quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Indivíduo e da Cidadania.>>>Sexo, Camisinha, Ética.
Comentário : Celso Lungaretti era um dos mais jovens dirigentes de uma organização guerrilheira de luta armada contra a ditadura militar, no final dos anos 60 e início dos 70 – não tinha ainda 20 anos de idade – quando foi preso e barbaramente torturado. Acusado de ter delatado seu grupo, passou 34 anos como um renegado, até conseguir provar, há um ano, sua inocência. Neste livro dramático, dirigido principalmente aos jovens do Brasil de hoje, ele relembra as passeatas, a ocupação de faculdades e fábricas, os festivais de música, as ações armadas dos guerrilheiros, seus conflitos internos, as trajetórias de personagens como José Dirceu, Geraldo Vandré, Marighela e Lamarca, reconstituindo, de forma magistral e dolorida, a história de sua geração – dos jovens estudantes sem experiência militar recrutados para combater a ditadura pelas armas. E acerta, finalmente, as contas com sua consciência e a História[...]
|
Autor : Celso Lungaretti
|
Titulo da Obra : Náufrago da Utopia
|
Gênero : Autobiografia
|
Páginas :
|
Editora : Geração Editorial
|
Preço : R$ 57.20
|
http://www.abdic.org.br/index_of_emprego.htm
pettersenfilho@gmail.com
ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Indivíduo e da Cidadania.
>> Jornal Grito Cidadão <<
www.abdic.org.br
"AQUI, NÓS ABRAÇAMOS A SUA CAUSA"
COM MILITARES POLICIANDO MORROS, O BRASIL PODE VIRAR UMA COLÔMBIA
favelados direta ou indiretamente assassinados por militares,
apenas por terem desacatado sua otoridade.
É grande a possibilidade de os militares, exercendo funções policiais, serem contaminados pela criminalidade, tanto que se trata de "uma preocupação constante do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, como o do México, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição, seja também pela promiscuidade, sabendo-se que alguns saíram do Exército e foram recrutados pelo tráfico".
"O negócio de drogas vai muito bem, obrigado, mas não o tráfico na sua forma que envolve, no Rio, controle territorial, organização de grupos armados, pagamento a policiais, conflito com facções, num contexto político crescentemente antagônico e com pressões sobre os governos, pois a consciência pública vai amadurecendo e se tornando mais refratária a conviver com o ilegal nessa magnitude.
É um sistema muito pesado, caro, arriscado.
O fato de estar em declínio não significa que esteja suspensa a sua capacidade de produzir danos à sociedade, como mortes e todo tipo de violência.
A primeira medida fundamental é fazer com que a polícia pare de participar do tráfico. A parceria entre o tráfico e segmentos policiais corruptos, que vendem armas, alugam Caveirão, ganham percentuais da venda da droga, tem que ser objeto da preocupação prioritária.
Esses traficantes [tradicionais] o são com apoio dos que deveriam cumprir a lei. Então, o mal atravessa os dois lados, não existe essa polaridade [entre bem e mal], e esse é o problema. Quando a autoridade dá ao policial na ponta liberdade para matar, dá-lhe também, indiretamente, a liberdade de não fazê-lo.
Isso começou a gerar negociações varejistas, em momentos de confronto. Mais adiante, transformou-se numa modalidade mais organizada da economia do crime. Até que se chegou, no final dos anos 80 e início dos 90, a um terceiro estágio da economia da corrupção: o acordo, o contrato, o arreglo. Isso faz com que a polícia se torne parceira fixa.
O conflito em São Conrado [há cinco meses] foi fruto de uma redefinição do contrato [entre traficantes e policiais]: inflação, mudança de preço, cobrança de sobrepreço. Os sócios se desentenderam. Em geral, os conflitos são desse tipo.
O tráfico está em declínio, os ganhos estão se reduzindo, então precisa negociar uma redução do que se paga à polícia. E a polícia não aceita e às vezes exige aumento.
O quarto estágio da economia da corrupção: é a milícia. É quando já há uma organização superior: 'Nós não precisamos ser apenas sócios, podemos ser os protagonistas. Vamos buscar lucros participando de forma criminosa de tudo o que puder oferecer algum potencial econômico na vida da comunidade que estará sob nosso domínio, sob nosso terror'.
Mas os milicianos são policiais. Não têm os custos da organização, do acesso às armas. Já estão cobertos. Nós pagamos a maior parte das ações, porque usam a polícia nas invasões. São muito mais fortes, numerosos, têm mais capacidade de organização, o rendimento é superior, têm visão política.
