Um Amor assim que, transcende o horizonte
não precisa de ajuda para existir
Acontece no âmago da gente
acontece no outro amor com vontade de
partilhar com alguém.
Precisa ser difundido para acontecer
a felicidade.
Precisa ser exercitado para que
aconteça no firmamento,como uma
admoestação, para que o ser exista num
amor a assim...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O paradoxo da espera do ônibus
postado por Cristóvão
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ओ लिव्रो एया AMÉRICA - CASTRO ALVES

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Talhado para as grandezas,
pra crescer,criar,subir,
O NOVO MUNDO nos músculo
Sente a seiva do porvir
-Estatuário de colossos-
Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
-Vai,Colombo,abre a cortina
"Da minha eterna oficina...
"Tira a América de lá"
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Molhado inda do dilúvio,
Qual Tritáo descomunal,
O continente desperta
No conserto universal.
Dos oceanos em tropa
Um-traz-lhe as artes da Europa
Outros-as bagas de Ceilão...
lhe apontam para a amplidão.
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Olhando em torno então brada:
"Tudo marcha!..Ó grande Deus!
As cataratas-ra terra,
As estrelas-para os céus
Lá do pólo sobre as plagas,
O seu rebanho de vagas
Vai o mar apascentar....*
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Eu quero marchar com os ventos,
Com o mundos...com os firmamentos!!!"
E Deus responde-marchar
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Marchar!....Mas como?...Da Grécia
Nos dóricos Partenons?..
A mil desse levantando
Mil marmóreos panteons
Marchar com a espada de Roma
-leoa de ruiva coma
de presa enorme no chão
saciando o ódio profundo
-com a garras nas mão do mundo,
-com os dentes no coração?....
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"Marchar....Mas como a Alemanha
Na tirania feudal,
Levantando uma montanha
Em cada uma catedral?....
NÃO!...Nem templos feitos de ossos,
Nem gládios a cavar fossos
São degraus do progredir...
´Lá brada César morrendo:
"No pugliato tremendo
"Quem sempre vence é o porvir!"
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Filhos de séculos das luzes!
Filhos da Grande nação
Quando ante Deus vos mostrardes
Tereis um livro na mão
O livro-esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro...
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* CASTRO ALVES
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Sem nunca ter Waterloo!!...
Eólo de pensamentos,
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a igualdade voou!...
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Por uma fatalidade
Dessas que descem de além,
O sé'lo que viu Colombo,
Viu Gutenberg também.
Quando o tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
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Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto-
As almas buscam beber...
Oh!Bendito o que semeia
Livros...livro á mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe-que faz a palma,
É chuva-que faz o mar.
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Vós que o templo das idéias
Largo-abris ás multidões
P'ra batismo luminoso
Das grandes revoluções
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclocos nus,
Fazei desse"rei dos ventos
-Ginete dos pensamentos
-Arauto da grande luz!...
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Bravo!a quem salva o futuro
Fecundo a multidão!...
Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
Como Goethe moribundo
Brada"Luz!"o Novo Mundo
Num brado de Briaréu...
Luz"pois,no vale e na serra...
Que,se a luz rola na terra,
Deus colhe gênios no céu!...
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CASTRO ALVES
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
É HELP

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PARA LEMBRAR
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Para os poetas da geração anterior,o conflito faz o escritor voltar-se
sobre si mesmo,pois a desarmonia é resultado das lutas internas.
Para Castro Alves,são as lutas externas do homem contra a sociedade e do
oprimido contra o opressor que provocam,essa desarmonia.
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É UM OUTRO MODO DE REPRESENTAR O CONFLITO ENTRE O BEM E O MAL,TÃO PREZADO
PELOS ROMÂNTICOS.NA OBRA DE CASTRO ALVES,A POÉTICA IDENTIFICA-SE
PROFUNDAMENTE COM O RITMO DA VIDA SOCIAL,EXPRESSANDO A BUSCA DA HUMANIDADE
POR REDENÇÃO,JUSTIÇA E LIBERDADE.E O POETA TEM UM PAPEL MESSIÂNICO E AFINADO COM SEU
MOMENTO HISTÓRICO.
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{PARA LEMBRAR}
ESSE COMPROMETIMENTO COM A REALIDADE
FAZ A POESIA DE CASTRO ALVES
SE APROXIMAR DO DISCURSO,INCORPORADO
A ÊNFASE ORATÓRIA E ELOQUÊNCIA.
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CASTRO ALVES
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
DEDICATÓRIA
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A pomba d" aliança o vôo espraia
Na superfície azul do mar imenso,
Rente...rente da espuma já desmaia
Medindo a curva do horizonte extenso
Rasga nitente!onoveiro denso!....
Ó pouso!ó monte!ó ramo de oliveira!
Ninho amigo da pomba forasteira!...
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Assim,meu pobre livro a asas larga
Neste oceano sem fim,sombrio,eterno...
O mar atira~lhe a saliva amarga,
O céu lhe atira o temporal de inverno...
O triste verga á táo pesada carga!
Quem abre ao triste um coração paterno?...
É tão bom ter por árvore-uns carinhos!
É tão bom de uns afetos-fazer ninhos!
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Pobre órfão!Vagando nos espaços
Embale ás solidões mandas um grito!
Que importa?De uma cruz ao longe os braços
Vejo abrirem-se ao misero preceito....
Os túmulos dos teus dão-te-regaços!
Ama-te a sombra do salgueiro aflito...
Vai,pois meu livro!e como louro agreste
Trás-me no bico um ramo de...cipreste!
