Talvez suas mãos nem sejam assim tão macias, nem sua voz tão doce Ou nem seja tão atenciosa quando mais lhe preciso Como poderei saber, afinal, amamos uma pessoa não por aquilo que ela é mas por aquilo que nos representa
Levam a flor,
matam o cão,
roubam a lua,
e ficamos nuas,
sem o sonho,
indefesas,
na rua...
Ainda não,
restam as vozes,
restam fogueiras,
restam conversas,
resistências
sem fronteiras,
brilhando fagueiras
nas minhas mãos e nas suas...
Inspirado em Vladimir Maiakóvski citado por Nadia Gal Stabile neste blog