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domingo, 15 de novembro de 2015

A CENSURA, A MÍDIA, AS REDES SOCIAIS...

A mídia orquestra as redes sociais, se a gente quer ver as coisas por outros prismas, logo se é apedrejado, denunciado, censurado, e ainda rotulado de radical! A mídia se omite, e as pessoas aceitam, a mídia é descaradamente parcial, e...






*12 de outubro de 2015(um mês justo antes do atentado de Paris, e o que a mídia e o Facebook fizeram em relação a isto?)
http://br.blastingnews.com/mundo/2015/10/turquia-sofre-atentato-terrorista-e-deixa-muitas-pessoas-mortas-00599307.html




domingo, 21 de junho de 2015

"ALMIRANTE NEGRO" JOÃO CÂNDIDO (O MESTRE SALA DOS MARES)


João Cândido Felisberto na primeira página do Jornal Gazeta de Notícias, em 31 de dezembro de 1912.
  
"ALMIRANTE NEGRO" - O MESTRE SALA DOS MARES- música de João Bosco e Aldir Blanc

* a letra original sem modificações causadas pela censura da ditadura militar brasileira.
 

"ALMIRANTE NEGRO" (Título original) 1973
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­---------------
(Letra original)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu

Conhecido como Almirante Negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar, na alegria das fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro gritava - não!

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias

Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais

Salve o Almirante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo...

*via link do vídeo abaixo. (enviado por Otávio Martins Amaral)

"Almirante Negro" - (O Mestre-Sala Dos Mares) - letra sem censura, em 20/agosto/2010 (Rio-RJ) 

*vídeo de Sergio Chagas.

https://www.youtube.com/watch?v=I7PW8L_ezlQ#t=53


https://pt.wikipedia.org/?title=Jo%C3%A3o_C%C3%A2ndido





João Bosco - O Mestre-sala dos Mares  

https://www.youtube.com/watch?v=B-jb3Hlaj9s

sexta-feira, 6 de março de 2015

FILAS

uma das ovelhinhas doentes
esboçou um certo "Q" de revolta
mas logo dissimulou
outras ovelhinhas bem vestidas e idosas
se fizeram de Mané
outras ainda mais absortas
até conseguiam rir da falta do ar condicionado,
do ventilador, e das intermináveis horas
que teriam de aguardar só para
marcar uma outra fila daqui 
uns 3 meses no mínimo. 
o guardador do rebanho 
mostrava-se enérgico 
com seu chicotinho em mãos.
mas...como todo bom rebanho
aquele não era diferente,
haviam sim ovelhinhas negras por lá
a mais rebelde desgarrou-se
e nunca mais foi 
vista por aquelas bandas.

passados alguns dias ela
refletiu sobre ser mais calma
mais resignada com todas 
aquelas injustiças
imitar as outras ovelhinhas
afinal haviam até cadeiras
para se aguardar na fila.
não, não, resolveu
continuar sem tingir sua
pelagem negra.

nadia gal stabile - 06 03 2015



































quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - MARCELO ROQUE; G lória Kreinz divulga

LEIA MAIS EM "PODER, POLÊMICA E POESIA", LIVRO DE MARCELO ROQUE E GLÓRIA KREINZ, 2011



CONTATO-www.abradic.com

Dois Pesos e Duas Medidas

Com a morte do lider norte coreano, Kim Jong -Il, novamente
a imprensa do ocidente, aproveitando -se da ocasião, não
poupou críticas ao seu regime, citando todos aqueles velhos
assuntos que todos estamos cansados de saber, do programa
atômico do país, até a censura que é imposta ao seu povo
Pois bem, este é o ponto em questão, a censura. Afinal, a
Grande Mídia ocidental bate sempre muito forte nesta questão,
afirmando que países como a Coréia do Norte, China, Cuba, Irã,
Venezuela, por exemplo, filtram a informação que chega a população,
de modo a censurar tudo aquilo que for prejudicial a imagem de seus
governos
Ora, mas não é justamente isto que a Grande Mídia daqui faz ?
Sabemos muito bem que assuntos mais agudos, envolvendo interesses
políticos e economicos das potências ocidentais, são maquiados,
ocultados ou distorcidos
Não são citados, por exemplo, quais exatamente eram os negócios
que países como França e Itália mantinham com a Líbia de Gadaffi,
e como ultimamente a França vinha se sentindo prejudicada nesta
relação. Ou então, diante de uma crise financeira mundial, por que
a imprensa se nega a dar nomes aos "bois", omitindo o fato que, se
em países europeus, a população vem sendo duramente castigada
com aumento de impostos, desemprego e arrocho salarial, a culpa
é, unicamente, dos bancos, através da agiotagem e especulação
financeira, dentre outras práticas criminosas(tudo, é claro, com
a conivência dos governos)
Enfim, citei estes dois exemplos apenas para ilustrar meu texto, pois,
casos assim é que não faltam
Bem, todos nós sabemos que para que possamos tirar nossas conclusões sobre qualquer tema, é fundamental conhecermos os dois lados da história, mas sobre o contexto em que vivemos, esta não é uma tarefa nada fácil

Marcelo Roque

sábado, 23 de julho de 2011

CHAME O LADRÃO!



"Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa, santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão"

Alvo preferencial das tesouras da ditadura militar, o sempre criativo Chico Buarque bolou em 1974 um estratagema para suas composições não serem obsessivamente dissecadas pelos censores, sempre à procura de pêlo em ovo: passou a enviá-las às  donas solanges  da vida com a assinatura inventada de Julinho da Adelaide.

A artimanha deu tão certo que até uma entrevista do tal Julinho foi publicada na Última Hora, conforme se vê aqui.

É óbvio que o segredo não duraria muito. Mas, permitiu que se tornassem bem conhecidas "Jorge Maravilha" ("E como já dizia Jorge Maravilha/ Prenhe de razão/ Mais vale uma filha na mão/ Do que dois pais voando") e "Acorda Amor".

Esta última é uma limonada feita com o limão do pesadelo que assombrava a todos nós, opositores do arbítrio: o da campainha soando no meio da noite, para anunciar que iríamos ser sequestrados, torturados, mortos.

[Dois anos depois de sair das prisões militares, fui despertado em plena madrugada por alguém que dizia estar procurando uma determinada família. Alegou saber a posição do apartamento mas não o andar, de forma que, começando pelo 21º, estaria acordando os moradores dos apês de final 3, um após outro. Nunca soube se era verdade ou, o mais provável, uma verificação policial. Mas, ao abrir a porta já me preparava para o pior. E depois não consegui pregar o olho...]

Peruas Veraneios com chapas 'frias' eram
a marca registrada dos órgãos de repressão
Chico/Julinho fez humor em cima do horror, ao destacar a inversão de valores: a polícia transformada em ameaça e o ladrão, em defensor.

Foi o que me acorreu, ao ler que as duas principais associações de juízes brasileiros saíram em defesa de José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal que ausentou-se de uma sessão de julgamento para viajar à ilha de Capri, na Itália, onde participou da nababesca festa de casamento de um grande advogado.

Ou seja: para ambas, nada existe de errado em faltar no trabalho por motivo banal e em, possivelmente, ter suas despesas de hospedagem e deslocamentos bancadas por quem atua como criminalista em dois processos dos quais Toffoli é relator (o cabulador de julgamentos garantiu ter pagado do seu bolso as passagens aéreas, negando-se, entretanto, a falar sobre os demais custos -- mesma atitude do anfitrião Roberto Podval).

"Os casos de suspeição previstos em lei são referentes apenas a relação de amizade íntima ou inimizade capital entre o magistrado e a parte e jamais em relação ao advogado", afirmou, em nota, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Gabriel Wedy, esquecendo-se de discorrer sobre os casos de suspeição previstos na ética.

"O caso não tem essa gravidade. Juízes, promotores e advogados convivem a vida toda", disse Nelson Calandra, da Associação dos Magistrados Brasileiros, repetindo a ladainha dos políticos acusados de corrupção: "todo mundo faz igual". 

Trabalhando em comunicação empresarial, eu cheguei a editar o jornal que uma multinacional farmacêutica enviava aos médicos. O sucesso da linha de produtos da empresa  dependia inteiramente que os doutores os indicassem a seus pacientes. Daí os frequentes convites para que os discípulos de Hipócrates (ou não passariam de  hipócritas?) curtissem agradáveis fins de semana em cruzeiros marítimos, com todas as despesas pagas.

Eu era obrigado a noticiar com destaque e muitas fotos tal absurdo, para despertar nos não convidados a vontade de fazerem por merecer o convite na vez seguinte. E as associações de médicos também nada viam de errado em tal prática.

Chame, chame o ladrão, chame o ladrão!

SOBRE O MESMO ASSUNTO, LEIA TAMBÉM:
A GRANDE ESPERANÇA BRANCA 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

DONA SOLANGE ESTÁ DE VOLTA, PIOR DO QUE NUNCA

Disse e repito: a propaganda eleitoral gratuíta é uma das piores pragas da democracia brasileira. Leva os eleitores a escolherem candidatos como quem opta entre uma marca e outra de sabão em pó.

Se já não bastasse a falsidade intrínseca das imagens que os marqueteiros impingem dos candidatos e da situação nacional, ainda existe uma burocracia tacanha a exercer a mais grotesca censura que este país presencia desde a ditadura militar.

A última das Donas Solanges (*) do Tribunal Superior Eleitoral foi vetar um vídeo em que a coligação demotucana criticava o apoio de Fernando Collor a Dilma Rousseff.

