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terça-feira, 13 de maio de 2014

ESPINOSA (SPINOZA) E A LIBERDADE - LIVRO A NERVURA DO REAL DE MARILENA CHAUÍ

A Nervura do real: imanência e liberdade em Espinosa, Volume 2

Fruto de mais de trinta anos de estudo de uma das mais produtivas e provocativas intelectuais brasileiras, Marilena Chaui, este livro se dedica a mostrar a subversão intelectual de Espinosa. Inúmeras interpretações da obra do filósofo julgam que, nela, a existência de seres individuais com vida própria é impossível, pois todas as coisas seriam apenas modificações de um único ser - e imanentes a ele. Julgam também impossível a liberdade humana, visto que Espinosa afirma a necessidade plena da ordem e das leis naturais, das quais nada e ninguém escapa. Opondo-se a elas, o livro de Chauí mostra que a imanência de Deus à Natureza não abole - ao contrário, é condição necessária à existência efetiva dos seres individuais.

http://books.google.com.br/books/about/Nervura_do_real.html?id=LRbXIalqY2wC&redir_esc=y













https://www.youtube.com/watch?v=299kLlpSusM
AOS 4 minutos e 20 +_ assista...se tiver tempo, M.Chauí fala sobre a ideia de liberdade de Espinosa (sei que o vídeo é da tv ESSEBESTEIRA, mas....) Chauí fala sobre a ideia besta de livre arbítrio que temos!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

O que é ideologia ? Marilena Chauí

No livro “O que é ideologia”, Marilena S. Chauí recorre aos pensamentos de Hegel e Marx para criar uma contradição e explicar o tema. Seu foco é explicar o que é ideologia através da divisão social e do trabalho.
A autora começa o livro com a teoria Aristotélica das quatro causas, definindo o que ela chama de verdade imutável, o fato de não existir causas finais na natureza, e sim apenas no campo da metafísica. A história pode ser examinada sob dois aspectos: do ponto de vista do homem e da natureza. Ela descreve de forma bem detalhada a dualidade existente entre natureza e homem, necessidade racional e finalidade e liberdade.
Na concepção marxista de ideologia, a autora cita as principais determinações que constituem o fenômeno da ideologia, explicando através de exemplos como a ideologia é o resultado da divisão social do trabalho manual e do trabalho material. Segundo a autora, a dialética marxista é materialista e não espiritualista ou idealista; é algo inerte, constituído por relações mecânicas de causa e efeito.
A autonomia também é bastante discutida; a autonomia intelectual (espiritual), a autonomia dos produtores desse trabalho (pensadores) e por fim a autonomia dos produtos desse trabalho (idéias). Assim a ideologia aparece como um instrumento de dominação, uma forma de ilusão criada pela autonomia intelectual que irá dominar o resto da classe social.
Os homens de certa autonomia intelectual, que possuem a teoria, criam através da analise dos fatos sociais históricos, ideias ou representações, que vão de interesse a classe social em que se encontram. Uma vez produzidas, elas são transmitidas às outras classes sociais, de modo que pareça do interesse de todos. Ideias da minoria tornam-se da maioria, e por fim dominantes.
Essas ideias não passam de ilusões criadas pela classe social dominante. Ilusões do que é o trabalho, para o trabalhador, ilusões do que significa a família para o burguês e assim por diante. A palavra ilusão é substituída por ideologia para melhor dominar. A ideologia do trabalho é algo moral, de prestígio e dignidade, enquanto a verdadeira realidade são as horas cansativas de trabalho, o baixo salário e a mais valia. O ideal de família burguesa raramente se encontra nas famílias burguesas, mas essa é a ilusão implantada.
Para Marilena Chauí o papel da ideologia é impedir que a dominação e a exploração seja percebida em sua realidade concreta. Isso está relacionado com o principio do Kitsch, que em essência significa a tentativa de esconder, de varrer para debaixo do tapete aquilo que há de inaceitável e contraditório na existência humana, criando uma ilusão de que tudo é belo e perfeito.
O kitsch pode ser entendido como uma forma de ideologia. Na segunda guerra mundial, os meios de comunicação nos países comunistas eram controlados, de forma que o que se passava era somente o lado bom daquele regime; isso é uma forma de transmitir a ideologia. Ideias criadas por uma minoria e passadas à maioria, de forma que se pareçam ideias universais.
Outro ponto de vista interessante do livro é a forma de se enxergar as coisas; como a ideologia muda dependendo da situação do observador. Sua situação temporal, social, econômica, cultural e intelectual influencia diretamente na decodificação do signo. O símbolo é a ideologia; precisamos desmontá-la até sua situação primaria; o ícone para entende-la.
Uma forma fácil de entender a ideologia é analisando os meios de comunicação e as estratégias de marketing. Um fenômeno de estratégia de marketing muito usado hoje é atribuir em conjunto com a mídia uma ideologia a certa pessoa. Por exemplo, Marilyn Monroe virou símbolo de sensualidade, uma ideologia de toda uma geração. Um grupo seleto composto por publicitários e por pessoas influentes na mídia criam uma idéia do que é sensualidade e difundem através da mídia transformando em uma idéia universal. Isso é possível graças a teoria de opinião pública, em que a mídia decide os assuntos públicos. Mas isso é um assunto para outra discussão.

