domingo, 11 de dezembro de 2016

MARIA LACERDA DE MOURA - ANARQUISTA, FEMINISTA, ESCRITORA, TRADUTORA E EDUCADORA









https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/post/2015/05/04/lancamento-renovacao-de-maria-lacerda-de-moura/






*livro traduzido por Maria Lacerda de Moura


http://www.dolivro.com.br/2014/02/fascismo-filho-dileto-da-igreja-e-do.html


Fascismo: Filho Dileto da Igreja e do Capital - Maria Lacerda de Moura 

"Enquanto o homem estiver armado, é um tirano e um covarde. Enquanto não fizer a revolução interior para a realização profunda, ninguém tem o direito de encher a boca com as palavras “revolução social” – porque só pode semear a verdade quem já fez a sua colheita.
Quanto ao mais, palavras lindas e lições aviltantes. Os homens e mulheres “de ideia”, deixam muito a desejar. O pensamento, em absoluta dissonância com as ações.
Só quando o homem realizar um ser superior, tendo abandonado a violência aos impotentes e aos degenerados, aos fracos e aos trogloditas, só então terá direito de exigir dos outros o respeito á sua dignidade de ser humano.
A violência é estéril. Nada cria. É força desordenada, destruidora. Fere ao acaso e gera a violência. Estéril? – Não! É a mãe do Ódio.
Quando o homem souber respeitar o outro homem, sem necessidade da policia ou das leis escritas; quando desaparecer a violência e a autoridade, por imprestáveis, - porque o homem não condenará mais a tirania com o objetivo do assalto ao poder, para se aboletar, gostosamente, no trono do tirano... já não será necessária a revolução social.
Mas, enquanto os “escultores de montanhas” teimarem em obrigar os homens todos a pensar segundo o seu pensamento, a crer no que eles creem, inutilizando, massacrando os sonhos ou o pensamento dos outros – para assegurar o predomínio das suas verdades – prendendo, exilando, fuzilando ou mutilando os corpos e as consciências dos que pensam de maneira diversa: - as guerras e as revoluções sociais, uma após outras, hão de ensanguentar a terra, inutilmente, perversamente, degenerando, enlouquecendo a todo o gênero humano. Isso será até o suicídio coletivo da humanidade, através da técnica moderna da ciência – a serviço do canibalismo das verdades organizadas."
Maria Lacerda de Moura



  
http://www.anarquista.net/maria-lacerda-de-moura/





http://pt.slideshare.net/longmarcioboardmarcio/moura-maria-lacerda-de-ferrer-o-clero-romano-e-a-educao-laica

https://bibliotecaterralivre.noblogs.org/post/2015/05/04/lancamento-renovacao-de-maria-lacerda-de-moura/



  

http://geaciprianobarata.blogspot.com.br/2016/02/maria-lacerda-de-moura.html
  
Maria Lacerda de Moura (frase)


"As minhas armas são os meus sonhos, é a minha vida subjectiva, é a minha consciência, a minha liberdade ethica, é essa harmonia que canta dentro de mim, e toda a minha lealdade para comigo mesma; e eu não maculo a minha riqueza de vida, o meu thesouro interior, envolvendo-o na mesquinhez e na perversidade das leis dos homens ou misturando-o com dinheiro, essa cousa horrível que corrompe as consciências mais convencidas de sua fortaleza inexpugnável, e as escraviza, acorrentando-as à gehenna do industrialismo, as chocar-se umas contra as outras na engrenagem sórdida da exploração do homem pelo homem."


*Assista filme:
"Maria Lacerda de Moura - Trajetória de uma rebelde"
Direção: Ana Lúcia Ferraz e Miriam Moreira Leite

https://vimeo.com/35898796


Maria Lacerda de Moura - Trajetória de uma Rebelde from LISA - Antropologia on Vimeo.


https://www.skoob.com.br/livro/171412#_=_



https://kakarodrigues.wordpress.com/2011/09/13/homenagem-maria-lacerda-moura/




http://tvescola.mec.gov.br/tve/video?idItem=11492





https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Lacerda_de_Moura

Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887Rio de Janeiro, 20 de março de 1945) foi uma anarquista brasileira que se notabilizou por seus escritos feministas.

