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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MILTON SANTOS - GLOBALIZAÇÃO E MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO INFORMACIONAL


"TÉCNICA ESPAÇO TEMPO - GLOBALIZAÇÃO E MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO INFORMACIONAL " - MILTON SANTOS




*para ler o livro acessar:
http://pt.slideshare.net/amadeugeografia/milton-santos-tcnica-espao-tempo


Milton Santos: Técnica espaço tempo – Globalização e meio técnico- científico-informacional 

INTRODUÇÃO 

Este, como todos os livros, tem uma história. E a história como se sabe não é apenas feita a partir de uma deliberação única. A história tem um sentido, mas este sentido não é forçosamente apenas o resultado de uma decisão preliminar, seguida sem tropeços. Um livro tanto pode ser concebido de forma unitária, como pode ser resultado da união de esforços, cuja origem é múltipla. A unidade porém vem da ideia que está por trás desses esforços. E o caso deste volume. Nosso interesse pela questão da globalização é antigo, o que pode ser evidenciado em trabalhos con­cluídos nos anos 70 e 80, como O Espaço Dividido (1975) e Pensando o Espaço do Homem (1982), onde esta noção já era objeto de análise, aí incluída a ideia de uma globalização do espaço. O mesmo se pode dizer do antigo intitulado "A Renovação de uma Disciplina Ameaçada", que em 1984, publicamos na Revista Internacional de Ciências Sociais da Unesco, v. 36, n.° 4. Outros ensaios, tanto teóricos quanto empíricos, se ocuparam desta questão, do mesmo modo que alguns cursos que ministramos na Pós-Graduação em Geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade de São Paulo. Entre nossos estudantes de Pós-Graduação, a esmagadora maioria dos temas de tese e dissertação também teve esta orientação. Como se vê, a partir de uma mesma ideia, foi possível ir alimentando um debate sobre a questão. Ao longo desses anos e a partir de oportunidades diversas é que os ensaios reunidos nesse volume foram sendo produzidos.Conforme escreveu Bachelard, em Lê Nouvel Esprit Scientifique, mesmo o pensamento mais humilde aparece como uma preparação à teoria quando, através do registro da experiência, busca, no mundo científico, uma verificação. Esses ensaios têm duas ênfases centrais; a primeira é a de considerar o presente período histórico como algo que pode ser definido como um sistema temporal coerente, cuja explicação exige que sejam levadas em conta as características atuais dos sistemas técnicos e as suas relações com a realização histórica. É evidente que a técnica está longe de ser uma explicação da história, mas ela constitui uma condição fundamental. Daí a nossa insistência,relativamente a este fator. Enquanto geógrafo, acreditamos que a laboração, da realidade espacial tenha dependência estreita com as técnicas. Daí uma outra ênfase neste conjunto de ensaios, dada pelo fato de que, no presente período histórico, o 2




