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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
CONTEXTOS, MULHERES, PAZ E AGROTÓXICOS
Incrível como o contexto muda tudo, como nesta foto acima, por exemplo, as crianças eram outras porque tinham outra vida totalmente diferente da vida das crianças brasileiras de hoje, ou das crianças chinesas, ou ainda das crianças palestinas.
O mundo era outro, o clima era outro, a demografia, a atmosfera, o lixo espacial ainda nem existia...tudo era outra coisa, inclusive as mentalidades.
A ideia da grande educadora Maria Montessori ainda pode ser adaptada e utilizada por nós, desde que a gente consiga compreender a nossa realidade para valer.
Condenar totalmente uma pessoa é como ser derrotista demais e não conseguir ver nada de bom que se possa fazer estando rodeada de escombros, sempre há algo que se pode fazer para melhorar e quando vejo programas políticos nas noites de quinta feira na tv, estes semanais, sobre partidos políticos, e este de ontem do DEM....nossaa!! que coisa deprimente! que coisa feia o ser humano é capaz de fazer!
Já não chega a rede esgoto de tv ser unha e carne com Eduardo Cunha? A goela do povo já está cheia de falas de Eduardo Cunha, a rede esgoto de tv dá toda a voz para este que já deveria estas cassado e preso e deixa de destacar as boas coisas que a presidenta Dilma fez para a população pobre, sempre os rabos presos, sempre os jogos políticos de última categoria e para que?...
As manipulações da mídia estão cada vez mais nojentas, mais fascistas, mais desumanas! Como jornalistas com altas formações sujeitam-se a fazer tais papéis contra o povo? será que não sentem vergonha de ganhar seus gordos salários desta forma desprezível?
E o "aglomerado" do legislativo então... sem comentários!
Este nosso contexto atual com todo este ódio contra o PT, com esta rejeição a presidenta Dilma, com todas estas tragédias, com toda esta cegueira do povo originada por esta mídia podre, que faz as pessoas acreditarem em políticos como estes do DEM que declaram num programa, destes das quintas feiras, que a crise não é mundial...
Quando vão parar de ver só os estragos do PT?
Agem e falam como se o Brasil tivesse sido inventado quando Lula foi eleito!
Era 2002, antes, muitos já tinham enraizado muitas coisas tortas neste país, e antes o povo não tinha a internet. Como escrevi ai no começo, outro contexto bem diferente, o mundo era outro e se podia roubar e fazer muito mais sujeiras do que hoje e como a informatização ainda era mínima ou nem existia, e não haviam as redes sociais digitais, a mídia digital... hoje uma mulher precisa ter "culhões" para estar no posto de presidenta e conseguir aguentar ataques de todos os tipos de todos os lados e ainda no meio de um tiroteio sujo de políticos partidários corruptos e desumanos!
É como minha mãe dizia:"ainda chamam as mulheres de sexo frágil!"
Nadia Gal Stabile - 04 12 2015
*3 de dezembro - Dia Internacional de Luta contra os Agrotóxicos
Como nuvem letal matou mais de 8 mil pessoas em 72 horas
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/12/141203_gas_india_20anos_rp
*achado no Facebook - sobre a fala de
02 12 2015 da presidenta Dilma Rousseff
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
SÓ AFRONTAS !! DIREITOS SENDO MINADOS - #FORABBB
#FORABBB - fora bancadas da "bíblia, bala e boi"
http://opensadordaaldeia.blogspot.com.br/2015/11/ataque-aos-direitos-indigenas-e.html?spref=fb
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Ataque aos direitos indígenas e quilombolas e flexibilização do estatuto do desarmamento: deputados dos ruralistas e da indústria de armas promovem retrocessos no Congresso
http://opensadordaaldeia.blogspot.com.br/2015/11/ataque-aos-direitos-indigenas-e.html?spref=fb
Retrocessos na Câmara: PEC 215 e estatuto do desarmamento são aprovadas
https://www.youtube.com/watch?v=VMJlmWgNL9U#t=149"LEVANTE DESSA CADEIRA, EDUARDO CUNHA, O SENHOR NÃO CONSEGUE MAIS PRESIDIR"
#FORACUNHA
Protesto
Mara Gabrilli faz discurso emocionado e pede: 'levante da cadeira, Cunha'
Veja discurso de deputada do PSDB-SP pedindo que Cunha não trave as discussões do Conselho de Ética e que deixe a presidência
http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/gabrilli-faz-discurso-emocionado-e-pede-levante-da-cadeira-cunha-1.1173223
https://www.youtube.com/watch?v=YMRO_7QLH-I#t=92
PUBLICADO EM 19/11/15 - 15h16Da redação
Em um discurso emocionado, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) pediu a
Eduardo Cunha para deixar a presidência da Câmara. Tetraplégica, a
deputada utilizou um recurso de sua cadeira de rodas para ficar de pé no
Congresso e foi direta. (veja o discurso acima)
Dizendo que gosta de Cunha, ela convocou todos os deputados a deixarem a Casa e criticou a postura de Felipe Bornier (PSD-RJ), que fez de tudo para travar reunião do Conselho de Ética da Câmara, que trataria de pedido de cassação de Cunha.
