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segunda-feira, 1 de junho de 2015

TROPICÁLIA NÃO COMBINA COM APARTHEID

 (no período da tarde o problema foi resolvido) *desde a madrugada de hoje o Blogger está falhando totalmente para fazer uploads de imagens, (ou talvez seja problema da conexão da  Vivo) por isto vão ai os links para ler e assinar petição sobre Gil e Caetano cancelarem seus shows em Israel :


(do blog de Celso Lungaretti)
O Grande Roger Waters conclama...
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2015/06/o-grande-roger-waters-conclama.html


Tropicália não combina com apartheid
 
Página no Facebook:https://www.facebook.com/pages/Tropic%C3%A1lia-n%C3%A3o-combina-com-apartheid/674346782699348

Video do professor que vive em Gaza:

Professor Associado da Al Aqsa University em Gaza, Haidar Eid faz um apelo a Gilberto Gil e Caetano Veloso. Eid conta que 40 membros de sua universidade, entre professores, funcionários e alunos, morreram sob os ataques israelenses. O show de Caetano e Gil está marcado para julho, aniversário de um ano dos últimos ataques a Gaza, que deixaram milhares de palestinas e palestinos mortos, incluindo mais de 500 crianças, além de mais de 12 mil feridos. #CancelaCaetanoeGil
Assine a petição em: goo.gl/LWIXst

https://www.facebook.com/674346782699348/videos/vb.674346782699348/679636725503687/?type=2&theater

 Para assinar a petição "Caetano Veloso e Gilberto Gil, cancelem vosso show!"
https://www.change.org/p/caetano-veloso-gilberto-gil-cancelem-vosso-show-em-israel-cancel-your-concert-in-israel




"Não há lugar hoje no mundo para outro regime racista de apartheid. Caros Gilberto e Caetano, os aprisionados e os mortos estendem as mãos. Por favor, unam-se a nós cancelando seu show em Israel." ‪#‎CancelaCaetanoeGil‬
Assine petição em: goo.gl/LWIXst

 http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/06/1636156-carta.shtml

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Casamento em Gaza e a guerra - nadia gal stabile

judeus brasileiros dizem que Israel não os representa
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/08/opiniao-israel-nao-nos-representa/
a guerra não nos representa
em vão, mortes de filhos
crianças sem infâncias
na guerra ou aqui
vergonha de ser da raça humana
e apesar de tudo
gente se casa em plena guerra
a guerra e a vida continuam
a guerra está sempre presente
e a mãe terra vê tudo
a terra, por ela guerreiam
por ela se morre e se mata
a terra mãe que tudo vê
sofre por ela e pela gente
e ainda assim continua
dando de comer aos que matam
e aos que irão morrer

nadia gal stabile - 18 de agosto de 2014



fonte de imagens : http://www.bumisyam.com/sebuah-inspirasi-dari-para-ibu-di-palestina.html/

 http://www.straitstimes.com/news/world/middle-east/story/wedding-joy-refugees-gaza-un-school-20140814

http://www.thejournal.ie/marriage-refugee-school-gaza-1619099-Aug2014/

http://www.euronews.com/nocomment/2014/08/14/just-married-in-gaza/



















segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ONU ACUSA O PRINCIPAL CÚMPLICE DE ISRAEL NO EXTERMÍNIO DE CRIANCINHAS : OS EUA, CLARO!


Para ler na íntegra, clique no link da matéria de Celso Lungaretti :
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2014/07/onu-acusa-o-principal-cumplice-de.html

Leia no blog Náufrago da Utopia, isto e muito mais:

▼  2014 (264)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PARA A CORTE E SEUS BOBOS, BRASIL SERIA "CACHORRINHO RANHETA DO 3º MUNDO"

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O reaça-mor da Veja, Reinaldo Azevedo, finalmente encontrou quem pense exatamente igual a ele sobre o Governo Lula: uma articulista do Wall Street Journal chamada Mary Anastasia O'Grady.

Triunfalmente, deu-se ao trabalho de traduzir, publicar e comentar no seu blogue o artigo dessa Anastasia que não é nenhuma princesa, está mais para serviçal da Corte. O motivo de seu júbilo, RA trombeteou logo no título: ela, supostamente, "arrasa com a política externa de Lula".

As pessimamente traçadas linhas de A dança de Lula com os déspotas, da Anastasia sem nobreza, não passam de descarado lobby israelense contra a posição brasileira de resistir à imposição de sanções contra o Irã.

Israel quer porque quer abortar o programa nuclear iraniano, na suposição de que servirá para fabricar bombas atômicas.

ONU, EUA e países subservientes às paranóias israelenses se desmoralizam ao punirem apenas o Irã.

Pois, enquanto o mundo não colocar sob o mais rígido controle o arsenal nuclear de Israel, nação responsável pelos recentes massacre de palestinos (2008/09) e chacina de pacifistas (2010), não pode exigir nada de país nenhum.

A pior ameaça à humanidade, o governo mais bestial em relação a outras nações e outros povos, é exatamente o israelense, em razão de suas reações apocalípticas a qualquer agressão sofrida e da sua absoluta amoralidade, a ponto de haver oferecido ármas nucleares para a África do Sul no auge do apartheid.

O artigo da pistoleira de aluguel que tanto excitou RA diz:
"O mais recente exemplo de como o Brasil ainda não está pronto para figurar no horário nobre dos círculos internacionais se deu na semana passada, quando votou contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU. A Turquia foi a única parceira do Brasil neste constrangedor exercício. Mas a Turquia pode ao menos usar como desculpa suas raízes muçulmanas. Lula está levando a reputação do Brasil para o brejo só para a sua satisfação política pessoal".
Para bom entendedor, fica evidente que este é o único motivo para a peça propagandística ter sido redigida e veiculada no house organ do parasitismo financeiro, não o fato de Lula "defender e exaltar (...) alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos do planeta".

Se Ahmadinejad se dedicasse apenas a exterminar oposicionistas e homossexuais, não lançando ameaças (meramente retóricas, por enquanto) contra Israel, o estado judeu não daria a mínima para essas matanças -- abomináveis, sem dúvida, mas cuja escala foi muitíssimo inferior à do último pogrom israelense sobre Gaza.

É sempre bom lembrar: de uma tacada só Israel varreu 1.434 palestinos da face da Terra, enquanto os executados por denunciarem fraude eleitoral no Irã seriam, no máximo, 70.

Choca-me ver um jornalista brasileiro, por pior que seja, repercutindo panfletos estrangeiros contra o presidente e o ministro das Relações Exteriores do Brasil -- o primeiro tratado como "um político esperto que veio das massas mas ama o poder e o luxo" e o segundo, como "um intelectual notoriamente antiestadunidense e anticapitalista".

Pior ainda é o tratamento dado ao próprio Brasil, que a Anastasia publicista apresenta como "um país ressentido, um cachorrinho ranheta do 3º Mundo".

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ISRAEL VAI INVESTIGAR A SI PRÓPRIO E AS CONCLUSÕES SERÃO CENSURADAS

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Seria cômico, se não fosse trágico.