  • 2. espaço geográfico pode ser considerado como aquilo que estou denominando de Meio Técnico-Científico.Podemos dizer que o Meio Técnico-Científico é a resposta geográfica ao processo de globalização, É certo que um projeto mais ambicioso continua em nosso espírito, isto é, a produção de um livro deliberadamente concebido para enfrentar, de forma sistemática, o conjunto de problemas que aqui estão sendo tratados de modo aparentemente fragmentário. Temos a esperança de que este projeto já em curso virá à luz dentro de mais algum tempo. Aliás, uma das razões do atraso na sua realização vem exatamente da dificuldade de transformar um projeto de pesquisa em um projeto de redação. Às vezes, quanto mais se pesquisa e se acumulam dados, inferências e ideias, mais se torna difícil encontrar a forma de expressão que, num dado momento, apareça como sendo capaz de incluir, de maneira hierárquica, todos os aspectos da problemática abordada. Confiamos em que esta dificuldade formal seja daqui a pouco eliminada. Esta é a razão por que, o assunto sendo de irrecusável atualidade, consideramos necessário dar a público o resultado atual de nossa investigação. É evidente que os resultados aqui apresentados muito devem a estímulos vindos de diversas fontes: convites para reuniões nacionais e internacionais, discussões com orientandos e com colegas etc. Devo todavia agradecer de maneira particular à geógrafa Adriana Maria Bernardes da Silva pela paciência que teve em nos ajudar na escolha dos ensaios, na eliminação das inevitáveis repetições ou superposições, isto é, na harmonização dos textos para que pudessem formar este volume. São Paulo, maio de 1994. 3
  • 3. I ESPAÇO E GLOBALIZAÇÃO 
  •  
  • 1 GLOBALIZAÇÃO E REDESCOBERTA DA NATUREZA 
  • O tema "Globalização e Redescoberta da Natureza" é desses que a atualidade nos impõe, mas deve ser abordado cautelosamente, já que nesse assunto a força das imagens ameaça aposentar prematuramente os conceitos. Por isso, cumpre, urgentemente, retomá-los e, eventualmente, refazê-los. Nessa tarefa, não nos devemos deixar circunscrever pêlos ditames de uma pesquisa automática, instrumentalizada, nem aceitar o pré-requisito de nenhum enunciado. Somente a História nos instrui sobre o significado das coisas. Mas é preciso sempre reconstruí-la, para incorporar novas realidades e novas ideias ou, em outras palavras, para levarmos em conta o Tempo que passa e tudo muda. É sempre perigoso buscar reduzir a história a um esquema. Mas aqui a simplificação se impõe, com todos os seus riscos, para apontar o início de um processo e o seu estágio atual. Referimo-nos ao que podemos chamar de Sistemas da Natureza sucessivos, onde esta é continente e conteúdo do Homem, incluindo os objetos, as ações, as crenças, os desejos, a realidade esmagadora e as perspectivas. Com a presença do Homem sobre a Terra, a Na tureza está, sempre, sendo redescoberta, desde o fim de sua História Natural e a criação da Natureza Social, ao desencantamento do Mundo, com a passagem de uma ordem vital a uma ordem racional. Mas agora, quando o natural cede lugar ao artefato e a racionalidade triunfante se revela através da natureza instrumentalizada, esta, portanto domesticada, nos é apresentada como sobrenatural. A questão que se colocam os filósofos é a de distinguir entre uma natureza mágica e uma natureza racional. Em termos quantitativos ou operacionais, a tarefa certamente é possível. Mas é talvez inútil buscar o momento de uma transição. No fundo, o advento da Ciência Natural (Capei, 1985, p. 19) ou o triunfo da ciência das máquinas não suprimem, na visão da Natureza pelo Homem, a mistura entre crenças, mitigadas ou cegas, e esquemas lógicos de interpretação. A relação entre teologia e ciência, marcante na Idade Média, ganha novos contornos. "A magia, o poder de fa-bulação", como diz Bergson, "é uma necessidade psicológica, tal como arazão...". Os sistemas lógicos evoluem e mudam, os sistemas de crenças religiosas são recriados paralelamente à evolução da materialidade e das relações humanas e é sob essas leis que a Natureza vai se transformando.
  • 4 4. Da natureza amiga à natureza hostil 
    Em resumo, essa história pode, por assim dizer, ser escrita em seu momento original e em sua resultante atual. Ontem, o homem escolhia em torno, naquele seu quinhão de natureza, o que lhe podia ser útil para a renovação de sua vida: espécies animais-e vegetais, pedras, árvores, florestas, rios, feições geológicas. Esse pedaço de mundo é, da Natureza toda de que ele pode dispor, seu subsistema útil, seu quadro vital.Então há descoordenação entre grupos humanos dispersos, enquanto se reforça uma estreita cooperação entre cada grupo e o seu Meio: não importa que as trevas, o trovão, as matas, as enchentes possam criar o medo: é o tempo do homem amigo e da natureza amiga. Assim como Michelet escreveu no Tableau de Ia France (1833): "A natureza é atroz, o homem é atroz, mas parecem entender-se". A história do homem sobre a Terra é a história de uma rotura progressiva entre o homem e o entorno. Esse processo se acelera quando, praticamente ao mesmo tempo, o homem se descobre como indivíduo e inicia amecanização do Planeta, armando-se de novos instrumentos para tentar dominá-lo. A natureza artificializada marca uma grande mudança na história humana da natureza. Hoje, com a tecnociência, alcançamos o estágio supremo dessa evolução. Enquanto esperamos o "dia eterno" com auroras boreais artificiais em todas as latitudes, na previsão de J.Ellul (1954), já conhecemos a criação humana de tempestades, cataclismos, tremores de terra, hecatombes,fantasticamente artificiais, fantasticamente incompreensíveis (Ettore Sottsass, 1991, p. 40). O homem se torna fator geológico, geomorfológico, climático e a grande mudança vem do fato de que os cataclismos naturais são um incidente, um momento, enquanto hoje a ação antrópica tem efeitos continuados, e cumulativos, graças ao modelo da vida adotado pela Humanidade. Daí vêm os graves problemas de relacionamento entre a atual civilização material e a natureza. Assim, o problema do espaço ganha, nos dias de hoje, uma dimensão que ele não havia obtido jamais antes. Em todos os tempos, a problemática da base territorial da vida humana sempre preocupou a sociedade. Mas nesta fase atual da história tais preocupações redobraram, porque os problemas também se acumularam. No começo dos tempos históricos, cada grupo humano construía seu espaço de vida com as técnicas que inventava para tirar do seu pedaço de natureza os elementos indispensáveis à sua própria sobrevivência. Organizando a produção, organizava a vida social e organizava o espaço, na medida de suas próprias forças, necessidades e desejos. A cada constelação de recursos correspondia um modelo particular. Pouco a pouco esse esquema se foi desfazendo: as necessidades de comércio entre coletividades introduziam nexos novos e também desejos e necessidades e a organização da sociedade e cio espaço tinha de se fazer segundo parâmetros estranhos às necessidades íntimas ao grupo. 

