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sábado, 14 de novembro de 2015

As ruas de Paris são tão familiares para mim quanto as de Beirute

*Porque o mundo ocidental é sempre mais importante que o oriental? quantas crianças, mulheres e civis morreram e ainda morrem vítimas dos ataques dos EUA no Oriente Médio? Nenhuma carnificina pode ser mais relevante que outra, todas são terríveis! Todas são produto de ataques covardes, ou será que ataques a escolas infantis no Oriente são menos covardes e terríveis do que ataques a teatros em Paris?

Nadia Gal Stabile - 14 11 2015


https://pt.globalvoices.org/2015/11/14/as-ruas-de-paris-sao-tao-familiares-para-mim-quanto-as-de-beirute/

As ruas de Paris são tão familiares para mim quanto as de Beirute 

 



Meme widely shared in solidarity with the victims of the Paris attacks.


Imagens de solidariedade às vítimas dos ataques em Paris que circulam nas redes sociais.
Venho de uma comunidade Francófona privilegiada no Líbano. Isso significa que sempre enxerguei a França como minha segunda casa. As ruas de Paris são tão familiares para mim quanto as ruas de Beirute. Estive em Paris há poucos dias, aliás.
Foram duas noites horríveis de violência. A primeira tirou a vida de mais de 40 pessoas em Beirute; a segunda, de mais de 120 em Paris.
Também me parece claro que, para ao mundo, a morte do meu povo em Beirute não importa tanto quanto a do meu povo em Paris.
Nós não ganhamos um botão de “seguro” no Facebook. Nós não ganhamos pronunciamentos tarde da noite dos homens e mulheres mais poderosos do mundo, e de milhões de usuários das redes sociais.
Nós não mudamos políticas que vão afetar as vidas de incontáveis refugiados inocentes.
Não podia estar mais claro.
Digo isto sem ressentimento algum, apenas tristeza.
É difícil ter que admitir que, apesar de tudo que já foi dito, apesar de toda a retórica progressista que tenhamos conseguido criar sob a forma de uma voz humana aparentemente unida, a maioria de nós, membros desta espécie estranha, segue excluída das principais preocupações do mundo.
E eu sei que quando digo “mundo”, já estou excluindo boa parte do mundo. Porque é assim que estruturas de poder funcionam.
Eu não são importante.
Meu “corpo” não importa para o “mundo”.
Se eu morrer, não fará diferença alguma.
Mais uma vez, digo isso sem nenhum ressentimento.
Esta é apenas a constatação de um fato. É um fato político, sim, mas não deixa de ser um fato.
Talvez eu até deveria ter algum ressentimento, mas estou muito cansado. É um peso grande ter que se dar conta disso.
Sei que tenho sorte porque, quando eu morrer, serei lembrado por meus amigos e entes queridos. Talvez meu blog e minha presença online gerem algumas manifestações de pessoas de outros países. Essa é a beleza da internet. E mesmo ela está fora de alcance para muitos.
Nunca havia percebido tão claramente o que Ta-Nehisi Coates quis dizer quando ele escreveu sobre o corpo negro nos Estados Unidos. Acho que há uma história sobre o corpo árabe que deve ser contada também. O corpo ameríndio. O corpo indígena. O corpo latinoamericano. O corpo indiano. O corpo curdo. O corpo paquistanês. O corpo chinês. E tantos outros corpos.
O corpo humano não é um só. Deveria ser, a esta altura. Talvez isso em si mesmo já seja uma ilusão. Mas talvez seja uma ilusão que vale a pena preservar, porque sem esse desejo vago de unidade não sei em que tipo de mundo estaríamos vivendo agora.
Alguns corpos são globais, enquanto outros são apenas locais, regionais, “étnicos”.
Meu coração está com todas as vítimas dos ataques de ontem e anteontem, e com todos aqueles que serão discriminados por conta das ações de alguns assassinos e da falha geral da humanidade de se imaginar como uma entidade unida.
Minha única esperança é que consigamos ser fortes o suficiente para gerar respostas opostas àquelas que esses criminosos desejam. Quero ser otimista e dizer que estamos quase lá, onde quer que esse “lá” seja.
Precisamos falar sobre essas coisas. Precisamos falar sobre raça. Não tem jeito.

sábado, 20 de junho de 2015

Toninho Ramos & Jo Vurchio "Samba-vure"


Otávio Martins escreve e envia:

Mando um amigo, o Toninho Ramos, que está morando em Paris desde 1974. A última vez que nos vimos, 1980, em Sampa. 

Otávio, boa noite.




Toninho Ramos & Jo Vurchio "Samba-vure"

https://www.youtube.com/watch?v=VDoZN5a4qYQ





Enviado em 11 de jun de 2009 

Toninho Ramos & Jo Vurchio - Extrait filmé dans le cadre du Festival "UNIVERS GUITARES" 2009 à Saint Germain lès Corbeil (France) Réalisation vidéo Bernard Pavelek / Son Fred Pierre

domingo, 4 de maio de 2014

MAIO DE 68 - FRANÇA

Sarau para todos
No background da forma e do conteúdo deste blog há a revolução de Maio de 68.
O nome "Sarau para todos" teve como inspiração também, M. Foucault.
Entretanto, me parece que  a vontade  inicial era falar sobre a nossa arte e cultura de raiz, ou genuína, (coisa complexa em se tratando de Brasil...), não por nacionalismo, mas por justiça e até revolta por termos uma mídia tão ruim, descaradamente perversa ...e muito, deixando todos deste país indignados por verem tantos direitos soterrados, "vilipendiados"... enfim, este quarto poder fajuto, indigno e que coopera dia a dia para que todos sucumbam, precisaria de muitos blogueiros e de povo disposto a resistir fortemente para poder neutralizar esta sujeira enorme...informação digna é direito humano, sempre repito que comunicação social seria esta de massa (desta mídia fajuta que deturpa tudo com sua perversidade desumana e comercial), mas...
Nadia Gal Stabile - 04 de maio de 2014

Maio de 1968

Em Maio de 1968 (mais referido como Maio de 68) uma greve geral estala na França. Rapidamente adquire significado e proporções revolucionárias, mas é desencorajada pelo Partido Comunista Francês, de orientação Stalinista, e finalmente suprimida pelo governo, que acusa os Comunistas de tramarem contra a República.

Alguns filósofos e historiadores afirmaram que essa rebelião foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX, porque não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe. Começou como uma série de greves estudantis que irromperam em algumas universidades e escolas de ensino secundário em Paris, após confrontos com a administração e a polícia. A tentativa do governo gaullista de esmagar essas greves com mais ações policiais no Quartier Latin levou a uma escalada do conflito que culminou numa greve geral de estudantes e em greves com ocupações de fábricas em toda a França, às quais aderiram dez milhões de trabalhadores, aproximadamente dois terços dos trabalhadores franceses. Os protestos chegaram ao ponto de levar o general de Gaulle a criar um quartel general de operações militares para obstar à insurreição, dissolver a Assembléia Nacional e marcar eleições parlamentares para 23 de Junho de 1968.
O governo estava em vias de colapso (de Gaulle chegou a refugiar-se temporariamente numa base da força aérea na Alemanha), mas a situação revolucionária dissipou-se quase tão rapidamente quanto havia surgido. Os operários voltaram ao trabalho, seguindo a direção da Confédération Générale du Travail, a federação sindical de esquerda, e do Partido Comunista Francês (PCF). Após as eleições, em Junho, o partido Gaullista emergiu ainda mais poderoso do que antes.(...) leia mais em:

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Maio_de_1968












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