Índice


Vida

Formou-se na Escola Normal de Barbacena e trabalhou como educadora, adotando a pedagogia de Francisco Ferrer e lecionando em Escolas Modernas. Em 1920, no Rio de Janeiro, fundou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, que combateria a favor do sufrágio feminino. Após mudar-se para São Paulo em 1921, se tornou ativa colaboradora da imprensa operária, publicando em jornais como A Plebe e O Combate. Em 1923, desagradou outros anarquistas por se referir positivamente às reformas educacionais promovidas pelos bolcheviques na URSS, mesmo após a perseguição política que os anarquistas russos sofreram durante e após a Revolução Russa de 1917 ter se tornado pública. Entretanto, também recusou convites para ingressar no recém-formado Partido Comunista do Brasil. Entre 1928 e 1937, viveu numa comunidade agrícola autogestionária em Guararema, formada principalmente por anarquistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial, "livre de escolas, livre de igrejas, livre de dogmas, livre de academias, livre de muletas, livre de prejuízos governamentais, religiosos e sociais". A repressão política durante o governo de Getúlio Vargas forçou a comunidade a se desfazer, levando-a a fugir para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Mayrink Veiga lendo horóscopos. Fez parte da maçonaria e da Rosa Cruz, mas se distanciou desta publicamente, após saber que sua sede em Berlim havia sido cedida aos nazistas, e desautorizou seu filho adotivo a reconhecê-la, após este ter se associado aos integralistas. Sua última conferência (O Silêncio) foi realizada no Centro Rosa Cruz, ao qual voltou a se ligar ao final de sua vida. Além de pacifista, foi também vegetariana[1] e antivivisseccionista[2].

Obras

Dentre seus vários livros se destacam:

  • Em torno da Educação
  • Renovação
  • A fraternidade na escola (1922)
  • A mulher hodierna e o seu papel na sociedade (1923)
  • A mulher é uma degenerada? (1924)
  • Lições da Pedagogia (1925)
  • Religião do amor e da beleza (1926)
  • De Amundsen a Del Prete (1928)
  • Civilização, tronco de escravos (1931)
  • Amai-vos e não vos multipliqueis (1932)
  • Serviço militar obrigatório para a mulher? Recuso-me… (1933)
  • Han Ryner e o amor no plural (1933)
  • Clero e Fascismo, horda de embrutecedores (1933)
  • Fascismo – filho dileto da Igreja e do Capital (1933)
  • Português para os cursos comerciais (1940)
  • O Silêncio (1944)

Importância

Maria Lacerda de Moura é considerada uma das pioneiras do feminismo em Brasil, e certamente foi uma das poucas que observaram a condição feminina dentro da perspectiva da luta de classes. Anticlerical, escreveu numerosos artigos e livros criticando tenazmente a moral sexual burguesa, denunciando a opressão exercida sobre todas mulheres, e em especial as das camadas mais pobres. Entre os temas eleitos pela escritora, nós encontramos a educação sexual dos jovens, a virgindade, o amor livre, o direito ao prazer sexual, o divórcio, a maternidade consciente e a prostituição, assuntos considerados tabu naquela época. Seus artigos foram publicados na imprensa brasileira, uruguaia, argentina e espanhola. A autora fundou também a revista Renascença, cujo foco foi a formação intelectual e moral das mulheres.
Em seu livro "Religião do amor e da beleza", Maria Lacerda de Moura defende o amor livre. Para ela, o amor só seria livre quando as mulheres não fossem mais compelidas aos braços dos homens por estarem submetidas a constrangimentos financeiros (seja pelo casamento, pela prostituição ou pela "escravidão do salário"), nem estivesse atada a preconceitos religiosos de qualquer natureza. A autora também procura diferenciar sua concepção de amor livre daquela defendida por pensadores como Émile Armand.

Sobre a autora

  • Moreira, Miriam Lifchitz (1984). Outra Face do Feminismo: Maria Lacerda de Moura. São Paulo: Ática.
  • Maria Lacerda de Moura – Trajetória de uma Rebelde (2003). Documentário de 32 minutos em VHS realizado pela equipe do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Apoio: FAPESP.

Referências






  • das Neves, Roberto (1980). Entre Colunas: Ensaios sociológicos e filosóficos 1ª ed. (Rio de Janeiro: Germinal).