    5 5. Essa evolução culmina, na fase atual, onde a economia se tornou mundializada, e todas as sociedades terminaram por adotar, de forma mais ou menos total, de maneira mais ou menos explícita, um modelo técnico único que se sobrepõe à multiplicidade de recursos naturais e humanos (Santos, 1991). É nessas condições que a mundialização do planeta unifica a natureza. Suas diversas frações são postas ao alcance dos mais diversos capitais, que as individualizam, hierarquizando-as segundo lógicas com escalas diversas. A uma escala mundial corresponde uma lógica mundial que nesse nível guia os investimentos, a circu­lação das riquezas, a distribuição das mercadorias. Cada lugar, porém, é ponto de encontro de lógicas que traba­lham em diferentes escalas, reveladoras de níveis diversos, e às vezes contrastantes, na busca da eficácia e do lucro, no uso das tecnologias do capital e do trabalho. Assim se redefinem os lugares: como ponto de encontrode interesses longínquos e próximos, mundiais e locais, manifestados segundo uma gama de classificações que está se ampliando e mudando. Sem o homem, isto é, antes da história, a natureza era una. Continua a sê-lo, em si mesma, apesar das partições que o uso do planeta pêlos homens lhe infligiu. Agora, porém, há uma enorme mudança. Una, mas socialmente fragmentada, durante tantos séculos, a natureza é agora unificada pela História, em benefício de firmas, Estados e classes hegemónicas. Mas não é mais a Natureza Amiga, e o Homem também não é mais seu amigo.A natureza abstrata Dentro do atual sistema da natureza, o homem se afasta em definitivo da possibilidade de relações totalizantes com o seu próprio quinhão do território. De que vale indagar qual a fração da natureza que cabe a cada indivíduo ou a cada grupo, se o exercício da vida exige de todos uma referência constante a um grande número de lugares? Ali mesmo, onde moro, frequentemente não sei onde estou.(...) *continuar lendo em:
     http://pt.slideshare.net/amadeugeografia/milton-santos-tcnica-espao-tempo


    http://www.revistas.ufg.br/index.php/atelie/article/viewFile/15642/13076


    sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

    ESTÉTICA CORPORAL E O PARADIGMA DA INDÚSTRIA CULTURAL (TESE DA UFG)

    CORPO, ESTÉTICA
    E OBESIDADE: REFLEXÕES BASEADAS 

    NO PARADIGMA DA INDÚSTRIA CULTURAL


    ANA CAROLINA NETO DE ALMEIDA, CLAUDINE HELEODORO
    CARNEIRO, DANUZA R. DE ARAÚJO, FERNANDO PEREIRA DOS
    SANTOS, JOÃO MARTINS VIEIRA NETO, MIRNA A. PEDATELLA
    MARINO, NÁDIA DE OLIVEIRA MENDONÇA, RAFAELA SILVA
    GONÇALVES DOS REIS, TADEU JOÃO RIBEIRO BAPTISTA

