terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
POSTAGENS POPULARES DO SARAU PARA TODOS NA ÚLTIMA SEMANA
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- São Paulo Impossível parar na Av. Ipiranga no encontro com a Consolação e não lembrar de Plínio Marcos com uma bolsa de couro atravessada no...
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- 27/02/2011 - 01h10Do UOL Notícias Em São Paulo rO fornecimento de energia foi interrompido entre as 22h de sábado e 0h14 deste domingo (27)...
- Onipresença Por vezes sinto-lhe tão perto, mas tão perto, que chego a ter a sensação de estar você por trás de tudo que existe Marcelo R...
sábado, 5 de março de 2011
YIN YANG
Não estou aqui à espera de nenhuma salvação
De alguma luz que venha incidir sobre mim,
limpando-me assim, de todos os males e impurezas deste meu ser
Não tenho a pretensão de ser apenas bom,
pois sei que nunca serei, e nem me é permitido ser
Quero sim, continuar convivendo dentro de mim,
com sentimentos e sensações tais como, a inveja, a dor, o prazer, o ciúme e o amor.
E de, alguma forma, harmoniza-los, assim, como as tempestades,o fogo, as mares
e as estações são harmonizadas pela Natureza.
Prevalecendo sempre o equilibrio entre os elementos,
propiciando assim,as melhores condições para o curso da vida
Por fim, não quero ser santo, demônio, furacão ou brisa
Desejo apenas e tão somente, ser gente; de carne, osso e coração
Abundante e generosamente, humano
Marcelo Roque
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
ONIPRESENÇA - MARCELO ROQUE
Onipresença
Por vezes
sinto-lhe tão perto,
mas tão perto,
que chego a ter a sensação
de estar você
por trás de tudo que existe
Marcelo Roque
Por vezes
sinto-lhe tão perto,
mas tão perto,
que chego a ter a sensação
de estar você
por trás de tudo que existe
Marcelo Roque
EXPULSÃO DE BATTISTI É UMA HIPÓTESE INACEITÁVEL
Uma tocaia para Battisti? é o título do novo artigo do companheiro Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional.
Ele também ficou apreensivo com as declarações do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, no sentido de que, uma vez confirmada pelo STF a decisão brasileira de não extraditar Cesare Battisti, o escritor, como estrangeiro em situação irregular, possa vir a ser obrigado a deixar o País.
Após lembrar episódios históricos em que perseguidos políticos foram atraídos para emboscadas em outras nações e então aprisionados ou liquidados, Lungarzo avalia:
"...não afirmo, mas também não descarto que a eventual expulsão de Battisti do Brasil, mesmo que esteja fantasiada por um acordo com outro país que não possua convênio de extradição com a Itália, pode ser uma cilada.
Negar isto a priori é ter uma visão idealizada da política, algo que foi muitas vezes ironizado pelos presidentes brasileiros, que sempre entenderam que direitos humanos e negócios costumam ser incompatíveis".
Não nego isto a priori mas, dentro da linha editorial que tracei para mim, prefiro ficar sempre no mais tangível:
- Adams pode ter emitido uma opinião pessoal ou, como parte de uma articulação de bastidores, haver lançado um balão de ensaio, visando aferir as reações a este possível desfecho (cujo pretexto seria a maximização da importância de um detalhe ínfimo e irrelevante em se tratando de perseguidos políticos, qual seja o de Battisti não estar com a documentação em ordem ao ingressar no País);
- então, se os militantes humanitários não nos posicionarmos com a máxima firmeza contra tal hipótese, crescerá a possibilidade de ser, imoralmente, adotada uma linha de ação muito atrativa para os que gostam de ficar em cima do muro (Battisti não seria extraditado nem Lula desautorizado, pontos fundamentais para a esquerda, mas também não permaneceria no Brasil, foco principal da grita direitista);
- mesmo Battisti desembarcando incólume num país que garantisse sua segurança, ainda assim seria fincada uma cunha na nobre tradição brasileira de acolherem-se indiscriminadamente os perseguidos políticos de outras nações, ficando um saldo dos mais negativos para o futuro.
Então, minhas conclusões são as mesmíssimas do Lungarzo:
"Qualquer que seja o motivo, a saída do país de alguém insanamente procurado por uma sociedade militarizada e policialesca no apogeu da ressurreição do fascismo, é muito perigosa e deve ter, como mínimo, garantias internacionais incontestáveis...
