quarta-feira, 23 de setembro de 2015

POLINIZAÇÃO - MORCEGOS















http://agroecologiace.blogspot.com.br/2011/07/polinizadores.html

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000211844

https://pt.wikipedia.org/wiki/Poliniza%C3%A7%C3%A3o

 
Polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas (núcleos espermáticos) através dos grãos de pólen (espermatozoides das plantas) que estão localizados nas anteras de uma flor , para o receptor feminino (estigma) de outra flor (da mesma espécie), ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o gameta feminino e fecundá-lo.

A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com auxílio de seres vivos, ou abióticos, através de fatores ambientais. Os tipos gerais de polinização são os seguintes:

Flor de Neomarica candida sendo visitada por abelha: polinização entomófila.
  • Anemofilia: através do vento;
  • Entomofilia: Termo geral para todos os meios de polinização através de insetos, mas é um termo mais usado para polinização efetuada por abelhas, vespas e moscas;
  • Cantarofilia: com auxílio de besouros;
  • Psicofilia: efetuada por borboletas;
  • Falenofilia: através de mariposas;
  • Ornitofilia: polinização feita por aves;
  • Hepertofilia: polinização feita por anfíbios e répteis;
  • Hidrofilia: através da água;
  • Artificial: através do homem;
  • Quiropterofilia:polinização feita por morcegos;
  •  
  •  Pode haver também a auto-polinização, quando uma flor recebe seu próprio pólen. Em muitos casos, a flor possui mecanismos que rejeitam o pólen produzido em suas anteras, o que assegura a reprodução sexuada, ou seja, que haja intercâmbio de genes com outros indivíduos da espécie. No entanto, indivíduos de algumas espécies não apresentam esses mecanismos, e aproveitam-se de seu próprio pólen para produzir sementes e garantir a estabilidade de sua população. Alguns destes mecanismos são:
  • Dicogamia: consiste no amadurecimento dos órgãos reprodutores em épocas diferentes; a dicogamia pode ser de dois tipos:
  • Protandria: quando amadurecem em primeiro lugar os órgãos masculinos e posteriormente os órgãos femininos.
  • Protoginia: quando amadurecem primeiramente os órgãos femininos e posteriormente os órgãos masculinos.
  • Dioicia: aparecimento de indivíduos com sexos separados: uma planta masculina e outra feminina.
  • Hercogamia: ocorre uma barreira física, que separa com filetes curtos e estiletes longos.
  • Heterostilia: ocorrência, nas flores, de estames com filetes curtos e estiletes longos
  • Auto-esterilidade: neste caso, a flor é estéril ao pólen que ela mesma produziu.
Entre as Gimnospermas a polinização é quase sempre anemófila. Especula-se que isso seja conseqüência do momento em que estas plantas evoluíram, quando não havia insetos especializados na coleta de pólen, como abelhas. A pequena variedade de meios de polinização neste grupo reflete-se na pouca variação morfológica de suas estruturas reprodutivas.
Flor de Wedellia paludosa visitada por borboleta: polinização psicófila.
Em contraste, entre as Angiospermas, o surgimento de flores coincidiu com o surgimento de abelhas, borboletas, mariposas, aves e mamíferos, e a estrutura reprodutiva destas plantas foi selecionada de forma a atrair estes animais, surgindo então uma miríade de formas, tamanhos, cores, aromas e texturas, cada uma de acordo com uma estratégia mais ou menos específica de atração de polinizadores. Surgiram novas estruturas, como nectários, anteras com pólen estéril, ornamentações, pétalas comestíveis, glândulas de perfume, óleo e resina, todos recursos benéficos a aqueles animais que asseguram que suas flores sejam visitadas e seu pólen carregado para outra flor da mesma espécie.
O sucesso das Angiospermas entre os outros grupos vegetais, no que se refere à polinização, deve-se à elasticidade morfológica das flores de Angiosperma e sua capacidade de adaptação a diferentes agentes polinizadores, entre outros fatores.
  
 Polinização por morcegos Glossophaginae versus Phyllostominae em floresta de terra firme na Amazonia Central Autor(es): Erich Arnold Fischer Palavras-chave [PT]:Ammazonia , Morcego , Polinização
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000211844