Ora, trata-se mesmo um  calcanhar de Aquiles  da Dilma e os adversários têm todo direito de jogar-lhe na cara que Collor não é companheiro de jornada aceitável para quem, nos  anos de chumbo, confrontou bravamente os cães de guarda do coronelismo político.

O pior de tudo foi o pretexto ridículo para impedirem que haja, enfim, algum debate político na propaganda gratuita: o de que a lei eleitoral, verdadeiro monstro de Frankenstein, veda "a utilização de gravações externas na veiculação de inserções".

Se a coligação governista reagisse exibindo as truculências da tropa de choque da PM no campus da USP durante o governo de Serra, provavelmente os advogados tucanos também descobririam qualquer pêlo em ovo para requisitarem os préstimos dos neocensores.

Assim, graças aos que criam leis com aberrante viés autoritário e aos que as aplicam obtusamente, estamos assistindo a eleições despolitizadas, desmobilizadoras, deseducadoras e tediosas ao extremo.

São as   eleições Tiririca, que rimam com titica.

* Solange Teixeira Hernandes, diretora do Departamento de Censura Federal no período1980/84, tornou-se símbolo dos censores do regime militar.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

MEMÓRIA VIVA

Pensar que em épocas mais amenas, tive tempo para discutir política, futebol, decifrar mensagens subliminares de filmes e músicas...
Um história é válida, reconhecendo a infantilidade do meu relato, diante do nível dos colaboradores deste blog.
Eu estudante ainda muito jovem, entediada com longas explanações e exercícios gramaticais, cursando o ensino secundário, desviei a atenção de meu professor de Português e estava em altos papos paralelos com amigas de classe.
Fui advertida com rigor e desafiada pelo meu mestre:
- Você é tão engraçadinha, dispersa. Vai ter a chance de mostrar toda o seu potencial neste exato momento. Estou convocando todas as classes, diretoria e professores, para sabatinar você no palco de nosso auditório.
Eu, entre atônita e perplexa, mas com a vitalidade e espírito de jovem anarquista (rsss) aceitei a tarefa de forma altiva.
Lá fomos para o auditório, que rapidamente ficou repleto.
Eu, firme (como uma geléia) no palco, aguardava o bombardeio de meu professor

Disse-me ele então:

- Recite e resuma a mensagem camuflada, contida em alguma  letra de música à sua escolha.

Fã incondicional do injustiçado e já falecido cantor e compositor Taiguara, coloquei-me imediatamente a recitar, diante do olhar aguçado da platéia :

" AMO O VERDE CLARO QUE CIRCUNDA
  AS PUPILAS VIVAS DE LUIZA
  O AMARELO AMENO EM SEU CABELO
  OURO VELHO, PALHA,COBRE, FENO
  AMO O AZUL,  MISTÉRIO DESSA ESFERA
  ONDE HABITA O SOL DE NOSSAS VIDAS
  BRANCO, ESSE AMOR PURO E SEM FRONTEIRAS
  SONHA FECUNDAR A TERRA INTEIRA ...

  ESSA PEQUENA, AGORA EU SEI PORQUE ELA ME AMARRA
  ELA TEM MEDO, DO BERRO, DOS ACORDES DA GUITARRA
  ESSA PEQUENA, EU QUERO TRABALHAR, ELA NÃO DEIXA
  ESSA PEQUENA, EU QUERO DAR AMOR, ELA SE QUEIXA
  ELA ME ENGANA, DEPOIS VEM CENSURAR MINHA CONDUTA
  ESSA PEQUENA,NÃO PASSA DE UMA VÃ ...
  NÃO TEM A MENTE SÃ, ESSA PEQUENA."

- O título dessa música é "Prá Luiza" e eu assisti ao show do Taiguara despedindo-se do Brasil, antes de seu exílio. Do lado de fora do Teatro Ruth Escobar, a polícia fortemente armada, esperava a saída de todos aqueles que contrariando ordens superiores e apelos familiares, insistiram em prestigiar um dos grandes poetas de nosso tempo.
Fui levada com outros tantos para averiguações no DOPS e aqui estou, sã e salva, e cada vez mais impertinente.

A mensagem da música é óbvia: uma contundente crítica à Bandeira Brasileira, símbolo maior de nosso país, desonrada pela ignorância da censura, que sem entender absolutamente nada sobre poesia ou música, tolamente deixou que essa música fosse gravada.
É isso mesmo, a Pátria tem medo quando a voz do povo se ergue e berra, da mesma forma que a força policial se volta contra todos aqueles que lutam pela individualidade e democracia, liberdade de expressão e de trabalho,  numa grande orgia de Ordem e Progresso.

Meu professor e diretor ficaram estáticos, para logo em seguida seguirem os meus colegas que me aplaudiram cheios de entusiasmo !