"Senhor presidente, eu sei que você nutre admiração por mim. Eu gosto do senhor", chegou a dizer Gabrilli, que emendou momentos depois. "O senhor está com medo, senhor presidente? É isso o que está acontecendo? Eu convido todos os deputados a deixarem essa sessão. Pela ética, pela moral que nós temos que ter por essa casa e pelo povo brasileiro que que nos trouxe aqui. Chega, senhor presidente. O senhor não consegue mais presidir. Levante dessa cadeira, Eduardo Cunha"
Leia o discurso na íntegra
"Eu sou a deputada que mais dificuldade tem para chegar às sessões da Câmara. Eu sou a deputada aqui que, com certeza, mas se esforça para chegar aqui e para estar aqui. Eu sou uma deputada, presidente, que procuro dar exemplo. Eu procuro dar exemplo de ética. Eu procuro dar exemplo de superação. Eu procuro dar exemplo de moral.
Muitas vezes, senhor presidente, eu fico, ali, tremendo de frio. E mesmo, não tendo desconto do meu salário por estar na mesa, eu fico na sessão porque eu acho que eu tenho que dar exemplo para os brasileiros.
Senhor presidente, eu sei que você nutre admiração por mim. Eu gosto do senhor. Mas gostar do senhor não me fez ficar decepcionada. Gostar do senhor não me fez perceber que o senhor nos chama de imbecis, muitas vezes. Eu peço para o senhor. O senhor tem que dar exemplo. O senhor não está dando exemplo. O senhor está perdendo a cada dia a legitimidade de presidir.
Eu convido todos os deputados a saírem dessa sessão. O que o Felipe Bornier (PSD-RJ), o que esse deputado fez aqui não se faz. Você tem que revogar esse ato e valorizar a nossa comissão de ética.
O senhor está com medo, senhor presidente? É isso o que está acontecendo? Eu convido todos os deputados a deixarem essa sessão. Pela ética e pela moral que nós temos que ter por essa Casa e pelo povo brasileiro que que nos trouxe aqui.
Chega, senhor presidente. O senhor não consegue mais presidir. Levante dessa cadeira, Eduardo Cunha. Por favor"
PUBLICADO EM 19/11/15 - 15h16Da redação
Dizendo que gosta de Cunha, ela convocou todos os deputados a deixarem a Casa e criticou a postura de Felipe Bornier (PSD-RJ), que fez de tudo para travar reunião do Conselho de Ética da Câmara, que trataria de pedido de cassação de Cunha.
"Senhor presidente, eu sei que você nutre admiração por mim. Eu gosto do senhor", chegou a dizer Gabrilli, que emendou momentos depois. "O senhor está com medo, senhor presidente? É isso o que está acontecendo? Eu convido todos os deputados a deixarem essa sessão. Pela ética, pela moral que nós temos que ter por essa casa e pelo povo brasileiro que que nos trouxe aqui. Chega, senhor presidente. O senhor não consegue mais presidir. Levante dessa cadeira, Eduardo Cunha"
Leia o discurso na íntegra
"Eu sou a deputada que mais dificuldade tem para chegar às sessões da Câmara. Eu sou a deputada aqui que, com certeza, mas se esforça para chegar aqui e para estar aqui. Eu sou uma deputada, presidente, que procuro dar exemplo. Eu procuro dar exemplo de ética. Eu procuro dar exemplo de superação. Eu procuro dar exemplo de moral.
