quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Uma favela construida sobre um aterro - Orquestra Reciclada
https://www.facebook.com/cecilia.coimbra.90/posts/1843812255837441
https://www.facebook.com/Orquesta-de-Instrumentos-Reciclados-Cateura-391360090949650/
INÍCIO
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Globeleza
O que leva uma Escola de Samba a compôr uma samba enredo,
confeccionar milhares de fantasias, construir carros alegóricos
e então colocar na avenida todas as suas alas homenageando
o ... Iougurte ?!
O patrocínio, é claro
E assim, todos os anos, e cada vez mais, vemos uma temática
empobrecida
Isto porque o carnaval tornou-se um grande negócio, e como tal,
deve se enquadrar dentro dos interesses de seus patrocinadores
E mais, imagine o quão desconfortável ficariam os apresentadores
da rede Globo, tendo que comentar sambas enredos e alegorias
que retratassem o verdadeiro dia-a-dia das pessoas nas comunidades
Ou se alguma Escola resolvesse tematizar o secular problema
latifundiário do país, o que forçou a migração de milhões de pessoas
para os grandes centros, causando uma verdadeira explosão
demográfica nas favelas
Estas mesmas favelas, berço, da maioria das Escolas de Samba
Então, a transformação de uma festa popular em "bussines", além
de proporcionar à poucos, excelente retorno financeiro,deu, também,
às elites políticas e econômicas, a certeza que temas "sensíveis"
não seriam colocados na avenida
As desigualdades sociais e demais mazelas de nossa sociedade,
ficariam bem distantes das câmeras de tv
Eis o verdadeiro carnaval "Globeleza"
Marcelo Roque
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Favela em chamas- Marcelo Roque
terça-feira, 6 de abril de 2010
MEIO SÉCULO DEPOIS, NADA MUDOU

quando o Zelão chorou.
Ninguém riu, nem brincou
e era Carnaval.
No fogo de um barracão
só se cozinha ilusão,
restos que a feira deixou
E ainda é pouco só.
Mas, assim mesmo o Zelão
dizia sempre a sorrir
que um pobre ajuda outro pobre
até melhorar.
Choveu, choveu.
A chuva jogou seu barraco no chão,
nem foi possível salvar violão
que acompanhou morro abaixo a canção
das coisas todas que a chuva levou,
pedaços tristes do seu coração.
"O Corpo de Bombeiros informou por volta das 9h10 desta terça-feira que o número de mortes em decorrência das chuvas que atingem parte do Estado subiu para 15.P.S.: a contabilidade macabra foi aumentando sem parar. Por volta das 13h, as mortes já somavam 50. É esse o Rio de Janeiro que receberá o Mundial de Futebol e a Olimpíada?!
"Segundo os bombeiros, a região com maior número de vítimas é o Andaraí, com cinco mortes. Em Vila Isabel, no morro dos Macacos, a corporação afirmou ter registrado outras cinco mortes.
"No morro do Borel, na Tijuca, são duas mortes confirmadas e três pessoas resgatadas com ferimentos após um desabamento. Outros deslizamentos causaram duas mortes ainda em Niterói".
terça-feira, 13 de outubro de 2009
CIDADE MORTA
tão morta que nem sente
este fogo que lhe consome as entranhas,
e lhe torra a alma,
exalando no silêncio das madrugadas,
o sufocante cheiro de gritos queimados
No dia 11 de outubro, centenas de pessoas, dentre elas, muitas
crianças, foram vítimas de um incêndio que consumiu totalmente
a favela Diogo Pires, no Jaguaré, deixando-as desabrigadas
E diante uma situação como está, fica a pergunta: Até quando
continuaremos ignorando as tamanhas injustiças sociais existentes
em nosso país, que faz com que milhões de famílias continuem
expostas a todo e qualquer tipo de adversidade ?
Afinal, de certa forma, trata-se de uma ferida que atinge à todos
nós, sem excessão
Marcelo Roque
domingo, 11 de outubro de 2009
Incêndio destrói favela Diogo Pires no Jaguaré - 11/10/09
Tarde de 11 de outubro de 2009. Um incêndio de grandes proporções atinge a favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, desde o final da tarde deste domingo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre vítimas e barracos atingidos. Imagens da TV Globo, transmitidas logo após o jogo da Bolívia 2 x Brasil 1, em La Paz, mostram que a destruição é total no local. Os bombeiros foram acionados às 17h50. Dezessete viaturas trabalham no combate às chamas.
Segundo informações do capitão Alexandre Antunes, o incêndio começou pouco antes das seis da tarde. O fogo espalhou-se rapidamente pela área da favela, que tem cerca de 600 metros quadrados e ainda não foi controlado.