A lição maior está no fato de que naquela época, a despeito de toda a dureza de nosso sistema, as escolas públicas instigavam, sabatinavam, incluiam no seu currículo demonstrações artísticas, deixando fluir qualidades e dons de seus alunos, independente de sua condição ou classe social.
Já tivemos um ensino público com muito mais qualidade e lamentavelmente vimos essa força diluir-se, obrigando a todos que necessitem ingressar no mercado de trabalho pela porta da frente,  serem forçados a migrar para o ensino particular. Caso contrário, ficarão entre os relegados a um segundo plano.
Quantos dentre nossos jovens, tem um potencial muito maior do que imaginamos ?
Não adianta criticar a falta de idéias, inabilidade na escrita, na postura diante do público e adesão a planos ilícitos como o roubo das provas do ENEM.
Há que se ter consciência que a CULTURA e EDUCAÇÃO são os grandes pilares para uma sociedade mais forte, mais justa e mais lúcida.
O ser humano não pode ser limitado em seu poder de criação, descobertas e pesquisas.
Só os bem-nascidos tem direito a vencer ?
Se muitos somente criticam e se conformam com essa cruel realidade, por favor, quando sair apague as luzes ... FUI !

Gina/12.04.10

sexta-feira, 5 de março de 2010

O CENTRO DE MÍDIA INTRANSIGENTE E EU (farsa em 3 atos)


ATO 1: A VOLTA DE DONA SOLANGE (*)

Pensei que nunca mais seria censurado...

... depois que o Brasil voltou à democracia, em 1985. Infelizmente, estava errado. Acabo de ter um texto suprimido... aqui no CMI!!!

Durante a ditadura militar, eu nem mesmo podia usar meu próprio nome para assinar os textos que escrevia. Precisava utilizar o pseudônimo de "André Mauro", para não atrair atenções indesejáveis.

Mesmo assim, lá por 1980, umas dondocas reacionárias do bairro paulistano de Santana armaram um fuzuê porque as revistas masculinas estavam exibindo os pêlos púbicos femininos.

A revista Fiesta, da qual eu era REDATOR, foi apreendida nas bancas, por atentado à moral e aos bons costumes...

Logo em seguida, fui acusado de pornografia... em razão de terem sido considerados como tais UM CONTO (que não era de minha autoria) e UM ANÚNCIO PUBLICITÁRIO (que também não era meu).

Pensei que desfaria esse equívoco logo na primeira audiência. Ledo engano. Houve a inicial, depois a das testemunhas de acusação, depois a das testemunhas da defesa e, enfim a de julgamento. Tive de estar presente em todas.

Para piorar, era convocado (juntamente com o dono da editora) para as 13 horas, mas os processos com réus presos tinham preferência, então ficávamos ambos chocando até lá pelas 17 horas... para nada!

Afora o calor, o desconforto e algumas cenas desagradáveis que éramos obrigados a presenciar.

Finalmente, quando chegou o julgamento, a ficha caiu para o promotor, que recomendou minha absolvição.

Só que isso foi mero paliativo. O certo teria sido ele reconhecer desde o início que a denúncia era descabida e revelava desconhecimento total dos procedimentos jornalísticos.

Pensei que tudo isso pertencesse a uma página deplorável e já virada da nossa História.

Agora, sou aqui surpreendido com a supressão do meu artigo sobre a injustiça que está sendo cometida com Ronaldinho Gaúcho e com as melhores tradições futebolísticas brasileiras.

Não considero inconsequente e dispensável o enfoque que eu dei, de contrastar a concepção tacanha de transformar o esporte numa guerra (em que só a vitória conta) com a descontração, a beleza e as características lúdicas tão bem corporificadas no futebol de Ronaldinho Gaúcho.

Fico pasmo em constatar que hoje continuam existindo os mesmíssimos preconceitos de 1966, quando o grande Sérgio Ricardo foi estupidamente vaiado num Festival da TV Record, porque ousou contar a história de Garrincha e tantos outros craques espremidos e jogados fora pelos gananciosos e insensíveis cartolas, expressão fiel da desumanidade capitalista.

Assim como o "Beto Bom de Bola" do amigo SR, também meu protesto foi incompreendido e rechaçado por pessoas que, no fundo, nada sabem sobre as paixões do homem das ruas (e têm raiva delas...).

Estou triste e decepcionado. (Celso Lungaretti)

ATO 2: A TESOURA FALANTE

Coletivo editorial

Ola Lungaretti

caso vc. não tenha percebido o processo da lista editorial é aberto vc. pode acompanhar o motivo de ter sido escondido,

como não somos perfeito, podemos errar e este é o motivo da lista ser aberta, para as pessoas poderem questionar em caso de erro, ou discordância.

