quinta-feira, 18 de junho de 2015

17 de junho de 1920



Trás-os- Montes, 1895, aproximadamente, nasceu minha avó materna.
Em 2010, graças a um amigo galego do Facebook, descobri que minha avó 
era galega e não portuguesa.
Depois fui lembrar -me que meu pai chamava minha mãe de galeguinha.
Fiquei muito feliz por isto, nas minha ideias, ser galega é bem melhor do que ser portuguesa! (risos) 
Sempre é bom conhecer nossas origens, mesmo que elas tenham algumas coisas
meio chatas. 
Minha avó morreu cedo,aos 35, 28 anos antes de eu nascer, era 1930, morreu grávida de 9 meses a caminho do hospital por ter  se esforçado muito cuidando do  jardim da casa dela, morreu junto com seu  sexto filho, seria o terceiro homem.
Minha mãe ficou orfã de mãe aos 10 anos de idade, tinha uma irmã de 4, outra de 6 anos e 2 irmãos mais velhos. 
Meu avô vêneto então, resolveu casar-se novamente com a que seria mais tarde a avó de meu primo jornalista Celso Lungaretti.
Somos primos "postiços" (risos), a mãe do Celso, casada com o irmão postiço de minha mãe, o pai de Celso, foi tia muito chegada a minha mãe e a mim, também já faleceu, como minha mãe.
Minha mãe nasceu em 17 de junho de 1920, faria 95 anos ontem.
Fico pensando como deve ter sido difícil ter ficado órfã com 10 anos de idade,
e como ela batalhou nesta vida para cuidar da família.
A vida é mesmo algo doido, cheia de surpresas, de riscos, de encrencas, e sobreviver, conseguir manter-se vivo  é coisa que parece  milagre.
É como dizem, viver é que é a verdadeira arte. Quem somos nós para culparmos, julgarmos nossos próprios pais a respeito de várias coisas?  Somos todos humanos passíveis de erros, cheios de defeitos de personalidade e também não damos conta de muitas coisas em relação aos nossos filhos.
Ninguém é perfeito, a vida é desafiante demais, sempre, a maioria se equilibra na vida como  equilibrista aprendiz, com perna quebrada e vive levando tombos.
Esta é a vida, como um caleidoscópio, nos atordoa com tantos pontos de vista, com tantos caminhos, com tantos labirintos de ideias, entretanto, a visão de nossas mães, de nossos pais, parecem ser o norte de nossas bússolas sempre, por mais que tenham sido ou sejam imperfeitos.

Nadia Gal Stabile - 18 de junho de 2015


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