mas não deve esquecer sua componente política. Guzmán era o artífice jurídico do modelo neofascista de Pinochet. Além disso, o sequestro de Cristian Edwards em 1991, embora fosse injustificado, não produziu danos perceptíveis na vítima, salvo, como em todos os sequestrados ou prisioneiros, medo, apreensão e insegurança.
O sequestro de Edwards foi um crime comum, mas ele não pode ser reprimido com prisão perpétua. Ou, então, qual é a condenação que se aplicaria a um assassino serial ou massivo? Parece que estamos na hipótese de que todos os crimes são equivalentes, à qual me referi no começo deste artigo.
Além disso, a condenação tem de considerar quanto risco representa o réu para a segurança da sociedade. Norambuena deixou, quase com certeza, de constituir uma ameaça para a comunidade chilena. Finalmente, o sistema democrático, que até a eleição recente de Piñera, esteve gerido por uma aliança que se considerava, com certo otimismo, de centro-esquerda, ignora os serviços prestados por Norambuena na luta contra Pinochet. Com efeito, Norambuena planejou um ataque, com enorme risco para sua própria vida, para neutralizar o sinistro ditador (v). O ataque falou, mas foi o único grande projeto para acabar com a ditadura, enquanto democratas cristãos e ex membros da Unidade Popular esmolavam (mais decorosamente que no Brasil, isso é verdade) por uma abertura democrática.
Anistia Internacional (USA) – 2152711
O caso Battisti estimulou a polêmica, geralmente evitada, sobre a crueldade prisional de alguns países desenvolvidos, como a Itália, Israel e os Estados Unidos. Este problema preocupou os humanistas do século 20, como Jean-Paul Sartre e outros intelectuais da contracultura. Michel Foucault lhe dedicou sua militância concreta e vários livros. Num nível mais científico e racional, várias escolas de sociologia na Europa e nos Estados Unidos questionaram a legitimidade do direito de punir.
Lembro isto, porque a agência EFE acaba de anunciar que o Chile confirmou a prisão perpétua de Mauricio Hernández Norambuena, um dos sequestradores do publicitário brasileiro Washington Olivetto em 2001. Essa condenação não foi imposta por causa daquele sequestro, mas por dois fatos que aconteceram no Chile: outro sequestro (um magnata do jornalismo e agente da CIA) e o pretenso planejamento do homicídio de um jurista católico devotado a justificar legalmente o terrorismo de estado de Pinochet.
Pela mesma EFE soube, ao mesmo tempo, que Regivaldo Pereira Galvão, condenado a 30 anos de prisão por ser mandante do assassinato de Dorothy Stang em 2005, ganhou liberdade provisória, porque o Tribunal do Estado de Pará diz que ele possui domicílio conhecido e atividade lícita (!), podendo, então, recorrer em liberdade.
No Brasil, Norambuena foi condenado a 30 anos de prisão, que está cumprindo na prisão de Catanduvas (PR), num regime de extrema violação dos DH. Enquanto ele foi punido no Brasil pelo sequestro local (e não pelos delitos no Chile), Galvão é autor de um crime vinculado com genocídio. Eu sei que não existe genus de uma pessoa só, mas o caso da irmã Dorothy não está isolado, pois faz parte do planejamento de extermínio de camponeses montado pelos ruralistas, e já cobrou centenas de vítimas (Chico Mendes, as de Carajás, e muitas outras menos conhecidas).
Todos os crimes são igualmente graves? Se for assim, poderia simplificar-se o sistema legal-judicial, e fixar uma pena para todas as infrações, desde briga de rua até assassinato em massa? Estou oferecendo esta dica aos candidatos nas próximas eleições.
Neste artigo, quero fazer uma breve colocação fusionando dois problemas, que, apesar de ter implicações diferentes, estão relacionados pelo caso Norambuena.
' A parcialidade das condenações aplicadas no Brasil, de acordo com os interesses das elites na punição.
' A diferente atitude do Chile e da Itália no caso de extradição, comparando o caso de Norambuena com o de Cesare Battisti.
O Crime no Brasil
Em 2001, Norambuena e outros 5 estrangeiros sequestraram o publicitário W. Olivetto, e o mantiveram durante 53 dias em cativeiro, com o objetivo de resgate (v). Não foram denunciados tratos cruéis, além da privação da liberdade.
Ninguém precisa explicar como os sequestros são angustiantes para a vítima e os familiares. Todos nós imaginamos isso e também sabemos que alguns deles acabam em morte. Entretanto, uma pessoa não pode ser punida pelo crime que eventualmente teria cometido se aquele que cometeu fosse diferente. Isto é fazer direito-ficção. De fato, ninguém morreu nem foi ferido nesse sequestro.
Os ativistas de DH não somos unânimes sobre o uso da violência, e em nossas ONGs há várias tendências. Eu, pessoalmente, entendo que só é válida a violência defensiva, mesmo quando vai além da “reação imediata”, condição prevista em algumas fontes do direito internacional. Por exemplo, o sequestro do embaixador americano no Brasil tinha por objetivo a liberdade de ativistas políticos que estavam sendo torturados. Tratava-se de uma violência defensiva, não letal, de luta contra uma ditadura, e alvo do sequestro, que era um culpável direto dos crimes da ditadura, não sofreu danos especiais.
Numa sociedade dominada por uma ditadura sangrenta, os grupos de resistência podem atuar como substitutos dos corruptos e truculentos sistemas de polícia e de justiça do sistema, sem que isto gere uma tendência perversa de “fazer justiça por contra própria”. Se toda resistência violenta fosse considera “hedionda”, os milhões de resistentes contra o nazismo deveriam ter sido julgados e condenados por terrorismo!
Entretanto, o sequestro do publicitário não foi defensivo, e deve ser considerado um delito comum, não associado a um objetivo político claro, já que a vítima não tinha relação com as ditaduras, e o Chile era governado agora por uma semidemocracia. Então, era justo aplicar alguma forma de punição.
O TJ de São Paulo, citado várias vezes nos relatórios de Anistia Internacional como protetor de terroristas de estado, e realizador das vinganças dos poderosos, tinha inicialmente sentenciado os 6 membros do grupo a 16 anos de cadeia, mas posteriormente mudou a condenação para 30 anos. Informações oficiosas da época mencionam a “pressão” (moral?) para conseguir uma retaliação à altura da relevância social da vítima. A condenação se baseia somente no delito de sequestro.
Atualmente, existem algumas denúncias, que as ONGs de Direitos Humanos não parecem ter visto, sobre os atos de sadismo usados no RDD, o Regime Disciplinar Diferenciado, ou, dito mais claramente, o sistema oficial de tomento psicológico para provocar danos irreversíveis no réu. Os organismos oficiais e paraoficiais ditos “de DH” foram criados na para conter as demandas dos autênticos ativistas; não causa surpresa, então, sua indiferença. Mas, preocupa que os movimentos independentes pareçam indiferentes.