Agora usufruir desse espaço este tempo todo e na primeira vez q alguém esconde um texto teu vc. já faz essas acusações É PORQUE VC. NÃO ENTENDEU NADA!

a idéia é você ajudar o coletivo, as pessoas que usam o site ajudarem a manterem e denunicar publicações maliciosas,

caso vc. tenha interesse me colaborar fique a vontade para ter um diálogo educado e construtivo com os voluntários do CMI através da lista editorial:

cmi-brasil-editorial em lists.indymedia.org

agora se vc. quer ficar reproduzindo a lógica dos grandes meios onde eles mandam e o resto obedece, foi mal, aqui não é assim!!!! só com ajuda (e acredite precismos em época de tanto ataque da direita) conseguiremos continuara oferecer este espaço para matérias e denúncias. (Voluntaris)

ATO 3: CENSURA NUNCA MAIS!

Fui obrigado a conviver com uma ditadura...

...que cerceava meus direitos fundamentais, como o de expressão.

Antes, fiz tudo que pude para dar um fim a essa ditadura.

Quando não consegui, fiquei reprimindo minha raiva e esperando ansiosamente o dia em que nunca mais tivesse de dialogar com poderes ilegítimos.

Desculpem-me, mas seria trair minhas convicções participar de um espaço em que meus textos possam ser tirados do ar sem motivos éticos ou jornalísticos, apenas em função de preconceitos.

Meu e-mail está aí. Se algum dia vocês me garantirem que não serei censurado em nenhuma circunstância, terei prazer em voltar.

Nas condições acima colocadas, não posso continuar participando. (CL)

EPÍLOGO: A LIBERDADE E SEUS COVEIROS

O Centro de Mídia Independente até que tinha uma proposta interessante, de oferecer uma alternativa à imprensa burguesa, cada vez mais parcial e tendenciosa:
"O CMI Brasil é uma rede de produtores e produtoras independentes de mídia que busca oferecer ao público informação alternativa e crítica de qualidade que contribua para a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente.

"O CMI Brasil quer dar voz à quem não têm voz constituindo uma alternativa consistente à mídia empresarial que frequentemente distorce fatos e apresenta interpretações de acordo com os interesses das elites econômicas, sociais e culturais.

"A ênfase da cobertura é sobre os movimentos sociais, particularmente, sobre os movimentos de ação direta (os 'novos movimentos') e sobre as políticas às quais se opõem.

"A estrutura do site na internet permite que qualquer pessoa disponibilize textos, vídeos, sons e imagens tornando-se um meio democrático e descentralizado de difusão de informações."
No entanto, ao permitir que qualquer cidadão postasse qualquer coisa, sem nem mesmo obrigá-lo a identificar-se, acabou sendo repositório de uma enxurrada de baixarias dos fakes de extrema-direita, com seus textos falaciosos e difamatórios, suas montagens de mau gosto e que frequentemente descambam para a pornografia, suas fichas falsas, etc.

Reagiu a esse desvirtuamento concedendo poderes ilimitados a censores voluntários, que passaram a policiar os textos postados.

Os artigos e comentários tirados da vitrine podem ser vistos no porão da loja: há um link discreto para tudo que foi escondido.

Por alto, calculei que na noite de 04/03/2010 havia mais de 30 mil itens censurados (833 páginas, com até 40 textos cada).

E, como diziam os antigos, o uso do cachimbo faz a boca torta. Quem exerce poderes discricionários frequentemente extrapola os limites de sua função, para impor aos demais suas idiossincrasias.

Depois de uns dois anos participando sem problemas, finalmente um artigo meu caiu nas mãos de um voluntário que ainda deve encarar o futebol como um ópio do povo, indigno até de ser analisado numa ótica de esquerda.

Protestei educadamente, recebi uma resposta típica de burocratas que vêem suas regrinhas como a tábua dos dez mandamentos e decidi sair do CMI, pois começou a me lembrar demais os soturnos tempos da ditadura militar.

A tesoura funcionou de novo: a denúncia da censura teve o mesmo destino do artigo censurado.

Por desencargo de consciência, mandei mensagem à instância de apelação do CMI, na esperança de que o coletivo não endossasse o primarismo do voluntário. Em termos civilizados, como sempre faço.

Passado um dia sem que tivessem sequer a urbanidade de dar qualquer resposta, torno público o episódio, inclusive para motivar os próprios dirigentes do CMI a refletirem sobre o mostrengo que estão criando.

Não é por aí, nunca será por caminhos como esse, que chegaremos a "uma sociedade LIVRE, igualitária e que respeite o meio ambiente". (CL)

* Diretora do Departamento de Censura Federal de 1980 a 1984, Solange Teixeira Hernandes, a Dona Solange, acabou sendo vista como a censora-mor da ditadura militar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

(VÍDEO) QUE QUE É ISSO!? Conar - Monstro (INTERVOZES ADVERTE SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CITA ESTA PEÇA PUBLICITÁRIA TELEVISIVA!!!) ( RIDÍCULA!! QUE PAÍS É ESTE?)