As organizações e movimentos em defesa de Battisti, que hoje são muitas, devem se unir para colocar esta possibilidade junto ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas".
terça-feira, 1 de março de 2011
BATTISTI PODERÁ NEM IR PARA A ITÁLIA, NEM FICAR NO BRASIL
Para o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams (foto ao lado), o desfecho do Caso Battisti ainda é nebuloso quanto ao que acontecerá após o Supremo Tribunal Federal confirmar, como todos esperam, a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que rechaçou em definitivo o pedido de extradição apresentado pelo Governo Berlusconi.
O relator Gilmar Mendes adianta que ainda neste mês colocará o caso em pauta no STF.
Entrevistado pela Folha.com, Adams afirmou que, quanto à extradição em si, dificilmente sairá algum coelho da cartola do Supremo:
"O STF vai examinar na extradição se violou tratado. Acredito, como está no parecer [da AGU na qual Lula se baseou] que a decisão do presidente se sustenta no tratado assinado pelos países.
Esse tratado é de 1991, assinados por dois governos democráticos e os dois países democráticos admitiram, em tese, que é possível que os países venham supor que alguém possa ser perseguido, discriminado, ter sua situação agravada por conta de várias razões".
É o que vem sendo dito desde o julgamento de 2009 no Supremo e o que eu reiterei no mesmo dia em que Lula deu o xeque-mate na questão. Não cabe ao STF querer escarafunchar os elementos de convicção de um presidente da República, pois este dispõe de informações sigilosas que embasam seus juízos mas não podem ser escancaradas ao grande público, sob pena de causarem tsunamis diplomáticos.
Então, esclareceu Adams, não há como se demonstrar acima de qualquer dúvida que Battisti sofreria perseguição política se despachado para a Itália (nem o contrário...), mas existem, sim, indícios inquietantes neste sentido:
"Não é um juízo digamos assim fundado, um juízo que tenha provado cabalmente. É um juízo que requer uma ponderação com base em alguns fatos e esses fatos foram apresentados".
No entanto, uma vez rejeitado o pedido de extradição, a situação de Battisti ficará indefinida:
"Será um estrangeiro em situação irregular. Com base nas leis aplicáveis aos estrangeiros no Brasil, ele vai ter que ou buscar regularizar-se - ou seja, obter um visto de permanência no Brasil -- ou ir para outro país. Isso é uma opção que se dará depois da decisão do Supremo".
Ou seja, depois que findar o sequestro ao qual Battisti está submetido desde o dia 31 de dezembro de 2010 -- quando só cabia ao Supremo o libertar imediatamente, cumprindo a decisão cabível, consistente e incontestável de Lula --, haverá dois caminhos:
- ou se estabelece uma condição para a permanência do escritor no Brasil, como sempre foi nossa tradição em casos congêneres;
- ou ele terá de procurar país que o receba (obviamente, um que não haja assinado tratado de extradição com a Itália).
A HORA DA OTAN
Há grupos de esquerda no Brasil – não o PT ou o PSOL, que podem ter pessoas de esquerda, mas são partidos que se aliam com a direita: o PSOL por concordar com o sistema e o PT por ser a própria cara do sistema no Brasil –, grupos pequenos que até se constituíram em partidos políticos, que acreditam que qualquer manifestação popular estará, obrigatoriamente, relacionada com lutas contra tiranias.
Se assim fosse, a “Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade”, organizada pela TFP (Tradição, Família e Propriedade), que seria hoje o que entendemos por bancada ruralista no Congresso mais UDR (União Democrática Ruralista) e mais a ala reacionária da Igreja Católica (que é a maioria) – organizada em apoio ao golpe de 1964, que depôs João Goulart... Se fosse hoje, seria apoiada por esses grupos. Porque era contra o governo e porque reuniu muitos populares, além dos interessados diretos. E falava em liberdade.
Todos os golpes de Estado e revoluções sempre usaram a palavra ‘liberdade’ para justificar-se. Às vezes, unida com outras palavras, como Fraternidade e Igualdade, como na França, quando da Revolução Francesa.
Marat, Robespierre e Danton mataram milhares de franceses na guilhotina, apenas por suspeita de traição à República. Bastava uma palavra equívoca em alguma conversa descontraída para ser preso e guilhotinado no dia seguinte. A desculpa era a ‘liberdade’ ameaçada. Inclusive o astrônomo Bailly e o químico Lavoisier foram guilhotinados. Depois, Marat mandou matar Danton na guilhotina e foi assassinado por sua amante. Robespierre foi guilhotinado quando o povo francês não o agüentou mais.
