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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Genética resgata negros excluídos da história familiar (AMIGA REGINA ENVIA)



Noticias de Saúde
Fonte: BBC Brasil

O uso da genética na busca por ancestrais está trazendo à tona a participação, muitas vezes excluída, dos negros na formação das famílias brasileiras.
Por meio de exames de DNA, que identificam a origem geográfica de ancestrais, famílias se deparam com a existência de antepassados africanos que, por diferentes razões, não faziam parte da história familiar.

familiaEm vários casos, dizem especialistas, o motivo da omissão é o preconceito, e algumas pessoas custam a acreditar nos resultados.

O brasileiro Max Blankfeld, um dos sócios de um laboratório de pesquisa genética dos Estados Unidos, que também faz exames para o Brasil, afirma que já viu essa situação diversas vezes.

"Algumas pessoas questionam os resultados, pedem para eu refazer o teste. Eu refaço, mas o DNA não mente", disse o vice-presidente do Family Tree DNA, que detém o maior banco de dados genéticos dos Estados Unidos e tem um projeto de mapeamento genético no Brasil.


Curiosidade

Blankfeld acrescenta, porém, que a maioria das pessoas encara a surpresa positivamente. "Na maioria das vezes, apesar da surpresa, a reação é positiva".

Esse foi o caso do cearense Gilberto Leite da Silva, funcionário público de 44 anos e um dos leitores selecionados pela BBC Brasil para fazer seu exame de DNA.

"Aqui no Nordeste, o negro é muito excluído. Nenhuma família admite origem africana, ninguém faz menção a isso. Mas tenho certeza de que tenho algum ancestral africano pela minha pele, pelo biotipo do meu pai", disse Gilberto, antes de fazer os exames, como parte da promoção "Descubra seus ancestrais".

Ao descobrir que era 18,6% africano, o cearense disse que, agora, sua "grande busca" será descobrir de onde veio essa origem. "Não tem nenhum histórico na família que me mostre: esse seu tio é negro ou essa sua tia é negra. Vou atrás disso".

Assim como Gilberto, um número expressivo de leitores que participou da seleção da BBC Brasil falou do desejo de saber mais sobre prováveis origens africanas desconhecidas ou omitidas pela família.

'Verdade'
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O americano Gerry Bass: 'tive de mudar meus preconceitos'


As reações de espanto não são exclusividade de brasileiros. O americano Gerry Bass, de 74 anos, militar aposentado que sempre se considerou o "mais branco e anglo-saxão possível", admite que duvidou dos primeiros testes de DNA que indicaram que ele teve um ancestral negro que viveu na África há cerca de mil anos.

"Pedi para uma empresa alemã fazer o teste e eles voltaram com o mesmo resultado. De repente, todas essas idéias de grandeza, de que eu vinha da Europa, foram derrubadas e expostas pela verdade dos testes de DNA", disse Bass.

Toda a pesquisa genealógica que Bass havia feito até então apontava apenas para Inglaterra e França.

"Tive de mudar meus sentimentos, meus preconceitos, quando descobri que tinha sangue africano. Isso faz você olhar para um mundo de uma forma diferente de quando você pensava ser "puro". Nós somos a soma de tudo o que veio antes e não sabemos o que vai aparecer, nem quando."

O aposentado, que hoje se diz orgulhoso das raízes na África, conta também a história de uma prima distante para quem revelou - como parte de um projeto de rastreamento genético de toda a família - o resultado de um teste de DNA que indicava que o pai e o irmão dela tinham ancestralidade africana.

"Ela disse que não era possível. O pai e o irmão eram membros da Ku Klux Klan. Eles se recusaram a acreditar, mas você não pode negar a verdade."

Genealogia seletiva

O fenômeno que a genética revela já era percebido por pesquisadores de genealogia.

Carlos Eduardo de Almeida Barata, que fundou a empresa Gens Brazilis, de pesquisas de história e genealogia para famílias, conta que já se deparou com casos de pessoas que, ao descobrir ancestrais escravos ou ex-escravos, pediram que a informação fosse omitida.

"Infelizmente, me deparei com casos assim. Muita gente quer ser nobre, mas isso nem sempre é possível. Existe um número limitado de reis e duques, mas tem gente que não se conforma", disse.

O pesquisador, co-autor do Dicionário de Famílias Brasileiras, que reúne informações sobre a origem dos sobrenomes presentes no Brasil, destaca, no entanto, que o preconceito é menor entre os mais jovens e que essa negação da origem africana tende a diminuir.