A SOCIEDADE PRECISA LUTAR PARA COMBATER A BAIXARIA NA TELEVISÃO!!! A TELEVISÃO É DO POVO, NÃO DOS CORONEIS!!!
ABAIXO A BAIXARIA RIDÍCULA E OPRESSORA!
(*quero dizer que este anúncio é ridículo e embora ele tenha sido feito com a finalidade de defender a liberdade de expressão,tem uma conotação totalmente oposta ao que se propôs!)
NOTA ZERO PARA O CONAR E PARA A ESPM!!

Nadia Stabile - 05/02/10

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para especialistas, PNDH -3 não limita a liberdade de expressão

Alvo de críticas por parte de entidades patronais de comunicação, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é apoiado por especialistas na área. Para eles, o plano será um marco regulatório para o País e conterá os excessos contra a dignidade humana. O PNDH foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seguirá para avaliação do Congresso.
Um dos objetivos do plano é regular os meios de comunicação para que mantenham uma linha editorial de acordo com os Direitos Humanos, com punições para os que desrespeitarem as normas. A proposta foi contestada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) que afirmam que o plano é uma tentativa de limitar a liberdade de expressão.
Regulação e censura
“No Brasil há uma prática dos empresários atribuírem como censura qualquer possibilidade de ampliar a discussão sobre conteúdo veiculado pela mídia. A proposta nada mais é do que a vontade da sociedade no sentido de exigir que os meios respeitem a dignidade humana”, defende Laurindo Leal Filho, jornalista, professor da ECA/USP e ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação.
Laurindo também ressalta que a mesma proposta já estava presente no 1º PNDH na gestão de Fernando Henrique Cardoso e que não há motivos para polêmicas. “Isso é uma prática consagrada no mundo. Eu não sei por que no Brasil se faz tamanho escarcéu sobre algo que deveria ser corriqueiro”, emenda.
Carlos Chaparro, doutor em Ciências da Comunicação e professor de jornalismo da USP, também acredita que o plano não interfere na liberdade de expressão. “Isso não altera muito o que está na Constituição, não mexe com a liberdade de expressão, isso faz parte da democracia e reproduz o que está na Constituição”.
Apesar de concordar que o programa não afeta a liberdade de imprensa, Chaparro reprova a forma como o PNDH foi encaminhado. “Não penso que seja papel do governo produzir documentos desse tipo, mas sim do Congresso, que representaria a sociedade. O governo deveria apenas cumprir a Constituição, porque é só olhar ao redor e ver que ele não cumpre”, critica.
Para Edson Spenthof, presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), as críticas das empresas apenas reproduzem o mesmo que aconteceu na elaboração de outras propostas de comunicação para o País. “O que eu vejo é a ladainha de sempre das empresas de comunicação. Tudo o que é regulação e democratização eles veem como censura, o que não é. É o mesmo que aconteceu na Confecom, com a Lei de Imprensa, o diploma de jornalismo, o Conselho Federal de Jornalistas, entre tantos outros”.
Lula defende legalidade da proposta
O presidente Lula, que assinou o programa alterando apenas um ponto referente à repressão militar, respondeu as críticas contra o plano. "Não brinco com esse assunto. Para mim, não existe democracia sem liberdade de imprensa. O decreto não propõe controle sobre nenhuma mídia. Se propõe que sejam apurados os abusos contra os direitos humanos, caberá aos órgãos responsáveis verificar o que está ocorrendo, como é hoje”, declarou.
Leia mais:
Fenaj declara apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos

Controle da mídia também consta em plano de direitos humanos de FHC


Programa Nacional de Direitos Humanos prevê lei para a comunicação no País

Entidades reprovam decreto do Programa Nacional de Direitos Humanos

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54740%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%2
6pid%3D42324832900%26fnt%3Dfntnl

terça-feira, 22 de setembro de 2009

França Aprova Lei que prevê corte da conexão de quem baixa conteúdo online

Por IDG News Service/França
Publicada em 22 de setembro de 2009 às 15h20
Atualizada em 22 de setembro de 2009 às 15h5


Após resistências no governo, lei Hadopi passa por Assembleia e pelo Senado e deve virar lei após aprovação do presidente Nicolas Sarkozy.


A Assembleia Nacional da França aprovou nesta terça-feira (22/9), por 258 votos a favor e 131 votos contrários, a lei que criminaliza o compartilhamento de arquivos e corta o acesso à internet, aplica multas e até prende aqueles que forem pegos baixando conteúdo protegido por direitos autorais.

O Senado havia aprovado o mesmo texto na segunda-feira (21/9). Com o acordo de ambas as casas, o texto agora vai para a assinatura do presidente Nicolas Sarkozy, ainda que haja a possibilidade de outra apelação pelo Conselho Constitucional atrasar o processo.

A lei Hadopi ganhou este apelido por representar a abreviação do nome do novo órgão (High Authority for the Distribution of Works and the Protection of Rights on the Internet) criado para fiscalizar a aplicação da lei.

Ao detectar a violação da lei, o órgão manda o primeiro aviso por e-mail. Em caso de reincidência, o segundo comunicado é enviado por correio. Caso o acusado baixe conteúdos ilegalmente por uma terceira vez, a lei prevê a aplicação de penas, como multa, prisão e o corte do acesso online.