A maioria dos barracos já está destruída. Não se sbe a origem incêndio.
Segundo o capitão Miguel Jodas, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, em entrevista à "Globonews", não há vítimas. Há um posto médico no local, ainda segundo Jodas.
A favela Diogo Pires fica na avenida Dracena, próxima da esquina com a rua Presidente Altino.
A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006, e também sofre com deslizamento de terras em época de chuvas intensas.
fonte: Uol
sábado, 10 de outubro de 2009
Plano olímpico para Rio-2016 prevê a remoção de favelas (AMIGO CASSIO BRANCALEONE,O SOCIÓLOGO ANDANTE, ENVIA)
ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio
Para atender às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), o plano para viabilizar a realização dos Jogos no Rio de Janeiro em 2016 prevê a remoção de mais de 3.500 famílias de seis favelas das zonas oeste e norte da cidade.
A maior parte destas famílias está em Jacarepaguá, onde serão construídas diversas instalações para a Olimpíada.
Os moradores serão reassentados para a ampliação de pistas que permitirá a implementação de projetos prometidos ao COI no setor de transporte.
De acordo com dados do Plano de Legado Urbano e Ambiental da Prefeitura do Rio, o reassentamento vai custar aos cofres públicos de R$ 151 milhões a R$ 186 milhões, dependendo da contrapartida dada aos moradores (pagamento de auxílio habitacional, no primeiro caso, e construção de novas habitações, no segundo).
As comunidades listadas pela prefeitura são Vila Autódromo, Canal do Anil, Gardênia Azul, Parque da Panela, Metrô-Mangueira e Belém-Belém.
A proposta prevê outras favelas, mas, em alguns casos, não revela quais são as comunidades nem o número de famílias que serão atingidas.
Esta, entretanto, não é a primeira vez que essas favelas passam pelo processo de reassentamento. Três das comunidades da lista veem o fantasma da remoção ressurgir. Elas já haviam sido ameaçadas durante a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007.
Na Vila Autódromo, os moradores tiveram até as casas marcadas pela Secretaria de Habitação em 2006, antes do Pan do Rio, com a promessa de reassentamento. Mas nada foi feito sob alegação de falta de verbas.
A favela luta na Justiça desde 1993 para se manter onde está, à beira autódromo de Jacarepaguá, que será desativado para a Olimpíada. Grande parte dos moradores do local tem concessão de uso da terra, como título de posse, por 99 anos.
De acordo com o plano, o local servirá para a ampliação de duas avenidas que circundam a favela (avenidas Embaixador Abelardo Bueno e Salvador Allende). O prefeito Eduardo Paes afirma que no local também ficará o Centro de Mídia.
A situação da comunidade contrasta com o forte investimento que a região do entorno do autódromo recebeu no Pan. Enquanto toda a área próxima dos estádios apresenta asfalto novo, a favela ainda convive com ruas esburacadas que lembram vias rurais.
O presidente da associação de moradores da favela, Altair Guimarães, afirma que a nova intenção da prefeitura é reflexo da especulação imobiliária. "A gente não quer ser removido daqui. Vamos lutar para que a comunidade permaneça. Não podem tratar a gente como animais", afirma Guimarães.
O presidente da associação diz ter experiência em reassentamentos. Na década de 60, ele foi removido de sua casa na Ilha do Caiçaras, na zona sul. Enviado à Cidade de Deus, Guimarães teve de sair do local em 1994 para a abertura da Linha Amarela. Ele vive há 15 anos na Vila Autódromo.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação afirma que as famílias de todas as comunidades reassentadas ficarão próximas do local de origem. Segundo o órgão, o processo será negociado com os moradores. Eles serão beneficiados pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida.
domingo, 13 de setembro de 2009
BioUrban, a Idéia - urban intervention (AUMENTE O SOM QUE É DEMAIS!!! PARABÉNS AO PROJETO BIOURBAN!!!)
A arquitetura e urbanismo modernista mata, é ademocratico, é panoptico e rouba o dinheiro público. O manifesto BioUrban é a antítese quanto concepção. É a resistência filosófica e estética da prática do construir e viver Cidade. É a vida. É a Cidade Viva.
Prédios, ruas, casas e cidades inteiras foram rasgadas com premissas básicas da exclusão, do sentido único capital do qual a construção é parte do processo do lucro das grandes e pequenas construtoras. Exploradoras de mão-de-obra barata, com pouco ou sem nenhuma instrução, de fácil manipulação e, em sua grande maioria, miseráveis intelectual. Assim fazem do trabalhador da construção civil uma peça dentro do jogo para garantir seus altos lucros na construção e venda de casas e apartamentos construídos por essas mãos que ao findar o trabalho não garantem a subsistência ao próximo mês.