No caso de Norambuena, sua família tem denunciado que as condições sub-humanas da reclusão o estão conduzindo a um estado limite de crise psicológica.
Além disso, o sistema judicial-prisional não está cumprindo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de transferir os sequestradores de Olivetto para regime semiaberto a partir de 2007 (v). Seja ou não justa a condenação inicial, o concreto é que em outubro de 2005, a 6ª turma do STJ concedeu o benefício da progressão. Isto foi uma aceitação do argumento de um dos ministros, Júlio Neves, de que a lei de crimes hediondos era anti-constituicional.
Então, vejamos a situação de maneira esquemática:
Caso Norambuena:
Quem é: Ex militante político de esquerda. Ações famosas: projeto de alto risco para derrubar a ditadura de Pinochet no Chile.
Crime no Brasil: Sequestro por 53 dias sem lesões nem mortes.
Vítima: Um alto representante do empresariado nacional.
Condenação: Máxima. Trinta anos de prisão sem recurso em RDD.
Caso Pereira Galvão:
Quem é: Membro de um grupo ruralista empenhado no massacre de ativistas sociais.
Crime no Brasil: Mandante de assassinato premeditado com requintes de violência.
Vítima: Uma ativista estrangeira pelos direitos dos camponeses.
Condenação: Trinta anos de prisão com direito de recorrer em liberdade.
Podemos estar em contra ou a favor desta situação, mas ninguém pode refutar um fato objetivo: nossa justiça se mantém (embora em menos de 100% dos casos) numa espécie de direito censitário e na punição como vingança social.
O Chile e a Itália: Duas Atitudes
Num artigo de hoje, Celso Lungaretti (v), compara a sinceridade dos poderes públicos chilenos (que tornaram pública a sentença a prisão perpétua de Norambuena), com a tortuosidade dos italianos, que quiseram convencer o Brasil de que fariam um “desconto” à condenação de Battisti, reduzindo a prisão perpétua para 26 anos.
O ministro da justiça italiano, encarado pelo clube de familiares das “chamadas vítimas da subversão” (na maioria dos casos, repressores que morreram em troca de fogo com resistentes), tranquilizou os reclamantes, lhes garantiu que Battisti cumpriria prisão até o último instante de sua vida, e até se permitiu reconhecer que estava enganando as autoridades brasileiras com o objetivo de acelerar a extradição.
Lungaretti cita a Dalmo Dallari, que tocou no ponto sensível da questão, ao lembrar que a condena de Battisti tinha transitado totalmente na justiça, e que o governo italiano não podia alterar a decisão judicial por respeito à divisão de poderes. Por sua vez, a própria justiça não poderia reabrir o caso. A única possibilidade seria que, em algum momento de sua prisão, o réu fosse indultado. Esta hipótese, provável ou não, nunca pode ser exigida num convênio sério sobre entrega de extraditandos, porque seu cumprimento depende de fatores imprevisíveis num futuro talvez remoto.
Esta observação realça ainda a lisura de Chile. Se este país quisesse obter a extradição e, para tanto, decidisse enganar o Brasil, poderia ter evitado que se aplicasse uma condenação a prisão perpétua, e se teria cingido aos 30 anos aplicados no Brasil. Lungaretti está certo ao reconhecer na justiça chilena certo sentido ético do qual carece a italiana. Entretanto, esta transparência não deve criar ilusões muito exageradas sobre a equanimidade do sistema jurídico de nosso vizinho.
A prisão perpétua é uma punição atroz, que depois de 20 anos de governos democráticos (mesmo que sejam precários e condicionados pelo aparelho militar-policial), Chile deveria ter derrogado. Deve lembrar-se que o avanço do humanismo judicial no Chile é lento. O país se tornou abolicionista da pena de morte só em 2001, e ainda hoje é (como também o Brasil) retencionista para casos de crimes de guerra. Aliás, a última execução aconteceu há apenas 25 anos.
No caso específico de Norambuena, o Chile tem o direito de considerar a morte de Jaime Guzmán como um homicídio planejado, mas não deve esquecer sua componente política. Guzmán era o artífice jurídico do modelo neofascista de Pinochet. Além disso, o sequestro de Cristian Edwards em 1991, embora fosse injustificado, não produziu danos perceptíveis na vítima, salvo, como em todos os sequestrados ou prisioneiros, medo, apreensão e insegurança.
O sequestro de Edwards foi um crime comum, mas ele não pode ser reprimido com prisão perpétua. Ou, então, qual é a condenação que se aplicaria a um assassino serial ou massivo? Parece que estamos na hipótese de que todos os crimes são equivalentes, à qual me referi no começo deste artigo.
Além disso, a condenação tem de considerar quanto risco representa o réu para a segurança da sociedade. Norambuena deixou, quase com certeza, de constituir uma ameaça para a comunidade chilena. Finalmente, o sistema democrático, que até a eleição recente de Piñera, esteve gerido por uma aliança que se considerava, com certo otimismo, de centro-esquerda, ignora os serviços prestados por Norambuena na luta contra Pinochet. Com efeito, Norambuena planejou um ataque, com enorme risco para sua própria vida, para neutralizar o sinistro ditador (v). O ataque falou, mas foi o único grande projeto para acabar com a ditadura, enquanto democratas cristãos e ex membros da Unidade Popular esmolavam (mais decorosamente que no Brasil, isso é verdade) por uma abertura democrática.
DA DERRUBADA DAS GRADES À DERRUBADA DAS PAREDES
Horário: 26 maio 2010 de 15:00 a 17:00
Local: UMAPAZ - Univ. Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz
Situada em bairro de alta heterogeneidade social e cultural, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima teve, ao longo dos anos, o privilégio de receber também uma clientela heterogênea e múltipla, apresentando problemas centrais de indisciplina, alto índice de falta dos alunos e aulas vagas, devido à elevada ausência de professores.
Para reverter esse quadro, a pedido do Conselho de Escola, a psicóloga Rosely Sayão formulou e apresentou, em setembro de 2003, uma proposta de assessoria, no sentido de se ir implantando, na Amorim Lima, dispositivos inspirados no Projeto Fazer a Ponte, Escola Portuguesa.
No dia 26 de maio, às 15h, a UMAPAZ receberá a pedagoga e diretora da EMEF Amorim Lima para falar sobre essa experiência, abordando as bases conceituais da aprendizagem, do currículo e dos valores que fundamentam o projeto ali implantado.
___________________________________________
Palestra – “Da derrubada das grades à derruba das paredes”
Palestrante: Ana Elisa Siqueira
Coordenação: Shirley Dayse Gomes Pellicciari
Público focalizado: educadores, pedagogos, professores, psicopedagogos, psicólogos e profissionais da educação.