Ao admitirem desfecho farsesco para o caso do ataque à flotilha de ajuda humanitária a Gaza, a Organização das Nações Unidas e os países mais influentes do mundo, EUA à frente, acabam de jogar no lixo mais uma oportunidade para impor aos piratas israelenses o respeito pelo Direito internacional.

Num episódio inquestionável, claríssimo, gritante de chacina em alto mar, cometida por militares israelenses armados até os dentes contra civis de várias nacionalidades que se defendiam com estilingues, não só deixaram de aplicar sanções imediatas ao brutal agressor -- o que havia, ainda, para se averiguar? --, como abdicaram até mesmo de uma investigação internacional do episódio.

Os homicidas determinaram que só seriam investigados por seus pares, e esta aberração jurídica e moral foi aceita pelos poderosos do planeta!

Para completar a pantomima, os magnânimos carrascos admitiram que dois estrangeiros integrem a comissão especial constituída para tentar, em vão, salvar as aparências.

Então, serão cinco os investigadores: três israelenses, o prêmio Nobel da Paz David Trimble - um dos articuladores do acordo de paz na Irlanda do Norte de 1998 - e o promotor militar aposentado canadense Ken Watkin.

Podemos até admitir que façam honestamente seu trabalho.

No entanto, está antecipadamente vetada a apresentação ao público e à comunidade internacional de qualquer conclusão que "possa causar dano substancial à segurança nacional [de Israel...], as relações internacionais, o bem-estar ou a privacidade de qualquer indivíduo ou os métodos operacionais confidenciais de entidades autorizadas".

Ou seja, esses homens de reputação, para fazerem jus à dita cuja, deverão concluir o óbvio ululante:
  • que Israel agiu com bestialidade extrema, ao abordar em alto mar embarcações de outro país;
  • ao invadi-las da forma mais truculenta;
  • ao assassinar nove civis e ferir muitos outros;
  • ao sequestrar os sobreviventes, rebocando-os ao seu território;
  • ao roubar equipamentos que portavam;
  • ao mantê-los em cativeiro sem nenhuma autoridade para tanto;
  • e, finalmente, ao despachá-los para onde decidiram ao invés de soltá-los para ir aonde quisessem.
No entanto, tudo isso ficará em segredo, assim como o nome dos culpados por esses crimes.

E, como todos sabemos da dificuldade em disciplinar Israel, tal relatório (com as partes inócuas divulgadas e o que realmente importa mantido em sigilo) vai produzir efeito nenhum, já que nem cobranças da opinião pública haverá.

Afinal, sequer o contundente Relatório Goldstone teve as consequências que se impunham, embora haja concluído e informado ao mundo que Israel perpetrou massacres dantescos em Gaza, na virada de 2008 para 2009.

Depois desta, a ONU também deixou de existir. Só falta enterrarem.

A Liga das Nações acabou por ter sido impotente para conter Hitler.

A ONU acabou por ter sido impotente para conter Israel.

Simples assim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

XEQUE A OBAMA

Em tempos de Copa do Mundo, o resultado do último confronto entre Israel e pacifistas foi uma goleada. O estado judeu atacou de forma destrambelhada a flotilha de ajuda humanitária a Gaza e ficou com a defesa tão exposta que os adversários marcaram gols à vontade.

O mundo inteiro já chegou a conclusões definitivas:
  • Israel cometeu óbvios crimes ao abordar o comboio em águas internacionais, ao assassinar pelo menos nove estrangeiros no curso de uma ação ilegal, ao agredir vários outros, ao sequestrar os sobreviventes, ao mantê-los presos por alguns dias e ao despachá-los para onde não optaram por ir;
  • o bloqueio do Gueto de Gaza (em tudo e por tudo semelhante ao Gueto de Varsóvia...) é criminoso e aberrante, devendo ser levantado o quanto antes.
A alegação de que os assassinos israelenses estariam exercendo legítima defesa, ao encherem de balas vítimas que não portavam armas de fogo, é risível.

Nem que a flotilha tivesse invadido seu território faria sentido, pois o emprego desmedido de força salta aos olhos.

Em alto mar, então, nem há o que discutir. Os coitados tinham todo direito de reagir ao ataque de piratas; e estes, nenhum de acrescentar uma atrocidade a uma ilegalidade.

Houve quem levantasse uma questão cabível: o que Israel fez foi uma ação pirata ou um ato de guerra?

Como a embarcação atacada tinha bandeira turca, formalmente o segundo enquadramento é o mais correto.

Mas, como se tratava de uma missão humanitária internacional, a agressão de Israel se deu contra o mundo civilizado como um todo, e não especificamente contra a Turquia. Considero que andou certo o governo turco ao não levar o episódio às últimas consequências, declarando guerra a Israel, como poderia ter feito.

Agora, o estado judeu, também de forma risível, nega-se a aceitar a participação de outras nações ou organismos na investigação do episódio.

Pretende fazê-la sozinho, com o propósito de acobertamento, claro. A Turquia está certíssima em interpretar tal atitude como uma admissão de culpa.

Pelos mesmos motivos expostos acima, o país formalmente agredido tem todo direito formal de liderar as investigações. O pleito da Turquia procede.

Mas, como o ataque se deu em águas internacionais e a vítima foi uma missão humanitária integrada por cidadãos de vários países, a investigação deveria competir mesmo é à ONU.

Continua valendo o que eu afirmei na semana passada:
"Respaldado no poder econômico e de mídia de judeus do mundo inteiro, Israel aplica, há décadas, a lei do mais forte.

"A ONU terá de agir da mesma maneira, se quiser ser respeitada: fazendo valer a força maior de que teoricamente dispõe.

"Para começar, exigindo o imediato levantamento do bloqueio israelense a Gaza.

"Depois, impondo a rigorosa apuração desse episódio de pirataria em alto mar, seguida da não menos rigorosa punição dos responsáveis."
Não tenho dúvidas de que um relatório elaborado pela ONU condenará Israel de forma tão enfática quanto o fez o de Richard Goldstone, sobre o genocídio praticado contra os palestinos de Gaza na virada de 2008 para 2009.

Nem de que será aprovado, como sempre, por esmagadora maioria.

Mas, produzir efeitos concretos é outra história.

Como assinalou o colunista Jânio de Freitas, em dia inspirado (A cara e a alma):
"Se há mais de quatro décadas nenhuma das tantas e diferentes tentativas de pacificação da área prosperou, (...) é bastante lógico que o fundamento do problema esteja em um fator influente sobre toda a área ou sobre partes decisivas dela.

"Tal fator existe. Tem cara e tem alma. Sua cara é o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, uma cara cínica, apta a adotar ares de seriedade e de cumprimento compungido do dever, quando põe em prática os atos mais abjetos. Sua alma é de testa de ferro, de guarda-costas matador, de agente duplo, de traficante.

"Tais características do Conselho de Segurança ativam-se a cada vez que um dos seus cinco integrantes permanentes [EUA, Rússia, França, Inglaterra e China] invoca o direito de veto a uma resolução proposta por um dos 15 membros...