Esse trabalhadores não ocupam o que constroem, não são detentores da terra onde levantam monstruosos prédios, mas são, talvez, os últimos donos dos meios de produção que pode-se entender como força, sapiência e técnica do construir moradias. É preciso levantar-se contra a hegemonia da divisão do trabalho dentro das empresas que disputam licitações publicas para grandes obras no país. O trabalhador da construção civil precisa refletir sobre a questão e entender que sem suas mãos, técnica e sapiência não existem obras. As mãos, a técnica e a sapiência formam a trindade, assim como o Pai, o Filho e Espírito Santo. Dividir o trabalho dentro de uma construção civil faz com que o os trabalhadores não tenham consciência de todo o processo da construção. E isso é a maneira que as empresas fazem para controlar cada trabalhador e ocupa-lo somente com a função que fora designada no contrato. Dessa forma seu salário é correspondente ao processo que foi contratado para executar. Isso garante controle e baixos salários àqueles que sem suas mãos, técnica e sapiência não existiriam um só prédio.
Cortiço - Cambuci
sábado, 12 de setembro de 2009
SOBRE CUS E ALMAS
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." Fernando Pessoa
Cu e alma,todos temos.
muitos também já se sentiram,
num beco sem saída.
porém se a alma for grande
tudo poderá valer a pena,
como pensou Pessoa.
se lembrarmos que os direitos humanos
de muitos brasileiros já foram para o espaço faz tempo,
e se constatarmos que rotineiramente somos roubados e desrespeitados
pelos "governos" e pelos diversos serviços de primeira necessidade,
pelos de segunda e terceiras necessidades...
serviço telefônico, bancos e o diabo a quatro...
o que nos restará fazer? votar corretamente?
ir às urnas e achar que só isso irá resolver nossos problemas
e todas as injustiças que a maioria tem passado!?...
o filósofo disse que o mundo se divide entre vencedores e vencidos,
acho que ele não estava se referindo só aos vencedores "capitalistas",
que sabem explorar seus concidadãos...por certo que não...
pois se estava...o outro que filosofou sobre a "servidão voluntária"...
estaria a considerar estes voluntários como vencidos?...
e a Wikipédia diz sobre ideias de Nietzsche,que:
"A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência."(...)
ser um vencedor metaforicamente...
nem mereceria esta palavra exatamente!
o signo está gasto,
preferiria outra palavra,
uma palavra que incluisse outros significados,
como o filósofo citado aqui era alemão...
...é...uma outra palavra seria interessante!
mas qual?..................................................
aporias...becos sem saídas...
...mas, o que podemos fazer para que milhões de brasileiros deixem de ser desrespeitados e mortos indiscriminadamente todos os dias nas favelas, nas ruas, nos campos....!?
e como podemos resolver nossos próprios problemas!?
Nadia Stabile - 12/09/09
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Capão Redondo - 27 de agosto 2009 (do blog do Ferréz,clique aqui e acabe de ler)
24/08/2009
O ambiente se é assim que podemos chamar é desolador.
No lugar que um dia foi a favela, entulhos ainda pegam fogo e os moradores se alojaram ao lado, numa encosta do morro.
A mídia mente, dizendo que as pessoas estão melhores que nas condições precárias em que moravam, mentira!
Melhores como? Morando em casas de 1 metro de altura, feitas com restos do que um dia foi móveis?
São mais de 100 famílias que estão no morro, centenas de crianças, tem barraco de um metro e meio de largura que tem três famílias, nenhum barraco tem a estrutura que um da favela já teve.
eram 800 famílias, muitas foram para casa de parentes, outras voltaram para debaixo da ponte.
Não tem água, geladeira nem fogão, pois foi proibido para não dar risco de incêndio na favela improvisada.
As pessoas acendem velas a noite, passei de barraco em barraco com os donativos, e de cada 3 um não tem colchão, os filhos e as mães dormem em tapetes.
Um morador me parou e falou: - sabe onde você tá pisando? Era minha casa.
Eu olhei era um monte de entulho.
Alguns perguntam como fazem para tirar documento, já que os deles queimaram.
Levamos uns advogados ontem para ver o que se podia ser feito, eles disseram que a mídia noticiou que as famílias não queriam ir para o albergue.
Eu perguntei se ele sabia como funcionava um albergue. Ele disse que não.
Então expliquei, falei que um colchão, uma tv, um aparelho de som, nada disso entra no albergue, falei que ninguém quer por os filhos pra acordar e dormir ao lado de gente que não conhece, que ninguém quer deixar a esposa num albergue para ir trabalhar, e que albergue tem número limite de permanência, é tanta regra que ninguém consegue seguir.(...)