Participação gratuita
Não é preciso se inscrever. Pedimos chegar com 15 minutos de antecedência.
http://romanticos-conspiradores.ning.com/events/event/show?id=2765393%3AEvent%3A19010&xg_source=msg_invite_event
Local: UMAPAZ - Univ. Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz
Situada em bairro de alta heterogeneidade social e cultural, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima teve, ao longo dos anos, o privilégio de receber também uma clientela heterogênea e múltipla, apresentando problemas centrais de indisciplina, alto índice de falta dos alunos e aulas vagas, devido à elevada ausência de professores.
Para reverter esse quadro, a pedido do Conselho de Escola, a psicóloga Rosely Sayão formulou e apresentou, em setembro de 2003, uma proposta de assessoria, no sentido de se ir implantando, na Amorim Lima, dispositivos inspirados no Projeto Fazer a Ponte, Escola Portuguesa.
No dia 26 de maio, às 15h, a UMAPAZ receberá a pedagoga e diretora da EMEF Amorim Lima para falar sobre essa experiência, abordando as bases conceituais da aprendizagem, do currículo e dos valores que fundamentam o projeto ali implantado.
___________________________________________
Palestra – “Da derrubada das grades à derruba das paredes”
Palestrante: Ana Elisa Siqueira
Coordenação: Shirley Dayse Gomes Pellicciari
Público focalizado: educadores, pedagogos, professores, psicopedagogos, psicólogos e profissionais da educação.
Participação gratuita
Não é preciso se inscrever. Pedimos chegar com 15 minutos de antecedência.
http://romanticos-conspiradores.ning.com/events/event/show?id=2765393%3AEvent%3A19010&xg_source=msg_invite_event
22 de maio: Mundo celebra a biodiversidade
No Brasil, Rede Virtual e 15 jardins zoológicos puxam as festividades
Para essa turminha, conhecer a diversidade da vida, ou biodiversidade, é também divertido: As
crianças que chegam ao Zoo são convidadas a fazer e se transformar na biodiversidade brasileira.
Capivaras, onças, lobos-guarás, saguis, tamanduás, quatis, urubus-reis, papagaios, gaviões reais e
corujas. Vestidinhas com máscaras dos bichos de nossa fauna, que elas mesmas montaram, elas
aprendem sobre seus hábitos, curiosidades e desafios para a conservação. No dia 22 de maio,
sábado, essa cena se repetirá em 15 jardins zoológicos espalhados pelo Brasil e no jardim botânico
de Manaus com cerca de 20 mil crianças. As máscaras são do livro “Máscaras da fauna brasileira –
Faces para o ensino e divulgação da ecologia, etologia, zoologia e educação ambiental” de autoria de
Daniele Cristina de Souza e Antônio Fernandes Nascimento Júnior, ainda inédito.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, haverá caminhada pela biodiversidade e pelo clima no Parque
Trianon. As pessoas que passarão pela calçada em frente ao MASP no sábado de manhã serão
convidadas de forma criativa a uma aventura na floresta, que está logo ali, no Parque Trianon, onde
obras de arte e espécies da Mata Atlântica encantarão a todos.
Em Padre Bernardo, Goiás, as mulheres do grupo Sabor do Cerrado guiam convidados pelo Cerrado,
e ensinam como fazer a biodiversidade virar quitutes deliciosos.
Em comemoração ao Dia da Biodiversidade e do Dia da Mata Atlântica, o Ministério do Meio
Ambiente, em parceria com o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e a Rede
de ONGs da Mata Atlântica, e com apoio da GTZ e KfW, está organizando em São Paulo, SP, o
“Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica” para comemorar o Dia
Nacional da Mata Atlântica e o Dia Internacional da Biodiversidade.
E não pára por aí: na Internet, a Rede Dia da Biodiversidade 2010
(www.diadabiodiversidade.ning.com) reúne os internautas que pretendem celebrar a biodiversidade
das mais variadas formas, do plantio de mudas a rodas de histórias com estudantes, de eventos
acadêmicos a manifestações.
Em um país tão complexo e de grande porte como o Brasil, qualquer estratégia para celebrar o Dia
da Biodiversidade teria de ser distribuída pelos diferentes biomas, envolver diversos setores da
sociedade e ser vista por milhões de pessoas. A estratégia adotada combina eventos educativos e
culturais que valorizam a importância da biodiversidade, onde pode ser vista (jardins zoológicos,
jardins botânicos e parques) e Internet (tecnologias interativas de ferramentas da Web 2.0, como
redes sociais e blogs), chamando a atenção da mídia e, espera-se, TV e rádio. A promoção é uma
parceria do Ministério do Meio Ambiente, GTZ, KfW, governo alemão, Revista Geo Brasil, Fundo
Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, WWF-Brasil, Instituto Sociedade, População e Natureza –
ISPN, e Sociedade Zoológica Brasileira, com a participação importante de 15 jardins zoológicos
brasileiros, Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus e Movimento Aquecimento Global I Care.
Brasil: Mega e diverso
Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil representam quase a metade da América do Sul,
abrangem uma das maiores regiões tropicais costeiras do mundo, e seis biomas: florestas tropicais
úmidas predominam nos biomas Amazônia e Mata Atlântica; floresta seca é a vegetação original na
maioria do bioma Caatinga; savanas cobriam a maior parte do bioma Cerrado; as maiores áreas
úmidas do mundo estão no bioma Pantanal; e pradarias predominam na região mais meridional do
Brasil, no bioma Pampa. Em cada um desses biomas, o Brasil conta com índices recordes no número
de espécies. Estima-se que mais de 20% das espécies do mundo ocorrem no Brasil.
Infelizmente, muitas das espécies nativas do Brasil estão ameaçadas pela expansão da agricultura e
pastagens. Várias medidas foram tomadas para reduzir a taxa de perda de biodiversidade no país,
inclusive uma expansão recorde do sistema de áreas protegidas pelo governo federal e governos
estaduais, com apoio de ONGs, fundos e governos internacionais, como do governo da Alemanha.
Os resultados podem ser vistos, por exemplo, na grande redução da taxa de desmatamento na
Amazônia. No entanto, cerca de 190 milhões de pessoas buscam melhoria das condições
socioeconômicas e o país enfrenta o desafio de promover o desenvolvimento, mantendo (e sabendo
aproveitar) a imensa riqueza biológica e a riqueza associada a culturas e modos de vida tradicionais:
a sociodiversidade.
As maiores taxas de desmatamento ocorrem na Amazônia e no Cerrado, onde o conflito entre
desenvolvimento e conservação é mais sentido, e onde soluções criativas, que envolvem
conhecimentos tradicionais e biodiversidade, são mais comuns. No entanto, a maioria dos brasileiros
vive em áreas urbanas localizadas no bioma Mata Atlântica, onde restam apenas fragmentos
ameaçados da floresta.