A lei também prevê que uma corte decida pela imposição das penas, ao mesmo tempo em que também permite que a decisão final seja tomada por apenas um juiz, sem o confronto de versões por testemunhas.

O primeiro esboço da lei foi aprovado no Parlamento da França em abril, mas o Conselho Constitucional classificou a medida como inconstitucional. O governo imediatamente mudou o texto do projeto, ganhando a aprovação do conselho.

(Peter Sayer

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NA DÉCADA DE 40 ESTA MÚSICA FOI CENSURADA E OS AUTORES TIVERAM DE MUDÁ-LA "O BONDE SÃO JANUÁRIO" === ATAULPHO ALVES JUN

O BONDE SÃO JANUÁRIO ===
(Composição: Wílson Batista e Ataulfo Alves) ===
Patrick Angello - Violão 7 Cordas =======
Dizzy - Pandeiro ======

Quem trabalha é que tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O bonde São Januário
Leva mais um operário:
Sou eu que vou trabalhar
Antigamente eu não tinha juízo
Mas resolvi garantir meu futuro
Vejam vocês:
Sou feliz, vivo muito bem
A boemia não dá camisa a ninguém
É, digo bem
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(...)Wilson Batista, em parceria com Ataulfo Alves, seria vítima da intervenção do DIP em 1940 com o samba O bonde de São de Januário, referência ao bairro onde ficava o estádio do Vasco da Gama, palco dos discursos de Getúlio Vargas, dirigidos aos “Trabalhadores do Brasil”. A letra original zombava dos sindicatos atrelados ao Estado:

O Bonde São Januário/ Leva mais um sócio otário/ Sou eu que vou trabalhar.

A canção, acusada pelo DIP de promover a vadiagem, só foi liberada com uma alteração na letra que não atrapalhou a rima, mas mudou completamente o sentido. Tornou-se um hino ao trabalho:

O BONDE DE SÃO JANUÁRIO (1940)

Quem trabalha é que tem razão

Eu digo e não tenho medo de errar

O Bonde São Januário

Leva mais um operário [sócio otário]

Sou eu que vou trabalhar

http://www.hiphopdosul.com.br/principal.php?arq=mostra-materia&id=16.

sábado, 12 de setembro de 2009

Auto-regulação, autocensura e autonomia

Código Aberto
Postado por Carlos Castilho em 27/8/2009 às 2:17:15 PM

Estas três palavras alimentaram um debate entre leitores do Código como Thales, Mario, Cristiana e Waldir, a propósito de texto publicado no dia 25/8 e que foi lido também por quase mil outros visitantes da página.

Os blogs são para isto mesmo. O autor do texto só provoca. Quem faz conhecimento são os visitantes, dos quais 1% postam comentários e 99% apenas lêem. Este fato torna-se ainda mais relevante quanto o que está em questão é um tema onde há tantas percepções diferentes quanto o número de visitantes do Código.
Minha preocupação não é polemizar com leitores, mas participar da troca de idéias, tentando reduzir as diferenças conceituais, que são inevitáveis, dada a diversidade de experiências de cada um de nós.
Auto-regulação não é um sinônimo de autocensura no contexto das redações jornalísticas, porque, apesar das duas expressões terem algo em comum, referem-se a dois posicionamentos distintos: a auto-regulação se baseia em princípios gerais que cada profissional aplica individualmente, enquanto a auto-censura uma norma apoiada na conveniência institucional e aplicada coletivamente.
Outdoor vencedor na categoria estudantil na seccional Paraná do Premio Central do Outdoor.