LEIA MAIS E VEJA AS FOTOS NO BLOG DO FERRÉZ:
http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html
domingo, 9 de agosto de 2009
RETRATO DE HELIÓPOLIS (DESCONSIDEREM OS POLÍTICOS AQUI RETRATADOS)
Heliópolis: A Cara do Brasil
A comunidade de Heliópolis se organiza, luta pela maior presença do governo, rejeita o rótulo da violência e elege um sonho comum: transformar-se num bairro educador.
Pobre paga imposto, mas não entra na USP
A comunidade de Heliópolis, na periferia de São Paulo, paga milhões de reais em impostos que vão em parte para sustentar a USP (Universidade de São Paulo), mas o morador do bairro não tem acesso aos cursos da instituição. João Miranda Neto, presidente da Unas (União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis) levanta a questão. É justo o sistema educacional brasileiro, que mantém boas universidades públicas - nas quais a maioria dos que entram veio de escolas particulares -- e péssimas escolas de ensino primário e médio?
UNAS - COMUNIDADE DE HELIÓPOLIS (clique aqui e conheça o site)
Objetivando centralizar as forças distribuídas por toda a área da favela de Heliópolis e também organizar de forma expressiva o movimento dos moradores, buscando projetos e melhorias com mais qualidade e quantidade nas ações de representação e pressão popular, influenciando decisivamente nas questões relativas a políticas públicas. Ao longo de sua jornada a UNAS além de focar as suas ações na questão do direito à moradia e à infra-estrutura com qualidade, passou também a atingir outros pontos, acreditando ser essencial para a formação de um cidadão coerente, crítico, participativo e principalmente um cidadão que estará sempre em busca de seus direitos e de melhorias para o local onde vive.
Com este olhar incisivo e crítico para um novo mundo a UNAS hoje atua nas mais diversas áreas como: Educação, Esporte, Saúde, Cultura, Lazer, Tecnologia e Habitação, tentando sempre em conjunto com os moradores locais uma melhor organização para a busca de parcerias e projetos que beneficiem à própria comunidade.
Heliópolis está instalada em uma área de 1 milhão de m2 e tem uma população de aproximadamente 120 mil habitantes e destes 91% são de origem nordestina e 52% estão na faixa etária entre 0 a 25 anos, é a maior favela de São Paulo e a segunda maior do Brasil e da América Latina.
Os projetos e programas desenvolvidos através da UNAS, não atendem nem 1% da população que seria necessário atender quando se diz respeito à criança, adolescente e jovem.
Por estar inserida na maior metrópole do país, a Favela de Heliópolis está submetida às questões ligadas à violência, ao tráfico de drogas, ao crime organizado e às situações mais graves como a desestruturação familiar e ao desemprego em maior proporção. Em decorrência de tantos fatores que influenciam no cotidiano da favela é necessário maciço investimento público, privado e institucional para que possamos gradativamente modificar a realidade desta comunidade.
Prêmios e Ceritificações
Prêmio Betinho de Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo em 2002;
Menção Honrosa do Prêmio Itaú Unicef em 2003 pelo Projeto “Se Liga, Galera. Comunidade!”;
Prêmio ADVB – no ano 2002 e 2003, pelo Projeto “Parceiros da Criança”;
Prêmio APCA em 2004, pela Rádio Comunitária;
Utilidade Pública Municipal pelo Decreto de Lei nº 39.350 de 10/04/2000;
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente;
Conselho Municipal de Assistência Social;
Conselho Estadual de Desenvolvimento e Assistência Social.
Missão: " Promover a cidadania, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integral da comunidade"
Movimento Sem Teto realiza ato pró-moradia
No dia 23 de maio o Movimento Sem Teto UNAS/Heliópolis, realizou manifestação em defesa de moradia. O ato chamou a atenção das autoridades para a necessidade de destinar dois terrenos que estão localizados na Vila Carioca, próximo à Heliópolis, para a construção de moradias populares. Cerca de 700 pessoas, marcharam empunhando bandeiras com frases de luta por moradia e simbolicamente abraçaram um terreno de propriedade do órgão público e colocaram diversas maquetes de casas em protesto pela falta de atenção para os moradores de favelas. O Movimento luta pelo direito à moradia digna em áreas urbanizadas, com infra-estrutura e acesso a equipamentos sociais.
