sexta-feira, 21 de novembro de 2008

VOZ DO LESTE (TAIGUARA)

Sou voz operária do Tatuapé

Canto enquanto enfrento o batente com a mão

Trabalho no ritmo desse Chamamé

Meu pouco Salário faz minha ilusão



Sou voz operária do Tatuapé

Vivo como posso a me deixa o patrão

E enquanto respira dessa chaminé

Meu povo se vira e não vê solução



No teatro da vergonha

onde a verdade não se diz

Tem quem representa a massa,

quem ri da desgraça

E quem banca o infeliz



Tem até burguês que sonha

que entra em cena e engana a atriz

Tem quem sustenta a trapaça

e depois que fracassa

amordaça o país



Tem quem sustenta a trapaça

e depois que fracassa,

Amordaça o país.



Já meu drama é o da cegonha...

quase morre o meu guri...

Sobra pro Leste a fumaça

e a peste ameaça

O ar do Piqueri



Pior que a matança medonha

é o desemprego pra engolir...

Seja no peito ou na raça,

esse teatro devasso

Alguém tem que proibir...



Seja no palco ou na praça

Essas peças sem graça

vão ter que sair.

(sair de cartaz...)



Sou voz operária...

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