Parte dessa nova geração, a historiadora gaúcha Luciana Lopes dos Santos, de 25 anos, ficou, de certa forma, decepcionada com o resultado de seu exame de DNA, mas pelo motivo inverso.

Ela esperava que a genética lhe desse mais informações sobre suas origens africanas - herdadas, sobretudo, de seu tataravô que foi escravo -, mas se surpreendeu com o pequeno percentual africano que seus genes revelaram.

A estimativa dos exames é de que a gaúcha, ruiva e de pele branca, seja 96% européia, 2,6% ameríndia e 1,4% africana.
"Imaginava que ia dar uma herança africana maior, que um pouco mais tinha restado", disse.

FONTE: http://www.geledes.org.br/leia-tambem/genetica-resgata-negros-excluidos-da-historia-familiar.html

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

DICAS DE REGINA MACHADO PARA ENCANTAR OS PEQUENOS COM A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

- Leia e conheça a história que você vai contar. Ter curiosidade é essencial
- Enquanto conta, procure ir vivendo a história, deixe-se guiar por ela
- Conte para si mesmo. Não o faça por obrigação, esqueça a culpa
- Observe a reação da platéia
- Aproveite objetos inusitados e divertidos da casa, como panos e lenços, para dar mais possibilidades à história

(...)Para Regina Machado, professora da ECA e estudiosa das histórias de tradição oral, contar histórias é, acima de tudo, um ato amoroso e uma nova forma de brincar e propiciar o encontro entre pais e filhos. "Qualquer história contada de um certo lugar, que eu chamo de lugar do coração, tem um efeito bom. O que as crianças mais querem ouvir é a voz do pai e da mãe de um jeito diferente do que estão acostumadas a ouvir todo dia. Saem ganhando pai e filho", destaca Regina, também autora de cinco livros na área. (...)

Últimos livros de
Regina Machado


Acordais- fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias
Regina Machado
Ilustrações de Luiz Monforte
Editora DCL
20 páginas
R$ 29


Este é o primeiro livro em que a autora elucida os pressupostos teóricos e práticos da função do contador de histórias. Indicado para professores e público em geral.
O violino cigano e outros contos de mulheres sábias
Regina Machado
Ilustrações de Joubert
Cia. das Letras
136 páginas
R$ 25

O livro é uma coletânea de histórias de tradição oral com protagonistas femininas, originadas de diversos povos e países. Diferentemente dos contos tradicionais mais comuns, em que as mulheres são delicadas, frágeis, e normalmente dependem de um homem para serem salvas, as protagonistas dessas 16 histórias são verdadeiras heroínas.
Ainda sobre o tema dos contos de fadas e de tradição oral, confira os seguintes títulos selecionados pela Revista Espaço Aberto na editoria de resenhas infantis:
- Histórias à brasileira, de Ana Maria Machado
- Nove novos contos de fadas e princesas, de Didier Lévy
- Mentiras... e mentiras, de Tatiana Belinky

FONTE : http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2004/espaco50dez/0capa.htm

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia (AMIGO MARCELO ROQUE ENVIA)














UMA LEI ERRADA

Por FERREIRA GULLAR

Publicado originalmente em 12.04.09 na FOLHA DE S PAULO

A CAMPANHA contra a internação de doentes mentais foi inspirada por um médico italiano de Bolonha. Lá resultou num desastre e, mesmo assim, insistiu-se em repeti-la aqui e o resultado foi exatamente o mesmo.

Isso começou por causa do uso intensivo de drogas a partir dos anos 70. Veio no bojo de uma rebelião contra a ordem social, que era definida como sinônimo de cerceamento da liberdade individual, repressão "burguesa" para defender os valores do capitalismo.

A classe média, em geral, sempre aberta a ideias "avançadas" ou "libertárias", quase nunca se detém para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade. Não, adere sem refletir.

Havia, naquela época, um deputado petista que aderiu à proposta, passou a defendê-la e apresentou um projeto de lei no Congresso. Certa vez, declarou a um jornal que "as famílias dos doentes mentais os internavam para se livrarem deles". E eu, que lidava com o problema de dois filhos nesse estado, disse a mim mesmo: "Esse sujeito é um cretino. Não sabe o que é conviver com pessoas esquizofrênicas, que muitas vezes ameaçam se matar ou matar alguém. Não imagina o quanto dói a um pai ter que internar um filho, para salvá-lo e salvar a família. Esse idiota tem a audácia de fingir que ama mais a meus filhos do que eu".