"(...) Dominante, há mais de 40 anos a direita belicista de Israel não precisa pensar em conter suas ambições territoriais e de dominação; nem em possíveis fórmulas de convívios sem beligerância na região, respeito aos acordos internacionais sobre práticas toleradas e crimes de guerra, violações de direitos, respeito a fronteiras e a águas internacionais.

"Israel é uma população dividida em relação ao que o país faz, mas é um país de mãos livres para fazer o que quiser. E faz, implícita e explicitamente autorizado pela assegurada cobertura da maior potência mundial".
Então, em última análise, é Barack Obama quem decidirá se Israel vai ou não continuar cometendo impunemente as piores truculências.

Obama terá de optar entre suas conveniências políticas domésticas, num país em que o apoio dos judeus ricos e da mídia que eles controlam decide eleições, e o respeito à Justiça e ao Direito nas relações internacionais. Nem mais, nem menos.

Temo que ainda não seja desta vez que os EUA dirão: "Sim, nós podemos... ser justos".

sábado, 5 de junho de 2010

A TRAGÉDIA DO ORIENTE MÉDIO (para reler e refletir)

Os folhetins, o cinema e a TV nos acostumaram a observar os complexos dramas das pessoas, povos e nações a partir de uma ótica simplista: heróis-vilãos-vítimas.

Ou, simplificando mais ainda, a acreditarmos que quem causa sofrimento às vítimas são os bandidos e quem as defende, os mocinhos.

No fundo, trata-se do velho e obtuso maniqueísmo, a que os pensadores marxistas contrapuseram a dialética: Bem e Mal não existem como instâncias metafísicas que, desde os píncaros do paraíso celestial ou das profundezas do inferno, teleguiam a práxis humana, mas sim como resultado das decisões e ações adotadas pelos homens em cada situação.
No primeiro caso, alguns encarnam o Bem absoluto e o Mal absoluto, sem nuances: os mocinhos são sempre mocinhos e os bandidos, eternamente bandidos.

Na análise marxista, os papéis vão sendo assumidos a cada instante, de forma que o mocinho de ontem poderá ser o bandido de hoje, e vice-versa.

A esquerda mundial até hoje não se recuperou do pesadelo stalinista, que, como Isaac Deutscher bem assinalou, foi um amálgama do pensamento sofisticado dos revolucionários europeus com a religiosidade primitiva da Santa Mãe Rússia.

E a História, infelizmente, favoreceu essa perda de densidade crítica por parte da esquerda. O nazifascismo parecia mesmo encarnar o Mal absoluto, colocando os que o combatiam na condição de cruzados do Bem absoluto.

Veio a guerra fria e a estreiteza de visão se consolidou definitivamente, de ambos os lados. A política mundial se tornou um mero western daqueles tempos em que os mocinhos se vestiam sempre de branco e os bandidos só usavam trajes negros.

Então, desde a década de 1950, quando os EUA se colocaram como protetores de Israel e os soviéticos se compuseram com o líder egípcio Gamal Abdel Nasser, ficou estabelecido que a única forma progressista de encararmos os conflitos do Oriente Médio é beatificando os árabes e satanizando os judeus.

A questão no Oriente Médio é muito mais complexa.

Em primeiro lugar, temos um povo (o judeu) milenarmente perseguido, não só devido à maldade intrínseca dos poderosos de todos os tempos, mas também a uma certa vocação para o martírio: nunca quis misturar-se aos outros povos e conviver harmoniosamente com eles, fazendo, pelo contrário, questão de preservar sua identidade cultural/religiosa e de ostentá-la aos olhos de todos.

Então, mais do que a outros povos, fazia-lhe imensa falta um território próprio. Constituindo uma colônia minoritária em outros países e segregando-se rigidamente dos naturais desses países, neles despertava previsível hostilidade.

Ademais, os judeus eram invejados pelos gênios da cultura e da ciência que produziam (Marx, Freud, Einstein e tantos outros) e por seu êxito nas finanças, além de despertarem a hostilidade dos governos pela participação marcante que tinham em movimentos libertários/revolucionários.

É sintomático, aliás, que a esquerda hoje esqueça ou omita a importantíssima contribuição do Bund (União Judaica Trabalhista da Lituânia, Polônia e Rússia) para a gestação do movimento revolucionário russo, no início do século passado.

HOLOCAUSTO – Ao buscar um inimigo comum contra o qual unir a nação alemã, Hitler não precisou pensar muito: os judeus eram a opção óbvia.

Finda a II Guerra Mundial, a indignação que o Holocausto provocou na consciência civilizada fez com que a idéia do lar judaico passasse a ser vista com simpatia generalizada.

Foi quando os judeus cometeram seu maior erro de todos os tempos: aceitando a liderança espúria de fundamentalistas religiosos/terroristas sanguinários, implantaram seu estado nacional numa região em que se chocariam necessariamente com outros fundamentalistas religiosos/terroristas sanguinários.

A Inglaterra, império decadente, bem que tentou impedir, em vão. E as pombas desnorteadas, judeus imbuídos dos melhores ideais, acabaram aderindo em massa ao projeto sinistro dos falcões.

Então, uma das experiências socialistas mais avançadas que a humanidade conheceu, a dos kibutzim (comunidades coletivas voluntárias israelenses), acabou sendo tentada num país que logo viraria bunker – e, melancolicamente, foi definhando, até quase nada diferir hoje em dia das cooperativas dos países capitalistas.

As nações árabes só não exterminaram até agora o estado judeu porque jamais o enfrentaram juntas e disciplinadas, sob um verdadeiro comando militar. Mesmo quando vários exércitos combateram Israel, atuaram praticamente como unidades independentes, em função das querelas e disputas de poder entre os reis, sheiks, sultões, califas, emires, etc., de países cuja organização política e social ainda é feudal.

Os israelenses, por enquanto, têm compensado sua inferioridade numérica com a superioridade de seus quadros e equipamentos militares, bem como com a repulsiva prática de promover massacres intimidatórios, reagindo de forma desproporcional e freqüentemente genocida aos ataques que sofre.

Os movimentos fundamentalistas/terroristas árabes agem como provocadores: sabem que jamais conseguirão enfrentar de igual para igual Israel, mas atraem retaliações contra seus povos, na esperança de que isto acabe trazendo as nações para o campo de batalha. Querem ser o estopim de uma guerra santa e não hesitam em sacrificar os seus em nome dos desígnios de Alá.

Os governantes feudais árabes, entretanto, têm mais medo de serem desalojados dos seus tronos do que ódio por Israel. Sabem que o despertar das massas contra o inimigo nacional pode derivar para levantes revolucionários em seus países. Preferem preservar o status quo, ao preço de fecharem os olhos a atrocidades como as cometidas contra os palestinos em Gaza.

Não se trata de nenhum filme de mocinho-e-bandido, pois só há vilãos entre os atores políticos; ninguém que mereça nossa simpatia e apoio.

Quanto às vítimas, estas sim são indiscutíveis: os civis que, nas últimas seis décadas, têm sido abatidos como moscas, devido à cegueira e (sejamos francos) imoralidade monstruosa desses atores políticos.