 Resumo: Resumo: O objetivo deste estudo é comparar atributos entre plantas polinizadas por morcegos Glossophaginae e Phyllostominae, em floresta de "terra-firme" na Amazônia Central; em três habitat: floresta de baixio (BAl), floresta de platô (PLA) e floresta de vertente (VER). Trinta e quatro indivíduos de plantas quiropterófilas, pertencentes a nove espécies arbóreas, foram registradas em flor ao longo de um ano em 14,8 ha, sendo que metade delas foi polinizada por Glossophaginae e metade por Phyllostominae. Cinco espécies de dois gêneros, Caryocar e Parida, foram polinizadas principalmente por Phyllostominae. As demais quatro espécies, dos gêneros Caryocar, Lecythis, Eperua e Couepia, utilizaram principalmente morcegos Glossophaginae como polinizadores. Árvores polinizadas por Phyllostominae ocorreram em maior densidade no PLA e não foram registradas no BAl, ao passo que árvores polinizadas por Glossophaginae tiveram maior densidade no BAl e ocorreram em baixa densidade no PLA. Em VER, a densidade de árvores polinizadas por Glossophaginae foi a mesma que a de polinizadas por Phyllostominae. As espécies polinizadas por morcegos Glossophaginae foram mais baixas e apresentaram menor diâmetro de copa e do tronco, que as espécies polinizadas por Phyllostominae. As espécies deste último grupo ocuparam posições mais altas no estrato vertical da floresta de platô, que as espécies polinizadas por Glossophaginae. Por outro lado, relações alométricas mostraram que espécies polinizadas por um ou outro tipo de morcego não diferem quanto às proporções entre diâmetro da copa, diâmetro do tronco e altura. Estratégias fenológicas do tipo cornucópia foi uma tendência para espécies polinizadas por Phyllostominae e também para espécies polinizadas por Glossophaginae no PLA. Florações do tipo "estado constante" caracterizaram as espécies polinizadas por Glossophaginae no BAl. As flores e capítulos visitados por Phyllostominae têm simetria radial e as flores polinizadas por Glossophaginae foram principalmente zigomorfas. As espécies polinizadas por Glossophaginae apresentaram volume de néctar muito mais baixo que as espécies polinizadas por Phyllostominae. A concentração de açúcares no néctar foi pouco maior para espécies polinizadas por Glossophaginae que para as polinizadas por Phyllostominae. A quantidade de flores e a de néctar produzidos por árvores quiropterófilas variaram em função do tamanho dos indivíduos e das unidades de visita. O diâmetro da copa e a biomassa média das flores/capítulos afetaram direta e/ou indiretamente o número de inflorescências por árvore, o número médio de flores/capítulos produzidos por inflorescência, o total de flores/capítulos produzidos por árvore, o número de flores/capítulos funcionais por noite e o volume médio de néctar por flor/capítulo. Lonchophylla thomasi (Glossophaginae) e Phyllostomus discolor (phyllostominae) foram os polinizadores das espécies de plantas estudadas. Os Glossophaginae forragearam solitariamente ou em duplas visitando as flores em vôo pairado. As visitas de Ph. discolor foram feitas em grupos de 5-30 indivíduos. Durante as visitas, estes morcegos agarraram-se às inflorescências ou ramos. Foram também registradas visitas de Potos flavus (procyonidae) e Caluromys philander (Didelphidae) a flores polinizadas por Phyllostominae. As diferenças encontradas entre espécies polinizadas por Glossophaginae e Phyllostominae, no local de estudo, indicam a ocorrência de duas categorias de plantas neotropicais que utilizam morcegos como vetores de pólen

MORCEGO
https://pt.wikipedia.org/wiki/Morcego

O morcego é um animal mamífero da ordem Chiroptera cujos membros superiores (braços e mãos) têm formato de asas membranosas, tornando-os únicos mamíferos naturalmente capazes de voar. No Brasil, o morcego pode ser raramente chamado pelos seus nomes indígenas andirá ou guandira[1] .
Tradicionalmente, divide-se os quirópteros em morcegos propriamente ditos (subordem Microchiroptera) e raposas-voadoras (subordem Megachiroptera). Representam um quarto de toda as espécies de mamíferos do mundo. São pelo menos 1 116 espécies [2] , que possuem uma enorme variedade de formas e tamanhos, podem ter uma envergadura de cinco centímetros a dois metros, uma enorme capacidade de adaptação a quase qualquer ambiente (só não ocorrem nos polos) e uma ampla diversidade de hábitos alimentares.
Os morcegos têm a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes e sangue[3] . Cerca de 70% dos morcegos são insetívoros, alimentando-se de insetos, sendo praticamente todo o restante frugívoros, ou seja, alimentam-se de frutas. Somente três espécies se alimentam exclusivamente de sangue: são os chamados morcegos hematófagos ou vampiros, encontrados apenas na América Latina. Dessa maneira, morcegos contribuem substancialmente para a estrutura e dinâmica dos ecossistemas [4] , pois atuam como polinizadores, dispersores de sementes, predadores de insetos (incluindo pragas agrícolas), fornecedores de nutrientes em cavernas e vetores de doenças silvestres, dentre outras funções. Possuem ainda o extraordinário sentido da ecolocalização (biossonar ou orientação por ecos), que utilizam para orientação, busca de alimento e comunicação.

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