sábado, 2 de outubro de 2010
De onde veio a escola - 3/4
Durante o período medieval, a instrução formal ficou restrita à Igreja e vinculada, portanto, ao catolicismo.
A cultura renascentista e o humanismo surgiram para se opor a esse modelo, propondo pela primeira vez uma escola distante das questões religiosas. Essa nova concepção da educação se tornaria uma das mais importantes mudanças trazidas pela Idade Moderna.
No final da Baixa Idade Média, surgiu na Europa a figura do "mestre livre", educador autônomo que ensinava também aos que não eram clérigos.Esse seria o embrião do "TUTOR", profissional que, no período moderno,formou os filhos da nobreza e da burguesia.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
A cultura renascentista e o humanismo surgiram para se opor a esse modelo, propondo pela primeira vez uma escola distante das questões religiosas. Essa nova concepção da educação se tornaria uma das mais importantes mudanças trazidas pela Idade Moderna.
No final da Baixa Idade Média, surgiu na Europa a figura do "mestre livre", educador autônomo que ensinava também aos que não eram clérigos.Esse seria o embrião do "TUTOR", profissional que, no período moderno,formou os filhos da nobreza e da burguesia.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
brasileiríadas - GUSTAVO ADOLFO E DRICA DE BENFICA: "ELEIÇÕES E NEGÓCIOS"
- Gustavo Adolfo!
- O que é, Drica? Não precisa gritar no celular.
- Mas você não atendia...
- É que eu estou ocupado. Estou na academia.
- Na academia? A esta hora da madrugada?!
- Claro!O que é que tem? Você não sabia que não tem hora pra cuidar do corpo?
- Mas a academia está aberta a esta hora, Gustavo Adolfo?
- Drica, nós moramos numa megalópole... Não sei se você percebeu.
- Está bem. Vou fingir que estou acreditando... Mas depois não me apareça com nenhuma doença, ouviu Gustavo Adolfo?!
- Como doença, Drica? Desde quando cuidar do corpo provoca doenças?
- Gustavo Adolfo, você está arfando – daquele jeito que eu conheço...
- É claro que eu estou arfando, Drica. Eu estava fazendo exercícios. Mas o que é que você quer? Eu lhe disse que iria chegar mais tarde.
- Mas não me disse que iria pra essa nova academia que abre às duas da madrugada, Gustavo Adolfo... Eu conheço você... Sempre descobrindo novidades, não é?
- Deixa de bobagens, Drica, e me diz porque você ligou.
- Gustavo Adolfo, nós vamos perder as eleições! Eu vi as pesquisas ainda agora na televisão. E depois, o Serra tava muito bonzinho no debate, Gustavo Adolfo. Será que ele não sabe que está disputando um título, digo, uma eleição para presidente, e que precisava atacar a outra, pelo menos dizer alguma coisa agressiva, que ela estava um pouco mais gorda, que o penteado dela estava horrível – e estava, meu Deus, quem será o cabeleireiro dela? – e aquela maquiagem que parece de modelo de gesso, que horror! E o Serra ali, fingindo de bom menino, só conversando com aquela outra sirigaita metida a boa e com aquele velho que fala umas coisas que eu não entendo nada, aquele comunista... Como é que deixam entrar um comunista numa televisão tão bonita como aquela, Gustavo Adolfo? E depois...
- Para de bancar a histérica, Drica!E para de repetir “e depois, e depois”. Não te preocupa, que nós não vamos perder eleição nenhuma, Drica.
- Como não vamos perder, Gustavo Adolfo? Em que mundo você vive?! Será que é essa nova academia que está deixando você bobo, Gustavo Adolfo?
- Drica, ouve de vez em quando. Para de falar tanto e ouve: nós não vamos perder nenhuma eleição, ouviu?
- Mas o Serra...
- O Serra até pode perder, mas nós não, amor da minha vida!
- “Amor da minha vida”! Uáu, Gustavo Adolfo! Essa academia está deixando você carinhoso... Tem males que vem pra bem... Mas quero ver depois, na prova dos nove, Gustavo Adolfo: não basta falar, tem que saber agir, meu bem! Mas explica pra mim porque é que o Serra perde e nós ganhamos, mesmo assim...
- Porque nós não perdemos nunca, Drica. Você já ouviu falar em armistício?
- Claro, Gustavo Adolfo! Você pensa que eu sou burra?
- Pois é. Depois da guerra vem o armistício. E durante o armistício, e até antes, é que a gente negocia. Por isso nós nunca saímos perdendo.
- Não me diz que você vai negociar com ela, Gustavo Adolfo?!