    1. Hochschartner, Jon (2014). Socialists and Animal Rights vol. 6 1ª ed. (New York: edição do autor).

    Ver também

    Ligações externas


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     *LOMBROSO E SEUS ABSURDOS

    A MULHER JUNTO ÀS CRIMINOLOGIAS: DE DEGENERADA À VÍTIMA, SEMPRE SOB CONTROLE SOCIOPENAL Simone Martins+

    RESUMO 

    Este artigo apresenta figuras referentes à mulher junto às criminologias, bem como discute suas repercussões no código penal brasileiro. É identificada na criminologia positivista a figura da criminosa nata relacionada à prostituição, à mulher masculinizada e à atávica; bem como da vítima, seja ela criminosa por dependência do homem, seja pela necessidade de proteção do Estado. Estas figuras têm em comum o fato de servirem ao controle social da mulher. Em oposição, na criminologia feminista se verifica a figura da mulher emancipada, que não busca no direito penal a solução de conflitos que são de ordem social, econômica e política. 

    Palavras-chave: criminologia; mulher; estigma; sistema penal

    http://www.susepe.rs.gov.br/upload/1367012269_A%20mulher%20junto%20%C3%A0s%20criminologias.pdf

     A FIGURA DA MULHER DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX E PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

    Se no século XVIII havia uma demanda da burguesia pela tipificação dos crimes a fi m de proteger seus interesses, no século XIX, a proposta foi aumentar o controle social designando grupos aos quais temer e dos quais se proteger. E neste clamor, o discurso criminológico positivista não se diferiu tanto quanto aos crimes e sujeitos candidatos à criminalidade apontados pelo discurso policial, mas sim pela legitimidade via cientificidade, justificando a existência de sujeitos perigosos não pela moral, mas por tendências biopsicossociais que germinavam nas classes menos afortunadas. Assim, a mulher com tendências ao delito não mais foi apontada por seu gosto por vícios, mas pela existência de um germe criminoso em si, variante conforme os fatores criminógenos envolvidos que a impelia, também, aos vícios. De degenerada moral à degenerada num sentido mais amplo, a figura da mulher na criminologia permaneceu a de uma anormal pertencente às classes subalternas. Emergiram, então, as figuras do homem médio e da mulher honesta. O primeiro seria aquele que acata os pactos sociais e não comete delitos. Em sua versão feminina, a chamada mulher honesta teria seu estereótipo pautado na maternidade e na fidelidade, recato e virgindade, com uma sexualidade condizente com a sua idade e estado civil. Corresponde dizer que a mulher honesta representa o pólo oposto da prostituta (SILVA, 1983). E, quando emergiu o discurso criminológico positivista, de cunho biologicista, surgiram estudos anatômicos e fisiológicos que compararam a mulher criminosa considerada anormal e a mulher honesta. No entanto, em relação ao estudo com os homens criminosos – que apresentavam anomalias específicas e em grande quantidade, facilmente diferençável do homem médio – as mulheres criminosas não apresentaram diferenças significativas. Isso porque as criminosas teriam um número mínimo de anomalias, tanto quanto as mulheres honestas (LOMBROSO, 2001[1876]). Não significa afirmar que as pesquisas positivistas não concluíram uma anormalidade na mulher criminosa, mas que, em termos gerais, ela não seria tão significativa quanto a encontrada entre os homens. Deve-se considerar, ainda, que neste discurso a mulher moralmente irrepreensível também era considerada inferior ao homem, possuidora de uma passividade e dependência em relação a ele. Uma das razões dessa passividade foi relacionada à imobilidade do óvulo em contraposição com a atividade do espermatozóide e, por consequência, do homem, apontando uma maior tendência criminosa do homem  que da mulher (SOARES, 1986). Desta forma, a mulher criminosa foi considerada um monstro a partir de sua dupla exceção: cometer um crime e ter uma tendência criminosa menor do que o homem (VENERA, 2003). Resultados considerados significativos foram identificados por estes cientistas quando comparados estudos de mulheres criminosas aos de homens médios, sendo identificada uma aproximação biológica entre eles visto que estas mulheres apresentavam certa virilidade (LOMBROSO, 2001[1876]). Esta virilidade foi relacionada