Marilena de Souza Chauí é historiadora de filosofia brasileira, professora de filosofia política e historia da filosofia moderna, da FFLCH-USP. É mestre (1967, Merleau Ponty e a Crítica do Humanismo), doutora (1971, Introdução à Leitura de Espinosa) e livre docente de filosofia (1977, A Nervura do Real; Espinosa e a Questão da Liberdade) pela USP.
Chauí é escritora de 15 livros além de “O que é ideologia”, e ganhadora de 8 premios. O livro “A Nervura do Real” ganhou três prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti, o Prêmio Multicultural Estadão, em 2000 e o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, em 1999.
(Escrito por Marina Borelli Rolim de Oliveira, estudante do curso de Comunicação Social, com ênfase em Propaganda e Marketing da ESPM).

FONTE: http://marinaborelli.blogspot.com/2009/03/o-que-e-ideologia-marilena-chaui.html

sábado, 20 de junho de 2009

Marilena Chauí e Antonio Candido na USP - Ato de greve 16 de junho de 2009 (MODOLINKAR COM O BLOG DE GLÓRIA KREINZ)(clique aqui)






Marilena Chauí participa de ato de greve na USP pela democracia e livre pensamento na Universidade - 16 de junho de 2009

O IMPORTANTE É DIVULGAR SEMPRE...RECEBEMOS AGORA POESIA "CAMINHADA" DE MARCELO ROQUE.JUNTOS...VEJA NESTA POSTAGEM...

Os professores Antonio Cândido e Marilena Chauí em conferência na USP, dia 16, condenam invasão policial no Campus.

PS. Alguns problemas de som não invalidam o todo da conferência de Cândido. O de Chauí quase não tem problema nenhum...Ótimo refletir sobre o que disseram...

Os professores Antonio Cândido e Marilena Chauí em conferência na USP, dia 16, quando condenam a invasão da PM na Universidade, no dia 9 deste mês.Passeata no dia 18, do MASP ao LARGO SÃO FRANCISCO, visa repudiar o acontecido.O poeta do Orkut e do NJR/ECA/USP tem versos sobre o assunto, que receberam elogios de companheiros, neste blog:

"Se você tem um fuzil
eu tenho a palavra"

Marcelo Roque

O POEMA COMPLETO É "OLHOS AZUIS ",e está em outras notícias deste blog.

disponível CatedraUnescoNJR:


EQUIPE UNIDA...PARABÉNS AO NOSSO POETA...JUNTOS... POETA DO SÉCULO XXI...

CAMINHADA

Caminho,
porque não sei marchar,
porque não sei aprisionar os meus pés
aos passos cegos de uma marcha
Caminho,
porque assim exige esta minha luta,
esta mesma luta
que eu bem sei,
não é só por mim,
é também,
e principalmente,
por todos aqueles que apenas marcham
por ainda não terem aprendido a caminhar ...


"Juntos na caminhada dos funcionários e estudantes da USP
rumo à Paulista
E que o bom senso prevaleça, promovendo tão somente o
diálogo, como a melhor forma de entendimento entre as pessoas"

Marcelo Roque

VEJA MAIS: www.eca.usp.br/njr/abradic


terça-feira, 16 de junho de 2009

Cândido e Chauí condenaram presença da PM na USP nesta manhã

Devido à falta de clareza da notícia da Folha de S. Paulo, entendemos que o evento aconteceria nesta quarta-feira. O importante é que Candido e Chauí condenaram a presença da PM na USP. (Glória Kreinz)

Marilena Chauí e Antonio Candido
condenam presença da PM


Professores eméritos da USP falaram sobre a simbologia das reivindicações

Elida Oliveira - Especial para o Estado de S. Paulo

A professora doutora em Filosofia Marilena Chauí e o professor e crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza ministraram uma palestra na manhã desta terça-feira, dia 16, sobre a representatividade da presença da Polícia Militar no câmpus da Universidade de São Paulo.

Eles falaram sobre a simbologia do ato da PM e explicaram que é função das faculdades de Filosofia pensar e explicar o que ocorre na sociedade. Segundo Candido, o movimento de greve e as reivindicações dos professores, alunos e funcionários da USP têm papel importante para reorganizar a universidade. "O importante em casos como este é aquilo que vai servir para reorientar a estrutura na instituição", afirmou.

Os professores relembraram protestos anteriores em que enfrentaram a Polícia Militar e reafirmaram que são contrários à presença da PM no câmpus.

"Eles (Marilena Chauí e Antonio Candido) servem para reforçar o nosso espírito de combate e mostram que a luta não é breve, é contínua", disse Marco Brinati, membro da diretoria da Associação dos Professores da USP (Adusp).

A palestra foi realizada no auditório do curso de Geografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, às 10h30.
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