Muitas vezes, senhor presidente, eu fico, ali, tremendo de frio. E mesmo, não tendo desconto do meu salário por estar na mesa, eu fico na sessão porque eu acho que eu tenho que dar exemplo para os brasileiros.
Senhor presidente, eu sei que você nutre admiração por mim. Eu gosto do senhor. Mas gostar do senhor não me fez ficar decepcionada. Gostar do senhor não me fez perceber que o senhor nos chama de imbecis, muitas vezes. Eu peço para o senhor. O senhor tem que dar exemplo. O senhor não está dando exemplo. O senhor está perdendo a cada dia a legitimidade de presidir.
Eu convido todos os deputados a saírem dessa sessão. O que o Felipe Bornier (PSD-RJ), o que esse deputado fez aqui não se faz. Você tem que revogar esse ato e valorizar a nossa comissão de ética.
O senhor está com medo, senhor presidente? É isso o que está acontecendo? Eu convido todos os deputados a deixarem essa sessão. Pela ética e pela moral que nós temos que ter por essa Casa e pelo povo brasileiro que que nos trouxe aqui.
Chega, senhor presidente. O senhor não consegue mais presidir. Levante dessa cadeira, Eduardo Cunha. Por favor"
sábado, 14 de novembro de 2015
#AgoraÉQueSãoElas - O RETROCESSO COVARDE DA PL 5069
*A Professora Arlene Clemesha comentou ontem num telejornal que o retrocesso seria enorme se a PL 5069 passasse. Um ponto hiper relevante e absurdo é duvidar da palavra de uma mulher vítima de estupro e fazê-la comparecer a uma delegacia para fazer boletim de ocorrência. Afirmou a professora que isto seria voltar ao século passado quando as mulheres não eram vistas como cidadãs dignas e tinham suas palavras postas em xeque. Esta PL 5069 é mesmo desprezível, totalmente contra os direitos humanos e contra os direitos das mulheres tão duramente conquistados!
Nadia Gal Stabile - 14 11 2015
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/12/politica/1447340367_657170.html
Nadia Gal Stabile - 14 11 2015
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/12/politica/1447340367_657170.html
Bancada feminina da Câmara espera que mobilização freie a votação
O desgaste que os protestos representam a Cunha podem ajudar a adiar a medida
T. BEDINELLI /
M. ROSSI
São Paulo
12 NOV 2015 - 18:52 BRST
Mulheres no ato em São Paulo. / Roberto Parizotti/secomCUT
Do lado de dentro, elas são apenas 52 a ocupar as 513 cadeiras da
Câmara dos Deputados. Mas, do lado de fora, ganharam o reforço de milhares de mulheres, cujo objetivo é barrar nas ruas a aprovação do PL 5069, que dificultará o acesso ao aborto em casos de estupro. Para a enfraquecida bancada feminina da Câmara, a mobilização feminista,
que volta a protestar nesta quinta-feira, é a última esperança para
evitar que o projeto seja colocado em votação no Plenário, possibilidade
que a articulação delas não conseguiu afastar até o momento.
A tarefa é difícil. O projeto, de autoria do presidente da Casa, Eduardo Cunha, tem o apoio e o lobby das bancadas religiosas do Congresso. Juntos são cerca de 170 os parlamentares evangélicos e os católicos ligados à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O número alto desses parlamentares, que também recebem apoio de outras bancadas conservadoras, como a da Bala (segurança pública), dá a Cunha a garantia de um apoio político importante neste momento em que ele está enfraquecido e ameaçado de perder o mandato por conta das denúncias de envolvimento com a corrupção da Petrobras.
Mas é justamente esse enfraquecimento de Cunha que pode trazer uma esperança para as mulheres em marcha, afirmam algumas parlamentares ouvidas pelo EL PAÍS. Como o foco dos protestos tem sido também o “Fora Cunha”, o presidente da Câmara pode querer evitar todo esse holofote, que aumentará quando o projeto de lei for colocado em votação.