com mulheres criminosas no geral, não sendo específica em casos de condenação por lesbianismo. Assim, para além da figura da prostituta, emergiu neste momento a figura da criminosa masculinizada, visto que a frágil donzela não ofereceria perigo à sociedade. Na ruptura do estereótipo de feminilidade, a criminalidade feminina foi somada ao uso da agressão, colocando a mulher criminosa como semelhante ao homem em casos em que a lesão corporal seria decorrência ou objetivo do comportamento delituoso (VENERA, 2003). Segundo a citada autora, os estereótipos femininos relacionados à violência não são autorizados socialmente como os masculinos o são; em contrapartida, criou-se um estereótipo feminino de fragilidade física e impossibilidade de uso da agressão. É importante ressaltar que, na transposição do tempo, estas figuras femininas da criminalidade apresentadas por estes discursos criminológicos, até agora citados, persistiram. Grande parte dos códigos ocidentais modernos, incluindo os brasileiros, utiliza-se de enunciados clássicos e positivistas em seus artigos. O código penal brasileiro de 1940 ainda apresenta o ideal de mulher honesta e a criminalidade decorrente de ações contrárias as delas esperadas. Da mesma forma, a figura da criminosa masculinizada permanece viva no imaginário popular e de alguns magistrados. Uma figura calcada pelo discurso criminológico positivista como detentor de uma periculosidade nata, uma anormalidade sem possibilidade de tratamento, tanto quanto a figura da prostituta. Para este discurso, a figura da prostituta seria a de uma mulher dada a vícios, a paixões, à preguiça, com um alto grau de reincidência, pois não usufruiria da prisão para se reeducar, preferindo continuar com uma vida de imoralidade, não se limitando apenas à prostituição e à troca constante de amantes, mas cometendo diversos delitos (LOMBROSO, 2001[1876]). A prostituição encontra-se historicamente relacionada a uma ideia de desonestidade e ameaça à família (VENERA, 2003) e por isso a afirmativa de que a prostituta seria o equivalente ao homem criminoso por residir em seus comportamentos uma periculosidade maior do que nos outros crimes considerados tipicamente femininos, como o aborto e o infanticídio (ZAFFARONI, 2005). Quanto a estes crimes considerados femininos, o discurso criminológico positivista justificou-os pelo enunciado do atavismo. Este corresponderia a uma das principais características do criminoso nato, ou seja, sua semelhança com os povos considerados primitivos. E é por este enunciado que são justificados e identificados alguns crimes que teriam sua origem na hereditariedade de determinados comportamentos, como o aborto premeditado, comum entre os ditos selvagens por diversos motivos como regras morais, religiosas e preservação econômica, e ainda identificado em algumas mulheres da Modernidade (LOMBROSO, 2001[1876]). Embora, segundo este discurso, a maternidade amenizaria uma condição perversa apresentada pela mulher, a criminosa nata e atávica, não teria pelo fi lho um afeto maternal. Além das figuras estereotipadas das criminosas natas identificadas como masculinizadas, prostitutas e/ou atávicas, emergiu também a figura da mulher vítima. Intimamente relacionada com a figura da mulher honesta e dependente do homem, a mulher criminosa caracterizada como vítima permanece até os códigos atuais quando não identificada como criminosa nata e de alta periculosidade – ressaltando que esta categoria de criminosa perigosa ainda permanece em menor número em comparação ao homem. A figura da mulher que, embora cometa crimes, é vítima, apresenta-se tanto nas alegações dos advogados de defesa quanto nos próprios códigos que apresentam atenuantes fisiológicos e psicológicos para seus delitos. Desta forma, Pieper (1992) e Venera (2003) afirmam, a partir de suas pesquisas, que na maioria dos casos, independente do crime de infanticídio, de lesão corporal ou homicídio por legítima defesa, furtos, tráfico de entorpecentes, receptação ou estelionato, as mulheres seriam investidas de vitimização e ingenuidade típicas do estereótipo feminino no qual desempenham, frequentemente, o papel de cúmplice do homem.(...)

    *para ler texto integral :
    http://www.susepe.rs.gov.br/upload/1367012269_A%20mulher%20junto%20%C3%A0s%20criminologias.pdf



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