VENHA
PARTICIPAR DA NOSSA VIGÍLIA COP16 PELA SOLUÇÃO DA CRISE CLIMÁTICA E POR
ENERGIAS LIMPAS- NESTE SÁBADO DIA 4- APÓS AS 19HS.

Essas prescrições em favor da liberdade das crenças se transformaram em enunciados sagrados, especialmente quando dispostas em textos legais das sociedades. E tudo que é sagrado está fadado a incorrer em obscurantismo e primitivismo. É o que ocorre.
Sendo sagrado, no entendimento de muitos doutores, juristas e juízes, dispositivo de lei considerado sagrado é inatingível, intocável e inquestionável, contrapondose a tudo e estando acima do Bem e do Mal. Sob a alegação de que críticas ferem essa “liberdade”, já houve ações pedindo a sua obstrução com sentenças favoráveis. Recentemente, em Salvador um padre católico escreveu um livro critico sobre práticas de bruxaria na religião do candomblé, com os seus praticantes auferindo auspiciosos lucros. Representantes dessa religião animista pediram judicialmente a proibição do livro do sacerdote, alegando que ofendia o “direito” de crença. Absurdamente, o juiz aceitou esse argumento esdrúxulo e totalitário, e sentenciou que o livro fosse retirado do público, atentando inclusive contra o direito à liberdade de expressão.
Destarte, colocando o raciocínio sob esse ângulo, o sagrado não pode sequer ser criticado. Essa é a grande questão filosófica.
Ora, uma ideia que não pode ser criticada tende a tornar-se imperfeita e irreal. E o pior: se uma crítica não pode ser feita a uma crença, esse procedimento derruba e afronta por completo a liberdade de pensamento.
A crítica não fere o princípio da liberdade de crença ou ideias, pois a crítica não impede, não obstrui, o seu exercício. A crítica é apenas a manifestação de outra ideia, que circunstancialmente poderá ser em parte ou totalmente contrária.
A crítica, portanto, é um puro ato de liberdade de pensamento. Se ela se contrapõe às crenças existentes trata-se de um mero acaso. Quem a tenha, continuará a tê-la, porém se abjurada, será por vontade de seu dono e não por impedimento da crítica, pois esta não tem esse poder.
A crítica, com sua função de antítese, torna-se peça importante no progresso democrático. A evolução e o desenvolvimento intelectual de uma nação se constroem com o amplo funcionamento da crítica em todos os sentidos. A crítica e a análise de qualquer ideia ou crença são tão necessárias quanto a liberdade de a ter.
Além do mais, caracteriza-se como uma peça oportuna e essencial ao bem-estar e à evolução cultural de uma comunidade, conforme podemos verificar adiante. Nem toda crença ou ideia pode ser considerada a priori útil à sociedade e aos seus cidadãos. Crenças podem existir que estejam sendo usadas por grupos ou indivíduos ardilosos para explorar os membros sociais. Outras há que possam incitar nas pessoas comportamentos depressivos, ou destrutivos, ou perniciosos, ou de propagação de mentiras. Somente com a ação das críticas pode se apurar uma falsidade, um embuste, um mentiroso objetivo contido no uso de crenças.
Para melhor entendimento da fragilidade das crenças, daremos alguns exemplos exagerados. Os cartagineses tinham crenças que o deus Baal precisava ser aplacado com sacrifícios humanos, especialmente quando havia epidemias e desastres militares. Então crianças eram jogadas vivas em estátuas efervecentes até morrerem sofrivelmente queimadas e gritando desesperadas. Era na verdade uma morte horrível e cruel. De outra parte, os cristãos do século 16 tinham a crença de que almas endemoniadas resultavam em indivíduos da cor negra. Por consequência, a escravidão era uma crença firmada em postulados divinos, conforme São Jeronimo.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-2.aspDA "NEW SCIENTIST"
Uma técnica para manter saudável a estrutura dos cromossos pode reverter o envelhecimento dos tecidos.