O Ano Internacional da Biodiversidade: muito a ser feito ainda
2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e é também o ano em que vence uma das principais
metas da Convenção da Diversidade Biológica, assinada na Conferência sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento (Rio 92), de reduzir, significativamente, a extinção das espécies. A mesma meta
existe no âmbito dos Objetivos do Milênio. O Brasil fez, nos últimos anos, avanços significativos
quanto à conservação da natureza, mas a perda da biodiversidade continua e essa riqueza continua
pouco aproveitada pelo país. Este é o ano de fazer uma avaliação sobre o sucesso das políticas de
conservação, uso sustentável e geração e distribuição dos benefícios da biodiversidade, no Brasil e
no mundo, e educar a sociedade sobre o valor da biodiversidade.
Serviço
Dia da Biodiversidade no Zoo - 22 de maio em 15 Zoológicos brasileiros. Veja a lista: Zoológico de
Bauru – SP, Zoológico de Brasília – DF, Zoológico Tropical Hotel de Manaus – AM, Zoológico de Ilha
Solteira - SP, Zoológico de São Bernardo do Campo - SP, Zoológico de Belo Horizonte – MG,
Zoológico de Porto Alegre – RS, Parque Cyro Gevaerd / Zoo de Balneário Camboriu – SC, Zoológico
de Curitiba – PR, Parque Zoológico Mangal das Garças – PA, Gramado – RS, Zoológico de João Pessoa
– PB, Zoológico de Recife – PB, Parque Ambiental Chico Mendes – ACRE e Zoológico de São Carlos –
SP. Confira a programação em cada zoo. As atividades podem ocorrer só no dia 22, ou se prolongar
por mais dias. Alguns zoos estão abrindo para escolas. Outros estão adicionando atividades culturais.
Além dessas atividades, o Zoológico de Brasília e o Zoológico de Frankfurt/Main, Alemanha,
aproveitam o grande dia da Biodiversidade para estreitar sua cooperação: os diretores dos dois zoos
assinarão um termo de parceria promovendo o intercambio científico e em educação ambiental para
a conservação da biodiversidade.
Qual a biodiversidade do Jardim Botânico de Manaus? O Jardim Botânico Adolpho Ducke de
Manaus realizará no dia 22 de maio uma mostra da biodiversidade encontrada na Reserva Ducke.
Além das máscaras, haverá uma diversidade de pesquisadores, incluindo especialistas em formigas,
sapos, pássaros, borboletas, outros invertebrados, lagartos, plantas, peixes e invertebrados
aquáticos, mamíferos, etc.
Biodiversidade na Paulista - Movimento Aquecimento Global I Care - 22 de maio - São Paulo.
Manifestação na Av. Paulista, em frente ao MASP, com passeio pelo Parque Trianon, das 10 às 13hs.
Evento Eco-Gastrômico no Cerrado - Dia 22 de maio - Padre Bernardo (GO) - 80 km de Brasília.
Passeio no Cerrado, preparação de alimentos e degustação com o grupo Sabor do Cerrado. Vagas
limitadas.
Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica dia 22 de maio de 2010, no
Auditório do Museu Afro Brasil, Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera em São
Paulo, SP. O Seminário será aberto pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Informações
Andreas Gettkant (GTZ) - Tel: 61 2028-2150 ou 2148 e E-mail: andreas.gettkant@gtz.de
Ronaldo Weigand Jr. (consultor) – Tel: 61 8166-6074 e E-mail: ronaldo@naveterra.net
Editora Escala - Julia Furquim - Tel.: 11 3855-2126 e E-mail: julia.furquim@escala.com.br
www.diadabiodiversidade.ning.com
Para essa turminha, conhecer a diversidade da vida, ou biodiversidade, é também divertido: As
crianças que chegam ao Zoo são convidadas a fazer e se transformar na biodiversidade brasileira.
Capivaras, onças, lobos-guarás, saguis, tamanduás, quatis, urubus-reis, papagaios, gaviões reais e
corujas. Vestidinhas com máscaras dos bichos de nossa fauna, que elas mesmas montaram, elas
aprendem sobre seus hábitos, curiosidades e desafios para a conservação. No dia 22 de maio,
sábado, essa cena se repetirá em 15 jardins zoológicos espalhados pelo Brasil e no jardim botânico
de Manaus com cerca de 20 mil crianças. As máscaras são do livro “Máscaras da fauna brasileira –
Faces para o ensino e divulgação da ecologia, etologia, zoologia e educação ambiental” de autoria de
Daniele Cristina de Souza e Antônio Fernandes Nascimento Júnior, ainda inédito.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, haverá caminhada pela biodiversidade e pelo clima no Parque
Trianon. As pessoas que passarão pela calçada em frente ao MASP no sábado de manhã serão
convidadas de forma criativa a uma aventura na floresta, que está logo ali, no Parque Trianon, onde
obras de arte e espécies da Mata Atlântica encantarão a todos.
Em Padre Bernardo, Goiás, as mulheres do grupo Sabor do Cerrado guiam convidados pelo Cerrado,
e ensinam como fazer a biodiversidade virar quitutes deliciosos.
Em comemoração ao Dia da Biodiversidade e do Dia da Mata Atlântica, o Ministério do Meio
Ambiente, em parceria com o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e a Rede
de ONGs da Mata Atlântica, e com apoio da GTZ e KfW, está organizando em São Paulo, SP, o
“Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica” para comemorar o Dia
Nacional da Mata Atlântica e o Dia Internacional da Biodiversidade.
E não pára por aí: na Internet, a Rede Dia da Biodiversidade 2010
(www.diadabiodiversidade.ning.com) reúne os internautas que pretendem celebrar a biodiversidade
das mais variadas formas, do plantio de mudas a rodas de histórias com estudantes, de eventos
acadêmicos a manifestações.
Em um país tão complexo e de grande porte como o Brasil, qualquer estratégia para celebrar o Dia
da Biodiversidade teria de ser distribuída pelos diferentes biomas, envolver diversos setores da
sociedade e ser vista por milhões de pessoas. A estratégia adotada combina eventos educativos e
culturais que valorizam a importância da biodiversidade, onde pode ser vista (jardins zoológicos,
jardins botânicos e parques) e Internet (tecnologias interativas de ferramentas da Web 2.0, como
redes sociais e blogs), chamando a atenção da mídia e, espera-se, TV e rádio. A promoção é uma
parceria do Ministério do Meio Ambiente, GTZ, KfW, governo alemão, Revista Geo Brasil, Fundo
Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, WWF-Brasil, Instituto Sociedade, População e Natureza –
ISPN, e Sociedade Zoológica Brasileira, com a participação importante de 15 jardins zoológicos
brasileiros, Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus e Movimento Aquecimento Global I Care.
Brasil: Mega e diverso
Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil representam quase a metade da América do Sul,
abrangem uma das maiores regiões tropicais costeiras do mundo, e seis biomas: florestas tropicais
úmidas predominam nos biomas Amazônia e Mata Atlântica; floresta seca é a vegetação original na
maioria do bioma Caatinga; savanas cobriam a maior parte do bioma Cerrado; as maiores áreas
úmidas do mundo estão no bioma Pantanal; e pradarias predominam na região mais meridional do
Brasil, no bioma Pampa. Em cada um desses biomas, o Brasil conta com índices recordes no número
de espécies. Estima-se que mais de 20% das espécies do mundo ocorrem no Brasil.
