O significado do envolvimento de crianças com as artes para o êxito escolar anda despertando polêmicas interessantes. As razões da controvérsia certamente incluem a popularização das idéias de Gardner sobre múltiplas inteligências (1983), além da atenção dada pela mídia às pesquisas de neurocientistas da Universidade da Califórnia que ligam formação musical a desenvolvimento cognitivo (Rauscher et al., 1997). Os argumentos a favor da instrumentalidade acadêmica são especialmente caros aos defensores das artes entre gestores de escolas e assembléias legislativas, os quais compreensivelmente procuram todas as munições disponíveis para apoiar suas campanhas em prol do aumento de verbas ou da restauração de programas de arte-educação desaparecidos já há muito tempo.
Eisner é perturbado por essas tendências. Sua reação é vigorosa e razoável. O que mais preocupa Eisner é a possibilidade de que o entusiasmo pelos fins instrumentais ou acadêmicos das artes acabe “enterrando” a correta avaliação dos resultados da arte-educação baseados nas artes e relacionados com as artes. Ele teme que se não houver um claro enfoque nas principais metas da arte-educação ligadas às artes, e dada a fragilidade dos argumentos instrumentais a favor das artes, nossa sociedade corre o risco de perder qualquer apreensão da real importância do ensino das artes.
Eisner utiliza duas abordagens para fomentar a apreciação das metas mais enfocadas nas artes. Em primeiro lugar, oferece um esquema de três níveis para ajudar o leitor a perceber e diferenciar as várias finalidades centradas nas artes e os fins ancilares que visamos com a arte-educação. Organiza com a lucidez de sempre as finalidades que descreve e as torna mais compreensíveis através de imagens.
Em seguida, Eisner constrói uma crítica feroz das pesquisas que visam demonstrar o elo entre artes e desempenho acadêmico. Diz que está cansado de ouvir tantas afirmações sobre arte e capacidade de refletir ou sobre música e geometria. Uma resposta eficaz, especialmente vindo de uma autoridade renomada tanto na arte-educação quanto em pesquisa na área educacional, é desarmar a oposição através da demolição de sua idoneidade e credibilidade. Eisner acredita que a importância da interrelação entre artes e aprendizagem escolar está sendo exagerada e que toda essa argumentação deve ser deixada de lado de modo a abrir espaço para um debate sobre o que as artes deveriam fazer.
Eisner é perturbado por essas tendências. Sua reação é vigorosa e razoável. O que mais preocupa Eisner é a possibilidade de que o entusiasmo pelos fins instrumentais ou acadêmicos das artes acabe “enterrando” a correta avaliação dos resultados da arte-educação baseados nas artes e relacionados com as artes. Ele teme que se não houver um claro enfoque nas principais metas da arte-educação ligadas às artes, e dada a fragilidade dos argumentos instrumentais a favor das artes, nossa sociedade corre o risco de perder qualquer apreensão da real importância do ensino das artes.
Eisner utiliza duas abordagens para fomentar a apreciação das metas mais enfocadas nas artes. Em primeiro lugar, oferece um esquema de três níveis para ajudar o leitor a perceber e diferenciar as várias finalidades centradas nas artes e os fins ancilares que visamos com a arte-educação. Organiza com a lucidez de sempre as finalidades que descreve e as torna mais compreensíveis através de imagens.
Em seguida, Eisner constrói uma crítica feroz das pesquisas que visam demonstrar o elo entre artes e desempenho acadêmico. Diz que está cansado de ouvir tantas afirmações sobre arte e capacidade de refletir ou sobre música e geometria. Uma resposta eficaz, especialmente vindo de uma autoridade renomada tanto na arte-educação quanto em pesquisa na área educacional, é desarmar a oposição através da demolição de sua idoneidade e credibilidade. Eisner acredita que a importância da interrelação entre artes e aprendizagem escolar está sendo exagerada e que toda essa argumentação deve ser deixada de lado de modo a abrir espaço para um debate sobre o que as artes deveriam fazer.