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domingo, 9 de agosto de 2009
Heliópolis: A Cara do Brasil
A comunidade de Heliópolis se organiza, luta pela maior presença do governo, rejeita o rótulo da violência e elege um sonho comum: transformar-se num bairro educador.
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Pobre paga imposto, mas não entra na USP
A comunidade de Heliópolis, na periferia de São Paulo, paga milhões de reais em impostos que vão em parte para sustentar a USP (Universidade de São Paulo), mas o morador do bairro não tem acesso aos cursos da instituição. João Miranda Neto, presidente da Unas (União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis) levanta a questão. É justo o sistema educacional brasileiro, que mantém boas universidades públicas - nas quais a maioria dos que entram veio de escolas particulares -- e péssimas escolas de ensino primário e médio?
"O OLHO DA RUA" - LIVRO DE ELIANE BRUN

Eliane Brum ensina arte da subversão em "O Olho da Rua"
03/11/08
Guilherme Azevedo
Se há uma palavra muito cara ao repertório jornalístico-literário da repórter Eliane Brum é esta aqui: subversão. Está presente em quase todas as suas reportagens, desde o início da carreira, em 1988, como repórter do jornal Zero Hora, de Porto Alegre.
E o ato de subverter de Eliane é como revela o dicionário: “revolver-se de baixo para cima”. Isto é, levar o que está embaixo para o alto.
No jornalismo, esse ato de subverter a ordem, de levar o que está no fundo para a superfície, se configura em Eliane, essencialmente, na disposição de revelar o extraordinário que há em cada homem dito comum, aquele que nunca interessou muito aos jornais.
Eliane tem um claro projeto: tirar esse homem comum, o homem simples, o homem que padece por falta de amparo básico, da invisibilidade.
Segundo o espírito sempre afetuoso e, às vezes, também furioso de subversão de Eliane, o pequeno é, na verdade, o grande; o anônimo é a celebridade; o louco é o sábio; o pobre é o pródigo.
O jornalismo de Eliane tem uma outra característica peculiar e, com isso, ela se assemelha muito a um de seus ilustres conterrâneos, o repórter gaúcho Marcos Faerman (1944-99): a absoluta sinceridade.
Suas reportagens, publicadas, desde 2000, na revista Época, onde é repórter especial, fazem de suas indagações, de suas dúvidas, de suas emoções, de seus “bastidores” de repórter assuntos presentes no texto final. É o reconhecimento e o anúncio explícito, a bem da honestidade e do respeito pelo leitor, das limitações do jornalista, diante, muitas vezes, daquilo que mal compreende, que apenas intui.
A repórter, vencedora dos principais prêmios nacionais de jornalismo, o Esso e o Vladimir Herzog, entre outros, vem agora com novo livro: O Olho da Rua – Uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo, 424 páginas, R$ 48,00).
O lançamento está marcado para o dia 11 de novembro, das 19h às 22h, na Livraria da Vila: rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, região oeste de São Paulo.
É o terceiro livro de Eliane: o primeiro fora Coluna Prestes – O avesso da lenda (1994), em que a repórter refez a marcha da Coluna Prestes, revelando uma trajetória de crimes até então ignorados; e o segundo, A vida que ninguém vê (2006), coletânea de reportagens sobre o homem (in)comum das ruas gaúchas, principalmente de Porto Alegre.
O Olho da Rua tem prefácio do repórter Caco Barcellos e reúne dez reportagens originalmente publicadas na Época, mas com um atrativo extra: textos inéditos de Eliane sobre os bastidores de cada história, as indagações que nasceram do embate com a realidade, as escolhas feitas e os erros cometidos, também.
Sim, porque repórter também erra, não é ser acima do bem ou do mal, feito de completude. E o reconhecimento do erro, como muitos já notaram, é que, dialeticamente, revela a grandeza de uma obra e de um homem – e de uma mulher.
O leitor interessado em boas histórias, contadas com muito talento, generosidade e poesia, cheias de emoção (porque no jornalismo em que Eliane acredita repórter precisa se emocionar, abaixo a neutralidade), certamente vai gostar de O Olho da Rua. É jornalismo como deve ser.
Título: O Olho da Rua – Uma repórter em busca da literatura
da vida real (424 páginas)
Autora: Eliane Brum
Prefácio: Caco Barcellos
Preço: R$ 48,00
FONTE: http://jornalirismo.terra.com.br/jornalismo/14/544
sábado, 1 de agosto de 2009
Homo Ludus
o homem é um animal que joga,
que faz de conta,que adora o lúdico!
quando criança minha mãe fazia
de conta que uma banana espetada
num palito era um picolé!
muitos fazem de conta que comem,
outros fazem de conta que tem emprego,
e eu aqui fazendo de conta que escrevo,
se eu escrevesse mesmo, nem estaria aqui,
se eu tivesse algum juízo,
estaria vomitando no meu banheiro!
muitos não fazem nada "de conta",
não jogam nada,são jogados...
a vida deles e um verdadeiro pesadelo!
e eu não tinha nada que me meter em pesadelos alheios!
e eu não tinha nada que acordar de meu pesadelo!
e eu tinha mesmo é que estar a jogar
bolas de gude!
Nadia Stabile - 01/08/09
que faz de conta,que adora o lúdico!
quando criança minha mãe fazia
de conta que uma banana espetada
num palito era um picolé!
muitos fazem de conta que comem,
outros fazem de conta que tem emprego,
e eu aqui fazendo de conta que escrevo,
se eu escrevesse mesmo, nem estaria aqui,
se eu tivesse algum juízo,
estaria vomitando no meu banheiro!
muitos não fazem nada "de conta",
não jogam nada,são jogados...
a vida deles e um verdadeiro pesadelo!
e eu não tinha nada que me meter em pesadelos alheios!
e eu não tinha nada que acordar de meu pesadelo!
e eu tinha mesmo é que estar a jogar
bolas de gude!
Nadia Stabile - 01/08/09
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