FONTE: http://www.unas.org.br/
ADRIANO COSTA CHAVES,EX MORADOR DA FAVELA DE HELIÓPOLIS FOI DESCOBERTO PELO MAESTRO ZUBIN MEHTA
A história de sucesso de Adriano Costa Chaves
Comunicação CCJ
Terá sido apenas sorte, coincidência ou destino o que ocorreu na vida de Adriano Costa Chaves, contrabaixista da Sinfônica Heliópolis, descoberto pelo maestro Zubin Mehta?
Adriano entrou por acaso na Sinfônica Heliópolis do Instituto Baccarelli, programa de referência em ensino de música para jovens em situação de vulnerabilidade social, que é desenvolvido com apoio do Instituto Votorantim de Antônio Ermírio de Moraes. Seu primo, Jefferson Cavalcanti Costa, que era o contrabaixista da Sinfônica, havia decidido interromper os estudos do instrumento para se dedicar ao violino.
Aos 16 anos, filho de um taxista e uma dona de casa de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, Adriano não conhecia música clássica e achou pouco provável que se interessasse em integrar a orquestra, mas mesmo assim, cedeu aos apelos do primo e foi assistir a um ensaio.
O encontro entre Adriano e o contrabaixo foi mágico. "No meio do ensaio, o contrabaixo foi o único instrumento que eu olhei e adorei o som, foi o instrumento que me chamou atenção no meio da orquestra inteira", afirma ele.
A partir de então, começou a ter aulas de música com o contrabaixista Sérgio Oliveira, que estudou em Berlim e é elogiadíssimo em Israel. Foi ele quem o fez gostar do instrumento, exigindo o máximo do jovem músico e incentivando-o a estudar para se tornar o melhor. Em um ano, Adriano já integrava a Sinfônica Heliópolis, e começava a se destacar pela sua rápida evolução como músico e grande dedicação aos estudos do instrumento.
Em 2005 o Centro da Cultura Judaica ajudou a trazer à cidade de São Paulo a Orquestra Filarmônica de Israel, dirigida por Zubin Metha e, na oportunidade, o grande maestro foi convidado a visitar o projeto do Instituto Baccarelli. Mehta assistiu as apresentações de corais de crianças, alunos iniciantes em violinos e, por último, da Sinfônica Heliópolis, conduzida pelo maestro Roberto Tibiriçá.
Em certo momento, durante a 5a. Sinfonia de Beethoven, Zubin Mehta tirou o paletó e resolveu assumir a regência do grupo, tomando a batuta com o mesmo entusiasmo de quem estivesse dirigindo a Filarmônica de Londres ou de Nova York. "Fiquei emocionado como na primeira vez que estive à frente de uma orquestra", admitiu em depoimento posterior.
Mas Zubin Metha que, por coincidência é um ex-contrabaixista, ficou impressionadíssimo com o talento do tímido Adriano, na época com 17 anos, quando este tocou especialmente para o maestro uma parte do Concerto para Contrabaixo, de Domenico Dragonetti.
Com o sucesso da apresentação, Mehta, convidou Adriano a tocar junto aos naipes de contrabaixo da Filarmônica no ensaio da mesma tarde na Sala São Paulo, o que na verdade fez com que Adriano se apresentasse para toda a Orquestra.
Convencido do talento do músico, o maestro então ofereceu a Adriano uma bolsa de aperfeiçoamento como aluno especial na Buchmann-Mehta School of Music pelo período de um ano, desde que o Centro da Cultura Judaica cuidasse da viagem e de sua estadia.
"Este rapaz é muito talentoso. Adriano é um músico que poderá tocar em qualquer orquestra do mundo", disse Mehta.
O novo desafio para o Centro da Cultura Judaica foi assumido com muito entusiasmo e dedicação de todos os profissionais e diretores envolvidos que se empenharam no acompanhamento e preparação de Adriano para a sua grande chance e para o mundo que se abria para ele. (...)
LEIA MAIS EM : http://culturajudaica.uol.com.br/01b/visualizar.asp?id=458
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Filarmônica de Israel toca neste sábado em Paulínia
Público será brindado com Don Juan, Op. 20 , Till Eulenspiegels Lustige Streiche , Op. 28 e Ein Heldenleben
O projeto Concertos de Paulínia, iniciativa sem paralelo na cena cultural paulista, apresenta neste sábado (08) a sua maior e mais esperada atração. Às 20h, no Theatro Municipal de Paulínia, o maestro indiano Zubin Mehta rege a Orquestra Filarmônica de Israel, reconhecida internacionalmente como uma das mais competentes do mundo. O programa prevê a execução de obras de Richard Strauss. No próximo dia 12, a orquestra realiza concerto extra. E, no dia 16, a Filarmônica fará um concerto gratuito, ao ar livre, no Parque Brasil 500, às 16h, conforme anunciou, nesta sexta-feira (07), o maestro, durante entrevista em Paulínia. (...)