    Resumo: atualmente, existem diversos trabalhos que
    discutem a questão do corpo. Entretanto, há de se considerar
    a relação que este corpo estabelece com a indústria cultural
    e como este posto avançado do capitalismo impacta
    sobre a noção de estética e de obesidade, constituindo ramificações
    para as indústrias da beleza e do emagrecimento.

    Palavras-chave: corpo, estética, exercício, indústria
    cultural e obesidade


    Produzir conhecimentos sobre o corpo hoje é uma
    questão extremamente complexa, quando se consideram
    pelo menos dois pontos. O primeiro diz res-
    peito à evidência que o corpo tem assumido socialmente,
    com uma visibilidade diferenciada sob o ponto de vista da
    história. Por um segundo aspecto, a produção do conhecimento
    relacionada ao corpo tem aumentado significativamente,
    o que dificulta a produção de algo novo. Só para
    citar como exemplos, podem-se mencionar as obras de
    Santana (2001), Le Breton (2003), Marzano-Parisoli (2004)
    e Daolio (2005). A presença dessas produções e de várias

    outras que poderiam ser mencionadas são suficientes para demonstrar
    a preocupação que se apresenta no momento. Todavia,
    o presente texto tenta fazer um recorte, com base na produção
    de um grupo que se preocupou também com a presença do corpo
    na sociedade atual e que levou a diferentes estudos, com diferentes
    enfoques e, ao mesmo tempo, com formas diferenciadas
    de coleta de dados que perpassou uma análise bibliográfica, às vezes
    até um estudo teórico, como é o caso de Araújo (2005), Marino
    (2005) e Mendonça (2005). Eles se preocupam em compreender
    o que seja a estética e as influências da indústria cultural. Partem
    de duas ramificações que seriam a indústria da beleza e a
    indústria do emagrecimento.
    Por outro lado, procurou-se desenvolver a coleta de dados
    empíricos que demonstram os objetivos de pessoas para praticar
    exercícios e modificar os seus corpos (CARNEIRO, 2005), entender
    a estética do corpo como elemento de pertencimento a um
    grupo, como demonstra Santos (2005), além de apresentar propostas
    para o papel do professor de Educação Física com grupos
    de obesos (ALMEIDA, 2005a), com praticantes de caminhada
    (REIS, 2005) e, finalmente, intervenções que devem se constituir
    em qualquer espaço não-escolar da Educação Física (VIEIRA
    NETO, 2005). Enfim, o objetivo central deste artigo é demonstrar
    como a indústria cultural pode influenciar de maneira significativa
    a visão de corpo, de estética e de obesidade. Além disso, é
    necessário que a Educação Física, como área de conhecimento,
    tenha como referência a necessidade de se produzir sujeitos que
    sejam autônomos ao máximo diante dos desmandos da indústria
    cultural.Para que possamos evidenciar o que se pretende, dividiremos
    o presente texto em três partes. Na primeira, discorreremos sobre a
    indústria cultural e suas ramificações, neste caso a indústria da beleza
    e do emagrecimento. No segundo momento, trataremos da noção
    de estética e obesidade, demonstrando que esta se opõe à primeira
    por um aspecto contingente da sociedade atual e, finalmente, apresentaremos
    possibilidades de intervenção do professor de educação
    física, numa perspectiva crítica, em espaços não escolares, apresentando
    passos para esta intervenção, como alguns dados que contribuem
    para a reflexão sobre a possibilidade de intervenção crítica e
    autônoma.(...)

    LEIA NA ÍNTEGRA EM :

    FONTE : http://seer.ucg.br/index.php/estudos/article/viewFile/152/118

    quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

    CELSO LUNGARETTI "VIRA" TESE DE DOUTORADO!!! Por DOMENICO UHNG HUR

    "Discursos do trânsito da guerrilha ao Estado neoliberal:Estratopolítica, Tecnopolítica e Nomadopolítica."