Infelizmente, muitas das espécies nativas do Brasil estão ameaçadas pela expansão da agricultura e
pastagens. Várias medidas foram tomadas para reduzir a taxa de perda de biodiversidade no país,
inclusive uma expansão recorde do sistema de áreas protegidas pelo governo federal e governos
estaduais, com apoio de ONGs, fundos e governos internacionais, como do governo da Alemanha.
Os resultados podem ser vistos, por exemplo, na grande redução da taxa de desmatamento na
Amazônia. No entanto, cerca de 190 milhões de pessoas buscam melhoria das condições
socioeconômicas e o país enfrenta o desafio de promover o desenvolvimento, mantendo (e sabendo
aproveitar) a imensa riqueza biológica e a riqueza associada a culturas e modos de vida tradicionais:
a sociodiversidade.
As maiores taxas de desmatamento ocorrem na Amazônia e no Cerrado, onde o conflito entre
desenvolvimento e conservação é mais sentido, e onde soluções criativas, que envolvem
conhecimentos tradicionais e biodiversidade, são mais comuns. No entanto, a maioria dos brasileiros
vive em áreas urbanas localizadas no bioma Mata Atlântica, onde restam apenas fragmentos
ameaçados da floresta.
O Ano Internacional da Biodiversidade: muito a ser feito ainda
2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e é também o ano em que vence uma das principais
metas da Convenção da Diversidade Biológica, assinada na Conferência sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento (Rio 92), de reduzir, significativamente, a extinção das espécies. A mesma meta
existe no âmbito dos Objetivos do Milênio. O Brasil fez, nos últimos anos, avanços significativos
quanto à conservação da natureza, mas a perda da biodiversidade continua e essa riqueza continua
pouco aproveitada pelo país. Este é o ano de fazer uma avaliação sobre o sucesso das políticas de
conservação, uso sustentável e geração e distribuição dos benefícios da biodiversidade, no Brasil e
no mundo, e educar a sociedade sobre o valor da biodiversidade.
Serviço
Dia da Biodiversidade no Zoo - 22 de maio em 15 Zoológicos brasileiros. Veja a lista: Zoológico de
Bauru – SP, Zoológico de Brasília – DF, Zoológico Tropical Hotel de Manaus – AM, Zoológico de Ilha
Solteira - SP, Zoológico de São Bernardo do Campo - SP, Zoológico de Belo Horizonte – MG,
Zoológico de Porto Alegre – RS, Parque Cyro Gevaerd / Zoo de Balneário Camboriu – SC, Zoológico
de Curitiba – PR, Parque Zoológico Mangal das Garças – PA, Gramado – RS, Zoológico de João Pessoa
– PB, Zoológico de Recife – PB, Parque Ambiental Chico Mendes – ACRE e Zoológico de São Carlos –
SP. Confira a programação em cada zoo. As atividades podem ocorrer só no dia 22, ou se prolongar
por mais dias. Alguns zoos estão abrindo para escolas. Outros estão adicionando atividades culturais.
Além dessas atividades, o Zoológico de Brasília e o Zoológico de Frankfurt/Main, Alemanha,
aproveitam o grande dia da Biodiversidade para estreitar sua cooperação: os diretores dos dois zoos
assinarão um termo de parceria promovendo o intercambio científico e em educação ambiental para
a conservação da biodiversidade.
Qual a biodiversidade do Jardim Botânico de Manaus? O Jardim Botânico Adolpho Ducke de
Manaus realizará no dia 22 de maio uma mostra da biodiversidade encontrada na Reserva Ducke.
Além das máscaras, haverá uma diversidade de pesquisadores, incluindo especialistas em formigas,
sapos, pássaros, borboletas, outros invertebrados, lagartos, plantas, peixes e invertebrados
aquáticos, mamíferos, etc.
Biodiversidade na Paulista - Movimento Aquecimento Global I Care - 22 de maio - São Paulo.
Manifestação na Av. Paulista, em frente ao MASP, com passeio pelo Parque Trianon, das 10 às 13hs.
Evento Eco-Gastrômico no Cerrado - Dia 22 de maio - Padre Bernardo (GO) - 80 km de Brasília.
Passeio no Cerrado, preparação de alimentos e degustação com o grupo Sabor do Cerrado. Vagas
limitadas.
Seminário sobre Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica dia 22 de maio de 2010, no
Auditório do Museu Afro Brasil, Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera em São
Paulo, SP. O Seminário será aberto pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Informações
Andreas Gettkant (GTZ) - Tel: 61 2028-2150 ou 2148 e E-mail: andreas.gettkant@gtz.de
Ronaldo Weigand Jr. (consultor) – Tel: 61 8166-6074 e E-mail: ronaldo@naveterra.net
Editora Escala - Julia Furquim - Tel.: 11 3855-2126 e E-mail: julia.furquim@escala.com.br
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EXTRADIÇÃO: CHILE JOGA LIMPO, A ITÁLIA TRAPACEIA
O nosso maior jurista vivo, Dalmo Dallari, já apontou como "obstáculo intransponível" à extradição do escritor Cesare Battisti o fato de que a promessa italiana de reduzir a pena de prisão perpétua a que ele está condenado para detenção de 30 anos, adequando-a à exigência brasileira, é impossível de ser cumprida:
"...a Constituição brasileira (...) dispõe que 'não haverá pena de caráter perpétuo'. Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo. A Constituição da Itália consagra a separação dos Poderes e assim como o presidente da República do Brasil está obrigado a obedecer a Constituição brasileira o mesmo se aplica ao governo da Itália, em relação à Constituição italiana".Trocando em miúdos, simplesmente não existe dispositivo legal que permita à Itália alterar uma sentença que já se tornou definitiva. Ponto final.
Mas, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, aceitou a promessa vazia italiana. E nem sequer levou em conta o fato de que o próprio ministro da Justiça daquele país, Clemente Mastella, admitiu o logro ao conversar com integrantes da Aiviter, organização que reúne parentes de reais ou supostas vítimas de ações armadas da esquerda nos anos de chumbo.
Encostado na parede por esses inimigos figadais dos ultras, Mastella confessou ter prometido às nossas autoridades que a pena máxima seria de 30 anos "apenas para acalmar os brasileiros, para que deixem de criar problemas e o extraditem de uma vez".
E foi além o boquirroto Mastella:
"O palhaço vai ficar na cadeia a vida toda. Eu falei isso apenas para f... os brasileiros".Peluso não leu nada disso? Ignora, candidamente, que a Itália tenta tornar o Brasil cúmplice do SEQUESTRO de Cesare Battisti, impondo-nos terrível humilhação? Que cada um tire suas conclusões.
O certo é que, enquanto os italianos tentam nos fazer de tolos, os chilenos agem com correção e transparência.