Esse tipo de campanha é uma forma de demagogia, como outra qualquer: funda-se em dados falsos ou falsificados e muitas vezes no desconhecimento do problema que dizem tentar resolver. No caso das internações, lançavam mão da palavra "manicômio", já então fora de uso e que por si só carrega conotações negativas, numa época em que aquele tipo hospital não existia mais. Digo isso porque estive em muitos hospitais psiquiátricos, públicos e particulares, mas em nenhum deles havia cárceres ou "solitárias" para segregar o "doente furioso". Mas, para o êxito da campanha, era necessário levar a opinião pública a crer que a internação equivalia a jogar o doente num inferno.

Até descobrirem os remédios psiquiátricos, que controlam a ansiedade e evitam o delírio, médicos e enfermeiros, de fato, não sabiam como lidar com um doente mental em surto, fora de controle. Por isso o metiam em camisas de força ou o punham numa cela com grades até que se acalmasse. Outro procedimento era o choque elétrico, que surtia o efeito imediato de interromper o surto esquizofrênico, mas com consequências imprevisíveis para sua integridade mental. Com o tempo, porém, descobriu-se um modo de limitar a intensidade do choque elétrico e apenas usá-lo em casos extremos. Já os remédios neuroléticos não apresentam qualquer inconveniente e, aplicados na dosagem certa, possibilitam ao doente manter-se em estado normal. Graças a essa medicação, as clínicas psiquiátricas perderam o caráter carcerário para se tornarem semelhantes a clínicas de repouso. A maioria das clínicas psiquiátricas particulares de hoje tem salas de jogos, de cinema, teatro, piscina e campo de esportes. Já os hospitais públicos, até bem pouco, se não dispunham do mesmo conforto, também ofereciam ao internado divertimento e lazer, além de ateliês para pintar, desenhar ou ocupar-se com trabalhos manuais.

Com os remédios à base de amplictil, como Haldol, o paciente não necessita de internações prolongadas. Em geral, a internação se torna necessária porque, em casa, por diversos motivos, o doente às vezes se nega a medicar-se, entra em surto e se torna uma ameaça ou um tormento para a família. Levado para a clínica e medicado, vai aos poucos recuperando o equilíbrio até estar em condições que lhe permitem voltar para o convívio familiar. No caso das famílias mais pobres, isso não é tão simples, já que saem todos para trabalhar e o doente fica sozinho em casa. Em alguns casos, deixa de tomar o remédio e volta ao estado delirante. Não há alternativa senão interná-lo.

Pois bem, aquela campanha, que visava salvar os doentes de "repressão burguesa", resultou numa lei que praticamente acabou com os hospitais psiquiátricos, mantidos pelo governo. Em seu lugar, instituiu-se o tratamento ambulatorial (hospital-dia), que só resulta para os casos menos graves, enquanto os mais graves, que necessitam de internação, não têm quem os atenda. As famílias de posses continuam a por seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos.

É hora de revogar essa lei idiota que provocou tamanho desastre.