O concerto deste sábado inaugura a turnê sul-americana da orquestra de Zubin Mehta. Após sua passagem por Paulínia, a Filarmônica de Israel fará apresentações em São Paulo, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Curitiba. Em todos os concertos realizados no Brasil, o contrabaixista brasileiro Adriano Costa Chaves acompanhará a orquestra. Ele foi descoberto por Mehta em 2005, quando visitou o projeto musical comunitário do Instituto Bacarelli, na favela de Heliópolis, em São Paulo.(...)
Leia mais em:
FONTE: http://www.cosmo.com.br/noticia/34571/2009-08-07/filarmonica-de-israel-toca-neste-sabado-em-paulinia.html
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Para lembrar Hiroshima e John Hersey
Matinas Suzuki Jr., no posfácio que escreveu sobre Hiroshima (São Paulo: Companhia das Letras, 2002), enfatiza que o livro de John Hersey é uma espécie de Cidadão Kane do jornalismo, pois lidera todas as listas como a "melhor reportagem" já escrita. Hersey morreu há 15 anos e, em vida, teve a oportunidade de, nos anos 1980, quatro décadas após ter publicado a reportagem – primeiramente na revista The New Yorker, depois em forma de livro –, voltar a Hiroshima e completar seu trabalho. Muito já se falou sobre Hiroshima, as seqüelas da bomba, mas, passados 63 anos, parece impossível, assim como o holocausto, curar o trauma deixado na alma da humanidade.
Momentos culminantes, como em casos de assassinatos – Martin Luther King, John Lennon – nos remetem à perspectiva de querer voltar no tempo, alterar a história. Ilusão inútil, leite já derramado, mas que não altera a vantagem do historiador de poder documentar-se e comentar fatos ocorridos como aqueles de 6 de agosto de 1945. Cabe acompanhar o fatídico andar do relógio daquela trágica manhã.
Oito horas, 14 minutos, mais alguns segundos. O coronel Paul Tibbets Jr., comandante do bombardeiro B-29, alcunhado de "Enola Gay", faz um vôo tranqüilo, sem oposição, pois os poucos Mitsubishi, se ainda restam, dedicam-se a ataques kamikazes contra a frota americana no Pacífico. O militar olha para baixo e confere, ainda intacta, a clássica descrição da cidade de Hiroshima: bela, em forma de leque, dividida em seis ilhas formadas pelos braços do rio Ota. Está quente e, pela cidade, circulam bondes e trabalhadores. Não é um dia normal, pois o país, já há algum tempo, vem sendo destroçado pelos americanos, mas, estóicos e disciplinados, os japoneses resistem em capitular.
O coronel cumpre ordens (mesma argumentação dos nazistas) e tem a sorte de estar lutando pelo lado vencedor. Em sua "ingenuidade", pode imaginar estar carregando apenas um bombão, um pouco mais destrutivo do que aqueles que, nos últimos seis anos, castigaram a Europa, a Ásia e o norte da África. Até aquele momento, 67 cidades japonesas já foram bombardeadas e, só em Tóquio, morreram 100 mil pessoas. Os habitantes de Hiroshima aguardam a sua vez e fazem preparativos tradicionais de defesa antiaérea.
Oito horas e 15 minutos. O coronel despeja sua carga mortal. Percebe um imenso clarão silencioso e, logo depois, a aglomeração de gases sob a forma de um cogumelo gigante. Missão cumprida, pode retornar à base. Ele ainda não sabe que, embaixo, cerca de 100 mil, dos 240 mil habitantes da cidade, morreram na hora, outros milhares perecerão logo depois.
Infância incomum
A Segunda Guerra Mundial é pródiga em relatos de populações sob intenso bombardeio: Varsóvia, Londres, Stalingrado, Dresden, Berlim. A singularidade de Hiroshima reside no fato de ter sido a primeira experimentação efetiva de uma arma nuclear. Três dias depois, o experimento e os traumas subseqüentes seriam partilhados com Nagasaki. Não havia necessidade, o Japão estava exangue, a rendição era uma questão de dias. Mas, fiel à máxima de que a vingança é um prato que se come frio, era necessário que os japoneses quitassem sua dívida em relação a Pearl Harbor. Os russos também aproveitariam o estado terminal japonês para declarar guerra e surrupiar as ilhas Sakalinas, indo à forra pela derrota de 1905. Ninguém esquece.
Mas, afinal, o que significa uma cidade ser atingida pela bomba atômica?