No entanto, a Revolução Francesa é tida como um intocável exemplo de luta pela ‘liberdade’ pelos livros da história oficial. Talvez devido à época das guerras napoleônicas, quando havia um Imperador que defendia a República...
Neste exato instante a OTAN (aquele exército internacional dominado pelos Estados Unidos, também conhecido como Organização do Tratado do Atlântico Norte) poderá estar bombardeando Trípoli e invadindo a Líbia. Todos os estrangeiros já saíram e este era o sinal para a invasão imperialista. Em nome da ‘liberdade’.
Se isto estiver acontecendo ou no instante em que começar a acontecer e até a fuga ou assassinato de Kadhafi, qual será a posição desses grupos de esquerda que agora apóiam o que entendem por revolução nos países da África do Norte? Implodirão ou encontrarão motivos relacionados com a ‘liberdade’?
A guerra no norte da África é provocada pela mídia e sustentada pelos Estados Unidos e aliados. Através da Internet são convocadas as pessoas e preparados os ataques e manifestações. As armas vem de fora e, em alguns casos, o exército local é comprado, como aconteceu na Tunísia e no Egito. O clamor popular tenta dar legitimidade às ações.
A mídia televisiva do sistema – BBC, CNN e outras empresas do gênero – aumenta esse clamor. No Brasil, a Globo é a CNN e as demais empresas seguem o embalo para não perderem a audiência.
A causa oficial dos levantes é a ‘liberdade’. A verdadeira razão é o petróleo.
A Líbia possui as maiores reservas de petróleo do continente africano – 44,3 bilhões de barris - e é o terceiro maior produtor de petróleo da África. Grande parte dessas reservas estão nacionalizadas.
Quando a pressão do Ocidente foi muito grande, tão grande que em 1986 os Estados Unidos lançaram ataques aéreos a Trípoli e Bengazi, matando 60 pessoas, entre elas uma neta de Kadhafi, este resolveu negociar e cedeu parte da exploração do petróleo líbio a empresas ocidentais, como a British Petroleum. Mas não abriu completamente o regime, que continuou a ser nacionalista e islâmico.
Não por acaso, após a saída do poder do presidente Mubarak do Egito, um eterno fantoche dos Estados Unidos, sucedido pelas suas próprias Forças Armadas, começaram as manifestações na Líbia, justamente em Bengazi, que faz fronteira com o Egito.
É em Bengazi que ficam os mais ricos campos petrolíferos da Líbia, bem como a maior parte dos seus oleodutos e gasodutos, além de refinarias e um porto para exportação de gás liquefeito para a Europa.
Alguns grupos políticos que foram expulsos da Líbia, quando esta se tornou nacionalista com Kadhafi, organizaram-se em uma Frente Nacional para a Salvação da Líbia, treinada e financiada pela CIA. Confirme esta informação entrando na busca do Google e escrevendo National Front for the Salvation of Libya junto com CIA e encontrará centenas de referências.
A outra razão para os Estados Unidos e seus aliados dominarem completamente aqueles países do norte da África é militar. A partir dali, poderiam invadir facilmente qualquer país do Oriente Médio, encontrando pouca ou nenhuma resistência.
Ainda outros motivos: acelerar o fim do islamismo como religião ligada aos países daquela região (norte da África e Oriente Médio), facilitando a vida dos aliados israelenses, ao mesmo tempo em que preparam uma terceira frente de batalha – além do território do Azerbaijão e do Mar Cáspio - para uma muito provável futura guerra contra o Irã.
Mas na mídia oficial a história contada é outra. Seria uma luta contra a tirania. Luta pela ‘liberdade’. Mas a mesma mídia jamais apoiará um levante dos palestinos contra os opressores israelenses.
É esse tipo de mídia que, com entusiasmo e veemência, procurará dar razão à invasão da OTAN na Líbia. E talvez alguns pequenos partidos brasileiros – sem contar os partidos grandes e já vendidos – que se consideram de esquerda, concordem com a mídia oficial.
Uma invasão planejada para logo após a premiação do Oscar, quando mais câmeras estarão disponíveis.
Fausto Brignol.
Fausto Brignol.
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