Ambos os conceitos tem em comum o fato de se constituírem numa limitação auto-imposta e que atende a conjunturas concretas. No caso da auto-regulação, ela está baseada num consenso baseado em princípios que podem ser culturais, morais ou éticos. No caso da autocensura, temos uma decisão imposta que será aplicada pelo grupo social, no caso as redações, para atender a uma necessidade concreta, geralmente a da sobrevivência de interesses corporativos.
Tanto a auto-regulação como a autocensura, estão situadas dentro do quadro da autonomia, ou seja, são posicionamentos desenvolvidos sem interferência de órgãos superiores, como por exemplo, o governo.
Bom, tudo isto para chegar ao ponto crucial. A autocensura é questionável porque limita a nossa capacidade de pensar e anula a diversidade na troca de informações. Ela tende a uniformizar conteúdos a pretexto de preservar interesses e conveniências. Ao eliminar ou reduzir a diversidade de informações, a autocensura agride o jornalismo porque priva o público de dados, fatos e processos necessários para a formação de opiniões e tomada de decisões.
A auto-regulação obedece a uma lógica totalmente diferente. Ela se baseia na diversidade para, por meio da troca de informações, chegar a um consenso sobre o que pode ameaçar uma determinada comunidade social e seus integrantes. É o que acontece quando as famílias procuram evitar que crianças tenham acesso a filmes violentos. A preocupação não é reduzir a liberdade de informação mas evitar desordens emocionais em seres que ainda não chegaram à maturidade plena.
Alguns leitores comentaram que a auto-regulação é um atentado à liberdade de informação, numa reafirmação do famoso dito de que a melhor lei é aquela que não existe. Só que isto não passa de uma frase de efeito sem nenhuma correspondência prática. Não existe liberdade total, simplesmente porque vivemos em comunidades sociais onde há um bem-estar comum e um bem estar individual. Ora um é mais importante, ora o outro.
A auto-regulamentação sempre existiu e a maior prova dela são as Constituições nacionais. Ela, em tese, seria a materialização do consenso entre os residentes num mesmo país. No caso da imprensa, o argumento de liberdade irrestrita de informação esconde uma falácia, a de que os jornais, emissoras de rádio, televisão, revistas e internet informam tudo. Isto além de não ser verdade, é impossível e inviável.
Assim, a auto- regulamentação informativa tem a ver com a geração de consensos (o plural é importante) sobre o tipo de informação que pode ameaçar, por exemplo, grupos étnicos, direitos civis, o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, a privacidade de suspeitos sem culpa formada, etc etc.
Estes consensos, que são específicos para cada caso e que evoluem com o tempo, devem incorporar princípios éticos porque dependem de valores desenvolvidos pela própria sociedade.
Em suma, e para terminar, auto-regulação informativa baseada na ética significa desenvolver no interior das redações jornalísticas de todos os tipos, consensos informativos que orientarão os profissionais sobre o tipo de conteúdo que será oferecido ao público numa determinada região, numa conjuntura precisa e num momento definido.
É a minha colaboração para um debate onde você leitor, tem o papel mais importante porque soma das experiências e conhecimentos de todos vocês é bem maior do que a minha.

FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id={6052A8A8-D874-4425-BC85-E5EB82800F50}&id_blog=2

Imprensa desportiva: O perigo da "auto-censura"(POSTAGEM SOBRE A CONVERSA A RESPEITO DE CENSURA E AUTOCENSURA)(clique aqui e leia sobre)

Imprensa desportiva: O perigo da "auto-censura"
"O interesse de alguns jornalistas em defenderem as suas posições" condiciona o jornalismo desportivo
Foto: Arquivo JPN/ Ricardo Fortunato

Imprensa desportiva: O perigo da "auto-censura"

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O jornalismo desportivo enfrenta outro tipo de "ameaça" à liberdade de imprensa. Em entrevista ao JPN, dois jovens jornalistas denunciam a "auto-censura" em relação aos clubes.

Jornalista do "Record", André Monteiro acredita que "não se pode dizer que não há liberdade de imprensa em Portugal". Contudo, esta é "muitas vezes condicionada pelo interesse de alguns jornalistas em defenderem as suas posições e as suas carreiras dentro de uma redacção".

Isso acontece, afirma o jovem, devido a diversos factores que influenciam os jornalistas, que se "auto-censuram", "seja por causa do grupo ao qual o seu órgão pertence, seja por afinidade profissional ou pessoal com alguém".

Quanto ao jornalismo desportivo que se faz em Portugal, André Monteiro admite que "as relações de muitos anos" entre jornalistas e clubes e organismos que tutelam actividades desportivas podem levar a alguma promiscuidade. "Não me parece que seja 100% límpido o processo de liberdade de imprensa e parece-me que, em última instância, é dentro do próprio meio que este corte de liberdade se faz", admite André Monteiro.

Mesmo assim, o jovem jornalista refere que, desde que começou a trabalhar, nunca sentiu "qualquer limitação ao nível da liberdade de imprensa, no sentido em que alguém te proíbe de escrever alguma coisa".

Já Duarte Monteiro, um dos fundadores do, também, jovem ogolo.net, entende que a liberdade de imprensa é "relativa", pois é "exagerado falar em liberdade de imprensa". "Não quero dizer que os jornalistas não têm liberdade para escrever aquilo que querem, mas a verdade é que têm de pensar muito bem naquilo que escrevem", diz.

"No jornalismo desportivo, esse fenómeno é "muito mais vincado", reforça Duarte Monteiro Nesse sentido, o jovem diz que "não se pode dizer que há uma censura clara e óbvia, descarada", mas entende que "há censura subtil", pois o jornalismo é "um pouco um terreno onde se dá hoje para receber amanhã".

Para combater esse facto, Duarte Monteiro diz que "é preciso alguma coragem" e que os jornalistas têm de ter a "noção da responsabilidade" bem presente, "mesmo nos momentos mais difíceis". "Com a liberdade de imprensa tem de haver um enorme sentido de responsabilidade", conclui.

FONTE: http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/03/imprensa_desportiva_o_perigo_da_autocensura.html

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