Pediram a extradição de Mauricio Hernández Norambuena, que está preso no Brasil por haver liderado o sequestro do publicitário Washington Olivetto em 2001.
Foram informados de que só obteriam a extradição caso a pena de Norambuena no Chile não ultrapassasse 30 anos.
Confirmaram nesta 4ª feira (19) sua condenação à prisão perpétua.
Ou seja, o Chile mantém a decisão de sua Justiça, mesmo que isto implique a impossibilidade de Norambuena cumprir a pena.
Mas, claro, a dignidade chilena é simplesmente inalcançável para os Berlusconis da vida.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
SP PODE REVERENCIAR MEMÓRIA DOS MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS
A data é aquela em que, no ano de 1990, foi aberta a vala do cemitério clandestino de Perus, um dos locais utilizados pela repressão da ditadura de 1964/85 para dar sumiço nos restos mortais dos resistentes que assassinava.
Na justificativa, Giannazi qualifica os desaparecimentos forçados de "forma covarde e violenta de repressão política na América Latina", onde mais de 90 mil pessoas tiveram tal destino. E depois entra no nosso caso:
"No Brasil, durante o período da ditadura militar, o número chega a quase 400 pessoas, dentre as mortas e as desaparecidas. A violência, que ainda hoje assusta o País, (...) tem raízes em nosso passado escravista e paga tributo às duas ditaduras do século 20. Jogar luz no período de sombras e abrir todas as informações sobre violações de Direitos Humanos ocorridas no último ciclo ditatorial são imperativos urgentes de uma nação que se pretende verdadeiramente democrática".O deputado do PSOL informa que colheu informações para orientar o seu projeto no site Mortos e Desaparecidos Políticos, organizado pelo Centro de Documentação Eremias Delizoicov e a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, cuja listagem de vítimas da ditadura militar contém os 379 nomes abaixo:
- Abelardo Rausch Alcântara
- Abílio Clemente Filho
- Aderval Alves Coqueiro
- Adriano Fonseca Filho
- Afonso Henrique Martins Saldanha
- Albertino José de Oliveira
- Alberto Aleixo
- Alceri Maria Gomes da Silva
- Aldo de Sá Brito Souza Neto
- Alex de Paula Xavier Pereira
- Alexander José Ibsen Voeroes
- Alexandre Vannucchi Leme
- Alfeu de Alcântara Monteiro
- Almir Custódio de Lima
- Aluísio Palhano Pedreira Ferreira
- Amaro Luíz de Carvalho
- Ana Maria Nacinovic Corrêa
- Ana Rosa Kucinski Silva
- Anatália de Souza Melo Alves
- André Grabois
- Ângelo Arroyo
- Ângelo Cardoso da Silva
- Ângelo Pezzuti da Silva
- Antogildo Pacoal Vianna
- Antônio Alfredo de Lima
- Antônio Benetazzo
- Antônio Carlos Bicalho Lana
- Antônio Carlos Monteiro Teixeira
- Antônio Carlos Nogueira Cabral
- Antônio Carlos Silveira Alves
- Antônio de Pádua Costa
- Antônio dos Três Reis Oliveira
- Antônio Ferreira Pinto (Alfaiate)
- Antônio Guilherme Ribeiro Ribas
- Antônio Henrique Pereira Neto (Padre Henrique)
- Antônio Joaquim Machado
- Antonio Marcos Pinto de Oliveira
- Antônio Raymundo Lucena
- Antônio Sérgio de Mattos
- Antônio Teodoro de Castro
- Ari da Rocha Miranda
- Ari de Oliveira Mendes Cunha
- Arildo Valadão
- Armando Teixeira Frutuoso
- Arnaldo Cardoso Rocha
- Arno Preis
- Ary Abreu Lima da Rosa
- Augusto Soares da Cunha
- Áurea Eliza Pereira Valadão
- Aurora Maria Nascimento Furtado
- Avelmar Moreira de Barros
- Aylton Adalberto Mortati
- Benedito Gonçalves
- Benedito Pereira Serra
- Bergson Gurjão Farias
- Bernardino Saraiva
- Boanerges de Souza Massa
- Caiuby Alves de Castro
- Carlos Alberto Soares de Freitas
- Carlos Eduardo Pires Fleury
- Carlos Lamarca
- Carlos Marighella
- Carlos Nicolau Danielli
- Carlos Roberto Zanirato
- Carlos Schirmer
- Carmem Jacomini
- Cassimiro Luiz de Freitas
- Catarina Abi-Eçab
- Célio Augusto Guedes
- Celso Gilberto de Oliveira
- Chael Charles Schreier
- Cilon da Cunha Brun
- Ciro Flávio Salasar Oliveira
- Cloves Dias Amorim
- Custódio Saraiva Neto
- Daniel José de Carvalho
- Daniel Ribeiro Callado
- David Capistrano da Costa
- David de Souza Meira
- Dênis Casemiro
- Dermeval da Silva Pereira
- Devanir José de Carvalho
- Dilermano Melo Nascimento
- Dimas Antônio Casemiro
- Dinaelza Soares Santana Coqueiro
- Dinalva Oliveira Teixeira
- Divino Ferreira de Souza
- Divo Fernandes de Oliveira
- Djalma Carvalho Maranhão
- Dorival Ferreira
- Durvalino de Souza
- Edgard Aquino Duarte
- Edmur Péricles Camargo
- Edson Luis de Lima Souto
- Edson Neves Quaresma
- Edu Barreto Leite
- Eduardo Antônio da Fonseca
- Eduardo Collen Leite (Bacuri)
- Eduardo Collier Filho
- Eiraldo Palha Freire
- Elmo Corrêa
- Elson Costa
- Elvaristo Alves da Silva
- Emanuel Bezerra dos Santos
- Enrique Ernesto Ruggia
- Epaminondas Gomes de Oliveira
- Eremias Delizoicov
- Eudaldo Gomes da Silva
- Evaldo Luiz Ferreira de Souza
- Ezequias Bezerra da Rocha
- Félix Escobar Sobrinho
- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira
- Fernando Augusto Valente da Fonseca
- Fernando Borges de Paula Ferreira
- Fernando da Silva Lembo
- Flávio Carvalho Molina
- Francisco das Chagas Pereira
- Francisco Emanoel Penteado
- Francisco José de Oliveira
- Francisco Manoel Chaves
- Francisco Seiko Okama
- Francisco Tenório Júnior
- Frederico Eduardo Mayr
- Gastone Lúcia Carvalho Beltrão
- Gelson Reicher
- Geraldo Magela Torres Fernandes da Costa
- Gerosina Silva Pereira
- Gerson Theodoro de Oliveira
- Getúlio de Oliveira Cabral
- Gilberto Olímpio Maria
- Gildo Macedo Lacerda
- Grenaldo de Jesus da Silva
- Guido Leão
- Guilherme Gomes Lund
- Hamilton Fernando da Cunha
- Helber José Gomes Goulart
- Hélcio Pereira Fortes
- Helenira Rezende de Souza Nazareth
- Heleny Telles Ferreira Guariba
- Hélio Luiz Navarro de Magalhães
- Henrique Cintra Ferreira de Ornellas
- Higino João Pio
- Hiran de Lima Pereira
- Hiroaki Torigoe
- Honestino Monteiro Guimarães
- Iara Iavelberg
- Idalísio Soares Aranha Filho
- Ieda Santos Delgado
- Íris Amaral
- Ishiro Nagami
- Ísis Dias de Oliveira
- Ismael Silva de Jesus