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CASTRO ALVES
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Doc. IV Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina 1ª Parte
I parte do Documentário IV Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina, que aconteceu de 15 a 18 de novembro de 2007, na cidade de Londrina - Paraná. Brasil. A produção é da Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina, a direção é de Glauco Gracia e a edição é de Lucas Murari
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Grupontapé - 1º Encontro de Artes Cênicas.
Entrevista no Programa agenda com Bárbara Santos do CTO e Antônio Araújo do Teatro da Vertigem. (Teatro do Oprimido) teatro em presídios e etc.
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Anton Walter Smetak (cap II) - GILBERTO GIL E CAETANO VELOSO FALAM SOBRE SMETAK -
Documentário sobre Anton Walter Smetak. produzido na Bahia. Imagens de Smetak cedidas pela família. Edição: Honorato Smetak. Roteiro e Direção: Luciana Dias
Pierre Verger - Candomblé - Música de Gilberto Gil e de Jorge Ben Jor
Pierre Edouard Leopold Verger (Paris, 4 de novembro de 1902 — Salvador, 11 de fevereiro de 1996) foi um fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro. Assumiu o nome religioso Fatumbi.
Era também babalawo (sacerdote Yoruba) que dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana - o comércio de escravo, as religiões afro-derivadas do novo mundo, e os fluxos culturais e econômicos resultando de e para a África.
Até a idade de 30 anos, depois de perder a família, Pierre Verger levou a carreira de fotógrafo jornalístico. A fotografia em preto e branco era sua especialidade. Usava uma máquina Rolleiflex que hoje se encontra na Fundação Pierre Verger.
Durante os quinze anos seguintes, ele viajou os quatro continentes e documentou muitas civilizações que seriam apagadas logo através do progresso. Seus destinos incluíram:
Taiti (1933)
Estados Unidos, Japão e China (1934 e 1937)
Itália, Espanha, Sudão, Mali, Níger, Alto Volta, (atual Burkina Faso), Togo e Daomé (atual Benim) 1935)
Índia (1936)
México (1937, 1939, e 1957)
Filipinas e Indochina (atuais Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã, 1938)
Guatemala e Equador (1939)
Senegal (como correspondente, 1940)
Argentina (1941)
Peru e Bolívia (1942 e 1946)
Brasil (1946).
Suas fotografias foram publicadas em revistas como Paris-Soir, Daily Mirror (com o pseudônimo de Mr. Lensman), Life, e Match.
Na cidade de Salvador, apaixonou-se pelo lugar e pelas pessoas, e decidiu por bem ficar. Tendo se interessado pela história e cultura local, ele virou de fotógrafo errante a investigador da diáspora africana nas Américas. Em 1949, em Ouidah, teve acesso a um importante testemunho sobre o tráfico clandestino de escravos para a Bahia: as cartas comerciais de José Francisco do Santos, escritas no século XIX.
As viagens subseqüentes dele são enfocadas nessa meta: a costa ocidental da África e Paramaribo (1948), Haiti (1949), e Cuba (1957). Depois de estudar a cultura Yoruba e suas influências no Brasil, Verger se tornou um iniciado da religião Candomblé, e exerceu seus rituais.
Definição de Verger sobre o Candomblé: "O Candomblé é para mim muito interessante por ser uma religião de exaltação à personalidade das pessoas. Onde se pode ser verdadeiramente como se é, e não o que a sociedade pretende que o cidadão seja. Para pessoas que têm algo a expressar através do inconsciente, o transe é a possibilidade do inconsciente se mostrar".
Durante uma visita ao Benin, ele estudou Ifá (búzios - concha adivinhação), foi admitido ao grau sacerdotal de babalawo, e foi renomeado Fátúmbí ("ele que é renascido pelo Ifá").
As contribuições de Verger para etnologia constituem em dúzias de documentos de conferências, artigos de diário e livros, e foi reconhecido pela Universidade de Sorbonne que conferiu a ele um grau doutoral (Docteur 3eme Cycle) em 1966 — um real feito para alguém que saiu da escola secundária aos 17.
Verger continuou estudando e documentando sobre o assunto escolhido até a sua morte em Salvador, com a idade de 94 anos. Durante aquele tempo ele se tornou professor na Universidade Federal da Bahia em 1973, onde ele era responsável pelo estabelecimento do Museu Afro-brasileiro em Salvador; e serviu como professor visitante na Universidade de Ifé na Nigéria.
Verger se apaixonou pela Bahia lendo "Jubiabá". Tendo se tornado amigo das maiores personalidades baianas do século XX. Como o próprio Jorge Amado, Mãe Menininha do Gantois, Gilberto Gil, Walter Smetak, Mario Cravo, Cid Teixeira, Josaphat Marinho dentre outros notáveis. Seu trabalho como fotográfo influênciou notadamente nomes consagrados da fotografia contemporânea como Mario Cravo Neto, Sebastião Salgado, Vitória Regia Sampaio, Adenor Gondim e Joahbson Borges. Sendo que este foi seu último assistente, tendo sido apontado pelo próprio Verger como sucessor natural.
Na entidade sem fins lucrativos Fundação Pierre Verger em Salvador, que ele estabeleceu e continuou seu trabalho, guarda mais de 63 mil fotografias e negativos tirados até 1973, como também os documentos dele e correspondência.
No Brasil, foi homenageado como tema de Carnaval (Rio de Janeiro, 1998) do GRES União da Ilha do Governador, cuja letra fala da Trajetória de Pierre Verger a Fatumbi.
Jérôme Souty publicou um ensaio muito documentado sobre a obra e a vida de Verger : Pierre Fatumbi Verger. Du regard détaché à la connaissance initiatique, Paris: Maisonneuve & Larose, 2007 (520p. 144 fotos, em francês).
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Verger
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