FONTE: http://www.ferreiragullar.com.br/artigos/uma-lei-errada

sábado, 8 de agosto de 2009

O que é ideologia ? Marilena Chauí

No livro “O que é ideologia”, Marilena S. Chauí recorre aos pensamentos de Hegel e Marx para criar uma contradição e explicar o tema. Seu foco é explicar o que é ideologia através da divisão social e do trabalho.
A autora começa o livro com a teoria Aristotélica das quatro causas, definindo o que ela chama de verdade imutável, o fato de não existir causas finais na natureza, e sim apenas no campo da metafísica. A história pode ser examinada sob dois aspectos: do ponto de vista do homem e da natureza. Ela descreve de forma bem detalhada a dualidade existente entre natureza e homem, necessidade racional e finalidade e liberdade.
Na concepção marxista de ideologia, a autora cita as principais determinações que constituem o fenômeno da ideologia, explicando através de exemplos como a ideologia é o resultado da divisão social do trabalho manual e do trabalho material. Segundo a autora, a dialética marxista é materialista e não espiritualista ou idealista; é algo inerte, constituído por relações mecânicas de causa e efeito.
A autonomia também é bastante discutida; a autonomia intelectual (espiritual), a autonomia dos produtores desse trabalho (pensadores) e por fim a autonomia dos produtos desse trabalho (idéias). Assim a ideologia aparece como um instrumento de dominação, uma forma de ilusão criada pela autonomia intelectual que irá dominar o resto da classe social.
Os homens de certa autonomia intelectual, que possuem a teoria, criam através da analise dos fatos sociais históricos, ideias ou representações, que vão de interesse a classe social em que se encontram. Uma vez produzidas, elas são transmitidas às outras classes sociais, de modo que pareça do interesse de todos. Ideias da minoria tornam-se da maioria, e por fim dominantes.
Essas ideias não passam de ilusões criadas pela classe social dominante. Ilusões do que é o trabalho, para o trabalhador, ilusões do que significa a família para o burguês e assim por diante. A palavra ilusão é substituída por ideologia para melhor dominar. A ideologia do trabalho é algo moral, de prestígio e dignidade, enquanto a verdadeira realidade são as horas cansativas de trabalho, o baixo salário e a mais valia. O ideal de família burguesa raramente se encontra nas famílias burguesas, mas essa é a ilusão implantada.
Para Marilena Chauí o papel da ideologia é impedir que a dominação e a exploração seja percebida em sua realidade concreta. Isso está relacionado com o principio do Kitsch, que em essência significa a tentativa de esconder, de varrer para debaixo do tapete aquilo que há de inaceitável e contraditório na existência humana, criando uma ilusão de que tudo é belo e perfeito.
O kitsch pode ser entendido como uma forma de ideologia. Na segunda guerra mundial, os meios de comunicação nos países comunistas eram controlados, de forma que o que se passava era somente o lado bom daquele regime; isso é uma forma de transmitir a ideologia. Ideias criadas por uma minoria e passadas à maioria, de forma que se pareçam ideias universais.
Outro ponto de vista interessante do livro é a forma de se enxergar as coisas; como a ideologia muda dependendo da situação do observador. Sua situação temporal, social, econômica, cultural e intelectual influencia diretamente na decodificação do signo. O símbolo é a ideologia; precisamos desmontá-la até sua situação primaria; o ícone para entende-la.
Uma forma fácil de entender a ideologia é analisando os meios de comunicação e as estratégias de marketing. Um fenômeno de estratégia de marketing muito usado hoje é atribuir em conjunto com a mídia uma ideologia a certa pessoa. Por exemplo, Marilyn Monroe virou símbolo de sensualidade, uma ideologia de toda uma geração. Um grupo seleto composto por publicitários e por pessoas influentes na mídia criam uma idéia do que é sensualidade e difundem através da mídia transformando em uma idéia universal. Isso é possível graças a teoria de opinião pública, em que a mídia decide os assuntos públicos. Mas isso é um assunto para outra discussão.

Marilena de Souza Chauí é historiadora de filosofia brasileira, professora de filosofia política e historia da filosofia moderna, da FFLCH-USP. É mestre (1967, Merleau Ponty e a Crítica do Humanismo), doutora (1971, Introdução à Leitura de Espinosa) e livre docente de filosofia (1977, A Nervura do Real; Espinosa e a Questão da Liberdade) pela USP.
Chauí é escritora de 15 livros além de “O que é ideologia”, e ganhadora de 8 premios. O livro “A Nervura do Real” ganhou três prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti, o Prêmio Multicultural Estadão, em 2000 e o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, em 1999.
(Escrito por Marina Borelli Rolim de Oliveira, estudante do curso de Comunicação Social, com ênfase em Propaganda e Marketing da ESPM).

FONTE: http://marinaborelli.blogspot.com/2009/03/o-que-e-ideologia-marilena-chaui.html

SOBRE AMORES,REDES ,PAIS E NÓS.

"(...)Te amo,
como se não fosse amor,
como se fosse apenas um desejo,
um enorme desejo de te amar;
o maior,
e mais profundo que se pode ter;
que de tão intensamente desejado,
sentido
e sonhado,
torna-se até mesmo mais forte,
que o próprio amor ..."

(Da poesia de Marcelo Roque)

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
SOBRE AMORES,REDES ,PAIS E NÓS.

eu e você somos nossos pais.
somos nossos avôs e bisavôs,
e tios e tias, e primos,e irmãos.
cada um de nós é apenas
um fio de uma rede, de uma teia.
há duas décadas se usava
muito a expressão : "RESOLVER-SE"
dizia-se,fulano é mal resolvido,
ou fulano é bem resolvido...
nós somos nós como os das teias,das redes,
que se estiverem bem atados, bem amarrados,
talvez passemos a ser
nós como os dos troncos de árvores
que como cicatrizes vão sumindo
da superficíe dos troncos
mas continuam lá...cicatrizes
que compõem o tronco,a estrutura da árvore
nossos pais e todos de nossa família
são nossas raízes,impossível esquecer-se disto!
mas o pai e a mãe significam muito pra nós!
para todos os nossos Nós!
e é sempre bom revisar,rever,
atar ou desatar estes nós!
é sempre bom...é sempre bom...

Nadia Stabile - 08/08/09
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