No fundo, a solução sensata seria o estabelecimento dos judeus noutro território qualquer – quantos países paupérrimos não lhes cederiam terras e autonomia administrativa, em troca de recursos e cooperação para seu desenvolvimento?

Mas não é a sensatez que rege o mundo e sim, como Edgar Allan Poe destacou, o horror e a fatalidade.

Então, os Hamas da vida continuarão ensejando carnificinas e os israelenses seguirão massacrando os vizinhos, trucidando seus velhos, mulheres e crianças, até que surja um novo Lawrence da Arábia e consiga levar à vitória a guerra santa sonhada pelos fundamentalistas/terroristas árabes.

O que temos no Oriente Médio é uma tragédia: os acontecimentos marcham insensivelmente para o pior desfecho e nada podemos fazer, exceto atenuar, tanto quanto possível, os banhos de sangue.
ESCREVI ESTE ARTIGO EM JANEIRO DE 2009, NA ESTEIRA DOS MASSACRES QUE ISRAEL PERPETRARA NA FAIXA DE GAZA.

PERMANECE, INFELIZMENTE, ATUALÍSSIMO.

OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS NOS REVELAM, P. EX., QUE O BLOQUEIO DE GAZA SÓ FUNCIONOU PORQUE O EGITO COLABOROU COM ISRAEL NESSE INTENTO DESUMANO.

AGORA, FINALMENTE, SE DISPÔS A REVER SUA POSIÇÃO DE CONSIDERAR O HAMAS PIOR INIMIGO AINDA DO QUE O ESTADO JUDEU.

QUANTO A ISRAEL, FICAMOS SABENDO QUE SE TORNA, CADA VEZ MAIS, UM MONSTRO DE FRANKENSTEIN: AS ILUSÕES DE OUTRORA VÃO CEDENDO LUGAR À DURA REALIDADE DE QUE OS JUDEUS SOFISTICADOS NÃO QUEREM NELE RESIDIR, DAÍ O CRESCENTE AFLUXO DE JUDEUS MAIS PRIMITIVOS (E, PORTANTO, IMPIEDOSOS) PARA QUEM COMPENSA TROCAR A POBREZA NA QUAL VIVIAM PELOS RISCOS DE SE ESTABELECEREM NUMA ZONA DE CONFLITO.

ESSES NOVOS CONTINGENTES SÃO PREDOMINANTEMENTE DE FANÁTICOS RELIGIOSOS -- E, COMO TAIS, TENDENTES A APOIAR QUAISQUER SOLUÇÕES DE FORÇA CONTRA OS PALESTINOS.

ELES AUMENTAM MÊS A MÊS SUA ASCENDÊNCIA NA POLÍTICA E NO EXÉRCITO ISRAELENSES. E QUEREM MESMO QUE SURJAM CONFRONTOS COMO O ATUAL, PARA FECHAREM TODAS AS PORTAS AO DIÁLOGO CIVILIZADO, CONSOLIDANDO A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO USURPADO AOS PALESTINOS.

DAÍ A HIPÓTESE, COGITADA POR ALGUNS ANALISTAS, DE QUE O MASSACRE DA FLOTILHA DE AJUDA HUMANITÁRIA EM ÁGUAS INTERNACIONAIS NÃO TENHA SIDO UM FESTIVAL DE ERROS E ABUSOS, MAS SIM UMA PROVOCAÇÃO DELIBERADA, URDIDA PELOS FALCÕES ISRAELENSES PARA AFASTAREM AINDA MAIS QUALQUER POSSIBILIDADE DE SOLUÇÃO NEGOCIADA.

IDEM O RECENTE ANÚNCIO DE NOVAS OCUPAÇÕES NO EXATO INSTANTE EM QUE OS ESTADOS UNIDOS EMPENHAVAM-SE EM BUSCAR UM ACORDO, O QUAL IMPLICARIA, PELO CONTRÁRIO, DEVOLUÇÃO DE TERRA AOS PALESTINOS.

MANTENHO MINHA ANÁLISE: O QUE ESTAMOS VENDO SÃO EVOLUÇÕES NO SENTIDO DE UMA ENORME TRAGÉDIA QUE NINGUÉM ESTÁ CONSEGUINDO EVITAR.

OS JUDEUS SÓ CONSEGUIRÃO PERMANECER EM ISRAEL SE CHEGAREM A ALGUMA FORMA DE ENTENDIMENTO COM OS LEGÍTIMOS PROPRIETÁRIOS DAQUELAS TERRAS.

NO LONGO PRAZO, A ALTERNATIVA PARA ELES É: COEXISTÊNCIA PACÍFICA OU EXPULSÃO (EVENTUALMENTE EXTERMÍNIO).

MAS, APROFUNDANDO SUA INTRANSIGÊNCIA, CONTRIBUEM INSENSIVELMENTE PARA ESSE DESFECHO.

MAIS DIA, MENOS DIA, OS POVOS ÁRABES SE UNIRÃO E VÃO ALCANÇAR A VITÓRIA. SE OS JUDEUS NÃO RECUAREM DE SUA LOUCURA BELICISTA, ACABARÃO COLHENDO O QUE ESTÃO PLANTANDO.

NO ENTANTO, NÃO VEJO MOTIVO NENHUM PARA NOS REGOZIJARMOS COM BANHOS DE SANGUE.

FICO ENOJADO AO VER CIDADÃOS ANTEGOZANDO DESDE JÁ O DIA EM QUE TAL "CANCRO" SERÁ "EXTIRPADO". QUEM GOSTA TANTO ASSIM DE VER PESSOAS MORRENDO, POR QUE NÃO VAI MATÁ-LAS PESSOALMENTE?

CONTINUAREI LAMENTANDO QUE SEJAM O HORROR E A FATALIDADE A REGEREM OS DESTINOS DO MUNDO, ENQUANTO O CAPITALISMO, JÁ PUTREFATO E CADA VEZ MAIS DESTRUTIVO EM SEUS ESTERTORES, NÃO CEDER FINALMENTE LUGAR À COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE ENTRE OS HOMENS.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DANDO NOME AOS BOIS: O QUE HOUVE FOI 'PIRATARIA' E 'SEQUESTRO'

O número de visitantes do meu blogue deu um salto desde o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária a Gaza.

Sinal de que há uma demanda por jornalismo de verdade, que a grande imprensa não atende.

É simplesmente repulsiva a forma como está sendo noticiado o episódio.


Quase ninguém diz que se tratou de um ato de PIRATARIA. E foi. Não há outro nome para a agressão de um bando armado a embarcações civis em alto mar.

E o que aconteceu com os ativistas que não foram mortos nem feridos pelo bando armado? Terão sido detidos, como se lê e ouve na mídia?

Não, porque o bando armado não tinha autoridade para deter ninguém, muito menos em águas internacionais.

O que houve não passou de um SEQUESTRO. Nem mais, nem menos. Então, nunca existiram 700 pessoas detidas, o que há são 700 pessoas sequestradas.