Mariela Jaskelioff e colegas do Instituto de Câncer Dana Farber Cancer, em Massachusetts (EUA), conduziram um experimento com camundongos programados com telômeros curtos e telomerase inativa para ver as consequências dessa combinação.
O resultado é que os animais tiveram um período de vida curto, órgãos atrofiados e cérebros menores que aqueles que não haviam sido programados.
Os telômeros, que ficam nas extremidades dos cromossomos, diminuem a cada divisão celular, mas as células param de se dividir e morrem quando eles ficam abaixo de um certo comprimento.
Cabe à enzima telomerase retardar essa degradação adicionando um novo DNA na ponta dos telômeros.
Quatro semanas depois de os cientistas tornarem a telomerase dos camundongos ativa, eles detectaram que o tecido se regenerou em diversos órgãos, nova células cerebrais se desenvolveram e a vida dos camundongos foi prolongada.
A pesquisa, em fase experimental com animais, é mais uma evidência das relações entre o comprimento dos cromossos e as doenças relacionadas à idade, que pode levar à aplicação em seres humanos no futuro.
Consequentemente, os povos europeus sob sua influência se viram forçados a adotar somente a religião cristã sob pena de serem impiedosamente massacrados como o foi quase todo o povo saxão. Isso significava que os indivíduos não poderiam ter liberdade a crenças diversas do cristianismo.
A Igreja foi ainda mais além. Não admitiria nem mesmo divergências de seus métodos para impor a sua religião. As crenças dos cidadãos deveriam ser absolutamente iguais e somente prescritas pela Igreja, bem como a forma de liturgia e pregação como devesse ser realizado. Donde entendemos a sua fúria para extinguir os albigenses, fervorosos e disciplinados cristãos que muito se assemelhavam ao cristianismo dos primeiros tempos, mas se distinguiam do cristianismo adotado pelos chefes da Igreja.
De qualquer forma, com essa política de padronização das crenças a todos os povos, a Igreja começou a policiar os pensamentos dos cidadãos. Nos chamados Estados Papais, um cidadão que apenas lesse um livro diferente daqueles indicados pela Igreja, mesmo católico praticante, era passível de condenação e, dependendo da espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte. espécie de livro que portasse ou que o tivesse em sua biblioteca, poderia ser condenado à morte.
Por esse procedimento totalitário e policialesco, pode se ter uma ideia da vigilância contra a liberdade de crença em todo o território de influência e domínio da Igreja.
Durante mais de 600 anos, a Igreja usou de todos os meios para impedir a liberdade de opiniões e ideias. Para tanto, seu terror policial usou da tortura, prisões, exílios e mortes horríveis. Estimam alguns autores que nada menos do que 9 milhões de pessoas foram mortas por essa atitude despótica, e outros milhões apodreceram nas prisões e nas galés.
No eclodir da Revolução Francesa, os filósofos iluministas revelaram esse absurdo contra a humanidade e exigiram a total liberdade de pensamento. Conscientes os revolucionários a respeito daquelas épocas de tanto horror e opressão à liberdade, procuraram seguir os ensinamentos dos filósofos, e a partir daquele momento se dispuseram a fazer real e exequível aquela chama filosófica: Liberdade integral de pensamento a todos os cidadãos.
Liberdade e Direitos Humanos
Proclamou-se a Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos, em que se anunciava como base do convívio humano a liberdade pleiteada por pensadores como Voltaire, Rousseau, D’Alambert e Diderot. A boa nova ganhou o mundo e as nações começaram a valorizar a vitoriosa liberdade.