Coube a Hersey a aventura de, entre 25 de maio e 12 de junho de 1946, portanto quase um ano após a tragédia, apurar os fatos em Hiroshima. Ele levaria outras seis semanas escrevendo a reportagem. Impressionados pela narrativa, os editores do The New Yorker optaram por fazer uma edição monotemática. Resultado: os 300 mil exemplares esgotaram-se em poucas horas. O mesmo sucesso editorial seria obtido quando, logo depois, a reportagem foi transformada em livro.
Hersey teve uma infância incomum, pois, filho de missionários americanos, nasceu em Tientsin, China, vivendo lá até os 11 anos de idade. Formou-se em Yale, e, logo em seguida, como correspondente na China e na Rússia, escreveu artigos para as revistas Time, Life e The New Yorker. Já famoso, e ganhador do prêmio Pulitzer por Um sino para Adano, tinha 32 anos quando foi escalado para ir a Hiroshima. Hersey tomou como modelo de construção narrativa o relato escrito por Thornton Wilder, A ponte de São Luiz Rei, sobre uma catástrofe ocorrida no Peru, descrita sob o ponto de vista de cinco sobreviventes.
O grande clássico
Não se trata de pastiche, é uma questão de método. Narrativas são, no bom sentido, cheias de truques, tanto do ponto de vista estrutural, como para prender a atenção do leitor. Hersey construiu sua reportagem sob o ponto de vista de seis personagens – duas mulheres e quatro homens, sendo um alemão –, personificando a tragédia, ou, como observou Matinas Suzuki Jr.:
"[...] ele aproximou a abstração ameaçadora de uma bomba atômica à experiência cotidiana dos leitores. O horror tinha nome, idade e sexo. Ao optar por um texto simples, sem enfatizar emoções, ele deixou fluir o relato oral de quem realmente viveu a história. O tom da reportagem é um prolongamento da dor silenciosa que os sobreviventes de Hiroshima notaram nos conterrâneos feridos". (Hiroshima, p. 168)
Assim, o leitor acompanha o dia-a-dia, as agruras, o sofrimento, a luta contra as doenças causadas pela radiação, a batalha contra o preconceito, a superação da senhora Hatsuyo Nakamura, da senhorita Toshiko Sasaki, dos doutores Masakazu Fujii e Terufumi Sasaki, do reverendo Kiyoshi Tanimoto e do padre Wilhelm Kleisorge. Gente de carne e osso com coragem e força para ir em frente, mostrar solidariedade, empreender ações exemplares que dignificam a espécie humana. Eles também representam o conjunto de pessoas que, no Japão, são conhecidas como hibakushas: pessoas que sofrem os efeitos da bomba.
Libelo contra a utilização de armas atômicas, Hiroshima também é uma aula de jornalismo literário ou reportagem de imersão. A tradição é longa, remonta ao século 19. Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado primeiramente sob forma de reportagem para O Estado de S.Paulo, é o grande clássico do período no Brasil. Conforme Suzuki, "o termo novo jornalismo, por exemplo, foi usado em 1887 por Mat Arnold para descrever o estilo vivo das reportagens que W.T. Stead escrevia para a Pall Mall Gazette" (Hiroshima, p.179).
Empatia e observação
É possível capturar, via internet, trechos de artigos de Stead escritos sobre favelas londrinas. O mesmo nicho social que, anos mais tarde, Jack London exploraria para escrever The people of the abyss (O povo do abismo). Deste último, a lembrança do porta-bandeira, alcunha dada a miseráveis que, proibidos de dormir nos parques públicos da rainha Victoria, eram obrigados a caminhar, "marchar" a noite inteira. London também cobriria a guerra entre a Rússia e o Japão (1904-1905).
Enfim, Hersey é um dos grandes exemplos de repórteres-escritores que, no Brasil, dada a falta de espaço nos jornais, mantêm o gênero através de livros, como é caso, por exemplo, de Caco Barcelos. A revista The New Yorker, uma senhora robusta de 83 anos, saudada por haver publicado alguns dos maiores textos da imprensa mundial, possui uma galeria desses interessantes narradores, tais como Lílian Ross (autora de Film, um painel sobre Hollywood) que, há algum tempo, numa entrevista para a Folha de S.Paulo, quando indagada se era possível ensinar jornalismo literário, deu o seguinte depoimento:
"No momento, procuro fazer isso com um jovem em troca de seus conhecimentos como cozinheiro. Ele é um ótimo `chef´ e quer ser um repórter-escritor. Acredito que possa ensinar a ele o que considero ser a essência da atividade, mas até um certo ponto. Isso equivale a apenas 10% do que realmente importa. O restante depende de características individuais: história de vida, experiência, natureza, autodisciplina, curiosidade, humor, entusiasmo, paixão, originalidade, coragem, biologia, determinação, idade, ego e energia. Vigilância em relação à sensibilidade dos outros; capacidade de empatia e de observação enquanto mantém a imparcialidade; e a habilidade de resistir a fazer julgamentos morais das outras pessoas".