Se quem as tivesse sequestrado fosse o governo de Chávez, Castro ou Ahmadinejad, a terminologia da mídia, com certeza, seria rigorosamente exata.

Também é um embuste dá-los, agora, como
deportados, já que não entraram em Israel por vontade própria, mas sim arrastados por sequestradores. Estão sofrendo mais uma violação dos seus direitos, ao não serem simplesmente soltos para ir onde quisessem, mas sim despachados na marra para um país que não escolheram.


Em se tratando de Israel, os jornalistas pisam em ovos e são obrigados a utilizar os mais evasivos eufemismos.


Depois, existe quem esteja perdendo tempo e desperdiçando espaço com análises sobre a ridícula alegação israelense de que seus assassinos teriam exercido o direito de autodefesa. O que não é sério, não devemos levar a sério, caso contrário nos acumpliciaremos com a desinformação.

Se qualquer barco é atacado por piratas no meio do oceano, a tripulação, sim, reage em legítima defesa.

Os piratas, não. Eles estão simplesmente tentando neutralizar as vítimas, para concretizarem seu intento ilegal.

Se, para tanto, as matam, o que fizeram foi cometer homicídio, por motivos vis. Ou seja, um crime dos mais crapulosos.

Não são questões semânticas: a linguagem também pode servir para atenuar o impacto de episódios escabrosos, facilitando sua absorção e progressivo esquecimento.

Os jornalistas que se mancomunam com esses contorcionismos retóricos, entretanto, não estão sendo imparciais, mas sim amorais. Ao contribuírem para a aceitação do inaceitável, fazem uma opção pela carreira, em detrimento da missão.

Lembremos Brecht: "em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar".

Nove seres humanos valorosos deram a vida para que nada parecesse impossível de mudar. O mínimo que podemos fazer é honrar seu sacrifício.

terça-feira, 1 de junho de 2010

XEQUE À ONU

Tanta gente destaca as semelhanças entre a Alemanha nazista e Israel que nem vou me dar ao trabalho de relacionar os pontos comuns. Saltam aos olhos.

Só acrescentarei um, que até agora tem passado despercebido.

A impotência da Liga das Nações em conter Adolf Hitler levou à sua dissolução.

Se a Organização das Nações Unidas, que a sucedeu, continuar sendo incapaz de enquadrar Israel, também não terá razão nenhuma para continuar existindo.

Que seja dissolvida, pois, evitando dispêndios cuja única contrapartida, nas situações agudas, tem sido a produção de retórica inócua.


Pois o que acaba de acontecer, por mais que a propaganda israelense tente embaralhar e maquilar os fatos, não passou de um ataque pirata, em águas internacionais, contra embarcações que cumpriam uma missão humanitária.


Houve pessoas assassinadas e houve pessoas sequestradas;
uma ofensa gravíssima a nações livres e a seus cidadãos.

Isto não pode ser aceito passivamente, de forma nenhuma.


Assim como não poderiam ter ficado sem resposta enérgica os horrores denunciados no Relatório Goldstone.


Assim como não poderia estar sendo permitido que um país com liderança tão insensata e truculenta desenvolva um projeto nuclear sem controle internacional de nenhuma espécie.


Respaldado no poder econômico e de mídia de judeus do mundo inteiro, Israel aplica, há décadas, a lei do mais forte.


A ONU terá de agir da mesma maneira, se quiser ser respeitada: fazendo valer a força maior de que teoricamente dispõe.


Para começar, exigindo o imediato levantamento do bloqueio israelense a Gaza.


Depois, impondo a rigorosa apuração desse episódio de pirataria em alto mar, seguida da não menos rigorosa punição dos responsáveis.


E passando a colocar em mesmíssimo plano, na discussão de sanções contra projetos nucleares clandestinos, os casos do Irã e de Israel.


Ou o que vale para um vale para o outro, ou é melhor deixarmos de palhaçada. Da forma parcial como está equacionando o problema, a ONU perde toda autoridade moral.


Israel colocou a sucessora da Liga das Nações em xeque; cabe-lhe decidir se é mate ou ainda tem fibra para virar o jogo.


Só existe uma certeza: se não sair da posição defensiva, sua derrota será inevitável.


E o mundo virará terra de ninguém, com a prevalência da força sobre a razão, como Israel tudo faz para que aconteça.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

OBAMA E SUA CÚPULA NUCLEAR: POR QUE NÃO UMA CÓPULA?

Entra presidente, sai presidente, os Estados Unidos continuam um país prepotente.

Hoje (12/04) e amanhã estarão reunidos em Washington representantes de 47 nações, na chamada Cúpula de Segurança Nuclear. Quem rege a orquestra, claro, são os anfitriães.

Segundo um alto funcionário do Governo Obama, "a cúpula é focada na cooperação para prevenir o contrabando nuclear, de forma a reduzir tanto quanto possível o perigo de que grupos de terror ou gangues de criminosos coloquem as mãos em materiais nucleares".

Até aí, tudo bem. Bombas atômicas não são mesmo brinquedos para bandos de tresloucados.

A coisa pega quando se percebe nas entrelinhas que o verdadeiro motivo da reunião é concertar sanções (quiçá ações, no sentido intervencionista do termo...) contra o Irã, o resto não passando de conversa pra boi dormir.

Israel, p. ex., não é signatário do Tratado Não-Proliferação Nuclear e cogitou até ficar fora da cúpula, por temer que o fossem pressionar nesse sentido.

A hilária esposa do ex-presidente Clinton correu a tranquilizar os falcões israelenses: "Israel compartilha conosco uma preocupação profunda com as ambições nucleares do Irã e também sobre a ameaça de terrorismo nuclear", afirmou a secretária de Estado dos EUA.

Ou seja, Israel não admite controle internacional de nenhuma espécie sobre seus programas nucleares, e tudo bem.

O Irã almeja ser tratado da mesma maneira, e tudo mal.

Esses dois países representam ameaças à humanidade?

A resposta é sim.

O Irã, por ser um estado teocrático, cujos condutores supõem ter (ou fingem que têm) linha direta com seu Deus, de quem receberiam as determinações mais cruéis e desumanas, como a de assassinar mais de uma centena de cidadãos que protestaram pacificamente contra uma fraude eleitoral.

Que garantia os demais países têm de que gente desse tipo não recorrerá a armas nucleares contra nações inimigas, iniciando a derrubada das peças de dominó que poderá levar à extinção da espécie humana? Realmente, nenhuma.

Israel, por sua vez, é um estado pirata, que descumpre sistematicamente as resoluções da ONU e é capaz de promover massacres terríveis como o da virada de 2008 para 2009, quando dizimou velhos, mulheres e crianças palestinos da faixa de Gaza, repetindo as práticas infames dos nazistas: se algum soldado de Hitler era emboscado nos territórios ocupados e não havia como punir os verdadeiros responsáveis, matavam moradores escolhidos a esmo.

Quem trata os civis como reféns sobre os quais é lícito retaliarem-se as ações dos combatentes também não oferece garantia nenhuma aos demais países de que seja nuclearmente correto.