- Israel Tavares Roque
- Issami Nakamura Okano
- Itair José Veloso
- Iuri Xavier Pereira
- Ivan Mota Dias
- Ivan Rocha Aguiar
- Jaime Petit da Silva
- James Allen da Luz
- Jana Moroni Barroso
- Jane Vanini
- Jarbas Pereira Marques
- Jayme Amorim Miranda
- Jeová Assis Gomes
- João Alfredo Dias
- João Antônio Abi-Eçab
- João Barcellos Martins
- João Batista Franco Drummond
- João Batista Rita
- João Bosco Penido Burnier (Padre)
- João Carlos Cavalcanti Reis
- João Carlos Haas Sobrinho
- João Domingues da Silva
- João Gualberto Calatroni
- João Leonardo da Silva Rocha
- João Lucas Alves
- João Massena Melo
- João Mendes Araújo
- João Roberto Borges de Souza
- Joaquim Alencar de Seixas
- Joaquim Câmara Ferreira
- Joaquim Pires Cerveira
- Joaquinzão
- Joel José de Carvalho
- Joel Vasconcelos Santos
- Joelson Crispim
- Jonas José Albuquerque Barros
- Jorge Alberto Basso
- Jorge Aprígio de Paula
- Jorge Leal Gonçalves Pereira
- Jorge Oscar Adur (Padre)
- José Bartolomeu Rodrigues de Souza
- José Campos Barreto
- José Carlos Novaes da Mata Machado
- José de Oliveira
- José de Souza
- José Ferreira de Almeida
- José Gomes Teixeira
- José Guimarães
- José Huberto Bronca
- José Idésio Brianezi
- José Inocêncio Pereira
- José Júlio de Araújo
- José Lavechia
- José Lima Piauhy Dourado
- José Manoel da Silva
- José Maria Ferreira Araújo
- José Maurílio Patrício
- José Maximino de Andrade Netto
- José Mendes de Sá Roriz
- José Milton Barbosa
- José Montenegro de Lima
- José Porfírio de Souza
- José Raimundo da Costa
- José Roberto Arantes de Almeida
- José Roberto Spiegner
- José Roman
- José Sabino
- José Silton Pinheiro
- José Soares dos Santos
- José Toledo de Oliveira
- José Wilson Lessa Sabag
- Juarez Guimarães de Brito
- Juarez Rodrigues Coelho
- Kleber Lemos da Silva
- Labib Elias Abduch
- Lauriberto José Reyes
- Líbero Giancarlo Castiglia
- Lígia Maria Salgado Nóbrega
- Lincoln Bicalho Roque
- Lincoln Cordeiro Oest
- Lourdes Maria Wanderley Pontes
- Lourenço Camelo de Mesquita
- Lourival de Moura Paulino
- Lúcia Maria de Souza
- Lucimar Brandão
- Lúcio Petit da Silva
- Luís Alberto Andrade de Sá e Benevides
- Luís Almeida Araújo
- Luís Antônio Santa Bárbara
- Luís Inácio Maranhão Filho
- Luis Paulo da Cruz Nunes
- Luiz Affonso Miranda da Costa Rodrigues
- Luiz Carlos Almeida
- Luiz Eduardo da Rocha Merlino
- Luiz Eurico Tejera Lisbôa
- Luiz Fogaça Balboni
- Luiz Gonzaga dos Santos
- Luíz Guilhardini
- Luiz Hirata
- Luiz José da Cunha
- Luiz Renato do Lago Faria
- Luiz Renato Pires de Almeida
- Luiz Renê Silveira e Silva
- Luiz Vieira
- Luíza Augusta Garlippe
- Lyda Monteiro da Silva
- Manoel Aleixo da Silva
- Manoel Fiel Filho
- Manoel José Mendes Nunes de Abreu
- Manoel Lisboa de Moura
- Manoel Raimundo Soares
- Manoel Rodrigues Ferreira
- Manuel Alves de Oliveira
- Manuel José Nurchis
- Márcio Beck Machado
- Marco Antônio Brás de Carvalho
- Marco Antônio da Silva Lima
- Marco Antônio Dias Batista
- Marcos José de Lima
- Marcos Nonato Fonseca
- Margarida Maria Alves
- Maria Ângela Ribeiro
- Maria Augusta Thomaz
- Maria Auxiliadora Lara Barcelos
- Maria Célia Corrêa
- Maria Lúcia Petit da Silva
- Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo
- Maria Regina Marcondes Pinto
- Mariano Joaquim da Silva
- Marilena Villas Boas
- Mário Alves de Souza Vieira
- Mário de Souza Prata
- Maurício Grabois
- Maurício Guilherme da Silveira
- Merival Araújo
- Miguel Pereira dos Santos
- Milton Soares de Castro
- Míriam Lopes Verbena
- Neide Alves dos Santos
- Nelson de Souza Kohl
- Nelson José de Almeida
- Nelson Lima Piauhy Dourado
- Nestor Veras
- Newton Eduardo de Oliveira
- Nilda Carvalho Cunha
- Nilton Rosa da Silva (Bonito)
- Norberto Armando Habeger
- Norberto Nehring
- Odijas Carvalho de Souza
- Olavo Hansen
- Onofre Pinto
- Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior
- Orlando Momente
- Ornalino Cândido da Silva
- Orocílio Martins Gonçalves
- Osvaldo Orlando da Costa
- Otávio Soares da Cunha
- Otoniel Campo Barreto
- Pauline Reichstul
- Paulo César Botelho Massa
- Paulo Costa Ribeiro Bastos
- Paulo de Tarso Celestino da Silva
- Paulo Mendes Rodrigues
- Paulo Roberto Pereira Marques
- Paulo Stuart Wright
- Pedro Alexandrino de Oliveira Filho
- Pedro Carretel
- Pedro Domiense de Oliveira
- Pedro Inácio de Araújo
- Pedro Jerônimo de Souza
- Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar
- Péricles Gusmão Régis
- Raimundo Eduardo da Silva
- Raimundo Ferreira Lima
- Raimundo Gonçalves Figueiredo
- Raimundo Nonato Paz
- Ramires Maranhão do Vale
- Ranúsia Alves Rodrigues
- Raul Amaro Nin Ferreira
- Reinaldo Silveira Pimenta
- Roberto Cieto
- Roberto Macarini
- Roberto Rascardo Rodrigues
- Rodolfo de Carvalho Troiano
- Ronaldo Mouth Queiroz
- Rosalindo Souza
- Rubens Beirodt Paiva
- Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter
- Ruy Carlos Vieira Berbert
- Ruy Frazão Soares
- Santo Dias da Silva
- Sebastião Gomes da Silva
- Sérgio Correia
- Sérgio Landulfo Furtado
- Severino Elias de Melo
- Severino Viana Colon
- Sidney Fix Marques dos Santos
- Silvano Soares dos Santos
- Soledad Barret Viedma
- Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones
- Stuart Edgar Angel Jones
- Suely Yumiko Kanayama
- Telma Regina Cordeiro Corrêa
- Therezinha Viana de Assis
- Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto
- Tito de Alencar Lima (Frei Tito)
- Tobias Pereira Júnior
- Túlio Roberto Cardoso Quintiliano
- Uirassu de Assis Batista
- Umberto Albuquerque Câmara Neto
- Valdir Sales Saboya
- Vandick Reidner Pereira Coqueiro
- Victor Carlos Ramos
- Virgílio Gomes da Silva
- Vítor Luíz Papandreu
- Vitorino Alves Moitinho
- Vladimir Herzog
- Walkíria Afonso Costa
- Walter de Souza Ribeiro
- Walter Kenneth Nelson Fleury
- Walter Ribeiro Novaes
- Wânio José de Mattos
- Wilson Silva
- Wilson Souza Pinheiro
- Wilton Ferreira
- Yoshitane Fujimori
- Zuleika Angel Jones
CAMINHADA PELO ANO DA BIODIVERSIDADE NO PARQUE TRIANON,EM SÃO PAULO,DIA 22 DE MAIO.