Outro ponto é a segurança privada. É uma das origens das milícias. Os salários dos policiais são insuficientes. O sujeito tem que complementar a renda. Vai buscar, como nós fazemos, na área de sua especialidade, no caso, a segurança.
Isso é ilegal, as autoridades sabem disso, mas fingem que não veem. As autoridades toleram essa complementação. Veja que situação absurda: o Estado tem um pé na legalidade e um pé na ilegalidade.
É assustador que pessoas tão inteligentes e bem intencionadas se iludam com a fábula de que o bem venceu o mal. Esse mal só existiu até esse momento porque foi alimentado por isso que chamamos de bem.
E, se agora esse mal é afastado, esse bem que é parte do mal parece triunfante. Vamos nos surpreender sendo apunhalados pelas costas, porque parte dos heróis são os que estão nos condenando à insegurança, levando armas e drogas para as favelas".
SOBRE O MESMO ASSUNTO, LEIA TAMBÉM:
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
FICÇÃO
África 21 - Provedores de Justiça da CPLP reúnem-se em Lisboa
Provedores de Justiça da CPLP reúnem-se em Lisboa
Entre os assuntos em debate está o papel dos provedores no reforço da defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Da Redação

O encontro vai procurar traçar rumos que conduzam à dinamização e institucionalização da figura do Provedor nos países da CPLP e vai servir também para troca de experiências e dar corpo ao acordo firmado em 2009, em Brasília (Brasil), no sentido da institucionalização das provedorias de Justiça em Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.
Entre os assuntos em debate está o papel dos provedores no reforço da defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Fazem parte da CPLP: Angola, actualmente a presidir a organização, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor-Leste.
África 21 - Provedores de Justiça da CPLP reúnem-se em Lisboa
NESTE DOMINGO,DIA 5 DE DEZEMBRO,RECITAL DO MAESTRO SOARES BRANDÃO,NO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO!!
Recital de Soares Brandão no próximo domingo no Centro Cultural de São Paulo, 11h30,Série Clássicos de domingo, Sala Jardel Filho (Rua Vergueiros,100 - Paraíso).
Na foto ao lado Otavio está com o Ministro da Cultura e Comunicação da França - Frédéric Miterrand. O propgrama em São Paulo será o mesmo de ...Paris.
Cerca de 250 mil brasileiros não sabem que foram infectados por HIV
Em Brasília
01/12/2010 - 12h16
Cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país – desses, 255 mil não sabem que foram infectados. Os dados foram divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde.De acordo com a pasta, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dobrou, passando de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.
Aumento no número de infecções
O número de novas infecções por HIV no Brasil passou de 37.465, em 2008, para 38.538, no ano passado, de acordo com dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. Em média, são registrados 35 mil novos casos de Aids por ano.
De acordo com a pasta, o crescimento não é preocupante, porque é reflexo do aumento de testagens em todo o país. Ao todo, atualmente, há 630 mil infectados no Brasil. A faixa etária preponderante é dos 30 a 49 anos.
O boletim epidemiológico aponta ainda que 11.839 pessoas com HIV morreram em 2009, praticamente o mesmo número registrado em 2008 (11.815). Desde os anos 80, mais de 229 mil pessoas morreram em decorrência da doença.
Jovens
Entre os menores de 5 anos, os dados apontam para uma redução de 44,4% no número de novos casos entre 1999 e 2009.
Em relação aos adolescentes, o Ministério lembra que nos últimos anos houve uma inversão no perfil de infectados e, hoje, na faixa de 13 a 19 anos, há mais jovens do sexo feminino que do sexo masculino com Aids.
Dos jovens infectados, 20, 1% são homossexuais, 11,5% são bissexuais e 30,5% são heterossexuais.
Regiões
Os registros de novos casos de Aids acumulados de 1980 a junho de 2010 indicam que a maior parte dos infectados está no Sudeste (58%). Em seguida, estão as regiões Sul (19,5%), Nordeste (12,5%), Centro-Oeste (5,7%) e Norte (4,2%).
Pela liberdade de crer - parte 4/4
No Brasil, temos assistido à pessoas da religião dos
Testemunhas de Jeová que com base em suas crenças impediram seus filhos de sofrerem a transfusão de sangue em hospitais, deixando-os morrerem indefesos. Muitas são, porém outros elementos contraproducentes integram várias crenças.
Filosoficamente falando, a liberdade tem de ser entendida de forma ampla, abrangente. Esta é, por exemplo, a melhor opção conforme ensina a doutrina da Democracia Pura, que esclarece: “A crença é livre e livre a sua crítica, porquanto a crítica nada mais é do que também outra ideia embora de outra natureza.” E se for impedida a crítica, está-se na verdade contrariando a própria liberdade de pensamento.