A única forma de convivência de Israel com seus vizinhos tem sido a intimidação. Usa e abusa da sua condição de mais forte. Não é contido por escrúpulos de nenhuma espécie. Sua inclemência faz lembrar Átila, Gengis Khan e Vlad Dracul.

Só não foi derrotado até agora porque, na verdade, o inimigo que os senhores feudais e/ou tiranos do Oriente Médio mais temem é o seu próprio povo, que deve ser mantido sempre submisso; em segundo lugar, seus congêneres dos países vizinhos; e Israel vem só em terceiro lugar.

Mais dia, menos dia, esses déspotas serão derrubados e os novos governos vão conseguir unir-se contra Israel, como até agora nunca fizeram (quanto muito enfrentaram-no simultaneamente, só que sem obedecerem a uma estratégia conjunta nem unificarem seu comando pra valer).

Quando Israel tiver sua existência ameaçada, hesitará em usar as armas atômicas?

Por tudo que dele sabemos e por tudo que fez nas últimas seis décadas, só há uma resposta plausível: não.

Pelo contrário, os precedentes sugerem que, numa eventual iminência de extinção, arriscará tranquilamente levar consigo o resto da humanidade.

Então, se o Irã for enquadrado mas Israel mantiver sua licença para matar, continuaremos sem segurança nuclear nenhuma.

Recordando o velho Freud, que associava a agressividade ao déficit sexual, talvez fosse melhor uma cópula do que essa cúpula ridícula...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ATAQUE A AGÊNCIA DA ONU COM ARMA QUÍMICA É CASO DE PUNIÇÃO DISCIPLINAR?

Deu na BBC Brasil: Israel pune oficiais por uso de fósforo branco durante ofensiva em Gaza.

Como tardia e insuficiente satisfação à opinião pública internacional, o Exército de Israel comunicou à Organização das Nações Unidas haver aplicado punição disciplinar a um general de brigada e um comandente de divisão por terem "arriscado vidas humanas" ao autorizarem a utilização de armamentos com fósforo branco no bombardeio do bairro de Tel El Hawa.

O episódio se deu em 15/01/2009, durante os massacres israelenses na Faixa de Gaza -- aquela campanha singular na história militar, que terminou com 1.434 palestinos mortos e apenas 13 baixas do lado dos agressores...

Eis os trechos mais significativos do despacho da agência noticiosa britânica:
"É a primeira vez que Israel admite a utilização de fósforo branco, armamento proibido pelas leis internacionais, contra civis na Faixa de Gaza.

"É a primeira vez que o Exército israelense anuncia a punição de comandantes militares por atos cometidos durante a ofensiva.

"Antes do envio do documento à ONU, a versão do Exército israelense era de que o fósforo branco teria sido utilizado apenas para fins de 'dificultar a visibilidade das tropas pelo inimigo' e não diretamente contra civis.

"O armamento, que cria uma especie de 'cortina de fumaça', é altamente perigoso quando atinge pessoas pois gera queimaduras profundas.

"No caso mencionado no relatório do Exército israelense, projéteis com fósforo branco atingiram a sede da Agencia de Refugiados da ONU (UNRWA) na cidade de Gaza, deixando vários civis feridos e provocando um incêndio no local".
Salta aos olhos que punições disciplinares são simplesmente risíveis face à gravidade do crime cometido pelos militares israelenses, além de deixarem a impressão (para não dizermos certeza) de que tudo não passa da velha artimanha de tapar o sol com a peneira, produzindo dois bodes expiatórios para levarem a culpa de decisões que envolveram toda a cadeia de comando.

Alguma resposta Israel tinha de dar à acusação frontal do Relatório Goldstone. Deu essa. E seus porta-vozes militares correram a trombetear que "o documento enviado à ONU demonstra que o Exército israelense não tem o que esconder".

Para os leitores entenderem ainda melhor o tema em pauta, eis alguns trechos do artigo que escrevi no final de setembro, quando a lebre foi levantada: Investigadores da ONU concluem: Israel massacrou civis em Gaza:
"Os genocídios e atrocidades perpetrados por Israel durante sua campanha de intimidação dos palestinos em dezembro/2008 e janeiro/2009 foram veementemente condenados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, em relatório [recém] divulgado.

"Segundo o documento, a ofensiva de Israel foi direcionada contra 'o povo de Gaza em conjunto', configurando 'uma política de castigo'.

"Mais: 'Israel não adotou as precauções requeridas pelo direito internacional para limitar o número de civis mortos ou feridos nem os danos materiais'.

"Portanto, o estado judeu 'cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade'.

"A missão recomendou à Assembleia Geral da ONU que promova uma discussão urgente sobre o emprego do fósforo branco, que foi usado indiscriminadamente pelos israelenses contra a população civil de Gaza. A utilização militar do fósforo branco é proibida tanto pela Convenção de Genebra quanto pela Convenção de Armas Químicas".
Aliás, seria educativo indagarmos ao Exército israelense se o general de brigada e o comandante de divisão, únicos culpados, fabricaram pessoalmente os armamentos com fósforo branco, que jamais deveriam estar disponíveis no arsenal de uma nação civilizada.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

OS JUDEUS ERRANTES DO 3º MILÊNIO

O judeu errante é um personagem mítico das tradições orais cristãs: um trabalhador de cortume ou oficina de sapateiro que teria hostlizado Jesus Cristo, quando passava carregando sua cruz. Como consequência, foi condenado a vagar pelo mundo até o fim dos tempos, sem nunca morrer.

Hoje, os judeus errantes são os representantes do estado de Israel: estão condenados a vagar pelo mundo sem receberem acolhida amistosa em lugar nenhum, fugindo da justiça, como réprobos da civilização, em decorrência dos massacres perpetrados contra os palestinos.

O paralelo me ocorreu ao ler que uma delegação de militares israelenses adiou visita ao Reino Unido porque seus integrantes temiam ser presos e acusados desses crimes.

Não estou inventando nem exagerando. O próprio vice-chanceler de Israel, Danny Ayalon, afirmou:

"Os militares foram convidados ao Reino Unido, porém permanecerão em Israel até que tenhamos 100% de certeza de que não serão objeto de denúncias judiciais naquele país".

O vice-ministro acrescentou que tentará convencer a procuradora geral britânica Patricia Janet Scotand da conveniência de reformar o princípio de competência universal incluído na legislação britânica, habilitando os juízes do Reino Unido a ordenarem a prisão de personalidades estrangeiras envolvidas com crimes de guerra ou contra a humanidade.

Pressionando descaradamente uma democracia, qual reles lobista, Ayalon insinuou que os interesses britânicos poderão ser alvos de retaliações:

"Esta legislação dá margem a todo tipo de equívocos. (...) Organizações terroristas como o Hamas a utilizam atualmente para tomar como reféns as democracias. É preciso acabar com esta situação absurda, que afeta as excelentes relações bilaterais israelo-britânicas [grifo meu]".