PARTICIPE DESTE EVENTO E TRAGA SUA FAMILIA, ESCOLA E AMIGOS
no Parque Trianon -SP- das 10 - 13hs
Agradeço a divulgação e a sua participação
Abração
Ethel Weitzman
Movimento Aquecimento Global- I Care-Eu me Importo!
agicare@hotmail.com
Evento para celebrar o Ano da Biodiversidade onde nosso movimento se une à Rede da Biodiversidade 2010 com o objetivo de conscientizar a população sobre a riqueza da biodiversidade, valorizar o conhecimento e a preservação da natureza.
A Rede Dia da Biodiversidade 2010 é uma parceria entre Ministério do Meio Ambiente, governo alemão, GTZ, KFW, Revista GEO, Movimento Aquecimento Global- I Care – Eu me Importo! e organizações não governamentais brasileiras, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). http://diadabiodiversidade.ning.com/
APOIOS- ABRADIC : ASSOCIAÇÃO BASILEIRA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, NÚCLEO NJR - ECA USP - REDE DIA DA BIODIVERSIDADE 2010
Podcast do Movimento: http://aquecimentoglobalicare.podomatic.com
Facebook: Movimentoaquecimentoglobalicare
Twitter: gwarminigicare
Orkut- Comunidades: Movimento Aquecimento Global- I Care
Pretendemos desenvolver as seguintes atividades: Caminhadas pelo Parque Trianon com as seguintes orientadoras
1-Profa. Quimica-Márcia Regina Silva pretende orientar caminhada em defesa da Biodiversidade e de Ações que reduzam o impacto do Aquecimento Global, onde teremos a possibilidade de conversar com as pessoas a respeito da preservação dos recursos naturais, das espécies animais e vegetais e como as pessoas são afetadas direta e indiretamente, quando a mesmas não são preservadas e como o Aquecimento Global é relacionado a este assunto.
2- Profa Miriam Guglielmetti -bióloga-Oficina de Fotografia - OLHE POR AÍ- Caminhada fotográfica para crianças e jovens- Trazer camera e celular
3- Bióloga, ativista pelos animais , escritora Tamara Bauab fará debate/caminhada -temas: Vegetarianismo- biodiversidade- proteção animal
Teremos outras atividades lúdicas e interativas com distribuição de máscaras de animais, confecção de desenhos, música e muito mais.
PRECISAMOS DE VOLUNTÁRIOS-ESCREVA PARA AGICARE@HOTMAIL.COM OU COMPAREÇA DAS 9 AS 13 HS.
http://aquecimentoglobalicare.podomatic.com/entry/2010-05-19T15_08_57-07_00
May 19, 2010
Aqui vão infos sobre a Caminhada e Ação pelo Clima de sabado dia 22 de maio de 2010-no Parque Trianon -SP- das 10 - 13hs
Agradeço a divulgação e a sua participação
Abração
Ethel Weitzman
Movimento Aquecimento Global- I Care-Eu me Importo!
agicare@hotmail.com
Evento para celebrar o Ano da Biodiversidade onde nosso movimento se une à Rede da Biodiversidade 2010 com o objetivo de conscientizar a população sobre a riqueza da biodiversidade, valorizar o conhecimento e a preservação da natureza.
A Rede Dia da Biodiversidade 2010 é uma parceria entre Ministério do Meio Ambiente, governo alemão, GTZ, KFW, Revista GEO, Movimento Aquecimento Global- I Care – Eu me Importo! e organizações não governamentais brasileiras, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). http://diadabiodiversidade.ning.com/
APOIOS- ABRADIC : ASSOCIAÇÃO BASILEIRA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, NÚCLEO NJR - ECA USP - REDE DIA DA BIODIVERSIDADE 2010
Podcast do Movimento: http://aquecimentoglobalicare.podomatic.com
Facebook: Movimentoaquecimentoglobalicare
Twitter: gwarminigicare
Orkut- Comunidades: Movimento Aquecimento Global- I Care
Pretendemos desenvolver as seguintes atividades: Caminhadas pelo Parque Trianon com as seguintes orientadoras
1-Profa. Quimica-Márcia Regina Silva pretende orientar caminhada em defesa da Biodiversidade e de Ações que reduzam o impacto do Aquecimento Global, onde teremos a possibilidade de conversar com as pessoas a respeito da preservação dos recursos naturais, das espécies animais e vegetais e como as pessoas são afetadas direta e indiretamente, quando a mesmas não são preservadas e como o Aquecimento Global é relacionado a este assunto.
2- Profa Miriam Guglielmetti -bióloga-Oficina de Fotografia - OLHE POR AÍ- Caminhada fotográfica para crianças e jovens- Trazer camera e celular
3- Bióloga, ativista pelos animais , escritora Tamara Bauab fará debate/caminhada -temas: Vegetarianismo- biodiversidade- proteção animal
Teremos outras atividades lúdicas e interativas com distribuição de máscaras de animais, confecção de desenhos, música e muito mais.
PRECISAMOS DE VOLUNTÁRIOS-ESCREVA PARA AGICARE@HOTMAIL.COM OU COMPAREÇA DAS 9 AS 13 HS.
http://aquecimentoglobalicare.podomatic.com/entry/2010-05-19T15_08_57-07_00
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