O PL 5069, que tramitava desde 2013 e não teve nenhuma movimentação na Casa em 2014, foi apreciado de forma relâmpago neste ano na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto prevê penas para quem “vende ou entrega, ainda que de forma gratuita, substância ou objeto destinado a provocar o aborto”. Caso o responsável seja médico, farmacêutico ou enfermeiro, a pena aumenta. Ele ganhou um substitutivo do relator Evandro Gucci, ligado à CNBB, que incluiu ainda que o aborto só será autorizado quando o estupro for constatado em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial. E mais: nenhum profissional de saúde poderá ser obrigado a aconselhar, receitar ou administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo. Os religiosos acreditam que a pílula do dia seguinte se enquadra nesta categoria, o que dificultaria a sua distribuição caso a lei seja aprovada. A própria CNBB já deu declarações afirmando que o medicamento é abortivo e, por isso, “moralmente inaceitável".
Aprovado na comissão em 23 de outubro, o PL deverá ser votado pelos 513 parlamentares do Plenário, onde precisa de uma maioria simples (257) para ser aprovado. Eduardo Cunha é quem decide quando isso acontece porque como presidente da Câmara tem a prerrogativa de definir o que entra em votação e em qual momento. A avaliação da bancada feminina é que o projeto poderá ser colocado em votação já na semana que vem, caso as manifestações não mudem o cenário. “Cunha mexeu com um setor da sociedade que se mobilizou rapidamente, pois as mulheres serão diretamente afetadas por essa política retrógrada”, afirma a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
“Os protestos estão conseguindo virar votos de deputados que naquele momento não entenderam a gravidade do que se estava discutindo”, afirma a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). A deputada Renata Abreu (PTN-SP), que votou a favor do projeto na comissão, é um exemplo: deu declarações na imprensa afirmando que considera mudar seu posicionamento. “Sinceramente, tenho repensando os pontos relativos ao B.O. [Boletim de Ocorrência] e ao corpo de delito. Inicialmente, pensava que a obrigatoriedade para a realização deles seria positiva para evitar a banalização do aborto. Mas, depois da votação, passei a conversar com mulheres que foram vítimas de estupro e percebi que a questão não é tão simples assim", afirmou ela ao portal iG.
As parlamentares preveem que, se ganhar a batalha neste momento, o avanço conservador contra os direitos femininos só irá aumentar rapidamente. O próximo projeto que deverá começar a andar com celeridade é o PL 478 de 2007, conhecido como Estatuto do Nascituro (termo que se refere ao "ser humano concebido, mas ainda não nascido"), que dificulta ainda mais o aborto legal. Em setembro, a tramitação até então morosa do projeto ganhou nova movimentação: o deputado evangélico Marcos Rogério (PDT-RO) conseguiu aprovar o pedido de audiência pública, a primeira etapa para iniciar a discussão. A data, entretanto, ainda não foi marcada.
A tarefa é difícil. O projeto, de autoria do presidente da Casa, Eduardo Cunha, tem o apoio e o lobby das bancadas religiosas do Congresso. Juntos são cerca de 170 os parlamentares evangélicos e os católicos ligados à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O número alto desses parlamentares, que também recebem apoio de outras bancadas conservadoras, como a da Bala (segurança pública), dá a Cunha a garantia de um apoio político importante neste momento em que ele está enfraquecido e ameaçado de perder o mandato por conta das denúncias de envolvimento com a corrupção da Petrobras.
Mas é justamente esse enfraquecimento de Cunha que pode trazer uma esperança para as mulheres em marcha, afirmam algumas parlamentares ouvidas pelo EL PAÍS. Como o foco dos protestos tem sido também o “Fora Cunha”, o presidente da Câmara pode querer evitar todo esse holofote, que aumentará quando o projeto de lei for colocado em votação.
O PL 5069, que tramitava desde 2013 e não teve nenhuma movimentação na Casa em 2014, foi apreciado de forma relâmpago neste ano na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto prevê penas para quem “vende ou entrega, ainda que de forma gratuita, substância ou objeto destinado a provocar o aborto”. Caso o responsável seja médico, farmacêutico ou enfermeiro, a pena aumenta. Ele ganhou um substitutivo do relator Evandro Gucci, ligado à CNBB, que incluiu ainda que o aborto só será autorizado quando o estupro for constatado em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial. E mais: nenhum profissional de saúde poderá ser obrigado a aconselhar, receitar ou administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo. Os religiosos acreditam que a pílula do dia seguinte se enquadra nesta categoria, o que dificultaria a sua distribuição caso a lei seja aprovada. A própria CNBB já deu declarações afirmando que o medicamento é abortivo e, por isso, “moralmente inaceitável".