Em 1948, as Nações Unidas, mais explicitamente por meio da Declaração dos Direitos Humanos, estabelece, então, em seu artigo XVIII, o seguinte:
As Constituições dos países em geral repetiram essa proclamação da liberdade de crenças e de ideias.A Constituição brasileira de 1988 prescreve em seu artigo 5º, inciso VI:Muito bem. Agora podemos dizer que a liberdade de pensamento está assegurada? Infelizmente, a história é bem outra, se a análise estiver dentro de um contexto filosófico.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-2.asp
A humanidade sofreu por muito tempo com a ausência da liberdade dos cidadãos comuns, mormente no que concerne ao seu direito de dispor de suas próprias ideias e crenças. Com efeito, remontando à Antiguidade e compreendendo todos os diversos períodos até a Revolução Francesa, podemos calcular mais de 5 mil anos em que os humanos vinham sendo cerceados na sua faculdade de emitir os seus conceitos pessoais, com exceção apenas nas cidades-estados que empregaram o regime de democracia pura, por volta dos séculos 6, 5 e 4 a.C.
Ideias de cunho político praticamente não seriam possíveis, a não ser referências sobre a maneira como os poderosos atuavam em suas altas funções. Todavia, jamais havia conceituações dos cidadãos comuns sobre a natureza e legitimidade dos privilégios e da assunção aos poderes pelos soberanos, sacerdotes e nobres. Qualquer atitude nesse sentido poderia signifi car a incursão no crime de lesa-majestade.
Com respeito a outras ideias, como as religiosas, menos ainda. Interpretações diferentes dos costumes e credibilidade cultural seria suicídio total. As religiões imperantes eram oriundas dos deuses conforme os ensinamentos dos sacerdotes e, assim, de contexto absoluto e incontestável. Posições estranhas das adorações e rituais predominantes resultavam na execração pela própria coletividade. Além do mais, questionamentos e dúvidas sobre assuntos religiosos abalariam o poder, o mando e as prerrogativas da classe sacerdotal, que usufruía da maior riqueza.
À falta de comunicação e desenvolvimento intelectual, é evidente que os cidadãos comuns pouco dispunham de crenças divergentes. A cultura era demasiadamente Zoroastro, na Pérsia, Amenófis IV-Akhenaton no Egito e Buda na Índia. Não se caracterizavam sequer como oposição às crenças vigorantes. Podemos caracterizá-las mais como acréscimos às próprias crenças existentes. Jesus Cristo, inclusive, não foi condenado por portar novas crenças e nova religião. Foi punido por exercer o sacerdócio à parte do ordenamento dos prelados oficiais.
Somente vamos encontrar na Grécia pessoas com ideias divergentes das crenças dominantes, com os filósofos. Todavia, o ambiente grego era mais acolhedor, embora não fosse totalmente liberado a ponto de os cidadãos poderem livremente manifestar crenças opostas às dominantes. Mesmo porque alguns filósofos foram perseguidos e processados sob a acusação de portarem ideias contrárias às crenças religiosas. Exemplo foi com o que aconteceu a Sócrates, Anaxágoras, Empédocles e outros.
Monopólio religioso
Na Idade Média, quando a religião cristã dominou os países europeus, a situação continuou igual à dos tempos anteriores: pouco progresso intelectual e deficientes meios de comunicação contribuíram para que os cidadãos comuns permanecessem com suas crenças inalteradas, não havendo, portanto o contraditório. À medida em que o Cristianismo avançava por toda parte do Império Romano, a Igreja Católica foi se organizando como uma poderosa força institucional, salientando-se uma poderosa classe sacerdotal. Com o vazio deixado pela queda do império, a Igreja enveredou por uma política de expansão e destruição das crenças nativas das regiões europeias, para tanto usando da persuasão e da força.
De sorte que, por todo lado a Igreja ia se fortalecendo como poder temporal e exterminando tudo quanto era diferente de suas crenças. Instaurava-se nas terras europeias o monopólio religioso, sem espaço para outras crenças. Elucidam os estudiosos que as religiões monoteístas são mais totalitárias e intolerantes à existência de outras crenças e outros deuses. Foi o caso do cristianismo. Quando o poder lhe caiu nas mãos, a Igreja envidou todos os seus esforços para o extermínio de qualquer vestígio de liberdade de crença.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-1.asp