Parece pouco?
FONTE: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=500IMQ003
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"GRUPO LATA NA FAVELA DE HELIÓPOLIS" - UNAS HELIÓPOLIS ( FLAVIA COORDENADORA DO GRUPO E LEITORA DESTE BLOG DESTACA)
"LATA NA FAVELA" (do blog COMUNIDADE EM AÇÃO)
http://heliopoliscomunidadeemacao.blogspot.com/2008/04/lata-na-favela.html
O Lata na Favela é um projeto que reúne 50 crianças, jovens e adolescentes na quadra da Unas.
A história do Lata começou quando o arquiteto Ruy Ohtake declarou que a favela mais feia de São Paulo era Heliopolis. Então o presidente da Unas, João Miranda . falou" por que você não nos da uma força?"
Nisso o arquiteto Ruy Ohtake contratou a Suvinil para pintar as casas da comunidade.
Depois que eles terminaram de pintar o pessoal do projeto Se Liga Galera,pensou "o que nos podemos fazer com essas latas de tintas?" Nisso eles pensaram em fazer instrumentos e foi assim que surgiu o Lata na Favela.
O Lata vai para varios pontos de São Paulo,
ALESSANDRA E JÉSSICA PARA O COMUNIDADE EM AÇÃO
(19 de abril de 2008)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Pirambu Digital (INCLUSÃO SOCIAL E DIGITAL NA FAVELA DE PIRAMBU EM FORTALEZA)
Pirambu, em tupiguarani, quer dizer peixe-roncador. O principal objetivo do projeto Pirambu Digital é fazer do Pirambu, uma favela de Fortaleza, onde vivem 350 mil pessoas, um modelo de inclusão social com tecnologia digital, validando uma metodologia baseada na ação criativa e solidária do jovem, permitindo-lhe apropriar-se de seu entorno social.
terça-feira, 14 de julho de 2009
PM determina: favelado não tem direito ao lazer
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro
Eu não saio, não"
("Opinião", Zé Keti)
Quem viveu aquele período de arbítrio e atrocidades, sabe que a barra pesava muito, muitíssimo mais.
Mesmo assim, é chocante que, depois de tanta luta para trazermos o Brasil de volta para a civilização, o cidadão comum continue tão impotente para influir nos destinos do País, a imprensa tão blindada contra versões/interpretações alternativas e os direitos civis tão impunemente atingidos (ainda mais quando a vítima é a população carente!).
Assim, a imprensa hoje noticia que a Polícia Militar do Rio de Janeiro vai impedir pela força a realização de bailes funk nas favelas. Alega que não consegue coibir o tráfico de drogas sem pisotear o direito dos favelados ao lazer.
Como motivo imediato, apresenta um episódio que evidencia, isto sim, abuso de autoridade e incompetência criminosa de sua parte: desencadeou uma operação repressiva para prender traficantes em meio a um baile no Morro dos Macacos (lá na Vila Isabel do saudoso Noel) e acabou travando tiroteio com eles, no último sábado.
Saldo: três mortos e seis feridos. Quem não tinha culpa no cartório pegou as sobras, como sempre. Caso de uma moradora de 35 anos.
Se o preço para prender traficantes é colocar inocentes em risco, a PM jamais, JAMAIS!, deve fazer tal opção.
A intervenção policial em meio a uma multidão de civis só se justifica quando há violência sendo cometida. Meras detenções podem ser deixadas para depois, pois a vida dos inocentes é SEMPRE o valor supremo a ser respeitado.
Só autoridades extremamente tacanhas e despreparadas para atuar numa democracia podem supor que a proibição do lazer, além de juridicamente aberrante, traga algum benefício concreto.
"O que radicalizou o funk foi a proibição, nos anos 90, de os clubes terem festa. O baile foi para dentro da comunidade, e a favela passou a falar para a favela: as pessoas falam sobre o que vivem. O preconceito é com o funk, como antigamente o sambista era preso. A favela não pode se expressar", queixou-se, com inteira razão, o presidente de uma associação funkeira.
E uma ex-vereadora completou: "O que vão fazer 20 mil pessoas que não têm direito a lazer?".
Se depender da PM, ficarão escondidas em seus barracos, pisando em ovos para não despertar a ira dos fardados, exatamente como os judeus viviam nos guetos em que os nazistas os confinavam.
CELSO LUNGARETTI