     Por DOMENICO UHNG HUR

    Tese apresentada ao Instituto de Psicologia
    da Universidade de São Paulo como requisito
    parcial à obtenção do título de Doutor em
    Psicologia
    Área de concentração: Psicologia Social
    Orientadora: 

    Profa. Titular Maria Inês Assumpção Fernandes
    São Paulo - 2009

    HUR, Domenico Uhng. Discursos do trânsito da Guerrilha ao Estado Neoliberal:
    Estratopolítica, Tecnopolítica e Nomadopolítica. São Paulo, 2009, 423 p. Tese de doutorado.
    Programa de Psicologia Social, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

    RESUMO

    Em 2002, o Partido dos Trabalhadores (PT) venceu as eleições para a presidência do país, alimentando a expectativa de uma série de mudanças sociais no Brasil, visto que seu Governo é formado por segmentos sociais que historicamente lutaram pela transformação do país, como, por exemplo: lideranças de movimentos sociais e ex-guerrilheiros da luta armada das décadas de 1960 e 1970. Contudo, as transformações sociais esperadas não ocorreram, colocando em questão a perspectiva de uma mudança levada pela esquerda no poder do Estado. Para refletir sobre esse impasse da transformação social, esta pesquisa tem como objetivo investigar os discursos de ex-guerrilheiros sobre a transição da luta armada ao atual momento político: uma democracia neoliberal. Para tanto, entrevistamos quatro ex-participantes da luta armada que ocupam distintas posições sociais, que chamamos de: Deputado, Economista, Fotógrafo e Jornalista. Escolhemos os ex-guerrilheiros como atores da pesquisa, por entendermos que, durante a ditadura militar, adotaram a forma mais radical de luta para a transformação social. A partir da análise da memória reconstruída de nossos atores sociais e das reflexões do filósofo Gilles Deleuze sobre o agenciamento e o campo transcendental, elaboramos três discursos que expressam a transição da luta armada à democracia: a Estratopolítica, a Tecnopolítica e a Nomadopolítica. Cada discurso refere-se a uma modalidade singular de agenciamento, num tipo específico de funcionamento que articula prática política, memória e configuração psíquica. Cada discurso tem perspectivas distintas sobre os caminhos para a transformação social, em que o primeiro coloca a determinância dos estratos, das instituições e do Estado para fomentar as mudanças sociais; o segundo, no desenvolvimento de uma tecnologia da governabilidade, de saberes sobre a gestão; e o terceiro, na primazia dos movimentos e dos deslocamentos, numa prática mais fluida e molecular. Concluímos, corroborando com as reflexões de G. Deleuze & F. Guattari (1997), R. Michels (1982) e A. Przeworski (1991), que a esquerda no Governo atua numa fixação à Instituição-Estado, tendo um maior compromisso com a ocupação de lugares na estrutura institucional do que com o fazer político transformador, ou seja, atua predominantemente de forma estratopolítica.


    Palavras-chave: Ditadura, Estado, Política, Memória, Deleuze, Gilles, 1925-1995.

    “Fotógrafo” (Samuel Iavelberg) p.365
    “Deputado” (José Genoíno) p.381
    “Jornalista” (Celso Lungaretti) p.396
    “Economista” (Ladislau Dowbor) p.413


     BLOG DO AUTOR DA TESE:

    http://domx.blogspot.com/

    domingo, 20 de setembro de 2009

    Darcy Ribeiro e a América Latina: um pensamento em busca da identidade e da autonomia latino-americanas (clique aqui)

    Autor
    Lucas Miranda Pinheiro
    Categoria
    Teses e Dissertações
    Instituição
    [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES
    Idioma
    Português
    Área de Conhecimento
    HISTÓRIA
    Nível
    Mestrado
    Ano da Tese
    2007
    Resumo
    Este trabalho se propõe a compreender as principais idéias de Darcy Ribeiro para os países latino-americanos; na temática que; com relação a esse problema; enxergamos como central em sua obra: a condição desses países; frente às perspectivas de desenvolvimento.
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    FONTE : http://www.qprocura.com.br/dp/72766/Darcy-Ribeiro-e-a-America-Latina:-um-pensamento-em-busca-da-identidade-e-da-autonomia-latino_americanas.html
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