O que está por trás dessas pouco diplomáticas declarações é a ordem de prisão (aceita por um tribunal londrino no mês passado) contra Tzipi Livni, ex-chanceler e líder do partido de oposição Kadima -- um dos carrascos responsáveis pelos genocídios natalinos de um ano atrás na faixa de Gaza, quando o pogrom israelense deixou um saldo de 1.434 palestinos trucidados (incluindo 189 crianças e menores de 15 anos), contra apenas 13 agressores mortos.

Os próprios soldados israelenses, envergonhados e enojados, andaram denunciando as atrocidades que seu estado cometeu.

E o Conselho de Direitos Humanos da ONU publicou relatório no qual acusou Israel de ter usado força desproporcional e violado o direito humanitário internacional, cometendo "crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade".

Até tenistas de Israel tiveram de disputar a Copa Davis com os portões fechados, para serem preservados de possíveis manifestações de repúdio dos cidadãos suecos.

A pergunta final é: até quando os dirigentes atuais do estado judeu continuarão espezinhando as nobres tradições de um povo que já nos deu Marx, Freud, Trotsky, Einstein, Kafka, Proust, os kibutzim, o Bund, etc.?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O SIONISTA E O HUMANISTA

Dificilmente uma troca de mensagens consegue fixar com tanta clareza duas posições, como esta que mantive com um defensor de Israel, habituado a intervir nos vários espaços da Internet em que o estado judeu sofra quaisquer críticas.

O Sr. Samuel Groissman escreveu ao editor-chefe de O Rebate, José Milbs, queixando-se de 3 textos de colunistas (dentre os 30 que tinham chamadas na página inicial, afora os lincados dos blogues dos 63 colunistas...) cujas posições, a seu ver, seriam "antissemitas".

Acusou o site-jornal de estar inteiramente dedicado à propaganda antissemita e insinuou represálias, sem especificar quais seriam.

Como autor de um dos textos que motivaram sua reação extremamente exagerada e intimidatória, respondi-lhe, seguindo-se sua tréplica e minha resposta final.

Leiam e avaliem:

Sr. Samuel,

tomo a liberdade de informar-lhe que é totalmente equivocada a referência a meu artigo Anistia Internacional acusa: Israel monopoliza água potável em Gaza como antissemita. Nada mais distante da realidade. Não tenho preconceito contra nenhum país, povo, raça ou religião.

Sou, isto sim, um defensor dos direitos humanos. E, como tal, levo a sério e geralmente repercuto as denúncias da Anistia Internacional, do Human Rights Watch, do Conselho de Direitos Humanos da ONU, etc.

O que está descrito no Relatório Goldstone (vale dizer, resultado de uma investigação conduzida por um judeu) horroriza qualquer pessoa civilizada. Fosse qual fosse o estado que praticasse aqueles horrores, receberia de mim a mesma desaprovação.

Idem esse tratamento desigual que é imposto aos palestinos de Gaza, quanto ao acesso à água potável. Fez-me lembrar os guetos estadunidenses e o apartheid da África do Sul.

Como já disse em artigos, os judeus civilizados deveriam, em vez de tentarem quebrar os espelhos, mudar a realidade que eles refletem. Israel só recuperará sua boa imagem e credibilidade se alterar drasticamente essas práticas. Cabe convencer disto o governo atual, que tem, infelizmente, caminhado na direção oposta.

Um bom começo seria acatar o Relatório Goldstone e punir os responsáveis por essa campanha militar paradoxal em que morreram 1.400 de um lado e 13 do outro. Isso é o balanço final de um massacre, não de uma guerra.

De resto, tive amigos judeus idealistas, que me descreveram pormenorizadamente a experiência dos kibutzim, sonho que inspirou os melhores de vocês.

Confesso que fiquei sensibilizado. Até gostaria de ter participado de um empreendimento desses, se minha vida houvesse tomado outro rumo.

Mas, passei a mocidade lutando contra a ditadura militar (os nazistas daqui). Sofri e perdi amigos queridos nessa luta desigual.

Fiquei chocado ao ver o Sr. ameaçando nosso bom José Milbs, deixando de atentar para o fato de que o jornal O Rebate é uma tribuna que acolhe colaboradores de vários perfis políticos e ideológicos, sem impor-lhes restrições. A internet tem muito esta característica de abrir espaço para todas as posições.

Então, os textos de que o Sr. se queixa são de total responsabilidade dos seus autores. O Milbs nem sequer sabia sobre que assunto versariam, antes de os receber.

Com certeza, o Sr. encontrará maior quantidade de artigos, e mais contundentes, condenando o governo golpista de Honduras, p. ex. Tudo depende dos assuntos que estejam em evidência naquela semana. É para tais temas que os colunistas se voltam.

Por que não escreve o Sr. também um artigo, defendendo suas idéias e contestando os colunistas? Decerto será publicado.

Ou, se preferir, escreva a cada colunista que lhe desagradar, expondo sua discordância. Será bem mais apropriado.

Mas, pretender a imposição de uma espécie de censura prévia a um veículo de Internet é meio exagerado, não?

Conto com seu bom senso.

Atenciosamente,

CELSO LUNGARETTI

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Celso Lungaretti

Eu que tomo a liberdade de informar que quem está equivodado é vc. Antissemitismo não é só o nazismo como demonstração aberta de ódio. O antissemitismo também se esconde em coisas imperceptíveis aos olhos de um gói, mas muito claras para um judeu.

Israel é um país soberano e merece todo o respeito. Israel não roubou água. Simplesmente Israel descobriu água e por esse mérito faz uso deste recurso. Os palestinos odeiam os judeus por seu islamismo fanático e cego. Querem roubar os judeus, tirar-lhes o que pertence e os exterminar. Israel tem todo o direito de se defender e isso o fará com certeza. Esqueça a idéia de que Israel irá se intimidar com ameaças internacionais como do Irã por exemplo. Israel irá se defender quando for preciso e até atacar caso necessário. É um direito legítimo de um país que transformou uma terra árida em um país de primeiro mundo, coisa que os palestinos acomodados e ignorantes não foram capazes.

Como diria meu amigo virtual Enoch, se o palestino quer água, que beba mijo. Cansou essa história de apoiar um povo que retribui ajuda com ódio.

Estou de olho na internet em tudo que é site e comunidade que divulga material antissemita. Ao descobrir o site deste jornal comecei a dar uma atenção especial. O que me chamou a atenção no jornaleco do Sr José Milbs foi a incrível quantidade de artigos falando só de Israel e sempre em tom condenatório. Essa semana ao abrir o site me deparei com 3 textos antissemitas entre outros de assuntos diversos. Se fosse uma coisa padrão, tipo o que outros jornais publicam e de vez em quando, aí era até desculpável, mas tanta notícia anti-Israel e em tão pouco tempo faz parecer uma tsunami. Fica caracterizada a intenção de praticar crime de ódio, com apologia ao antissemitismo e ao terrorismo islâmico. Tá na cara que é panfletagem pura. E não tente negar, pois nos textos que podem ser classificados claramente como antissemitas encontrei termos ofensivos, exigindo o fim do estado de Israel, exaltação à "causa palestina", incentivo pela visita do terrorista ASNOdinejad ao Brasil, comparação entre sionismo e nazismo e ofensas diretas contra Israel, entre outras. O jornal em questão virou espaço aberto para pregação nazista e seus jornalistas são criminosos. E tudo indica que é algo intencional, não sendo algo que passa despercebido e na maior inocencia. É antissemitismo puro e consciente de que está sendo feita propaganda de ódio.