Na Declaração emitida pelos revolucionários franceses, inspirados pelos filósofos, a redação do artigo XI é mais racional quando diz que “todo cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente.” Afinal, a crítica é inexoravelmente um direito de falar e escrever livremente.
Por outro lado, na Declaração das Nações Unidas, o artigo XVIII (manifestação de crença) não pode se opor ao artigo XIX (transmissão das ideias). Este por sua vez garante o enunciado da crítica.
Em termos conclusivos, num regime de democracia pura, deve se atender aos princípios filosóficos de que a liberdade de crenças e de ideias é ampla em todos os aspectos na afirmação e na contra-afirmação.
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/26/artigo190474-4.asp
Facebook e Google brigam por espaço
Posse da identidade dos usuários, chave para bilhões em publicidade, é motivo de disputa entre os gigantes
Desavenças tiveram início quando o Google bloqueou a importação de contatos do Gmail para o Facebook
FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES
Uma batalha de Golias versus... Golias deu início após alguns anos de guerra fria no Vale do Silício, norte da Califórnia, onde se concentram as principais potências de tecnologia do mundo.
Em jogo, está a "portabilidade" do perfil do internauta, chave para uma receita bilionária de publicidade.
Os gigantes em questão são o Google, líder das buscas que você faz na internet, e o Facebook, líder entre as redes sociais onde você coloca suas fotos, e-mail, cidade, preferência musical, amigos e "curte" marcas como Coca-Cola e Havaianas.
Entre os feridos, até agora, só mesmo os usuários, bombardeados com propagandas que funcionam como mísseis teleguiados, baseadas nas preferências publicadas em sites de relacionamento.
Em agosto, o Facebook foi o site em que os americanos mais passaram tempo, na frente do Google, pela primeira vez.
A rede também foi líder de visualizações de propaganda no terceiro trimestre, com 23% do mercado, segundo a comScore.
No Brasil, apesar de o Orkut continuar sendo a rede social mais usada, com 36 milhões de visitas únicas em agosto, o Facebook cresceu de 1,5 milhão de visitantes para 9 milhões em um ano. No mundo, são mais de 500 milhões de usuários.
Todos os dados coletados pela empresa de Mark Zuckerberg, criada num dormitório de faculdade em 2004, por ali ficam, como uma mina de ouro, para uso do próprio internauta, seus amigos, publicitários e outros sites parceiros.
Cada vez mais, Zuckerberg tenta tornar públicos esses dados, a tal identidade on-line do internauta, que pode entrar em sites conectado simultaneamente ao Facebook e clicar em botões como "curtir" ou "recomendar", criando uma web dentro da web.
Porém a rede social sonega a portabilidade dessa identidade para sites rivais, como o Google. Você pode abrir uma conta no Facebook e importar todos os seus endereços de e-mail do Gmail, o e-mail do Google, para facilitar o encontro de amigos, mas não vice-versa -o Facebook não permite.
E foi aí que a batalha começou, em novembro. Primeiro, o gigante das buscas bloqueou a ferramenta que transferia os endereços do Gmail para a rede social.
"Muitos sites permitem que seus usuários importem ou exportem suas informações, incluindo seus contatos, de forma rápida e fácil", informou o Google via comunicado, ao anunciar o bloqueio. "Mas sites que não o fazem, como o Facebook, deixam o usuário num beco sem saída."
Na sequência, a turma de Zuckerberg descobriu uma forma de driblar o cerco. O Google voltou atrás, liberou a importação, mas não sem deixar uma mensagem irônica ao usuário em busca da ferramenta, chamada "Trap My Contacts" (jogue meus contatos numa armadilha), no qual afirma discordar da política de "protecionismo de dados".
Para David Kirkpatrick, autor do livro "O Efeito Facebook", uma espécie de biografia da empresa, "se a missão do Google é fazer buscas por toda a internet, e o Facebook está criando mais e mais uma internet por trás de cortinas, então o Google tem um problema crescente".
De fato, o que falta ao império Google é uma rede social que vem há tempos sendo gestada, o famoso Google Me, segundo especuladores.
E poder carregar seus amigos de uma rede para outra, seria, sem dúvida, um desejo da dupla Page-Brin.
Para Kirkpatrick, ex-editor sênior de tecnologia da revista "Fortune", além da receita publicitária, também está em jogo o futuro da ferramenta de buscas.
"Ela vai evoluir para a busca social. E a Microsoft tem acesso aos dados do Facebook. Isso é uma grande vantagem estratégica, e o Google sabe disso."