Aprovado na comissão em 23 de outubro, o PL deverá ser votado pelos 513 parlamentares do Plenário, onde precisa de uma maioria simples (257) para ser aprovado. Eduardo Cunha é quem decide quando isso acontece porque como presidente da Câmara tem a prerrogativa de definir o que entra em votação e em qual momento. A avaliação da bancada feminina é que o projeto poderá ser colocado em votação já na semana que vem, caso as manifestações não mudem o cenário. “Cunha mexeu com um setor da sociedade que se mobilizou rapidamente, pois as mulheres serão diretamente afetadas por essa política retrógrada”, afirma a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
“Os protestos estão conseguindo virar votos de deputados que naquele momento não entenderam a gravidade do que se estava discutindo”, afirma a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). A deputada Renata Abreu (PTN-SP), que votou a favor do projeto na comissão, é um exemplo: deu declarações na imprensa afirmando que considera mudar seu posicionamento. “Sinceramente, tenho repensando os pontos relativos ao B.O. [Boletim de Ocorrência] e ao corpo de delito. Inicialmente, pensava que a obrigatoriedade para a realização deles seria positiva para evitar a banalização do aborto. Mas, depois da votação, passei a conversar com mulheres que foram vítimas de estupro e percebi que a questão não é tão simples assim", afirmou ela ao portal iG.
As parlamentares preveem que, se ganhar a batalha neste momento, o avanço conservador contra os direitos femininos só irá aumentar rapidamente. O próximo projeto que deverá começar a andar com celeridade é o PL 478 de 2007, conhecido como Estatuto do Nascituro (termo que se refere ao "ser humano concebido, mas ainda não nascido"), que dificulta ainda mais o aborto legal. Em setembro, a tramitação até então morosa do projeto ganhou nova movimentação: o deputado evangélico Marcos Rogério (PDT-RO) conseguiu aprovar o pedido de audiência pública, a primeira etapa para iniciar a discussão. A data, entretanto, ainda não foi marcada.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Mulheres protestaram contra Cunha pela terceira vez em duas semanas
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/12/politica/1447346906_965515.html
Marina Rossi /
María Martín
São Paulo
/
Rio de Janeiro
12 NOV 2015 - 22:18 BRST
Pela terceira vez em duas semanas, as mulheres voltaram às ruas nesta quinta-feira para protestar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um dos autores do projeto de lei (PL 5069) que cria novas regras para o atendimento a vítimas de abuso sexual. Na prática, o texto dificulta o acesso ao aborto legalmente permitido no Brasil. Em São Paulo, o ato, que reuniu cerca de 2000 pessoas, segundo organizadoras do movimento, teve a presença de mães acompanhadas de suas filhas e também protesto em frente à Secretaria de Educação do Estado que tem um plano de reorganização de escolas no estado. No Rio de Janeiro, a marcha acabou na Cinelândia e também prestou uma homenagem às mulheres mortas após realizarem abortos inseguros – em 2014, dois casos chocantes aconteceram, em apenas um mês, na cidade.
Leia análises e reportagens sobre o tema e veja quais foram os principais momentos dos atos.
Mulheres protestaram contra Cunha pela terceira vez em duas semanas
Em São Paulo e no Rio, manifestantes voltaram às ruas nesta quinta contra PL 5069.
Texto, em tramitação na Câmara, complica o acesso das mulheres ao aborto legal no Brasil
Pela terceira vez em duas semanas, as mulheres voltaram às ruas nesta quinta-feira para protestar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), um dos autores do projeto de lei (PL 5069) que cria novas regras para o atendimento a vítimas de abuso sexual. Na prática, o texto dificulta o acesso ao aborto legalmente permitido no Brasil. Em São Paulo, o ato, que reuniu cerca de 2000 pessoas, segundo organizadoras do movimento, teve a presença de mães acompanhadas de suas filhas e também protesto em frente à Secretaria de Educação do Estado que tem um plano de reorganização de escolas no estado. No Rio de Janeiro, a marcha acabou na Cinelândia e também prestou uma homenagem às mulheres mortas após realizarem abortos inseguros – em 2014, dois casos chocantes aconteceram, em apenas um mês, na cidade.
Leia análises e reportagens sobre o tema e veja quais foram os principais momentos dos atos.
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