Como jornalista deve saber que informação é algo importante e requer responsabilidade. Não tenho que escrever artigos para combater o antissemitismo, pois isso é serviço de vcs jornalistas. São vcs que devem sempre investigar e encontrar todos os lados de uma questão, não acreditando somente numa versão distorcida. Isso ao ser publicado divulga uma opinião contrária ao que chamamos verdade e honestidade. O jornaleco do Sr José Milbs não tem direito de formar a opinião pública com mentiras sobre um estado soberano e legítimo que enfrenta com coragem e bravura seus inimigos. E ainda tem idiotas que preferem apoiar os criminosos nessa história.

Só para ter uma idéia, se fosse em Israel este jornal seria fechado rapidamente e seus jornalistas processados, condenados e presos. Isso inclui o Sr Celso Lungaretti, que fez questão de no final citar que foi preso político. Lá em Israel seria preso novamente, mas por justa causa. Mas aqui é Brasil, país da impunidade, e mesmo com tantos recursos naturais vive na pobreza, bem diferente de Israel que de um solo seco e arenoso construiu uma nação moderna e próspera. Isso em apenas 6 décadas! E não pense que estou te ameaçando, apenas lhe informando como são as coisas num país como Israel, que é a única democracia no Oriente Médio, cujos filhos estão entre os ganhadores do prêmio Nobel.

Devolvo seu conselho sobre bom senso. E busquem informações mais confiáveis antes de publicar mentiras.

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Sr. Samuel,

respondi com educação a sua mensagem inicial ao editor de O Rebate, na esperança de receber a contrapartida e ver encerrado este assunto desagradável.

Lamentavelmente, o Sr. insiste em se fazer exemplo vivo do que o seu povo tem de pior: arrogância, autovitimização e falta de compaixão.

Comecemos pela última: o Sr. se dá conta do absurdo que profere, ao recomendar que, onde a água é escassa, outros seres humanos bebam mijo?

Desde quando a água "pertence" aos israelenses?! Recurso indispensável para nossa sobrevivência, a água é patrimônio comum dos seres humanos, sempre foi, sempre será, pouco importando quem a "descobriu".

A Anistia Internacional, principal ONG de defesa dos direitos humanos no planeta, denuncia que os primeiros a monopolizam para encherem suas piscinas, enquanto os segundos não têm nem sequer o suficiente para as necessidades de seus velhos, mulheres e crianças. E o Sr. tem a petulância de afirmar que Israel estaria exercendo um "direito legítimo"!

Recriminarmos tamanha falta de humanidade não é "islamismo fanático e cego", mas, simplesmente, espírito de solidariedade e de justiça.

Cada vez que são flagrados cometendo genocídios ou oprimindo outros povos, os judeus entoam a ladainha surrada: "antissemitismo!", "lembrem-se das 6 milhões de vítimas do nazismo!".

Lembramo-nos, sim, e lamentamos imensamente tudo aquilo que os judeus sofreram há mais de seis décadas. Mas, recusamo-nos a oferecer-lhes um crédito para compensação eterna.

Os nazistas responderam pelo que fizeram nos tribunais -- não só o de Nuremberg, mas também as cortes israelenses para os quais foram conduzidos depois de sequestrados em outras nações.

Já não chegam os atos de pirataria cometidos em nome da vingança (pois Justiça, entre os civilizados, se faz pelos caminhos legais)?! Os judeus querem, ainda, que fechemos os olhos a toda e qualquer incidência nas mesmas práticas que eles próprios sofreram no passado?

Repito: quando uma campanha militar termina com 13 baixas de um lado e 1.400 do outro, não houve guerra, mas sim massacre. O estado de Israel, em pleno ano de 2009, reproduziu em menor escala os extermínios nazistas. Não há tergiversação nenhuma capaz de confundir esta verdade óbvia.

Nem será com clichês já desmoralizados pelo excesso de uso que o Sr. conseguirá desqualificar a conclusão inequívoca que as pessoas decentes tiraram, no mundo inteiro, desta lamentável regressão à lei do mais forte. Ou seja, pura e simplesmente, à barbárie.

Quanto à arrogância, ela perpassa todo o seu texto, Sr. Samuel.

Ora o Sr. diz que os palestinos são "acomodados e ignorantes", ora trata com o mesmo desprezo a Nação e o povo brasileiros, "país da impunidade", "bem diferente de Israel", "com tantos recursos naturais vive na pobreza", etc.

Ora diz que O Rebate é um "jornaleco", ora que seus colunistas são "criminosos" e "idiotas".

Chega a ponto de afirmar que, em Israel, eu seria preso - e com "justa causa"! Então, é este o tratamento reservado, no país que o Sr. tão furiosamente defende, para quem nada mais fez do que expor argumentos e opiniões?

Novamente, fica a dúvida: tirando a escala em que foram exercidas, qual a diferença, afinal, entre as práticas que o Sr. recomenda/endossa e as da Alemanha de Hitler?

E é porque o Brasil é mesmo bem diferente de Israel, tanto quanto da Alemanha hitlerista, que o Sr. não conseguirá censurar O Rebate, nem intimidar seus colunistas.

Não porque aqui seja o "país da impunidade", mas por levarmos a sério alguns preceitos que o Sr. e o estado de Israel parecem ter esquecido. Tais como:
"Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos (...), sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição."

"Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal."

"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Presumo que o Sr. nem imagine do que estou falando: são artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Aquele papelucho que Israel acredita não ter serventia nenhuma na faixa de Gaza...

Sem mais (mesmo!),

CELSO LUNGARETTI

====== POST SCRIPTUM (03/11/2009) ======

Depois que encerrei, em todos os sentidos, o debate com o Sr. Samuel Groissman, ele continuou mandando respostas, sem se dar conta de que, nas polêmicas virtuais, não é a última palavra que conta, e sim a mais verdadeira.

Nada acrescentou de importante, além de acentuar seus delírios persecutórios ("O mundo inteiro é antissemita") e de resvalar para a calúnia pura e simples ("um texto de SUA AUTORIA... diz 'Pelo fim do Estado Racista de Israel'").

Tal palavra-de-ordem, na verdade, NÃO CONSTA DE NENHUM DOS MEUS TEXTOS, até porque não escrevo panfletos e exortações bombásticas.

Também disse que, se minha casa tivesse piscina, com certeza eu a estarei enchendo com água potável. Errou duas vezes:
  • considero uma infamia desperdiçar recurso tão nobre numa piscina, em regiões onde a água é escassa;
  • mesmo no Brasil, não tenho, nem quereria ter, piscina própria, pois me bastam as coletivas.
E fim de papo.
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