- Não precisa ser diretamente com ela, Drica... O que não impedirá que venha a ter uma ou outra conversa informal... Daquelas conversas que ninguém diz nada e todos se entendem, sabe como é...
- Gustavo Adolfo, você está me surpreendendo! Isso não seria traição?
- Como traição, Drica? Agora é o momento dos debates; depois virá a hora dos negócios, e eu estarei lá. Política, hoje, é negócio. Você acha que os outros também não vão negociar?
- Até o comunista?
- Não, mas ele não pesa muito. Já é velho, tem idéias arraigadas, mas o partido dele... Se for muito necessário...
- Gustavo Adolfo!
- Como você parece ingênua, às vezes, Drica! Este mundo é dos espertos, você não sabia disso?
- Você já me disse essa frase mil vezes, Gustavo Adolfo – mas não pensei que essa esperteza chegasse a tanto! Até na política?
- Principalmente na política, mon amour! Principalmente na política!
- Mas negociar o quê, Gustavo Adolfo?
- Tudo, Drica! Desde cargos até empreitadas. Tudo o que você imaginar! Neste mundo, nada se cria, nada se perde: tudo se negocia.
- Bem, se é assim eu fico um pouco mais aliviada. Então, se não tem importância, eu até posso mudar o meu voto. Sabe, eu tava pensando em votar naquele velhinho comunista...
- Drica!
- Não fica brabo, Gustavo Adolfo, eu estava brincando. Mas até que seria charmoso votar nele. Ele fala tão bem, embora eu não tenha entendido quase nada... E é mais simpático que os outros! E depois, votar em comunista seria tão demais!... A única vez na vida, Gustavo Adolfo, não te preocupa. Não tem perigo nenhum votar em comunista... Tem, Gustavo Adolfo?
- Não diz bobagem, Drica! Até podemos perder a eleição, mas temos que ser leais com o nosso voto.
- Que estranho... Você dizendo isso...!
- Não brinca, Drica. Vá que dê sorte e o Serra consiga ir pro segundo turno... Pode até ganhar depois... Nunca se sabe.
- Mas e os negócios, Gustavo Adolfo? E o tal de armistício?
- Ficaria tudo mais fácil, mais próximo. Só isto, Drica: um pouco mais de facilidade. Mas não te assusta, que perder de verdade a gente nunca perde, he-he... Pode dormir tranqüila.
- Está bem, Gustavo Adolfo, mas não demora muito nesta tua academia, viu?
- Interessante você falar isso. Eu bem que tava pensando na possibilidade de comprar uma academia assim, que funciona vinte e quatro horas por dia, no centro, bem freqüentada.
- Meu Deus, Gustavo Adolfo, você só pensa em comprar tudo o que vê.
- É que eu sou um empresário multimídia, Drica. Tudo tem o seu valor, todos tem o seu preço.
- Menos eu...Não é Gustavo Adolfo?
- Menos nós, Drica, menos nós. Nós só compramos. Ninguém nos compra. Se bem que, dependendo da oferta...
- Gustavo Adolfo!
- He-he!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
De onde veio a escola -2/4
Os pais da educação clássica são os gregos.
Assim como nos domínios faraônicos, o acesso às escolas era restrito aos filhos de governantes, que deveriam aprender as disciplinas relacionadas à política (como oratória e filosofia) e à guerra.Esse modelo de instituição foi importado por Roma, que acrescentou elementos de educação moral e cívica ao currículo heleno.
A mais famosa escola do mundo clássico foi a chamada ACADEMIA DE ATENAS, fundada por Platão no início do século IV a.C. O local em nada se assemelhava com as escolas que conhecemos hoje:o conhecimento não era transmitido, mas sim criado e discutido entre os pensadores.
Aristóteles, que se matriculou na Academia aos 17 anos, foi o mais célebre estudante.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/multimidia/de_onde_veio____a_escola.html
Assim como nos domínios faraônicos, o acesso às escolas era restrito aos filhos de governantes, que deveriam aprender as disciplinas relacionadas à política (como oratória e filosofia) e à guerra.Esse modelo de instituição foi importado por Roma, que acrescentou elementos de educação moral e cívica ao currículo heleno.
A mais famosa escola do mundo clássico foi a chamada ACADEMIA DE ATENAS, fundada por Platão no início do século IV a.C. O local em nada se assemelhava com as escolas que conhecemos hoje:o conhecimento não era transmitido, mas sim criado e discutido entre os pensadores.
Aristóteles, que se matriculou na Academia aos 17 anos, foi o mais célebre estudante.
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